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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A &amp; E</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Abandono, esquecimento e ressurgimento da primeira biblioteca de medicina do Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luana Tieko Omena Tamano; Daniel de Magalh&atilde;es Araujo </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Impedida de fundar institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior por 300 anos, a col&ocirc;nia brasileira sofria com a car&ecirc;ncia de especialistas, como m&eacute;dicos por exemplo. As atividades m&eacute;dicas eram, ent&atilde;o, absorvidas por curandeiros, barbeiros, sangradores (1) e outros. Nesse per&iacute;odo, como afian&ccedil;a Figueiredo (2), a divis&atilde;o e, por sua vez, a hierarquia se dava da seguinte forma: m&eacute;dicos, cirurgi&otilde;es e botic&aacute;rios, cada qual com sua atividade espec&iacute;fica. Ao primeiro, caberia medicar; ao segundo, intervir no corpo doente; e, ao terceiro, manipular os medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com a vinda da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, foi criada a primeira escola cir&uacute;rgica, localizada na Bahia, que, em 1813, veio a se tornar academia m&eacute;dico-cir&uacute;rgica. Com essa mudan&ccedil;a, houve uma maior institucionaliza&ccedil;&atilde;o dos cursos m&eacute;dicos, com a reforma e amplia&ccedil;&atilde;o do programa, bem como a implanta&ccedil;&atilde;o de novas regras, como salienta Lilia Schwarcz (3). Em 1815, ocorreu a primeira reforma do curso, que passou a ter cinco anos de dura&ccedil;&atilde;o ao inv&eacute;s de quatro e mais duas cadeiras, passando de tr&ecirc;s para cinco (3;4). Ainda segundo a historiadora, em 1829, foi fundada a Sociedade de Medicina, cujo objetivo era consolidar a medicina, de forma a separ&aacute;-la e distingui-la das atividades desenvolvidas pelos barbeiros, pr&aacute;ticos, curandeiros e sangradores. Por meio dessa sociedade &eacute; que foi elaborado o novo projeto transformado em decreto em 1832, que transformava as academias m&eacute;dico-cir&uacute;rgicas em faculdades de medicina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Faculdade de Medicina da Bahia (Fameb), desde sua funda&ccedil;&atilde;o, ainda como escola cir&uacute;rgica, est&aacute; localizada no antigo Col&eacute;gio dos Jesu&iacute;tas, hoje parte integrante do centro hist&oacute;rico de Salvador. O Col&eacute;gio dos Jesu&iacute;tas, antes propriedade da Companhia de Jesus, passou para as m&atilde;os da Ordem Secular com a expuls&atilde;o dos jesu&iacute;tas do Brasil no final do s&eacute;culo XVIII. J&aacute; detentora de propriedades localizadas no entorno do col&eacute;gio, a exemplo da Igreja da S&eacute; e do Pal&aacute;cio Episcopal, a Ordem Secular ampliou seu patrim&ocirc;nio, vindo a ceder o col&eacute;gio para a edifica&ccedil;&atilde;o da escola cir&uacute;rgica, por determina&ccedil;&atilde;o real (5). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pensando as fases pelas quais passou a Fameb, a partir das reformas sofridas, pode-se dividir sua hist&oacute;ria em quatro etapas: a primeira com sua inaugura&ccedil;&atilde;o em 1808; a segunda com a reforma de 1815, quando deixou de ser escola cir&uacute;rgica para se tornar academia m&eacute;dico-cir&uacute;rgica; a terceira em 1832 quando passou a ser faculdade de medicina e, por &uacute;ltimo, em 1946 quando passou a integrar a hoje Universidade Federal da Bahia (UFBA). Como afian&ccedil;a Jacobina (4), na segunda fase &eacute; registrada a matr&iacute;cula de estudantes da primeira fase, ou seja, a reforma de 1815 e suas mudan&ccedil;as fizeram com que alunos de medicina ingressos na primeira fase se rematriculassem, devido &agrave;s prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de estudo de at&eacute; ent&atilde;o. As melhorias ocorridas com essa reforma foram significativas, por&eacute;m o curso continuava a ser ofertado em condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de laborat&oacute;rios, ou quando existentes, deficientes, impediam o