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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><B>Conflitos por terra e &aacute;gua no Alto Solim&otilde;es envolvendo povos e comunidades tradicionais.</b></font></p>     <p><font size="3">Reginaldo Concei&ccedil;&atilde;o da Silva</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><B>O</b></font><font size="3">s m&uacute;ltiplos usos dos recursos florestais e h&iacute;dricos e a variedade de agentes sociais evidenciam a complexidade dos fen&ocirc;menos associados &agrave; sociodiversidade amaz&ocirc;nica e as estrat&eacute;gias diferenciadas de povos tradicionais face a seus direitos territoriais. As oposi&ccedil;&otilde;es a estes usos, por interesses que pressionam o mercado de terras, evidenciam os in&uacute;meros conflitos sociais por acesso a terras e &aacute;gua, que disp&otilde;em as comunidades tradicionais num cen&aacute;rio de incertezas face ao futuro.</font></p>     <p><font size="3">Na mesorregi&atilde;o do Alto Solim&otilde;es, na fronteira tr&iacute;plice Brasil, Col&ocirc;mbia e Peru, as tens&otilde;es sociais t&ecirc;m aumentado, devido &agrave; intensifica&ccedil;ao da a&ccedil;&atilde;o ilegal de madeireiros, grileiros, garimpeiros, empresas mineradoras e pescadores comerciais envolvendo terras tradicionalmente ocupadas por ind&iacute;genas, ribeirinhos e comunidades agroextrativistas.</font></p>     <p><font size="3">Este texto visa um breve mapeamento dos conflitos por terra e &aacute;gua, no Alto Solim&otilde;es, no estado do Amazonas. Para tal, utilizamos dados secund&aacute;rios extra&iacute;dos dos Informativos da Comiss&atilde;o Pastoral da Terra &#150; CPT &#150; 2011 (1), e de informa&ccedil;&otilde;es obtidas nos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, localizados na cidade de Tabatinga, como a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai), no per&iacute;odo de 2009 a 2012, bem como de observa&ccedil;&otilde;es de campo.</font></p>     <p><font size="3">Acerca da Amaz&ocirc;nia Ocidental, escreve Becker (2): "&eacute; forte a presen&ccedil;a de popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, caboclas e de for&ccedil;as militares".  A autora continua "A regi&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m marcada pela vulnerabilidade das fronteiras pol&iacute;ticas com Col&ocirc;mbia, Peru e Bol&iacute;via". Cabe&#45;nos chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que a mesorregi&atilde;o do Alto Solim&otilde;es, abrange terras tradicionalmente ocupadas justapostas aos territ&oacute;rios colombiano e peruano, cujas popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas e ribeirinhas perpassam as jurisdi&ccedil;&otilde;es territoriais e pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font size="3">No tocante &agrave;s caracter&iacute;sticas sociais e espaciais do Alto Solim&otilde;es, Becker reitera que:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">"Apresenta e maior diversidade cultural e &eacute;tnica, decorrente da conviv&ecirc;ncia de tr&ecirc;s nacionalidades na fronteira pol&iacute;tica com o Peru e a Col&ocirc;mbia, onde &eacute; forte a mobilidade espacial em torno de Tabatinga e Let&iacute;cia. Ademais, as popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas e extrativistas s&atilde;o significativas e os n&uacute;cleos urbanos relativamente mais numerosos" (2).</font></p>     <p><font size="3">Quanto &agrave; sua composi&ccedil;&atilde;o, a mesorregi&atilde;o &eacute; composta dos munic&iacute;pios: Tabatinga, Benjamin Constant, S&atilde;o Paulo de Oliven&ccedil;a Atalaia do Norte, Santo Ant&ocirc;nio do I&ccedil;a, Amatur&aacute;, Tonantins, nos quais convivem os seguintes povos ind&iacute;genas: Tikuna, Kokama, Kambeba, Kulina, Kanamari, Katukina, Mayoruna, Miranha e Cayxana. Nesta configura&ccedil;&atilde;o, percebe&#45;se, pela quantidade de cidades e pela diversidade de grupos ind&iacute;genas, que a divis&atilde;o territorial aos moldes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &#150; IBGE &eacute; pouco expressiva, quando se tenta entender a complexa rela&ccedil;&atilde;o socioespacial no contexto fronteiri&ccedil;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a14img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Importa destacar que a demarca&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de terras ind&iacute;genas &#150; TI, sob responsabilidade