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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>CULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Literatura: olhares saramaguianos: revista re&uacute;ne estudos sobre obra de Nobel</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">"<i>O homem mais s&aacute;bio que conheci em toda a minha vida n&atilde;o sabia ler nem escrever. &Agrave;s quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de Fran&ccedil;a, levantava-se da enxerga e sa&iacute;a para o campo, levando ao pasto a meia d&uacute;zia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher...</i>" Joia rara da literatura universal, o discurso proferido pelo escritor portugu&ecirc;s Jos&eacute; Saramago em dezembro de 1998, ao receber o Nobel de Literatura, leva &agrave;s l&aacute;grimas o professor Pedro Fernandes de Oliveira Neto &agrave; simples men&ccedil;&atilde;o dessas primeiras palavras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n1/a20img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n1/a20img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Professor da Universidade Federal do Semi- -&Aacute;rido e doutorando em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Oliveira &eacute; um leitor inquieto desde a inf&acirc;ncia. Com Saramago, o "desassossego" come&ccedil;ou a partir da leitura de <i>O Evangelho segundo Jesus Cristo</i>, quando ainda estava na faculdade de letras, em Mossor&oacute;. No mestrado, lan&ccedil;ou o livro <i>Retratos para a constru&ccedil;&atilde;o do feminino na prosa de Jos&eacute; Saramago</i> (Appris, 2012). Em novembro de 2014, Oliveira esteve pela primeira vez em Lisboa para testemunhar um feito not&aacute;vel: o lan&ccedil;amento da <i>Revista de Estudos Saramaguianos</i>. Mentor da ideia em 2010, ano da morte do escritor portugu&ecirc;s, &eacute; editor da revista em parceria com o professor argentino Miguel Koleff, da Universidade de C&oacute;rdoba. Coordenador da C&aacute;tedra Livre Jos&eacute; Saramago Extra-Muros, Koleff &eacute; organizador do <i>Diccionario de Personajens Saramaguianos</i> (Educc, 2008), entre outras produ&ccedil;&otilde;es de refer&ecirc;ncia sobre o autor de <i>Memorial do convento</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n1/a20img03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A revista tem a chancela da Funda&ccedil;&atilde;o Jos&eacute; Saramago, que administra o patrim&ocirc;nio liter&aacute;rio do escritor. O objetivo &eacute; congregar vozes e fortalecer o interc&acirc;mbio de conhecimentos entre pesquisadores de todo o mundo que se dedicam a examinar a literatura saramaguiana - adjetivo que revela o sentido e o alcance das reflex&otilde;es do escritor. Com conte&uacute;do bil&iacute;ngue (em portugu&ecirc;s e espanhol), inclui ensaios, documentos e recens&otilde;es cr&iacute;ticas. Ter&aacute; periodicidade semestral e veicula&ccedil;&atilde;o na internet, com acesso gratuito. Publicado em espanhol e portugu&ecirc;s, o n&uacute;mero inaugural - que tamb&eacute;m saiu em vers&atilde;o impressa - re&uacute;ne ensaios assinados por investigadores do Brasil, Portugal e Argentina, entre eles Ana Paula Arnaut, Carlos Reis e Salma Ferraz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Combinando com a anunciada disposi&ccedil;&atilde;o dos editores em resistir &agrave; sisudez das publica&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas, a edi&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s apresenta reprodu&ccedil;&otilde;es de telas da exposi&ccedil;&atilde;o "O feminino na escrita de Jos&eacute; Saramago", assinada pela artista pl&aacute;stica a&ccedil;oriana Lena Gal e comentada por Oliveira. Nas edi&ccedil;&otilde;es em portugu&ecirc;s e espanhol &eacute; poss&iacute;vel conferir fotos de Jos&eacute; Saramago feitas nos anos1950, quando escreveu <i>Claraboia</i>, fac-s&iacute;miles de p&aacute;ginas deste que foi o segundo livro do escritor (e que permaneceu in&eacute;dito at&eacute; 2011), al&eacute;m de originais de <i>O ano da morte de Ricardo Reis</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O lan&ccedil;amento em Lisboa ocorreu em meio &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es do chamado Dia do Desassossego, criado pela Funda&ccedil;&atilde;o Saramago para marcar o anivers&aacute;rio do autor de <i>Ensaio sobre a lucidez</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><i>Socorro Veloso</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>

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