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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/mundo.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">E<small>NGENHARIA DE ALIMENTOS</small></font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v66n1/line_blk.jpg"></P>     <p><font size="4"><b>Embalagem inteligente visa redu&ccedil;&atilde;o de perdas, mas ainda esbarra em obst&aacute;culos </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A data de validade &eacute; ainda um dos principais indicadores que garantem ao consumidor a qualidade dos produtos aliment&iacute;cios, seguido, claro, dos sentidos da degusta&ccedil;&atilde;o. Mas, ainda assim, h&aacute; sempre o risco de se consumir alimentos que n&atilde;o estejam pr&oacute;prios para o consumo. O crescente mercado das embalagens inteligentes, que movimentou cerca de US$8,8 bilh&otilde;es em 2013 na Europa, promete embalagens que interagem com os alimentos e informam com mais precis&atilde;o sobre sua qualidade. Os dados s&atilde;o da Brasil Pack Trends 2020, idealizado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). </font></P>     <p><font size="3">"O iStrip &eacute; um bom exemplo dessa tecnologia, pois foi desenhado para detectar o congelamento acidental de produtos refrigerados. O sistema &eacute; baseado em ouro coloidal, que &eacute; vermelho em temperaturas acima de 0ºC, mas o congelamento aglomera a nanopart&iacute;cula de ouro, que resulta em uma solu&ccedil;&atilde;o transparente, indicando o congelamento acidental do produto", explica Claire Sarant&oacute;poulos, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Ital.</font></P>     <p><font size="3">Embora o potencial de inova&ccedil;&atilde;o desses materiais seja alto, quest&otilde;es como a sa&uacute;de do consumidor, os riscos regulat&oacute;rios e o custo em pesquisa e desenvolvimento ainda precisam entrar em pauta para que sejam melhor utilizados na ind&uacute;stria de embalagens. &Eacute; preciso estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o codependente e intr&iacute;nseca entre cientistas, empresas e consumidores para avan&ccedil;ar nessa &aacute;rea, aponta Claire. O exemplo do uso de nanotecnologias na composi&ccedil;&atilde;o de embalagens inteligentes ainda &eacute; o alvo principal das pesquisas, por ser uma categoria relativamente nova de estudos que, hoje, s&atilde;o liderados por centros de pesquisa japoneses.</font></P>     <p><font size="3">Por&eacute;m, os efeitos a longo prazo dessas subst&acirc;ncias sobre a sa&uacute;de humana ainda s&atilde;o pouco conhecidos. Marisa Padula, pesquisadora do Cetea/Ital, explica que atualmente h&aacute; uma resolu&ccedil;&atilde;o europeia, o Regulamento (EC) 450/2009 que contempla todos os aspectos de embalagens inteligentes, como sua conceitua&ccedil;&atilde;o, subst&acirc;ncias usadas em sua composi&ccedil;&atilde;o, rotulagem, entre outros, visando garantir que as informa&ccedil;&otilde;es transmitidas pela embalagem n&atilde;o confundam ou enganem o consumidor.Esses conceitos ainda n&atilde;o foram introduzidos no Mercosul, e os EUA afirmam que sua legisla&ccedil;&atilde;o j&aacute; abrange essas resolu&ccedil;&otilde;es. No Brasil, h&aacute; apenas a Resolu&ccedil;&atilde;o&#45;RDC, de 17 de mar&ccedil;o de 2008, que relaciona as subst&acirc;ncias descritas nas listas positivas das legisla&ccedil;&otilde;es sobre materiais de embalagem. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">"O escopo de embalagens inteligentes vem se ampliando para v&aacute;rias categorias de produtos. Por&eacute;m, ser&aacute; um desafio para os produtores agregar valor aos produtos em decorr&ecirc;ncia do aumento de custo do uso dessas tecnologias", comenta Claire.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><i>Julia Melare</i></font></p>      ]]></body>

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