da Funai, nessas unidades espaciais, n&atilde;o foi suficiente para assegurar&#45;lhes o direito de uso do territ&oacute;rio, enquanto espa&ccedil;o de uso tradicional. H&aacute; conflitos com interesses que pretendem usurpar as terras ind&iacute;genas. H&aacute; conflitos que negam os direitos constitucionais e a ocupa&ccedil;&atilde;o tradicional, contrariando tamb&eacute;m o que estabelece o Decreto 6.040 de fevereiro de 2007, que determina a Pol&iacute;tica Nacional de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel dos Povos e Comunidades Tradicionais &#150; PNPCT. (3)</font></p>     <p><font size="3">Uma data&ccedil;&atilde;o desses conflitos pode ser registrada com a ocorr&ecirc;ncia do chamado "Massacre do Capacete", perpetrado por madeireiros e registrado pelo M&aacute;guta&#45;CDPAS (Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o e Pesquisa do Alto Solim&otilde;es) na publica&ccedil;&atilde;o de 1988 intitulada "A l&aacute;grima Tikuna &eacute; uma s&oacute;" (4): "Viemos comunicar que hoje, 28 de mar&ccedil;o de 1988, &agrave;s 12 horas do dia, n&oacute;s reunidos entre 4 comunidades, na localidade Ticuna S&atilde;o Leopoldo no Amazonas, munic&iacute;pio de Benjamin Constant, na casa do Ticuna Aseliares Flores Salvador, aconteceu uma grande tristeza entre n&oacute;s. Que 20 homens armados, homens civilizados armados com espingardas calibre 16, rifles, rev&oacute;lver e metralhadora amea&ccedil;aram n&oacute;s.</font></p>     <p><font size="3">Com esta amea&ccedil;a, eles mataram em adultos e crian&ccedil;as 11 pessoas. E 22 ficaram feridas. As comunidades que estavam reunidas s&atilde;o: S.Leopoldo, Novo Porto Lima, Bom Pastor e Porto Espiritual." (Carta&#150;relat&oacute;rio escrita na Aldeia de Novo Porto Lima, na noite do massacre, antes da chegada da Funai e da Pol&iacute;cia Federal, pelo professor Ticuna dessa localidade, Santo Cruz Mariano Clemente ou Pucuracu).</font></p>     <p><font size="3">Uma outra ocorr&ecirc;ncia, que difere da anterior por estar referida a tens&otilde;es entre comunidades tradicionais, foi registrada, dez anos depois, por Carvalho (5) (2010, p.47 &#150; 48), na homologa&ccedil;&atilde;o de Terras Ind&iacute;genas do Vale do Javari, em 1998, no munic&iacute;pio de Atalaia do Norte. Segundo o autor foi institu&iacute;da "uma das maiores reservas da Amaz&ocirc;nia, beneficiando v&aacute;rias etnias ind&iacute;genas; entretanto, os agricultores ribeirinhos, remanescentes de antigos soldados da borracha, tiveram de deixar suas terras, casas e demais benfeitorias<I>", </I>tal medida desencadeou uma tens&atilde;o, que perdura at&eacute; os dias de hoje. E, continua o autor, "apenas uma pequena parte dos ribeirinhos recebeu indeniza&ccedil;&atilde;o do governo".</font></p>     <p><font size="3">Ao serem compelidos a deixarem essas terras, segundo Carvalho (5) (2010,p. 175) "um dos maiores deslocamentos humanos do estado do Amazonas", aproximadamente seiscentos ribeirinhos foram fixar&#45;se na cidade de Tabatinga, fronteira entre Brasil&#45;Col&ocirc;mbia&#45;Peru.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a14tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Mediante essas diferentes modalidades de conflito, as terras tradicionalmente ocupadas, entendidas aqui como "os espa&ccedil;os necess&aacute;rios &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o cultural, social e econ&ocirc;mica dos povos e comunidades tradicionais, sejam eles utilizados de forma permanente ou tempor&aacute;ria", como reza o Decreto 6.040 de fevereiro de 2007, Art. 3º, n&atilde;o estariam longe de serem transformadas em palco de disputas, sobretudo num momento em que os interesses dos agroneg&oacute;cios avan&ccedil;am sobre a faixa de fronteira.</font></p>     <p><font size="3"> A CPT, preocupada com tal recorr&ecirc;ncia, acompanha v&aacute;rios conflitos envolvendo o uso de terras e &aacute;guas no Alto Solim&otilde;es, sen&atilde;o vejamos:</font></p>     <p><font size="3">Devido &agrave;s suas caracter&iacute;sticas geogr&aacute;fica e &eacute;tnica, essa mesorregi&atilde;o, envolvida historicamente em conflitos por terra e &aacute;gua, tem em comum entre os munic&iacute;pios impasses envolvendo, muitas vezes, os pr&oacute;prios poderes executivos. Alguns desses lit&iacute;gios se arrastam por anos e seu final n&atilde;o parece se descortinar a curto ou m&eacute;dio prazo. As atividades econ&ocirc;micas das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas encontram&#45;se subordinadas aos interesses que controlam a comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos oriundos de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, extrativistas e pesqueiras.