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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/brasil.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">E<small>DUCA&Ccedil;&Atilde;O</small></font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v66n1/line_blk.jpg" /></P>     <p><font size="4"><b>Era de inova&ccedil;&atilde;o em tecnologia digitais imp&otilde;e desafios</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Uma frase escrita por Maquiavel em sua mais famosa obra,<I> O pr&iacute;ncipe</I>, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XVI ainda tem impacto na atualidade: "(...) n&atilde;o h&aacute; nada mais dif&iacute;cil do que se ter em m&atilde;os algo novo, nem nada mais perigoso do que conduzir por caminhos in&eacute;ditos, ou incertos quanto ao sucesso, ao se tomar a dianteira na introdu&ccedil;&atilde;o de uma nova ordem das coisas". O pensador italiano se mant&eacute;m atual sobretudo quando as mudan&ccedil;as para um caminho novo passam por setores considerados pilares da sociedade, como a educa&ccedil;&atilde;o. O que era considerado arriscado e temeroso, no entanto, hoje &eacute; tido como desej&aacute;vel, j&aacute; que as inova&ccedil;&otilde;es s&atilde;o motores da sociedade contempor&acirc;nea.</font></P>     <p><font size="3">Nesse contexto &eacute; que o f&iacute;sico brasileiro Ronaldo Mota (com passagens pelas secretarias nacionais de Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico e Inova&ccedil;&atilde;o, de Educa&ccedil;&atilde;o Superior, e de Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia), em coautoria com o ingl&ecirc;s David Scott, professor do Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Londres, esmi&uacute;­&ccedil;a as mudan&ccedil;as que vem sofrendo &#150; e que ainda sofrer&aacute; &#150; o processo educacional, enfatizando a inclus&atilde;o das tecnologias digitais, em seu recente livro <I>Educando para inova&ccedil;&atilde;o e aprendizagem independente</I> (137 p&aacute;ginas, editora Elsevier, 2014).</font></P>     <p><font size="3">Na obra, os autores analisam cen&aacute;rios educacionais atuais, a partir do que ocorre em seus pa&iacute;ses de origem (Brasil e Inglaterra), destacando que, no mundo globalizado, a sociedade internacional, interconectada e interdependente, "progressivamente influencia a maneira que ensinamos e aprendemos; dessa forma exigindo novas metodologias". Mota e Scott tamb&eacute;m defendem que, independentemente de como e quais altera&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas vir&atilde;o, uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute; a de educar pessoas para consolidar uma sociedade que tenha como base a sustentabilidade. </font></P>     <p><font size="3"><B>FUS&Atilde;O </b>&Eacute; na inova&ccedil;&atilde;o e na sua fus&atilde;o com tecnologias digitais que os autores encontram os instrumentos necess&aacute;rios para as melhorias que est&atilde;o sendo implementadas no processo ensino&#45;aprendizagem. "Vivemos em constantes e aceleradas transforma&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o h&aacute; precedente hist&oacute;rico quanto &agrave; radicalidade e &agrave; velocidade com que as coisas ao nosso redor est&atilde;o mudando, e tamb&eacute;m quanto &agrave; capacidade de estocagem e recupera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, embora j&aacute; estejamos imersos em transforma&ccedil;&otilde;es dos m&eacute;todos educativos tradicionais e de dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento, ainda estamos nos prim&oacute;rdios de uma nova revolu&ccedil;&atilde;o, o que se pode chamar de terceira revolu&ccedil;&atilde;o educacional", comenta Mota. Para ele, as tecnologias digitais ter&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o impacto compar&aacute;vel ao aparecimento do conceito de escola em Atenas, na Gr&eacute;cia Antiga &#150; considerada a primeira revolu&ccedil;&atilde;o educacional &#150; e tamb&eacute;m ao surgimento do livro moderno, resultado do avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico da imprensa de Gutenberg e abund&acirc;ncia de papel na Europa do s&eacute;culo XV &#150; a segunda revolu&ccedil;&atilde;o educacional. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Algumas promessas anteriores, como o uso de filmes educativos, r&aacute;dio, televis&atilde;o e programas de computador sem acesso &agrave; internet, tentaram introduzir maior independ&ecirc;ncia e autocontrole do aluno no processo de aprendizagem. Mas &eacute; no uso das ferramentas interativas e port&aacute;teis que o sistema educativo ganha maior amplitude, pois h&aacute; expans&atilde;o do acesso a conte&uacute;dos did&aacute;ticos e maior flexibiliza&ccedil;&atilde;o do tempo de estudo. Mota esclarece que n&atilde;o se trata somente de trazer tablets e aparelhos celulares para a sala de aula, mas de adotar m&eacute;todos capazes de incorporar inova&ccedil;&otilde;es a uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade.</font></P>     <p><font size="3"><B>STARTUPS</b> Os autores defendem a ideia de que &eacute; indispens&aacute;vel integrar as tecnologias digitais aos recursos educacionais e o reexame das abordagens tradicionais de ensino. As novidades, como o software Moodle­ (Modular Object&#45;Oriented Dynamic Learning Environment) e os MOOCs (Massive Open Online Courses), configuram ambientes virtuais de aprendizagem e permitem que o aluno explore os conte&uacute;dos mais autonomamente. </font></P>     <p><font size="3">Apesar de parecer algo que exclui a figura do professor, a metodologia lhe d&aacute; uma nova dimens&atilde;o, que, segundo Mota, se assemelhar&aacute; a um "designer educacional, algu&eacute;m respons&aacute;vel por coordenar um ambiente virtual interativo, e extremamente atraente (ampliando as fronteiras do espa&ccedil;o f&iacute;sico), no qual o conte&uacute;do e as discuss&otilde;es sobre uma determinada disciplina se desenvolvem". Assim, o aprendizado ser&aacute; colaborativo, entre aluno e professor, e entre os pr&oacute;prios alunos. </font></P>     <p><font size="3">Mota e Scott destacam que as <I>start­ups</I>, em especial as empresas incubadas nas universidades, t&ecirc;m e ter&atilde;o papel fundamental na explora&ccedil;&atilde;o de novas alternativas no setor educacional. Para o autor brasileiro o cen&aacute;rio no pa&iacute;s &eacute; animador: "estamos preparados para essas mudan&ccedil;as; somos mais de 100 milh&otilde;es de usu&aacute;rios da internet, sendo que gastamos em m&eacute;dia mais tempo navegando pela rede que a maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos. Quando esse potencial se associar &agrave; educa&ccedil;&atilde;o de qualidade, estaremos prontos para desfrutar dos avan&ccedil;os decorrentes de um povo educado, criativo e inovador."</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><i>Daniel Blasioli Dentillo</i></font></p>      ]]></body>

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