ensino pr&aacute;tico por parte dos lentes, fazendo com que o ensino fosse eminentemente te&oacute;rico. Os estudos de anatomia descritiva se ressentiam de cad&aacute;veres que, quando n&atilde;o insuficientes, eram imposs&iacute;veis de serem trabalhados por estarem em estado de putrefa&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;dico maranhense Nina Rodrigues (1862-1906), professor da cadeira de higiene e medicina legal da Fameb, j&aacute; denunciava a situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria do ensino, afirmando que o ensino de sua pr&oacute;pria cadeira era deficiente, haja vista a falta de estrutura para trabalhar, o que legava aos estudantes um ensino pr&aacute;tico incompleto (6). Sua mem&oacute;ria hist&oacute;rica foi censurada devido ao seu teor cr&iacute;tico. Somente em 1975, por interm&eacute;dio de Est&aacute;cio de Lima, &eacute; que essa mem&oacute;ria foi validada e publicada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebe-se que, ao longo do tempo, desde sua funda&ccedil;&atilde;o em fevereiro de 1808, a faculdade foi severamente criticada por seus alunos e professores devido &agrave;s suas prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de ensino-aprendizagem. Seus memorialistas, a exemplo de Malaquias &Aacute;lvares dos Santos (4), Nina Rodrigues (6) e tantos outros, denunciaram as defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas e intelectuais com que tiveram que trabalhar. Mais de 200 anos depois de sua funda&ccedil;&atilde;o, o legado dessa faculdade &eacute; not&oacute;rio, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, por ter formado muitos eminentes m&eacute;dicos para o pa&iacute;s, por ter sido produtora de conhecimento com seus esfor&ccedil;os de publica&ccedil;&otilde;es e experimenta&ccedil;&otilde;es e por ser um campo f&eacute;rtil para o conhecimento da hist&oacute;ria m&eacute;dica do pa&iacute;s, observ&aacute;veis nas documenta&ccedil;&otilde;es existentes em sua biblioteca.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A BIBLIOTECA (7)</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Biblioteca da Faculdade de Medicina da Bahia reabre suas portas ap&oacute;s mais de 40 anos fechadas. O descaso p&uacute;blico ocorrido de 1970 a 2003 (quando foram iniciados os trabalhos de salvaguarda) resultou, segundo estimativas da bibliotec&aacute;ria-chefe, Gra&ccedil;a Ribeiro, na perda de 55% do acervo total da biblioteca, hoje nomeada Gon&ccedil;alo Muniz. Em n&uacute;meros, estamos falando da perda de cerca de 50 mil itens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conhecimento dos fatos aqui expostos advieram do contato com Ribeiro e sua equipe de trabalho quando da realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa de documentos de Arthur Ramos, objeto de estudo de doutorado da co-autora deste artigo. Observa&ccedil;&atilde;o pessoal, di&aacute;logos com funcion&aacute;rios, leitura de artigos a seu respeito e pesquisas nos acervos foram os elementos considerados para a confec&ccedil;&atilde;o do presente artigo que se presta, sobretudo, a divulgar a hist&oacute;ria da Gon&ccedil;alo Muniz, chamando aten&ccedil;&atilde;o para o descaso p&uacute;blico e para as dificuldades enfrentadas para funcionar nos dias de hoje. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n2/a21img01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a transposi&ccedil;&atilde;o do curso de medicina para o Vale de Canelas, na UFBA, em decorr&ecirc;ncia da reforma universit&aacute;ria de 1969, a biblioteca encerrou suas atividades em 1970. Uma pequena parte de seu acervo foi levada para Canelas, ficando o restante em suas depend&ecirc;ncias. At&eacute; 2003 suas instala&ccedil;&otilde;es serviram de moradia para pombos e ratos; al&eacute;m das tra&ccedil;as que devastaram parte do acervo existente. Livros, teses, peri&oacute;dicos e demais trabalhos viraram lixo, em meio ao lama&ccedil;al encontrado pela equipe que iniciava o resgate da biblioteca. Capitaneados por Gra&ccedil;a Ribeiro, chamada a atuar nessa frente pelo ent&atilde;o reitor da UFBA, Naomar Monteiro de Almeida Jr., em 