<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252015000100007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602015000100007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Parasitologia em quadrinhos aproxima ciência da população]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mariuzzo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Patrícia]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>67</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>14</fpage>
<lpage>15</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252015000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252015000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252015000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Parasitologia em quadrinhos aproxima ci&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n1/a07img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Isabel Vincent &eacute; pesquisadora do Centro de Parasitologia Molecular Wellcome Trust (WTCMP, na sigla em ingl&ecirc;s), no Reino Unido, onde estuda o protozo&aacute;rio Trypanossoma cruzy, que causa a doen&ccedil;a de Chagas. Ela &eacute; mais conhecida, no entanto, como Izzy, personagem dos gibis publicados pelo Wellcome Trust para divulgar pesquisas e informa&ccedil;&otilde;es sobre doen&ccedil;as parasit&aacute;rias negligenciadas como verminoses, doen&ccedil;a do sono e leishmaniose. Ligado &agrave; Universidade de Glasgow, o centro dedica-se exclusivamente ao estudo dos impactos dessas doen&ccedil;as, ao desenvolvimento de medicamentos e de m&eacute;todos de controle. A primeira revista em quadrinhos publicada pelo Wellcome Trust foi Parasites, em 2010. "Inicialmente foram impressas cinco mil revistas mas, com as reimpress&otilde;es, chegamos a 10 mil exemplares", conta Alexandra Mackay, que gerencia o centro de pesquisa e coordena as a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. "Escolhemos os quadrinhos porque pensamos que seria uma forma de comunica&ccedil;&atilde;o divertida, que atingiria todas as idades. Tem sido um m&eacute;todo de divulga&ccedil;&atilde;o muito bem sucedido", diz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Ci&ecirc;ncia em cores</b> <i>Parasites</i> foi escrita pelo parasitologista da Universidade de Glasgow, James Hall, e ilustrada por Edward Ross, artista de quadrinhos de Edimburgo, com grande experi&ecirc;ncia na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Segundo ele, a linguagem dos quadrinhos ajuda a fazer com que ideias complexas tornem-se acess&iacute;veis para o grande p&uacute;blico. "Meu desafio &eacute; equilibrar o rigor cient&iacute;fico com imagens atraentes", diz. "Em Parasites, por exemplo, tentei representar os parasitas de forma que ficassem, ao mesmo tempo, coloridos, brilhantes e assustadores", conta o artista. Com textos simples, Parasites trata de algumas doen&ccedil;as causadas por parasitas, do cont&aacute;gio e da forma em que s&atilde;o feitas as pesquisas - por exemplo, para facilitar a visualiza&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es-chave, os cientistas introduzem mol&eacute;culas fluorescentes (retiradas da &aacute;gua-viva) no interior desses organismos. Os autores enfatizam a import&acirc;ncia de se estudar as doen&ccedil;as negligenciadas, assim chamadas porque, como atingem sobretudo a popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, n&atilde;o despertam o interesse da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica. Uma dessas doen&ccedil;as, a mal&aacute;ria, tamb&eacute;m foi tema de um dos gibis publicados pelo Wellcome Trust. Em 2012 foi publicada a revista Mal&aacute;ria: a batalha contra um assassino microsc&oacute;pico, produzida em parceria com o Instituto Europeu Virtual para a Pesquisa da Mal&aacute;ria (Evimalar), uma rede de pesquisadores financiada pela comiss&atilde;o europeia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Porta de entrada</b> Nem todos est&atilde;o dispostos a enfrentar uma leitura densa sobre temas complexos como processos de cont&aacute;gio e dissemina&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as parasit&aacute;rias. "O mundo colorido que apresentamos nas hist&oacute;rias em quadrinhos pode ser muito mais atraente e capaz de atingir um p&uacute;blico mais amplo", acredita Ross. "A ideia, no entanto, &eacute; cativar o leitor, para que, a partir do que aprendeu nas hist&oacute;rias em quadrinhos, ele se sinta inspirado para buscar conhecimento e aprender mais", aponta. O gibi sobre mal&aacute;ria foi traduzido em diversos idiomas, entre eles o portugu&ecirc;s, espanhol, sua&iacute;li e chechewa, l&iacute;nguas faladas no Qu&ecirc;nia e em Mo&ccedil;ambique respectivamente. O instituto publicou Study parasitology, em 2013, na qual Isabel Vincent, ou Izzi, explicado que trata a parasitologia e quais as principais doen&ccedil;as estudadas no WTCMP. A ideia de transformar os pesquisadores em personagens ajuda a aproxim&aacute;-los dos leitores. Para Mackay, a ideia &eacute; desenvolver uma s&eacute;rie pr&oacute;pria de revistas em quadrinhos. "Tamb&eacute;m criamos vers&otilde;es eletr&ocirc;nicas das revistas. Assim qualquer pessoa, desde um estudante na &Aacute;frica, um gestor de um instituto de pesquisa ou mesmo algu&eacute;m que goste de quadrinhos, pode acessar e usar o material que produzimos", finaliza.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></p>      ]]></body>

</article>
