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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CULTURA    <br> ARTE TECNOL&Oacute;GICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Novas possibilidades para as m&iacute;dias interativas no campo art&iacute;stico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Adriana Arruda; Caroline Simor, F&aacute;tima Gigliotti; Simone C. de Andrade </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Impresso &agrave; laser, um super-her&oacute;i "voa" nas fachadas nos pr&eacute;dios da avenida Paulista. Em outra ocasi&atilde;o, a parede frontal do Museu de Arte de S&atilde;o Paulo (Masp), &eacute; transformada em uma grande superf&iacute;cie azul onde golfinhos nadam. As duas interven&ccedil;&otilde;es da artista Regina Silveira s&atilde;o exemplos de videoarte, uma das formas de express&atilde;o da chamada arte tecnol&oacute;gica, computacional ou cibern&eacute;tica. Depois de 15 anos de pesquisas sobre o assunto, que resultaram em aquisi&ccedil;&atilde;o de um rico acervo e em seis edi&ccedil;&otilde;es da Bienal Internacional de Arte e Tecnologia Emo&ccedil;&atilde;o Art.ficial, o Ita&uacute; Cultural prepara nova mostra onde deve juntar arte tecnol&oacute;gica e a convencional. De acordo com o gerente de inova&ccedil;&atilde;o do instituto, Marcos Cuzziol, a ideia &eacute; propiciar ao p&uacute;blico o contato com essas obras, acumular conhecimento de como mant&ecirc;-las e restaur&aacute;-las e contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de um mercado para o segmento. "Nossa expectativa &eacute; montar uma exposi&ccedil;&atilde;o ainda em 2014, que substituiria a Bienal Emo&ccedil;&atilde;o Art-ficial", afirma. A &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o da Bienal aconteceu em 2012. O novo formato, que dissolve supostos limites entre as duas formas de express&atilde;o art&iacute;stica, depende da supera&ccedil;&atilde;o de alguns desafios. Um deles, segundo Cuzziol, &eacute; de ordem t&eacute;cnica: a arte tecnol&oacute;gica e cibern&eacute;tica normalmente depende de espa&ccedil;os escuros e a tradicional de espa&ccedil;os grandes e claros. "N&oacute;s n&atilde;o vamos separ&aacute;-las por pisos, porque seriam duas exposi&ccedil;&otilde;es diferentes", explica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOVOS CAMINHOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Foi com apreens&atilde;o que recebemos a not&iacute;cia do fim da Bienal Emo&ccedil;&atilde;o Art.ficial. Pensamos que t&iacute;nhamos perdido o apoio de tantos anos para a produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica em arte e tecnologia", conta Rejane Cantoni, artista e professora do Centro de Ci&ecirc;ncias Matem&aacute;ticas F&iacute;sicas e Tecnol&oacute;gicas, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUC/SP). Entretanto, segundo ela, a decis&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o aponta para um novo momento, em que as fronteiras n&atilde;o s&atilde;o mais necess&aacute;rias, em que n&atilde;o interessa mais a separa&ccedil;&atilde;o entre arte e tecnologia e arte contempor&acirc;nea. J&aacute; Giselle Beiguelman, artista multim&iacute;dia e professora de comunica&ccedil;&atilde;o e semi&oacute;tica da PUC/ SP, avalia que, do ponto de vista te&oacute;rico, faz sentido adotar um posicionamento mais gen&eacute;rico para tratar a arte contempor&acirc;nea e suas quest&otilde;es. Uma delas &eacute; problematizar as m&iacute;dias e as tecnologias. "Por outro lado, h&aacute; uma resist&ecirc;ncia muito grande pelo car&aacute;ter ef&ecirc;mero, n&atilde;o objetual de boa parte dessa produ&ccedil;&atilde;o. Para Giselle, tamb&eacute;m cr&iacute;tica de artem&iacute;dia, "estamos num momento de bifurca&ccedil;&atilde;o de caminhos, apenas a posteriori poderemos entender se essa mudan&ccedil;a implicou, de fato, uma absor&ccedil;&atilde;o desse perfil de cria&ccedil;&atilde;o no contexto das artes em geral ou se isso impactou de alguma forma essa produ&ccedil;&atilde;o pela sua incapacidade de enfrentar obras mais afeitas ao colecionismo, &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica dos espa&ccedil;os", avalia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPENSANDO FORMAS DE EXPOR</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro grande passo do Ita&uacute; Cultural para apoiar esse segmento espec&iacute;fico da arte contempor&acirc;nea, foi a realiza&ccedil;&atilde;o do evento Arte e Tecnologia, em 1997, com a exposi&ccedil;&atilde;o Media&ccedil;&otilde;es, que destacava linguagens art&iacute;sticas espec&iacute;ficas. No texto de apresenta&ccedil;&atilde;o do evento, reconheceu-se o trabalho, a inspira&ccedil;&atilde;o e a import&acirc;ncia de artistas pioneiros como Waldemar Cordeiro, que no final dos anos 1960 produziu a Computer Graphic Art; Analivia Cordeiro, J&uacute;lio Plaza e Regina Silveira, todos experimentadores no campo da videoarte nos anos 1970; de Rafael Fran&ccedil;a, Walter Silveira, Artur Matuck, Diana Domingues, que ainda nos anos 1970 deram in&iacute;cio a pesquisas sobre arte tecnol&oacute;gica como a via principal de constru&ccedil;&atilde;o de suas linguagens e po&eacute;ticas. Para Rejane Cantoni, na d&eacute;cada de 1990 o Brasil tinha um cen&aacute;rio sedento por iniciativas como a do Ita&uacute; Cultural. "A primeira edi&ccedil;&atilde;o da Bienal trouxe um frescor enorme, com obras ic&ocirc;nicas e artistas dos laborat&oacute;rios mais importantes do mundo", conta a artista. "Hoje em dia a gente tem as redes sociais, onde circulamos parte do nosso trabalho".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m do fomento da iniciativa privada, o apoio institucional de centros de pesquisa como a PUC/SP e a Escola de Artes de Comunica&ccedil;&otilde;es da Universidade de S&atilde;o Paulo (ECA-USP) tamb&eacute;m ajudou a consolidar a arte tecnol&oacute;gica no Brasil. "Um conjunto de experimentos, apoiado pelas universidades, acabou por constituir um avan&ccedil;o nas linguagens e na produ&ccedil;&atilde;o de arte tecnol&oacute;gica no Brasil. Hoje, pode-se falar na exist&ecirc;ncia de um n&uacute;cleo de artistas que j&aacute; produzem arte tecnol&oacute;gica com linguagens definidas e discursos distintos", aponta a curadora da exposi&ccedil;&atilde;o Media&ccedil;&otilde;es, Vitoria Daniela Bousso, ex-diretora do Museu de Arte de S&atilde;o Paulo. Entretanto, &eacute; um cen&aacute;rio de consolida&ccedil;&atilde;o e, ao mesmo tempo, de questionamentos sobre a arte tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n2/a23img01.jpg"></p>       ]]></body>
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