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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/noticias.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>JOVENS CIENTISTAS</b></font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v65n1/linha.jpg"></p>     <p><font size="4">Projeto chileno     leva estudantes para continente gelado</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">"Procuram&#45;se jovens cientistas para expedi&ccedil;&atilde;o ant&aacute;rtica: frio extremo, dias longos, lugares inexplorados. Em caso de &ecirc;xito: honra e conhecimento", esse &eacute; texto no cartaz que divulga a Feira Ant&aacute;rtica Escolar (FAE), principal programa de divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia ant&aacute;rtica no sistema educacional do Chile, organizado pelo Instituto Ant&aacute;rtico Chileno (Inach), juntamente com a For&ccedil;a A&eacute;rea do Chile. Por meio do programa, alunos do ensino m&eacute;dio de todo o pa&iacute;s elaboram projetos cient&iacute;ficos para concorrer a uma das vagas na expedi&ccedil;&atilde;o que, desde 2004, leva estudantes e professores para a Ant&aacute;rtida. </font></p>     <p><font size="3">O objetivo da Feira Ant&aacute;rtica Escolar &eacute; estimular o interesse pela ci&ecirc;ncia polar em jovens e, assim, refor&ccedil;ar o capital humano nessa &aacute;rea. Tamb&eacute;m busca desenvolver habilidades no uso do m&eacute;todo cient&iacute;fico para encontrar respostas para os enigmas do "Continente Branco". De acordo com Jorge Gallardo Turiel, da assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o do Inach, a Ant&aacute;rtida e a ci&ecirc;ncia polar n&atilde;o fazem parte dos conte&uacute;dos das escolas chilenas. Al&eacute;m disso, o pa&iacute;s tem paisagens contrastantes, &eacute; cortado pelos Andes, possui desertos, praias e neve. "Nesse sentido, o programa possibilita uma aproxima&ccedil;&atilde;o dos estudantes e professores de todo pa&iacute;s com conhecimento ant&aacute;rtico", diz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a08img01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>ESTUDO E AVENTURA</b> O programa tem tr&ecirc;s fases que ocupam cinco meses. Na primeira os alunos, individualmente ou em grupo, escolhem o tema com que v&atilde;o trabalhar e desenvolvem projetos de pesquisa. O tema deve estar associado a uma das linhas de pesquisa do Inach: as rela&ccedil;&otilde;es entre a Am&eacute;rica do Sul e Ant&aacute;rtida; adapta&ccedil;&atilde;o ao meio ant&aacute;rtico e seus biorecursos; abund&acirc;ncia e diversidade de organismos ant&aacute;rticos; o aquecimento global e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Os projetos podem participar em duas categorias: trabalho experimental ou revis&atilde;o de literatura. Na primeira fase, al&eacute;m de ter a ajuda de seus professores, os estudantes contam com palestras de pesquisadores do Inach. Para os professores s&atilde;o oferecidos workshops sobre o m&eacute;todo cient&iacute;fico e apoio na elabora&ccedil;&atilde;o dos projetos de pesquisa. </font></p>     <p><font size="3">Os 25 melhores projetos seguem para a segunda etapa do programa, uma feira de ci&ecirc;ncias onde os projetos s&atilde;o apresentados para a comunidade. A edi&ccedil;&atilde;o de 2012, IX FAE, aconteceu na cidade de Puerto Natales. "Foi a primeira vez que organizamos o evento fora de Punta Arenas onde fica a sede do Inach. A programa&ccedil;&atilde;o incluiu atividades para os jovens, professores e tamb&eacute;m para a comunidade", conta Jorge Turiel. Os ganhadores foram estudantes de Antofagasta (norte do Chile), de Santiago e de Punta Arenas (ao sul do pa&iacute;s), que somam um total de seis alunos, com idades entre 14 e 17 anos, e quatro professores que v&atilde;o para a Expedi&ccedil;&atilde;o Ant&aacute;rtica Escolar que deve ocorrer entre fevereiro e mar&ccedil;o deste ano.</font></p>     <p><font size="3">Omayra Bel&eacute;n Toro e Naomi Estay, de Santiago, foram as primeiras colocadas na categoria "trabalho experimental" com uma pesquisa sobre microrganismos capazes de degradar compostos qu&iacute;micos em solos contaminados. Na categoria "revis&atilde;o de literatura" venceu um projeto sobre os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nos h&aacute;bitos alimentares de duas esp&eacute;cies de pinguins, de Pilar Bonilla e Sofia Castillo, de Antofagasta, cidade que fica no deserto de Atacama, o mais &aacute;rido do mundo.</font></p>     <p><font size="3">Na base de pesquisa chilena, alunos e professores recebem instru&ccedil;&otilde;es sobre como se comportar em um ambiente extremo. "Al&eacute;m das regras de seguran&ccedil;a, eles aprendem que t&ecirc;m que otimizar o uso dos recursos. Embora seja um lugar com a maior reserva de &aacute;gua doce do mundo, na Ant&aacute;rtida, a &aacute;gua &eacute; um recurso escasso", explica Jorge Turiel, que acompanha o grupo. A expedi&ccedil;&atilde;o dura de tr&ecirc;s a quatro dias, dependendo das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. "Nesse per&iacute;odo eles desenvolvem um intenso programa de atividades educativas e cient&iacute;ficas, com coleta de material e medi&ccedil;&otilde;es em campo, compartilhando pesquisas com cientistas chilenos e de outras nacionalidades que vivem no Continente Branco", descreve. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a08img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Em uma das visitas do grupo &agrave; ilha Ardley, um dos poucos lugares onde convivem tr&ecirc;s esp&eacute;cies de pinguins (o pinguim&#45;de&#45;ad&aacute;lia, uma das &uacute;nicas esp&eacute;cies que constroem ninhos; o pinguim&#45;de&#45;barbicha, que cresce at&eacute; 70 cm de altura e o pinguim&#45;gentoo, uma das aves mais r&aacute;pidas debaixo da &aacute;gua) compartilhando a mesma &aacute;rea. A flora da ilha mostra grande variedade de esp&eacute;cies com l&iacute;quens, musgos e plantas vasculares, ou seja, muito mais do que gelo.</font></p>     <p><font size="3">Segundo ele, o programa tem um forte componente educativo e cient&iacute;fico, que estimula a aprendizagem baseada na experi&ecirc;ncia. "A Feira Ant&aacute;rtica Escolar &eacute; uma oportunidade para a forma&ccedil;&atilde;o de uma cultura cient&iacute;fica no Chile porque as experi&ecirc;ncias dos estudantes e professores t&ecirc;m efeito multiplicador. Com isso &eacute; poss&iacute;vel criar espa&ccedil;os para o di&aacute;logo entre cientistas e cidad&atilde;os", acredita.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a08img03.jpg"></p>      ]]></body>
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