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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Em busca do desenvolvimento sustentável: a construção de relações sociais em comunidades ribeirinhas da Amazônia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Em busca do desenvolvimento sustent&aacute;vel: a constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es sociais em comunidades ribeirinhas da Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Daniel dos Santos Fernandes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Doutor em antropologia. Atualmente professor das Faculdades Integradas Ipiranga onde realiza pesquisas com popula&ccedil;&otilde;es tradicionais. Email: <a href="mailto:dasafer@ibest.com.br">dasafer@ibest.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a Amaz&ocirc;nia (1) nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m priorizado agentes ex&oacute;genos, deixando de envolver pequenos agricultores e povos da floresta que, h&aacute; anos, est&atilde;o &agrave; margem da a&ccedil;&atilde;o governamental, seja nos investimentos, no sistema de cr&eacute;dito ou nos meios de circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias (2-3).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Nos s&eacute;culos XIX e in&iacute;cio do XX, com a substitui&ccedil;&atilde;o do extrativismo das drogas do sert&atilde;o, a extra&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o da borracha atra&iacute;ram um enorme contingente de trabalhadores &agrave; regi&atilde;o, vindos dos estados do Maranh&atilde;o, Piau&iacute;, Rio Grande do Norte, Cear&aacute;, Pernambuco e Bahia, os quais permaneciam em um sistema que os condicionava a um ciclo de d&iacute;vidas, garantindo a manuten&ccedil;&atilde;o das elites econ&ocirc;micas e do lucro, gerado pela for&ccedil;a de trabalho desses imigrantes e dos caboclos amaz&ocirc;nicos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Com a abertura dos eixos rodovi&aacute;rios, a Amaz&ocirc;nia passou a receber diversas territorialidades que introduziram t&eacute;cnicas relacionadas &agrave; pecu&aacute;ria, &agrave;s serrarias, &agrave;s planta&ccedil;&otilde;es cultivadas na mata de terra firme, &agrave; minera&ccedil;&atilde;o e, por &uacute;ltimo, &agrave; tecnologia industrial que estimularam a desestrutura&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica de reprodu&ccedil;&atilde;o social da regi&atilde;o baseada na liga&ccedil;&atilde;o entre os ecossistemas de v&aacute;rzea, igap&oacute;s e terra firme. Os ingleses, no s&eacute;culo XX, investiram em v&aacute;rias cidades amaz&ocirc;nicas devido ao desenvolvimento do capitalismo industrial, onde a mat&eacute;ria-prima extra&iacute;da da borracha tinha valor imprescind&iacute;vel no mercado automobil&iacute;stico. Os investimentos destinavam-se ao setor de energia, portos, transportes, telefonia, telegrafia, rede de esgoto e constru&ccedil;&atilde;o civil em capitais como Bel&eacute;m e Manaus. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Nas d&eacute;cadas de 1960 a 1980, a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica sofre interven&ccedil;&otilde;es gigantescas, atrav&eacute;s das pol&iacute;ticas elaboradas pelo governo federal, cuja inten&ccedil;&atilde;o era a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais para atender interesses do capital internacional. As estrat&eacute;gias do Estado, primeiramente, eram voltadas &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o dos projetos agropecu&aacute;rios que causaram degrada&ccedil;&atilde;o ambiental na regi&atilde;o. Em seguida o governo federal implanta os megaprojetos agrominerais, explicitando uma estrat&eacute;gia do governo militar de controlar o territ&oacute;rio amaz&ocirc;nico, por meio da federaliza&ccedil;&atilde;o de rodovias e do enfraquecimento do poder de governos estaduais sob seu territ&oacute;rio pol&iacute;tico-administrativo. Estas, entre outras a&ccedil;&otilde;es, estavam inseridas nos programas de integra&ccedil;&atilde;o nacional. Nesse per&iacute;odo, se intensificam mudan&ccedil;as de organiza&ccedil;&atilde;o espacial na Amaz&ocirc;nia, principalmente no modo de vida de popula&ccedil;&otilde;es que baseavam sua vida cultural, econ&ocirc;mica e social nos ciclos da natureza e na din&acirc;mica dos rios. Este modelo de organiza&ccedil;&atilde;o espacial deu lugar (ou coexiste) a ritmos da industrializa&ccedil;&atilde;o, pautados na extra&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, na utiliza&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, em novas formas de rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, o que interfere nos modos de produ&ccedil;&atilde;o e de vida de popula&ccedil;&otilde;es que dependem diretamente dos recursos naturais (3-6). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Assim, em muitas pequenas e m&eacute;dias cidades amaz&ocirc;nicas &eacute; not&oacute;ria a diminui&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica econ&ocirc;mica, a reprodu&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de pobreza e de problemas sociais, sobretudo os conflitos fundi&aacute;rios e um amplo grau de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. S&atilde;o as marcas das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que modificaram a realidade socioambiental da regi&atilde;o. O artes&atilde;o, o pescador, o agricultor, o caboclo, est&atilde;o fora da l&oacute;gica ou da din&acirc;mica do planejamento econ&ocirc;mico destinado &agrave; regi&atilde;o (4; 7).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> A comunidade de Caruaru, em Bel&eacute;m (PA), n&atilde;o ficou fora desse processo de transforma&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s. Uma das primeiras investidas aconteceu em 1998, com a implanta&ccedil;&atilde;o, sem crit&eacute;rios que respeitassem o<i> modus vivendi</i> das popula&ccedil;&otilde;es locais, de uma trilha ecol&oacute;gica. O objetivo era solucionar parte dos problemas de gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda da comunidade. Denominada 1ª Trilha Ecol&oacute;gica de Mosqueiro, cortava duas comunidades, Castanhal do Mari-Mari e Caruaru e foi idealizada pela Prefeitura Municipal de Bel&eacute;m (PMB) em parceria com a Ag&ecirc;ncia Distrital de Mosqueiro (ADMO). Posteriormente, atrav&eacute;s de outra parceria entre Coordenadoria Municipal de Turismo de Bel&eacute;m (Belemtur), Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e Funda&ccedil;&atilde;o Parques e &Aacute;reas Verdes de Bel&eacute;m (Funverde), essa trilha passou a chamar-se Trilha Olhos D'&aacute;gua. Apesar de iniciar levantamento de fauna e flora, o projeto tur&iacute;stico n&atilde;o aprofundou a rela&ccedil;&atilde;o com as comunidades envolvidas, o que acabou resultando na cria&ccedil;&atilde;o de alguns contatos comunit&aacute;rios que n&atilde;o representam parcela local significativa. O resultado &eacute; a gera&ccedil;&atilde;o de cis&otilde;es locais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>O CASO DA ILHA DE MOSQUEIRO</b> A hist&oacute;ria de Mosqueiro se confunde com a da coloniza&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia, particularmente do estado do Par&aacute; e de sua capital. Este arquip&eacute;lago singular, na foz do rio Amazonas vem encantando os viajantes durante s&eacute;culos. No s&eacute;culo XVII os primeiros navegadores europeus que aqui chegaram, apontaram para dois aspectos interessantes do ponto de vista hist&oacute;rico da ilha. O primeiro &eacute; a denomina&ccedil;&atilde;o da ilha de Santo Ant&ocirc;nio e o segundo &eacute; o fato da regi&atilde;o ser conhecida como a prov&iacute;ncia dos povos ind&iacute;genas Tupinamb&aacute;. Habitantes do estu&aacute;rio amaz&ocirc;nico, os tupinamb&aacute; estavam na regi&atilde;o h&aacute; 12 mil anos e constitu&iacute;am uma civiliza&ccedil;&atilde;o e uma cultura intimamente ligadas &agrave; natureza. A ilha de Mosqueiro, centro do maior arquip&eacute;lago do munic&iacute;pio de Bel&eacute;m, capital do estado do Par&aacute;, est&aacute; inserida na microrregi&atilde;o guajarina, em um t&iacute;pico ambiente estuarino com influ&ecirc;ncias do oceano Atl&acirc;ntico. &Eacute; banhada pelo rio Par&aacute;, que forma as ba&iacute;as de Santo Ant&ocirc;nio, do Maraj&oacute; e do Sol. Os principais rios que nascem no interior da ilha s&atilde;o o Murubira, o Pratiquara e o Mari-Mari, os quais seguem o regime das mar&eacute;s (8). Esse complexo sistema de drenagem permite identificar tr&ecirc;s ecosistemas distintos na ilha: a regi&atilde;o litor&acirc;nea, caracterizada pela presen&ccedil;a de uma faixa de areia com aproximadamente 18 km, que forma praias; a regi&atilde;o de terra firme, formada pelas &aacute;reas mais altas, mais afastadas dos rios e outros cursos d'&aacute;gua, portanto n&atilde;o sujeitas a alagamentos; e a regi&atilde;o de &aacute;reas baixas, podendo ser de igap&oacute; e v&aacute;rzea, com pequenas ilhas anexas, cuja din&acirc;mica ambiental est&aacute; baseada nos rios rios e diversos cursos d'&aacute;gua. De acordo com a Secretaria Municipal