2003, um intenso trabalho de salvamento do acervo e mem&oacute;ria da biblioteca come&ccedil;ou. Contando com o trabalho volunt&aacute;rio do corpo de bombeiros, pol&iacute;cias civil e militar, professores e alunos, foi iniciada a limpeza das depend&ecirc;ncias da biblioteca que contava com grande ac&uacute;mulo de lixo, animais mortos e vivos e um lama&ccedil;al ao longo do caminho composto pelos livros e demais escritos deteriorados pelo tempo e p&eacute;ssimas (ou inexistentes) condi&ccedil;&otilde;es de abrigo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os materiais em condi&ccedil;&otilde;es de restaura&ccedil;&atilde;o eram recolhidos e alocados em outras depend&ecirc;ncias da faculdade. Posteriormente, foram catalogados e enviados para a higieniza&ccedil;&atilde;o e, em seguida, para a restaura&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; o caminho seguido para a devida salvaguarda do acervo. No entanto, esse processo exige tempo e recursos humanos e materiais, de forma que ainda n&atilde;o est&aacute; conclu&iacute;do. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda em 2003, o reitor da UFBA foi a Bras&iacute;lia em busca de recursos financeiros que viabilizassem a restaura&ccedil;&atilde;o da biblioteca. O projeto para capta&ccedil;&atilde;o de recursos foi entregue ao ent&atilde;o ministro da Sa&uacute;de, Humberto Costa, que destinou cerca de quatro milh&otilde;es de reais para a restaura&ccedil;&atilde;o da estrutura f&iacute;sica e do acervo bibliogr&aacute;fico. Esse valor foi recebido no final de 2004 e em 2007 j&aacute; findara. Dessa verba, mais de dois milh&otilde;es foram reservados para a parte f&iacute;sica e um pouco mais de um milh&atilde;o para o acervo (8). Com esse valor foi poss&iacute;vel a cria&ccedil;&atilde;o de uma equipe especializada para as restaura&ccedil;&otilde;es em vista. A parte f&iacute;sica ficou a cargo da Escola Oficina, um n&uacute;cleo de aprendizagem ligado &agrave; Faculdade de Arquitetura da universidade; j&aacute; o acervo ficou sob responsabilidade da bibliotec&aacute;ria-chefe acima mencionada, e seus poucos funcion&aacute;rios, sendo boa parte deles terceirizados, bolsistas ou estagi&aacute;rios de cursos da UFBA, tal como hist&oacute;ria e biblioteconomia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todo esse trabalho, iniciado em 2003, findou na reabertura das portas da Gon&ccedil;alo Muniz em agosto de 2013. Isso significa que foram necess&aacute;rios 10 anos para que a biblioteca fosse devidamente limpa e minimamente estruturada para voltar &agrave;s atividades a que se presta; e seu acervo reabilitado para uso. Ainda h&aacute; uma enorme quantidade de materiais a espera da higieniza&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o realizadas no laborat&oacute;rio da pr&oacute;pria biblioteca onde outrora funcionou o Instituto M&eacute;dico-Legal Nina Rodrigues (dentre tantas outras fun&ccedil;&otilde;es a que se prestou o pr&eacute;dio).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hoje, a biblioteca est&aacute; aberta &agrave; comunidade. Boa parte dos frequentadores s&atilde;o jovens que usam seus computadores, via de regra, para acessar as redes sociais. Ainda que a biblioteca seja bem espec&iacute;fica em seu acervo - obras de medicina e sa&uacute;de -, seu espa&ccedil;o est&aacute; destinado ao estudo, mas n&atilde;o vem sendo, necessariamente, utilizado para este fim. Tal fato, j&aacute; observado pelos funcion&aacute;rios da Gon&ccedil;alo Muniz, tem feito a equipe pensar formas de educar seus usu&aacute;rios para o devido uso e import&acirc;ncia de uma biblioteca. Infelizmente essa a&ccedil;&atilde;o social est&aacute; &agrave; espera de recursos financeiros, humanos e de parcerias. Tendo em Acervo dos autores vista a enorme quantidade de materiais a serem higienizados, catalogados, restaurados e postos ao uso, a pequena equipe ressente de tempo e verba. &Eacute; inten&ccedil;&atilde;o da equipe, conforme declarou Gra&ccedil;a Ribeiro, ter guias para apresenta&ccedil;&atilde;o da biblioteca, instigar a comunidade a usar o espa&ccedil;o devidamente, restaurar as