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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>LITERATURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>40 anos sem Agatha Christie</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Esdras Matheus Magadan</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v68n1/a19fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; impens&aacute;vel falar de romance policial, mist&eacute;rio e suspense e n&atilde;o citar a inglesa Agatha Mary Clarisse Muller, ou simplesmente Agatha Christie. O m&ecirc;s de janeiro de 2016 marca quarenta anos de aus&ecirc;ncia da escritora de romances policiais mais traduzida no mundo. Em 12 de janeiro de 1976, ela se despediu, aos 85 anos, deixando &oacute;rf&atilde;os seus leitores em todo o mundo, mas marcando definitivamente seu nome na literatura universal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Autora de quase 100 obras, entre pe&ccedil;as de teatro, romances policiais e contos, Agatha Christie nos presenteou com pelo menos cinco detetives, dos quais se destacam Hercule Poirot, inspirado em um refugiado belga, arrogante e meticuloso, com suas famosas "c&eacute;lulas cinzentas" e miss Jane Marple, solteirona de uma cidadezinha chamada St. Mary Mead, atenta &agrave;s conversas, curiosa sobre a vida alheia e com uma percep&ccedil;&atilde;o apurada dos relacionamentos humanos. Para alguns miss Marple seria, na verdade, o alter-ego de Agatha Christie. Diferentes e encantadores, os dois detetives nunca se encontraram nos livros da escritora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estreou como autora em 1920 com o livro <i>O misterioso caso de Styles,</i> anteriormente recusado por v&aacute;rios editores. O &uacute;ltimo trabalho foi <i>Cai o pano,</i> de 1975, que marcou a despedida de Hercule Poirot. Entre os livros mais aclamados da autora inglesa est&atilde;o <i>O assassinato de Roger Ackroyd</i> (1926), <i>O caso dos 10 negrinhos</i> (1939) e <i>Assassinato no Expresso do Oriente</i> (1939), sendo que os dois &uacute;ltimos foram adaptados para filmes, em 1945 e 1974, respectivamente. Outros livros duplamente empolgantes s&atilde;o: <i>Encontro marcado com a morte</i> (1938); <i>A m&atilde;o misteriosa</i> (1942); <i>Cem gramas de centeio</i> (1953) e <i>A testemunha ocular do crime</i> (1957). Inspirada por outros escritores cl&aacute;ssicos ingleses, como Willian Shakespeare e Arthur Conan Doyle, boa parte dos cen&aacute;rios de suas hist&oacute;rias s&atilde;o os sobrados, bosques e esta&ccedil;&otilde;es de trens ingleses. Os enredos revelam uma boa qu&iacute;mica que tem como ingredientes relacionamentos familiares conflitantes, doses de humor e sarcasmo, reviravoltas surpreendentes, mortes inusitadas, uma narrativa din&acirc;mica e desfechos criativos. Escreveu, tamb&eacute;m, pe&ccedil;as de teatro de sucesso como <i>A ratoeira</i> e <i>Testemunha de acusa&ccedil;&atilde;o.</i> Esta &uacute;ltima virou filme, em 1957, com Marlene Dietrich e Tyrone Power nos pap&eacute;is principais, sendo considerado por Christie a melhor adapta&ccedil;&atilde;o de sua obra para cinema.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v68n1/a19fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>VIAGENS E HIST&Oacute;RIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De m&atilde;e inglesa e pai norte-americano, Agatha casou-se duas vezes. Herdou o sobrenome Christie do primeiro marido, mas foi com Max Edgar Lucien Mallowan, um arque&oacute;logo dez anos mais jovem, que permaneceu at&eacute; o fim dos dias. A vida com Mallowan lhe rendeu viagens pelo mundo e cen&aacute;rios ex&oacute;ticos para seus livros. Seu trabalho como enfermeira volunt&aacute;ria na Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra Mundial lhe proporcionou grandes conhecimentos sobre medicamentos e venenos, seu m&eacute;todo favorito para matar seus personagens, muitas vezes t&atilde;o veross&iacute;meis que se tem a impress&atilde;o de poder encontr&aacute;-los em uma esquina qualquer, encostados em Ford Bigode tomando xerez. Segundo a escritora, suas hist&oacute;rias nasciam ao acaso, da observa&ccedil;&atilde;o cotidiana, e o processo de cria&ccedil;&atilde;o deveria ser t&atilde;o interessante quanto o pr&oacute;prio resultado que revela sempre, em cada hist&oacute;ria - com suas particularidades, ambiente e motiva&ccedil;&otilde;es &uacute;nicos - uma habilidade de seduzir e surpreender.</font></p>      ]]></body>

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