de Coordena&ccedil;&atilde;o Geral do Planejamento e Gest&atilde;o (2006), a ilha de Mosqueiro ocupa uma &aacute;rea aproximada de 212.547 km com altitude m&eacute;dia de 15 metros acima do n&iacute;vel do mar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> O presente artigo se debru&ccedil;a sobre uma comunidade de ribeirinhos cuja economia local ainda &eacute; essencialmente extrativista, que mant&eacute;m uma intensa liga&ccedil;&atilde;o com esse territ&oacute;rio ancestral e uma l&oacute;gica de sistema de produ&ccedil;&atilde;o principalmente voltado para a subsist&ecirc;ncia. Podemos observar ainda uma rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima do morador de Caruaru com o fluvial que, em sua vis&atilde;o, &eacute;, ao mesmo tempo, uma &aacute;rea a ser conservada e um espa&ccedil;o de onde eles tiram sua subsist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A comunidade constr&oacute;i uma din&acirc;mica social ratificando que "essas popula&ccedil;&otilde;es tradicionais n&atilde;o ind&iacute;genas (cai&ccedil;aras, ribeirinhos amaz&ocirc;nicos, sertanejos etc.) receberam forte influ&ecirc;ncia ind&iacute;gena, que se revela n&atilde;o s&oacute; nos termos regionais, como nas diversas tecnologias patrimoniais de prepara&ccedil;&atilde;o de alimento, cer&acirc;mica, t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos de ca&ccedil;a e pesca etc." (9). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Caruaru, apesar da proximidade com a sede do distrito da regi&atilde;o, Mosqueiro, mant&eacute;m um processo lento de hibrida&ccedil;&atilde;o cultural (10). A constru&ccedil;&atilde;o dos saberes locais n&atilde;o est&aacute; totalmente deslocada do cotidiano. Existe o ensino formal por&eacute;m, no dia a dia, existe a complementa&ccedil;&atilde;o por meio de pr&aacute;ticas e costumes relacionados ao ambiental, em um modelo de intera&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica contempor&acirc;neo, adaptado do modelo de seus ancestrais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>RELA&Ccedil;&Otilde;ES DE PARENTESCO LOCAL</b> Os rios e igarap&eacute;s localizados no arquip&eacute;lago de Mosqueiro formam o ambiente de trabalho das comunidades tradicionais, espa&ccedil;o onde homens e mulheres, em fam&iacute;lia, por consanguinidade ou afinidade trabalham, al&eacute;m de praticarem</font></p> <font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">     <blockquote>(...) a pequena pesca, cuja produ&ccedil;&atilde;o em parte &eacute; consumida pela fam&iacute;lia e em parte &eacute; comercializada. A unidade de produ&ccedil;&atilde;o &eacute;, em geral, a familiar, incluindo na tripula&ccedil;&atilde;o conhecidos e parentes mais long&iacute;nquos. Apesar de grande parte deles viver em comunidades litor&acirc;neas n&atilde;o-urbanas, alguns moram em bairros urbanos ou periurbanos, construindo a&iacute; uma solidariedade baseada na atividade pesqueira. (11). </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Cultivam, fabricam farinha, ca&ccedil;am etc., criando estrat&eacute;gias, artefatos para sobreviv&ecirc;ncia e subsist&ecirc;ncia a partir de um conjunto de saberes sobre os recursos aqu&aacute;ticos e terrestres. Esses artefatos s&atilde;o fabricados a partir de materiais locais, o que intensifica essa depend&ecirc;ncia com o meio em que vivem, fazendo com que "a no&ccedil;&atilde;o de lugar tamb&eacute;m se expresse nos valores diferenciados que um grupo social atribui aos diferentes aspectos de seu ambiente". Essa valoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o direta do sistema de conhecimento ambiental do grupo e suas respectivas tecnologias (12). Um exemplo &eacute; a pesca do camar&atilde;o de rio com matapi, um artefato feito de talas, de algum tipo de palmeira, as quais s&atilde;o amarradas em corda.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> Esses saberes s&atilde;o transmitidos de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ados pela rela&ccedil;&atilde;o de parentesco e modificados conforme a din&acirc;mica cultural e a utiliza&ccedil;&atilde;o de novos artefatos que atuam em conson&acirc;ncia com os antigos. No caso de Caruaru as rela&ccedil;&otilde;es de parentesco mais profundas surgem a partir de 1894, com a passagem da posse das terras do Caruaru para Manoel Batholomeo Fro&eacute;s. A fam&iacute;lia Fro&eacute;s inicia uma longa rela&ccedil;&atilde;o de parentesco com a fam&iacute;lia Ara&uacute;jo iniciando uma descend&ecirc;ncia &uacute;nica o que ratifica Aug&eacute; (13) sobre o