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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br>   POL&Iacute;TICA DE C&amp;T</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Invers&atilde;o cient&iacute;fica no M&eacute;xico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Milagros Varguez</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No M&eacute;xico, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, a administra&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia foi reformada ao ponto de torn&aacute;-la um instrumento de exerc&iacute;cio obrigat&oacute;rio pelo Estado; resultando, assim, em sentido estrito, uma pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia. Com a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Conacyt) em 1970, o Estado mexicano incorporou, entre seus instrumentos de desenvolvimento, a administra&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos para as atividades de produ&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de tecnologia, al&eacute;m do financiamento de estudos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na d&eacute;cada de 1990, a incorpora&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s a institui&ccedil;&otilde;es globais como a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) e o Tratado NorteAmericano de Livre Com&eacute;rcio, por exemplo, mostrou claramente a exist&ecirc;ncia de grandes lacunas no desenvolvimento cient&iacute;fico do M&eacute;xico em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses. Por isso, nos anos 1990, acontece uma profunda reestrutura&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios instrumentos e pr&aacute;ticas do aparato institucional que giravam em torno do Conacyt. Essas mudan&ccedil;as culminaram na cria&ccedil;&atilde;o da Lei de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, em 2002, cujo objetivo &eacute; fortalecer institucionalmente a atividade cient&iacute;fica no M&eacute;xico. Al&eacute;m disso, a lei p&otilde;e especial aten&ccedil;&atilde;o na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e a necessidade de or&ccedil;amento espec&iacute;fico para essa atividade. Em 1999, para criar instrumentos que garantissem maior competitividade para o setor produtivo, o governo mexicano tamb&eacute;m buscou promover uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre a academia e a ind&uacute;stria, por meio da Lei para a Promo&ccedil;&atilde;o da Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CAMINHANDO DEVAGAR</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o M&eacute;xico tem feito importantes esfor&ccedil;os no sentido de aprimorar o sistema de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o (CTI), no entanto, caminha mais devagar do que outras na&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A experi&ecirc;ncia internacional mostra que para desencadear o desenvolvimento de um pa&iacute;s, com base no CTI, &eacute; conveniente que a invers&atilde;o de investimentos nesse setor seja de pelo menos 1,0% de seu Produto Interno Bruto (PIB). No M&eacute;xico, o valor deste indicador &eacute; o menor entre pa&iacute;ses membros da OCDE e ainda menor do que a m&eacute;dia da Am&eacute;rica Latina. Em 2012, o Gasto Interno Bruto em Pesquisa e Desenvolvimento Experimental (Gide), no M&eacute;xico, foi de apenas 0,43%, portanto, bem abaixo de pa&iacute;ses como Coreia, Israel e Finl&acirc;ndia, por exemplo, que investem mais de 3,0% e que gozam de economias est&aacute;veis e de um maior desenvolvimento social. O Brasil, em 2011, logrou investimentos de 1,21%, valor que refletiu no fortalecimento do aparelho cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; consenso que avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos se traduzem em gera&ccedil;&atilde;o de riqueza, representando um instrumento eficaz para melhorar a produtividade e os servi&ccedil;os nas empresas e institui&ccedil;&otilde;es. Embora a Lei de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia estabele&ccedil;a que o gasto nacional em atividades de pesquisa cient&iacute;fica e desenvolvimento tecnol&oacute;gico n&atilde;o podem ser menores do que 1% do PIB, no M&eacute;xico esse &iacute;ndice n&atilde;o tem atingido 0,5%, dificultando uma trajet&oacute;ria de crescimento consistente e, ao mesmo tempo, exigindo que novos caminhos sejam pensados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme se pode ver no <b>gr&aacute;fico,</b> o Gide teve altos e baixos ao longo dos anos, com uma m&eacute;dia de aumento de apenas 0,09%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No in&iacute;cio do atual governo mexicano, o presidente Enrique Pe&ntilde;a Nieto assegurou que destinaria pelo menos 0,1% do PIB em ci&ecirc;ncia e tecnologia, com aumento gradual, at&eacute; chegar ao 1%, como estabelece a Lei de Ci&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; um claro sinal da aposta nesse setor para propiciar o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, mas cuja meta ainda est&aacute; longe de ser atingida devido aos constantes cortes no or&ccedil;amento destinados a essa &aacute;rea. Em 2014, houve corte de 7 bilh&otilde;es no or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica e de 900 milh&otilde;es do Conacyt, &aacute;reas que s&atilde;o consideradas priorit&aacute;rias. Essa redu&ccedil;&atilde;o teve como causa principal os baixos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo em n&iacute;vel internacional e a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica enfrentada pelo M&eacute;xico. Esses cortes afetam as bolsas para estudantes de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, programas e projetos, o financiamento para estados, est&iacute;mulos para a inova&ccedil;&atilde;o etc, o que resulta em atraso n&atilde;o s&oacute; para a ci&ecirc;ncia, mas para o pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PROMESSA</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pol&iacute;ticas de ci&ecirc;ncia e tecnologia abriram tend&ecirc;ncias promissoras no M&eacute;xico. As novas condi&ccedil;&otilde;es institucionais nas quais se desenvolveu sua promo&ccedil;&atilde;o permitem considerar que, ao cabo de mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, pode-se esperar uma pol&iacute;tica p&uacute;blica consolidada, j&aacute; que os instrumentos de interven&ccedil;&atilde;o estadual se encontram definidos na sua estrutura do gasto p&uacute;blico, por meio de uma lei que define atores institucionais e procedimentos, sobretudo no &acirc;mbito pol&iacute;tico. No entanto, &eacute; importante ter em conta que o aparelho cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico n&atilde;o depende unicamente da promulga&ccedil;&atilde;o de leis, mas sim do cumprimento delas. Tamb&eacute;m &eacute; importante que o Estado entenda que problemas como sa&uacute;de, pobreza, educa&ccedil;&atilde;o, inseguran&ccedil;a etc, quest&otilde;es ligadas ao desenvolvimento social, est&atilde;o intimamente relacionados com o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e da tecnologia.</font></p>      ]]></body>
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