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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Museu de Londres eleva o debate sobre ciência contemporânea e é campeão de público]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>NOT&Iacute;CIAS DO MUNDO    <br>   MUSEU DE CI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Museu de Londres eleva o debate sobre ci&ecirc;ncia contempor&acirc;nea e &eacute; campe&atilde;o de p&uacute;blico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Germana Barata</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Um museu de ci&ecirc;ncia gratuito que traz atra&ccedil;&otilde;es interativas com o p&uacute;blico, exp&otilde;e quest&otilde;es &eacute;ticas, falhas, inova&ccedil;&otilde;es, a dimens&atilde;o hist&oacute;rica, a ci&ecirc;ncia ainda em constru&ccedil;&atilde;o, bem como quest&otilde;es que est&atilde;o nos notici&aacute;rios. Estes fatores talvez justifiquem o sucesso do Museu de Ci&ecirc;ncias de Londres que, apenas em 2014, recebeu 3,34 milh&otilde;es de visitantes, fato que o coloca entre as atra&ccedil;&otilde;es mais populares da capital inglesa e como o segundo museu de ci&ecirc;ncias mais visitado no mundo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> Seu modelo de gest&atilde;o garantiu em 2014 um or&ccedil;amento de, impressionantes, 78,9 milh&otilde;es de libras (cerca de R$394,5 milh&otilde;es) para o Science Museum Group, que administra cinco museus ingleses (Museum of Science and Industry, National Railway Museum, NRM Shildon e National Media Museum). "N&oacute;s n&atilde;o ensinamos nosso p&uacute;blico sobre ci&ecirc;ncia. Ele quer aprender, mas de vo", afirma Ian Blatchford, diretor da institui&ccedil;&atilde;o, que nos &uacute;ltimos anos quer atrair mais adultos. "&Eacute; importante elevar o n&iacute;vel do conhecimento cient&iacute;fico para o p&uacute;blico", defende.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> O museu investe fortemente em um corpo de especialistas e em pesquisa, para desenvolver novas estrat&eacute;gias nas exposi&ccedil;&otilde;es, voltadas para diferentes p&uacute;blicos, e fomentar pesquisas em outros locais. A institui&ccedil;&atilde;o planeja inaugurar um novo centro de pesquisas no segundo semestre deste ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>CI&Ecirc;NCIA CONTEMPOR&Acirc;NEA</b> &Eacute; impressionante encontrar, ao longo de seus cinco andares de salas, n&atilde;o apenas a ci&ecirc;ncia produzida nos laborat&oacute;rios, mas aquela que est&aacute; nos notici&aacute;rios. Exemplo disso &eacute; a se&ccedil;&atilde;o "Science Now" na qual &eacute; poss&iacute;vel ver o kit que, movido &agrave; energia solar, consegue diagnosticar o ebola em apenas 15 minutos. Diante de um computador o visitante pode tirar d&uacute;vidas com o infectologista Ahmed Abd El Wahed, do German Primate Center, que manipula o kit, ou mesmo acessar as perguntas mais frequentes sobre a doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> Na se&ccedil;&atilde;o "Can your food control you", al&eacute;m da combina&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia ou do relato de pacientes reais sobre a priva&ccedil;&atilde;o na dieta alimentar - o que humaniza e aproxima o visitante dos debates propostos - h&aacute; um convite para participar de umexperimento da Universida-Germana Baratade de Reading no qual ser&atilde;o investigados os efeitos do consumo de diferentes p&atilde;es na flora intestinal em pessoas com 18 a 55 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A &eacute;tica e os mitos da ci&ecirc;ncia s&atilde;o descortinados na se&ccedil;&atilde;o "Who am I?", na qual &eacute; poss&iacute;vel entender mecanismos da nossa mem&oacute;ria, as origens dos sobrenomes, o sequenciamento do DNA, o reconhecimento visual de padr&otilde;es e temas de sa&uacute;de p&uacute;blica. O visitante vai se deparar com quest&otilde;es delicadas como o preconceito com pacientes HIV positivo e as verdades e os mitos em rela&ccedil;&atilde;o aos modos  de contrair o v&iacute;rus. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Outra caracter&iacute;stica que salta aos olhos &eacute; o destaque &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es de institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, sempre referenciadas nas vitrines ao longo do museu. As universidades de Manchester, Oxford, Cambridge e Birmigham s&atilde;o algumas das envolvidas em resultados, inven&ccedil;&otilde;es e produtos que contribuem para o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e tecnologia. Promove-se, assim, um senso de orgulho e credibilidade nas institui&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo em que visitante tem a chance de perceber que os resultados obtidos s&atilde;o fruto de intensa pesquisa, trabalho coletivo e dedica&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o apenas de um momento de genialidade individual.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">&Agrave; parte das exposi&ccedil;&otilde;es e acervos, o museu ainda disp&otilde;e de uma loja que encanta pela variedade e criatividade dos produtos com motivos cient&iacute;ficos. Sem d&uacute;vida uma estrat&eacute;gia de marketing que gera renda, mas que contribui para tornar a ci&ecirc;ncia algo desej&aacute;vel, envolvente e divertido. A logomarca do museu em in&uacute;meros itens pode ser ainda adquirida em lojas espalhadas por Londres.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Em 2014, 51% dos 3,3 milh&otilde;es de visitantes estiveram em fam&iacute;lia, 13% eram estudantes, 36% adultos e 42% estrangeiros, dados que deixariam qualquer museu brasileiro com inveja. No Brasil, no mesmo ano, os dez museus mais visitados somaram 3,2 milh&otilde;es de pessoas, sendo que o Catavento, museu de ci&ecirc;ncias inaugurado em 2009, se destaca em segundo lugar. Para o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Museus e Centros de Ci&ecirc;ncia (ABCMC), Carlos Wagner Costa Ara&uacute;jo, o pa&iacute;stem compet&ecirc;ncia para fazer boas exposi&ccedil;&otilde;es, mas "&eacute; um desafio fazer novas mostras, principalmente porque a burocracia estatal atrapalha", uma vez que a maior parte do financiamento &eacute; p&uacute;blico. O resultado &eacute; que, muitas vezes, o acervo e as exposi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o trazem novidades para os visitantes, o que acaba inibindo novas visitas. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Fundado em 1857, o Museu de Ci&ecirc;ncias de Londres deve, em 2016, inaugurar duas galerias novas destinadas &agrave; medicina e matem&aacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a08fig03.jpg"></p>      ]]></body>

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