dom&iacute;nio do parentesco nas constru&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p> <font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">     <blockquote>(...) a filia&ccedil;&atilde;o &eacute; o princ&iacute;pio de constitui&ccedil;&atilde;o e de organiza&ccedil;&atilde;o interna de cada grupo de parentesco, enquanto as alian&ccedil;as (o parentesco por alian&ccedil;as matrimoniais) s&atilde;o o princ&iacute;pio da organiza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es externas entre os diferentes grupos, constrangidos a estabelecer rela&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias de troca matrimonial por for&ccedil;a da exogamia. </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A constru&ccedil;&atilde;o social em Caruaru apresenta-se, dessa forma, como a afirma&ccedil;&atilde;o de descend&ecirc;ncia leg&iacute;tima a partir das rela&ccedil;&otilde;es de parentesco por afinidade surgidas entre os Fr&oacute;es e Ara&uacute;jos em um processo no qual, atualmente, j&aacute; participam outras fam&iacute;lias que surgiram no cen&aacute;rio de parentesco local. Em toda comunidade repete-se a mesma afirma&ccedil;&atilde;o: "aqui dentro todo mundo &eacute; parente". Alguns depoimentos caracterizam da seguinte forma as rela&ccedil;&otilde;es na comunidade: "aqui &eacute; como uma fam&iacute;lia, todo mundo &eacute; parente", existindo, principalmente entre os moradores mais antigos, casamentos entre primos diretos e indiretos. A comunidade nunca viveu isolada, portanto, tem la&ccedil;os com moradores de outras comunidades e das cidades pr&oacute;ximas. Apresentam nitidamente uma "teia" de parentesco cuja origem est&aacute; num passado e na rela&ccedil;&atilde;o de apropria&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o que lhes oferece a identidade atual. Nessa forma de continuidade de rela&ccedil;&atilde;o de parentesco, por afinidade, come&ccedil;aram a surgir diverg&ecirc;ncias pela quest&atilde;o do poder local.</font></p> <font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">     <blockquote>O predom&iacute;nio de la&ccedil;os familiares, intensificando a familiaridade como elemento central das comunidades, agrega um complicador que pode ser compreendido deste modo: as novas comunidades, no entorno do Parque, v&atilde;o surgindo continuamente e resultam, quase sempre, de dissid&ecirc;ncias entre membros da mesma fam&iacute;lia, ou de casamentos em que pessoas do lugar casam-se com estranhos, que passam a ser aceitos na comunidade original do c&ocirc;njuge, fazendo parte da mesma, ou seguindo o casal para nova comunidade. A facilidade de ocupar um terreno &agrave; beira do rio permite esse rearranjo que desagrega aqui para reagregar l&aacute; adiante. (14) </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Assim, na atualidade, algumas lideran&ccedil;as surgem de c&ocirc;njuges, em rela&ccedil;&atilde;o de parentesco por afinidade, que come&ccedil;am a se destacar nas a&ccedil;&otilde;es para atenderem &agrave; demanda comunit&aacute;ria local provocando algum desconforto e com reflexos nas rela&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e nas organiza&ccedil;&otilde;es representativas em Caruaru.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O COMUNIT&Aacute;RIA LOCAL</b> Grupos organizados informais j&aacute; existiam na comunidade de Caruaru desde a implanta&ccedil;&atilde;o da 1ª Trilha Ecol&oacute;gica do Mosqueiro, em 1998. Todavia essa proposta, que deveria ter membros da comunidade como atores de uma gest&atilde;o comunit&aacute;ria, n&atilde;o estimulou o suficiente a ponto de aparecerem organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias formais. O resultado foi uma experi&ecirc;ncia desastrosa para a comunidade, pois um n&uacute;mero bem reduzido de pessoas conseguiu aumentar sua qualidade de vida com a implanta&ccedil;&atilde;o da trilha. Al&eacute;m disso, nessa &eacute;poca j&aacute; se observavam tentativas de invas&otilde;es nas terras do Caruaru por posseiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> &Eacute; somente a partir dessa jun&ccedil;&atilde;o de fatos que surge na comunidade a ideia de uni&atilde;o comunit&aacute;ria como possibilidade de operacionalizar demandas advindas realmente dessas popula&ccedil;&otilde;es. Assim, em 2006, cria-se a Associa&ccedil;&atilde;o dos Moradores do Caruaru (Asmoca) e a diretoria conta com forte presen&ccedil;a da fam&iacute;lia Fro&eacute;s, hoje no segundo mandato, mantendo representantes na presid&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">No