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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>NOT&Iacute;CIAS DO BRASIL    <br> MUSEU ITINERANTE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na malha rodovi&aacute;ria</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Jessica Norberto Rocha</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A exposi&ccedil;&atilde;o com as esculturas hiperrealistas do escultor australiano Ron Mueck, encerrada em fevereiro deste ano, na Pinacoteca do Estado de S&atilde;o Paulo, registrou a marca de 402.119 visitantes. O Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, bateu seu recorde de p&uacute;blico, quase um milh&atilde;o de pessoas, com as pinturas do pintor catal&atilde;o surrealista, Salvador Dal&iacute;, no ano passado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> Os dois casos, por&eacute;m, s&atilde;o exce&ccedil;&otilde;es no cen&aacute;rio brasileiro. Segundo a Pesquisa de Percep&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica da Ci&ecirc;ncia 2010, do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), apenas 14,1% do p&uacute;blico entrevistado afirmou ter visitado um museu de arte no ano anterior &agrave; pesquisa. Um n&uacute;mero ainda menor de pessoas, 8,3%, visitou museus ou centros de ci&ecirc;ncia e tecnologia. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A import&acirc;ncia dos museus na forma&ccedil;&atilde;o cultural das pessoas &eacute; indiscut&iacute;vel. Da mesma forma, os museus e centros de ci&ecirc;ncia s&atilde;o fundamentais para compreender o papel da ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o na sociedade e para despertar o interesse pelo conhecimento cient&iacute;fico. O que fazer, no entanto, se o h&aacute;bito de visitar museus de ci&ecirc;ncia ainda &eacute; incipiente? Ora, se as pessoas n&atilde;o v&atilde;o aos museus, eles podem ir at&eacute; elas. Isso &eacute; o que fazem os museus itinerantes e os projetos de ci&ecirc;ncia m&oacute;vel que t&ecirc;m crescido no Brasil nos &uacute;ltimos anos. Hoje, j&aacute; s&atilde;o 32 projetos, dentre eles o Ci&ecirc;ncia M&oacute;vel, da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro e a Oficina Desafio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, em S&atilde;o Paulo), ambos iniciados em 2006. No ano seguinte teve in&iacute;cio a Caravana da Ci&ecirc;ncia, da Funda&ccedil;&atilde;o Centro de Ci&ecirc;ncias e Educa&ccedil;&atilde;o Superior a Dist&acirc;ncia do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) e, mais recentemente, come&ccedil;ou a circular o Museu Itinerante Ponto UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, em 2012, e o Museu Itinerante, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, Inmetro, tamb&eacute;m no Rio de Janeiro, em 2014.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>CI&Ecirc;NCIA M&Oacute;VEL</b> Os projetos de ci&ecirc;ncia m&oacute;vel e museus itinerantes surgiram como alternativa para enfrentar o desafio de descentralizar a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nos n&uacute;cleos urbanos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">No Brasil, o centro de ci&ecirc;ncia pioneiro em termos de itiner&acirc;ncia foi o Museu de Astronomia e Ci&ecirc;ncias Afins (Mast), com a iniciativa "O Museu vai &agrave; Praia", em 1987, no Rio de Janeiro. O primeiro projeto que adquiriu uma carreta - para, al&eacute;m de transportar a exposi&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, ser adaptada para se transformar em um espa&ccedil;o de exposi&ccedil;&atilde;o -, foi o Projeto de Museu Itinerante (Promusit), criado no Rio Grande do Sul, em 2001, pelo professor Jeter Bertoletti, do Museu de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O Promusit estimulou a cria&ccedil;&atilde;o de outros projetos no pa&iacute;s. Em 2004, o edital "Ci&ecirc;ncia M&oacute;vel", lan&ccedil;ado pela Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias e pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, marcou a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ideia no pa&iacute;s. Naquela ocasi&atilde;o, oito projetos dos estados do Par&aacute;, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Distrito Federal e S&atilde;o Paulo foram contemplados e adquiriram ve&iacute;culos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A partir da&iacute;, novos projetos t&ecirc;m sido implementados, utilizando carretas, &ocirc;nibus, vans e micro-&ocirc;nibus, especialmente adaptados e equipados. Rompendo os limites dos museus convencionais, eles chegam &agrave;s periferias das grandes cidades, zonas rurais e cidades de portes pequeno e m&eacute;dio, estacionam nas pra&ccedil;as e escolas, montam suas exposi&ccedil;&otilde;es e estimulam crian&ccedil;as, jovens e adultos a conhecer e se interessar pelo universo cient&iacute;fico. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A Caravana da Ci&ecirc;ncia, por exemplo, atendeu, em sete anos de itiner&acirc;ncia nos bairros, comunidades da cidade do Rio de Janeiro e outros 40 munic&iacute;pios do estado, 260 mil alunos agendados, fora o p&uacute;blico espont&acirc;neo. O Ci&ecirc;ncia M&oacute;vel, que j&aacute; percorreu 77 cidades da regi&atilde;o Sudeste do pa&iacute;s, recebe, por ano, aproximadamente 80 mil pessoas. Esses projetos fazem, em m&eacute;dia, 20 sa&iacute;das anuais e permanecem por volta de cinco dias em cada localidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>ALTO CUSTO</b> Apesar de estarem na estrada com tanto f&ocirc;lego h&aacute; alguns anos, as unidades m&oacute;veis ainda enfrentam desafios. Um deles &eacute; o alto custo financeiro que esses projetos representam para suas institui&ccedil;&otilde;es que, originalmente dedicadas &agrave; pesquisa e ao ensino, muitas vezes n&atilde;o est&atilde;o preparadas para atender &agrave; demanda espec&iacute;fica da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. A cada sa&iacute;da, &eacute; necess&aacute;rio reparar, trocar, pintar partes dos experimentos interativos da exposi&ccedil;&atilde;o que estragam e quebram por causa da manipula&ccedil;&atilde;o dos visitantes e da rotina de montagem e desmontagem. A manuten&ccedil;&atilde;o e o seguro dos ve&iacute;culos tamb&eacute;m t&ecirc;m custo alto por conta da frequ&ecirc;ncia com que est&atilde;o na estrada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>APROXIMA&Ccedil;&Atilde;O ENTRE CI&Ecirc;NCIA E P&Uacute;BLICO</b> Outro desafio &eacute; a atualiza&ccedil;&atilde;o das exposi&ccedil;&otilde;es e da abordagem comunicativa. O ideal &eacute; criar exposi&ccedil;&otilde;es mais dial&oacute;gicas que propiciem canais de debate entre a ci&ecirc;ncia, a tecnologia e a sociedade, que discutam v&aacute;rias &aacute;reas da ci&ecirc;ncia, e n&atilde;o apenas as &aacute;reas da f&iacute;sica, qu&iacute;mica e biologia e que tragam pesquisas que est&atilde;o sendo desenvolvidas atualmente nas institui&ccedil;&otilde;es brasileiras. Um bom exemplo &eacute; o Museu Itinerante Ponto UFMG, que apresenta um estudo sobre antropologia ant&aacute;rtica, desenvolvido na Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas dessa universidade. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Os museus e centros de ci&ecirc;ncias itinerantes tamb&eacute;m est&atilde;o sendo desafiados a intensificar cada vez mais a rela&ccedil;&atilde;o museu e escola, principalmente com os professores. Visando minimizar a dist&acirc;ncia com o p&uacute;blico, os projetos t&ecirc;m desenvolvido atividades que v&atilde;o al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o e itiner&acirc;ncia. O Museu Itinerante Ponto UFMG realiza, h&aacute; dois anos, a Feira Brasileira de Col&eacute;gios de Aplica&ccedil;&atilde;o e Escolas T&eacute;cnicas (Febrat), al&eacute;m de produzir materiais did&aacute;ticos, v&iacute;deos e jogos que s&atilde;o disponibilizados nas suas viagens e podem ser baixados gratuitamente na sua p&aacute;gina na in ternet (<a href="http://www.museu.cp.ufmg.br" target="_blank">www.museu.cp.ufmg.br</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A Caravana da Ci&ecirc;ncia, por sua vez, tem buscado integrar o p&uacute;blico em produ&ccedil;&otilde;es criativas por meio dos concursos de literatura e de fotografia, que, este ano, t&ecirc;m como tema a luz, para comemorar o Ano Internacional da Luz, declarado pela Unesco. Ambos os projetos, tamb&eacute;m, desenvolvem pesquisas na &aacute;rea de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e oferecem programas de forma&ccedil;&atilde;o de divulgadores de ci&ecirc;ncia, buscando capacitar e formar, nas cidades visitadas, uma<i> expertise</i> local e multiplicadora.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>P&Eacute; NA ESTRADA</b> AS unidades m&oacute;veis de ci&ecirc;ncia e tecnologia t&ecirc;m um papel fundamental no aprimoramento da cultura cient&iacute;fica e na percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre o papel da CT&amp;I no desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s. Entretanto, elas ainda s&atilde;o insuficientes face &agrave; demanda brasileira. As recentes experi&ecirc;ncias precisam ser aperfei&ccedil;oadas e multiplicadas de modo a criar, nos pr&oacute;ximos anos, uma malha rodovi&aacute;ria de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em todo pa&iacute;s.</font></p>      ]]></body>

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