<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252013000400006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/S0009-67252013000400006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Redes sociais federadas prometem mais autonomia]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schmidt]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sarah Costa]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>65</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>12</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/sessao(br).jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a06img01.jpg"></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Redes sociais federadas prometem mais autonomia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O receio de que grandes corpora&ccedil;&otilde;es centralizadoras tenham dom&iacute;nio sobre os dados pessoais e profissionais de milhares de cidad&atilde;os, sobretudo as que det&ecirc;m softwares como Facebook, Twitter e Google Plus, e o desejo de ter controle e autonomia sobre os programas que utilizam, fazem com que algumas institui&ccedil;&otilde;es brasileiras se esforcem para criar suas pr&oacute;prias redes sociais, personalizadas e baseadas em software livre. No Brasil, a Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) conta com uma rede social de colabora&ccedil;&atilde;o com mais de 62 mil pessoas cadastradas, entre alunos, professores e funcion&aacute;rios, e mais de 880 comunidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a implanta&ccedil;&atilde;o dessas novas redes, "se uma plataforma qualquer deixar de existir por quest&otilde;es comerciais (como o Facebook), n&atilde;o haveria nenhum preju&iacute;zo, porque as pessoas n&atilde;o estariam presas a uma tecnologia externa", explica Paulo Meirelles, professor do curso de engenharia de software da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) que faz parte da equipe que coordenou a reestrutura&ccedil;&atilde;o do projeto Stoa (<a href="http://social.stoa.usp.br" target="_blank">http://social.stoa.usp.br</a>), rede social de colabora&ccedil;&atilde;o da USP, reinaugurada em dezembro de 2012. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Stoa permite que o usu&aacute;rio crie um perfil totalmente personaliz&aacute;vel, em forma de <i>blogs</i> pessoais ou de disciplinas, not&iacute;cias, al&eacute;m de compartilhar projetos de pesquisas, eventos, tudo integrado &agrave; rede e dispon&iacute;vel para acesso para o p&uacute;blico externo. Seus pilares s&atilde;o o compartilhamento, a liberdade e a horizontalidade. "Quando a pessoa se cadastra, a rede n&atilde;o distingue professor, aluno ou funcion&aacute;rio: de in&iacute;cio, todos os perfis s&atilde;o iguais. Depois o usu&aacute;rio o personaliza como for mais conveniente", explica Ewout ter Haar, professor do Instituto de F&iacute;sica da USP e um dos administradores do Stoa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coordenador do Grupo de Apoio T&eacute;cnico-Pedag&oacute;gico da universidade, Haar acredita no potencial que as redes sociais t&ecirc;m para a educa&ccedil;&atilde;o. "&Eacute; interessante observar que os grupos e comunidades s&atilde;o formados espontaneamente no Stoa, paralelos &agrave;s estruturas administrativas da USP. Muitos professores utilizam as ferramentas dispon&iacute;veis em apoio &agrave;s disciplinas, alunos compartilham arquivos em seu pr&oacute;prio perfil e disponibilizam em grupos de estudos virtuais. H&aacute; ainda as comunidades de funcion&aacute;rios", conta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>HIST&Oacute;RIA RECENTE</b> Criada em 2007, inicialmente com base no software livre Elgg, com o passar dos anos o Stoa acabou ficando para tr&aacute;s em termos de ferramentas tecnol&oacute;gicas para as intera&ccedil;&otilde;es e possibilidades de colabora&ccedil;&atilde;o da web 2.0. "N&atilde;o conseguimos desenvolver o sistema por quest&otilde;es financeiras e recursos humanos e a rede acabou estagnando", pondera Haar. Em 2012, o projeto recebeu mais financiamento e adotou o Noosfero, plataforma brasileira para cria&ccedil;&atilde;o de redes sociais e economia solid&aacute;ria, desenvolvida pela Cooperativa de Tecnologias Livres (Colivre). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha do Noosfero ocorreu por conta das op&ccedil;&otilde;es de ferramentas de <i>blog</i>, portf&oacute;lio, f&oacute;rum, galeria de imagens e armazenamento de arquivo em um mesmo sistema. Ele j&aacute; &eacute; utilizado como base para o desenvolvimento do sistema do SoftwareLivre.org e para World Museum Project, ambiente pedag&oacute;gico e rede social criado para promover a intera&ccedil;&atilde;o entre professores e estudantes de mais de dez pa&iacute;ses, recentemente premiado com o Excellent Workshop Award do Canvas Workshop Collection, evento realizado em 2012 no Jap&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REDES SOCIAIS FEDERADAS</b> O uso de uma plataforma livre permite autonomia sobre a rede, sem depender de um provedor de servi&ccedil;o. "Com o Noosfero, a universidade deixou de ser uma usu&aacute;ria de rede social para se tornar provedora para aquela comunidade acad&ecirc;mica", explica Vicente Aguiar, gestor da Colivre. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do desejo de se conectar com outras institui&ccedil;&otilde;es de ensino, o Stoa n&atilde;o tem a pretens&atilde;o de ser a &uacute;nica rede social entre as universidades brasileiras. A expectativa &eacute; que cada uma tenha a sua, desenvolvida de acordo com suas particularidades e que essas redes possam conversar entre si. Dessa forma, seria poss&iacute;vel criar as redes sociais federadas, que compartilham um protocolo comum e permitem que seus usu&aacute;rios se comuniquem sem a necessidade de efetuar um novo cadastro em outra rede. Seria como se o usu&aacute;rio de uma conta no Facebook pudesse mandar mensagens e interagir com outro no Orkut. Com uma identidade &uacute;nica, seria poss&iacute;vel curtir postagens, compartilhar fotos, enviar mensagens, criar eventos e fazer coment&aacute;rios transitando essas duas redes, por exemplo. Dessa forma, as informa&ccedil;&otilde;es e dados dos usu&aacute;rios n&atilde;o ficariam monopolizados e concentrados em um &uacute;nico provedor de acesso, e haveria maior liberdade de escolha. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os especialistas em tecnologias livres consultados apontam que a caracter&iacute;stica de concentrar usu&aacute;rios vai contra o princ&iacute;pio da rede mundial de computadores que nasceu em um esquema de federa&ccedil;&atilde;o, descentralizado, com diversas redes interagindo entre si. Hoje h&aacute; algumas redes sociais que tentam funcionar dessa forma, como a Di&aacute;spora e pump.io. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n4/a06img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vicente Aguiar lembra que os emails s&atilde;o um bom exemplo de federa&ccedil;&atilde;o. "Imagine ter que se cadastrar no Yahoo para mandar um email para um colega seu que &eacute; @yahoo? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parece loucura? &Eacute; o que as redes sociais propriet&aacute;rias fazem hoje e nos parece muito normal", compara. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RUMO &Agrave; CONEX&Atilde;O</b> "Colocamos a possibilidade de fazer um projeto piloto de redes federadas entre USP e UFBA, por&eacute;m, ainda n&atilde;o conseguimos recursos para isso do lado de c&aacute;", diz Aguiar. Enquanto isso, o professor Paulo Meirelles, ainda ligado ao projeto do Stoa, coordena o desenvolvimento de uma rede social para a UnB, o Comunidade.Unb, tamb&eacute;m baseado em Noosfero, que est&aacute; em fase de testes. Depois de implantada, o objetivo &eacute; tentar criar a federa&ccedil;&atilde;o, a intera&ccedil;&atilde;o com a rede social da USP. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Polo Tecnol&oacute;gico de Itaipu (PTI) est&aacute; investindo em uma rede social pr&oacute;pria que iniciou, em 2011, um projeto com a Funda&ccedil;&atilde;o Banco do Brasil, sobre tecnologias sociais e sua difus&atilde;o, tamb&eacute;m baseado em Noosfero. "A plataforma, al&eacute;m da simples divulga&ccedil;&atilde;o das tecnologias, do banco de dados da FBB, pode dar todo suporte de intera&ccedil;&atilde;o e interc&acirc;mbio entre os usu&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adotamos a ferramenta porque acreditamos e incentivamos o uso de software livre, com o anseio de se trabalhar em rede de colabora&ccedil;&atilde;o devido, principalmente, aos nossos contatos e a&ccedil;&otilde;es em conjunto com os pa&iacute;ses do Mercosul, que est&atilde;o apoiando a constru&ccedil;&atilde;o dessa rede", explica a coordenadora do Centro de Refer&ecirc;ncia em Tecnologia Social do PTI, Tania Rodrigues. O projeto, denominado de Rede de Tecnologias Sociais para o Mercosul, pretende lidar com assuntos relacionados &agrave;s metodologias, produtos e pr&aacute;ticas que desenvolvam e promovam a inclus&atilde;o social. O objetivo &eacute; que a rede seja federada com as demais redes de universidades brasileiras, como USP e UnB. "A intera&ccedil;&atilde;o &eacute; fazer parcerias com as institui&ccedil;&otilde;es que j&aacute; utilizam o Noosfero, e uma das principais inten&ccedil;&otilde;es &eacute; a possibilidade de integrar os cursos de ensino a dist&acirc;ncia (EAD) dentro dessas    plataformas", avalia Tania.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sarah Costa Schmidt</font></p>      ]]></body>
</article>