entanto, mesmo com a cria&ccedil;&atilde;o da Asmoca, as primeiras pessoas que conseguiram algum &ecirc;xito com os programas de ecoturismo ainda continuam refer&ecirc;ncia no processo de visibilidade da comunidade, tomando a frente no contato com as diversas institui&ccedil;&otilde;es, como nas reuni&otilde;es com o grupo do projeto de pesquisa "Entre trapiches, trilhas e vilas: organiza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis no distrito de Mosqueiro, PA", (Entratrivi) das Faculdades Integradas Ipiranga. Essas pessoas s&atilde;o principalmente parentes, por afinidade, mulheres, que: "incomoda, mas eles n&atilde;o tomam a frente e principalmente eu tenho contatos e consigo as coisas para n&oacute;s", segundo depoimento de uma c&ocirc;njuge com lideran&ccedil;a informal, muito ativa na busca de solu&ccedil;&otilde;es para as demandas locais. Esse posicionamento n&atilde;o agrada parte da diretoria, tornando as rela&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias por vezes tensas. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Essas rela&ccedil;&otilde;es tensas est&atilde;o em um processo de velamento na medida em que aumenta a visibilidade da comunidade, com o complicador de serem mulheres as protagonistas dessa tens&atilde;o. O (des)velamento s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel a partir de observa&ccedil;&otilde;es durante a&ccedil;&otilde;es junto &agrave; comunidade em que todos s&atilde;o convidados e quando os grupos que mant&ecirc;m a tens&atilde;o n&atilde;o se encontram ao mesmo tempo e no mesmo espa&ccedil;o. Quando questionados sobre o motivo das aus&ecirc;ncias, apresentam as mais variadas raz&otilde;es, por&eacute;m as mais recorrentes s&atilde;o problemas de &uacute;ltima hora que n&atilde;o puderam ser postergados. Situa&ccedil;&atilde;o que s&oacute; &eacute; contornada com muita insist&ecirc;ncia por quem organiza alguma atividade, contatando quase que diariamente as lideran&ccedil;as, bem como algum mediador de confian&ccedil;a da comunidade, no nosso caso do professor Wanzeller (15), at&eacute; a data do evento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> Acreditamos que as organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias no Caruaru est&atilde;o em processo de constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas. Um processo naturalmente tenso pelo fato de o espa&ccedil;o comunit&aacute;rio ser um espa&ccedil;o de poder, onde as quest&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es de parentesco dever&atilde;o ser trabalhadas visando o bem comum, at&eacute; para possibilitar a chegada mais pr&oacute;xima de um desenvolvimento sustent&aacute;vel para a comunidade. Nesse processo, a constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que n&atilde;o excluam nenhum segmento de lideran&ccedil;a, formal ou informal, &eacute; muito importante. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Deve-se levar em considera&ccedil;&atilde;o que o espa&ccedil;o comunit&aacute;rio de Caruaru &eacute; um espa&ccedil;o de hibrida&ccedil;&atilde;o cultural, por ser "(...) resultado da sedimenta&ccedil;&atilde;o, justaposi&ccedil;&atilde;o e entrecruzamento de tradi&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas" n&atilde;o "do hispanismo colonial cat&oacute;lico", mas de um lusitanismo "e das a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e educativas comunicacionais modernas" (16). Assim, os projetos que queiram desenvolver-se na comunidade n&atilde;o devem partir imediatamente para as demandas de gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda local, mas para um profundo processo de discuss&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, intera&ccedil;&atilde;o e (des) intera&ccedil;&otilde;es culturais, a partir da din&acirc;mica social de parentesco e poder local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 1. A Amaz&ocirc;nia Legal compreende noves entes federativos: Acre, Amazonas, Par&aacute;, Amap&aacute;, Roraima, Rond&ocirc;nia, parte do Maranh&atilde;o, Mato Grosso e Tocantins.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 2. Becker, B. K.<i> Amaz&ocirc;nia.</i> 5 ed. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093313&pid=S0009-6725201500020001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 3. Becker, B. K.<i> Amaz&ocirc;nia: geopol&iacute;tica na virada do III mil&ecirc;nio.</i> Garamond, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093315&pid=S0009-6725201500020001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 4. Gon&ccedil;alves, C. W.