paredes de seu pr&eacute;dio de acordo com o original e digitalizar o material para consulta, entre outras a&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n2/a21img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A biblioteca &eacute; um patrim&ocirc;nio nacional, que busca reerguer-se depois de longo per&iacute;odo de descaso p&uacute;blico e total abandono. Boa parte dos materiais foi perdida, para al&eacute;m daqueles destru&iacute;dos pelo inc&ecirc;ndio de 1905, cujas labaredas engoliram tamb&eacute;m alguns dos laborat&oacute;rios (Qu&iacute;mica, Medicina Legal, Bacteriologia e Anatomia Patol&oacute;gica) e a capela dos jesu&iacute;tas (9). Em rela&ccedil;&atilde;o ao inc&ecirc;ndio citado, a atua&ccedil;&atilde;o de Gon&ccedil;alo Muniz, hoje homenageado pela biblioteca, merece destaque conforme relembra Octavio Torres, na &eacute;poca estudante da Fameb, ao rememorar o esfor&ccedil;o daquele professor para restaurar a biblioteca com a ajuda de doa&ccedil;&otilde;es e compras de novos materiais, o que resultou na aquisi&ccedil;&atilde;o de 8500 volumes, entre livros e teses, ainda em dezembro daquele fat&iacute;dico ano (6; 8). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Obras nacionais e internacionais, cat&aacute;logos, cole&ccedil;&otilde;es, teses, fotografias e mem&oacute;rias ainda s&atilde;o descobertas cotidianamente no trabalho dos funcion&aacute;rios. Trabalhos como a tese de doutoramento do m&eacute;dico, posterior professor da cadeira de cl&iacute;nica m&eacute;dica e diretor da Fameb, Alfredo Britto, por exemplo, se perdeu; mas ainda &eacute; poss&iacute;vel encontrar as de Juliano Moreira, um dos pioneiros da psiquiatria no Brasil e tamb&eacute;m lente da Fameb, intitulada "Etiologia da s&iacute;filis maligna precoce" (1891), Nise da Silveira, m&eacute;dica psiqui&aacute;trica que lutou pelo fim das formas agressivas de tratamentos, cuja tese abordou a criminalidade das mulheres no Brasil em 1926, mesmo ano da defesa do doutor em ci&ecirc;ncias m&eacute;dico-cir&uacute;rgicas Arthur Ramos, cujo trabalho, "Primitivo e loucura", foi aclamado por especialistas a exemplo de Juliano Moreira, bem como de tantos outros m&eacute;dicos formados por essa institui&ccedil;&atilde;o. Ainda h&aacute; as teses da Faculdade do Rio de Janeiro, como as do psiquiatra Henrique Roxo e sua "Dura&ccedil;&atilde;o dos atos f&iacute;sicos elementares nos alienados" (1900) e Arthur Neiva, dedicado ao estudioso da higiene no Brasil que concluiu seus estudos com a tese "Da stovenia", em 1905. Estas &uacute;ltimas ainda est&atilde;o &agrave; espera de higieniza&ccedil;&atilde;o, mas este trabalho s&oacute; ser&aacute; iniciado quando conclu&iacute;das as da Bahia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os trabalhos desenvolvidos pela equipe da Gon&ccedil;alo Muniz est&aacute; a cataloga&ccedil;&atilde;o das teses inaugurais, como s&atilde;o referenciadas pela equipe, que s&atilde;o os trabalhos de conclus&atilde;o do curso de medicina, e das teses de concurso, aquelas defendidas pelos candidatos &agrave; doc&ecirc;ncia na Fameb, ambas publicadas na Gazeta M&eacute;dica da Bahia, revista criada em 1866 e que, entre duas interrup&ccedil;&otilde;es, desde 2004, mant&eacute;m circula&ccedil;&atilde;o ativa (10). Com esse trabalho, &eacute; poss&iacute;vel saber da exist&ecirc;ncia e preserva&ccedil;&atilde;o das teses, bem como localiz&aacute;-las, j&aacute; que apresentam o ano de defesa, nome do autor e t&iacute;tulo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A riqueza desse acervo, com suas preciosidades &uacute;nicas e originais, encanta os olhos de quem chega at&eacute; a Gon&ccedil;alo Muniz; por&eacute;m n&atilde;o se pode deixar de imaginar o que foi perdido e, com essa perda, o quanto deixamos de saber sobre a medicina, pr&aacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica, conjecturas hist&oacute;ricas, a utensilagem mental da &eacute;poca, a vida acad&ecirc;mica, os trabalhos de alunos e professores, produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, enfim cap&iacute;tulos da hist&oacute;ria nacional. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Pimenta, T. S. "Transforma&ccedil;&otilde;es no exerc&iacute;cio das artes de curar no Rio de Janeiro durante a primeira metade do oitocentos". In: <i>Hist. Cienc. Sa&uacute;de -Manguinhos</i>, v. 11, n. suplemento1, p. 67-90. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081431&pid=S0009-6725201400020002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Figueiredo, B. G. "Barbeiros e cirurgi&otilde;es: atua&ccedil;&atilde;o dos pr&aacute;ticos ao longo do s&eacute;culo XIX". In: <i>Hist. Cienc. Sa&uacute;de - Manguinhos</i>, v. 6, n. 2, p. 277-291. 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081433&pid=S0009-6725201400020002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Schwarcz, L.M. <i>O espet&aacute;culo das ra&ccedil;as: cientistas, institui&ccedil;&otilde;es e quest&atilde;o racial no Brasil 1870-1930</i>. S&atilde;o Paulo: Cia das Letras. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081435&pid=S0009-6725201400020002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Jacobina, R. R. et al. "Os acad&ecirc;micos de medicina e os 200 anos da Faculdade de Medicina da Bahia (I): Da cria&ccedil;&atilde;o da escola em 1808 &agrave; participa&ccedil;&atilde;o na Guerra do Paraguai (1864-70)". In: <i>Gazeta M&eacute;dica da Bahia</i>, v. 78, n. 1, p. 11-23. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081437&pid=S0009-6725201400020002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Suarez, N. A.; Galvo, Y. R. In: "Faculdade de Medicina da Bahia, atualiza&ccedil;&atilde;o de uma ideia inovadora". In: <i>Gazeta M&eacute;dica da Bahia</i>, v. 80, n. 2, p. 22-32. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081439&pid=S0009-6725201400020002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Britto, A. C. N. "A Faculdade de Medicina da Bahia na &eacute;poca de Nina Rodrigues". In: <i>Gazeta M&eacute;dica da Bahia</i>, v. 76, n. suplemento 2, p. 63-79. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081441&pid=S0009-6725201400020002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. As informa&ccedil;&otilde;es coletadas para esta parte do texto foi colhida em entrevista concedida pela bibliotec&aacute;ria-chefe da Gon&ccedil;alo Muniz, Gra&ccedil;a Ribeiro, em dezembro de 2013, com a devida autoriza&ccedil;&atilde;o, somada &agrave;s leituras das refer&ecirc;ncias aqui indicadas.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Nesse sentido ver Suarez, N; Calvo, Y. "Faculdade de Medicina da Bahia, atualiza&ccedil;&atilde;o de uma ideia inovadora". In: <i>Gazeta M&eacute;dica da Bahia</i>, v.80, n. 2, p. 22-32. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081444&pid=S0009-6725201400020002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Rocha, N. M. D. "A Faculdade de Medicina da Bahia no s&eacute;culo XIX: a preocupa&ccedil;&atilde;o com os aspectos de sa&uacute;de mental". In: <i>Gazeta M&eacute;dica da Bahia</i>, v.74, n. 2, p. 103-126. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=081446&pid=S0009-6725201400020002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Os n&uacute;meros antigos da revista <i>Gazeta M&eacute;dica da Bahia</i>, a partir de 1885, podem ser encontrados no site da pr&oacute;pria revista: <a href="http://www.gmbahia.ufba.br/index.php/gmbahia/index" target="_blank">http://www.gmbahia.ufba.br/index.php/gmbahia/index</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Luana Tieko Omena Tamano</b></i> &eacute; historiadora e mestre em hist&oacute;ria pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Atualmente &eacute; doutoranda em hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia pela USP, onde desenvolve pesquisa sobre Arthur Ramos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b><i>Daniel de Magalh&atilde;es Araujo</i></b>&eacute; zootecnista, doutor em zootecnia pela Universidade Estadual Paulista (FMVZ/Unesp). Atualmente &eacute; professor do Instituto Federal de Alagoas - Campus Satuba, onde realiza pesquisas sobre aquicultura e seu desenvolvimento.</font></p>      ]]></body>
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