</font></p>     <p><font size="3">Uma simples visita &agrave;s feiras livres e ruas centrais dessas cidades que sediam os munic&iacute;pios, reflete uma d&uacute;bia situa&ccedil;&atilde;o deveras conflituosa. Por um lado, a aus&ecirc;ncia de pequenos agricultores, produzindo numa escala que atenda ao fornecimento regular de alimentos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, revelando pontos cr&iacute;ticos das pol&iacute;ticas agr&iacute;colas. De outro as iniciativas agr&iacute;colas volunt&aacute;rias e absolutamente aut&ocirc;nomas de ind&iacute;genas e ribeirinhos, que lavram a terra de acordo com uma din&acirc;mica sazonal e, assim, produzem alimentos frescos (frutas, verduras, legumes e pescados). Al&eacute;m disso, os centros urbanos n&atilde;o disp&otilde;em de locais apropriados para a comercializa&ccedil;&atilde;o e armazenamento dos produtos. Uma das dimens&otilde;es dos antagonismos se configura na oposi&ccedil;&atilde;o entre uma camada de comerciantes, designada como <I>atravessadores</I>, e os produtores diretos. Outra dimens&atilde;o se refere &agrave;s tens&otilde;es entre o poder p&uacute;blico e os donos de empreendimentos comerciais fixos, que comercializam roupas, alimentos, bebidas e materiais permanentes, tais como os equipamentos de computa&ccedil;&atilde;o, mobili&aacute;rio etc. Os interesses comerciais em flagrante expans&atilde;o abrangem a pesca, a coleta de peixes ornamentais, a atividade madeireira, a explora&ccedil;&atilde;o mineral e a propriedade da terra.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/a14tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Na cidade de Tabatinga destaca&#45;se tamb&eacute;m que o uso de for&ccedil;a policial para dirimir lit&iacute;gios, envolvendo a disputa por recursos naturais, &eacute; recorrente.</font></p>     <p><font size="3">Os tipos de conflitos mostrados acima, bem como os agentes envolvidos, possuem uma peculiaridade hist&oacute;rica, que revigoram no espa&ccedil;o&#45;tempo sob as distintas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no &acirc;mbito nacional, que s&atilde;o ineficazes quando se trata de assegurar os direitos constitucionais e aqueles preconizados por conven&ccedil;&otilde;es internacionais, ratificadas pelo Brasil.</font></p>     <p><font size="3">Longe de grandes empreendimentos estrat&eacute;gicos do ponto de vista governamental, o Alto Solim&otilde;es, enquanto regi&atilde;o de diversidade sociocultural, dotada de um aparato institucional e militar, apresenta ocorr&ecirc;ncias de conflitos, sem perspectiva imediata de solu&ccedil;&atilde;o, envolvendo o direito ao uso das terras, &aacute;guas e demais recursos florestais e minerais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Reginaldo Concei&ccedil;&atilde;o da Silva</b> &eacute; professor de geografia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) &#150; Tabatinga e membro do Grupo de Pesquisa Saberes e Pr&aacute;ticas Discursivas na Amaz&ocirc;nia (IFRO). Email:</i> <A HREF="mailto:reginho.obi@hotmail.com">reginho.obi@hotmail.com</A>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS.</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Canuto, A..; Luz, C.R. da S. e Wichinieski, I. (Orgs.) <i>Conflitos no campo Brasil 2011</i>. Goi&acirc;nia: CPT Nacional Brasil, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Becker, B. K. <i>Amaz&ocirc;nia: geopol&iacute;tica na virada do III mil&ecirc;nio</i>. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Brasil. Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007, que "Institui a Pol&iacute;tica Nacional de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel dos Povos e Comunidades Tradicionais".    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. M&aacute;guta&#45;CDPAS&#45; <i>A l&aacute;grima Ticuna &eacute; uma s&oacute;</i>. Benjamin Constant. 1988</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Carvalho, J.B. de. <i>Desmatamentos, grilagens e conflitos agr&aacute;rios no Amazonas</i>. Manaus: Editora Valer, 2010.    </font></p>      ]]></body><back>
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