<i> Amaz&ocirc;nia, Amaz&ocirc;nias.</i> S&atilde;o Paulo: Contexto. 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093317&pid=S0009-6725201500020001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">5.	 Simonian, L. T. "Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, desenvolvimento sustent&aacute;vel e recursos naturais em &aacute;reas de reserva na Amaz&ocirc;nia brasileira". In: Coelho, M. C. N; Simonian, L. T.; Ferzl, N. (Orgs).<i> Estado e pol&iacute;tica p&uacute;blicas na Amaz&ocirc;nia: gest&atilde;o de recursos naturais.</i> Bel&eacute;m: Cejup: UFPA-Naea, 2000, p 9-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093319&pid=S0009-6725201500020001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">6.	 Mau&eacute;s, R.H.<i> Uma outra "inven&ccedil;&atilde;o" da Amaz&ocirc;nia: religi&otilde;es, hist&oacute;rias, identidade. </i>Bel&eacute;m: Cejup, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093321&pid=S0009-6725201500020001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 7. Benchimol, S.<i> Navega&ccedil;&atilde;o e transporte na Amaz&ocirc;nia.</i> Manaus: Ufam, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093323&pid=S0009-6725201500020001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 8. Wanzeller, C. dos S.<i> Mosqueiro: lendas e mist&eacute;rios. Mosqueiro-Bel&eacute;m.</i> 1a ed. Bel&eacute;m, Grupo RBA, 1999, 65p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093325&pid=S0009-6725201500020001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 9. Probio-MMA - Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, dos Recursos H&iacute;dricos e da Amaz&ocirc;nia Legal, Coordenadoria da Biodiversidade, N&uacute;cleo de Pesquisas sobre Popula&ccedil;&otilde;es Humanas e &Aacute;reas &Uacute;midas Brasileiras - USP, CNPq.<i> Os saberes tradicionais e a biodiversidade no Brasil.</i> S&atilde;o Paulo, 1999. p.40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093327&pid=S0009-6725201500020001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 10. Espa&ccedil;o de v&aacute;rias mesclas culturais. Canclini, N. G.<i> Culturas h&iacute;bridas.</i> S&atilde;o Paulo: Editora da USP, 2000. p.19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093329&pid=S0009-6725201500020001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 11. Probio-MMA, 1999.<i> Op. Cit.</i> p.62.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">12. Little,	 P. E.<i> Territ&oacute;rios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade.</i> Bras&iacute;lia: UnB, S&eacute;rie Antropologia, 322, 2002. p.10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093332&pid=S0009-6725201500020001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">13. Aug&eacute;, M.<i> Os dom&iacute;nios do parentesco.</i> Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70, 1978. p.19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093334&pid=S0009-6725201500020001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 14. Quaresma, H. D. de A. B.<i> Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e gest&atilde;o de recursos florestais: o caso do Parque Ambiental da Ilha do Mosqueiro, Bel&eacute;m/PA.</i> Bel&eacute;m: NAEA, 2008. p.13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093336&pid=S0009-6725201500020001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">15. Wanzeller &eacute; professor aposentado de l&iacute;ngua portuguesa, incentivador do registro da hist&oacute;ria das comunidades de Mosqueiro. Ex-professor da maioria dos moradores da comunidade.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> 16. Canclini, N. G.<i> Culturas h&iacute;bridas.</i> S&atilde;o Paulo: Editora da USP, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093339&pid=S0009-6725201500020001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS CONSULTADAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Ferzl, N. (Orgs).<i> Estado e pol&iacute;tica p&uacute;blicas na Amaz&ocirc;nia: gest&atilde;o de recursos naturais.</i>Bel&eacute;m: Cejup: UFPA-Naea, 2000, p 9-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093343&pid=S0009-6725201500020001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Plano Diretor de Bel&eacute;m/ Distrito Administrativo de Mosqueiro (Damos). Bel&eacute;m/ PA: Prefeitura Municipal de Bel&eacute;m. PMB. 2006, 31p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093345&pid=S0009-6725201500020001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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