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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OLIMP&Iacute;ADAS    <br>   ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><b>Valores associados aos jogos ol&iacute;mpicos<a href="#nt"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Holger Preuss<sup>I</sup>; Norbert Sch&uuml;tte<sup>II</sup>; Thomas K&ouml;necke<sup>III</sup>; Lamartine DaCosta<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, Alemanha, e da Molde University College, Noruega. &Eacute; tamb&eacute;m professor adjunto da Universidade de Otawa, Canad&aacute;, e pesquisador convidado da Universidade do Estado de Nova Iorque (SUNY, Estados Unidos)    <br>   <sup>II</sup>Professor da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz e professor visitante na Universidade de Esportes de Col&ocirc;nia e na Universidade Carl von Ossietzky de Oldenburgo, Alemanha    <br>   <sup>III</sup>Professor da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, Alemanha, atuou como pesquisador na Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas - Escola de Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas de S&atilde;o Paulo (FGV-EAESP)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup>Pofessor visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), professor visitante na Universidade East London, no Reino Unido, e membro do conselho consultivo da Universidade Ol&iacute;mpica Internacional da R&uacute;ssia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O movimento ol&iacute;mpico vem passando por transforma&ccedil;&otilde;es ao longo dos anos. Essas ocorrem de maneira lenta, por&eacute;m constante. O ambiente social e cultural muda com o tempo e, dessa forma, a percep&ccedil;&atilde;o dos valores ol&iacute;mpicos n&atilde;o &eacute; est&aacute;vel (1). A entidade principal do movimento ol&iacute;mpico s&atilde;o os Jogos Ol&iacute;mpicos. H&aacute; alguns anos, discutimos se os valores associados aos Jogos Ol&iacute;mpicos est&atilde;o se alterando. Os Jogos devem ser atraentes aos jovens para que sejam vistos como m&aacute;gicos e despertem o interesse geral. No entanto, em muitas cidades europeias, nos &uacute;ltimos anos, os referendos p&uacute;blicos sobre sediar os Jogos Ol&iacute;mpicos demonstraram que as popula&ccedil;&otilde;es locais n&atilde;o querem receber esses eventos em suas cidades. O presidente do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional (COI), Thomas Bach, percebeu isso e come&ccedil;ou uma reforma, chamada Agenda 2020.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio do mil&ecirc;nio, Milton-Smith (2) reconheceu uma cr&iacute;tica aos Jogos Ol&iacute;mpicos que refletia o fracasso das principais institui&ccedil;&otilde;es globais em lidar com as consequ&ecirc;ncias sociais e &eacute;ticas da globaliza&ccedil;&atilde;o, muitas vezes incluindo quest&otilde;es ambientais e o terrorismo. Isso levou a uma desilus&atilde;o generalizada com os Jogos Ol&iacute;mpicos. Atualmente, os Jogos parecem espelhar o desencanto com os valores "modernos" da globaliza&ccedil;&atilde;o, incluindo vencer a qualquer pre&ccedil;o (uso do <i>doping</i>), comercializa&ccedil;&atilde;o, intensa rivalidade entre pa&iacute;ses, nepotismo (na prepara&ccedil;&atilde;o dos Jogos), trapa&ccedil;a (arranjo de resultados), corrup&ccedil;&atilde;o e vantagem competitiva das na&ccedil;&otilde;es altamente desenvolvidas e rec&eacute;m-industrializadas sobre as demais (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste artigo &eacute; lan&ccedil;ar luz sobre a estrutura e o significado dos valores que s&atilde;o associados aos Jogos Ol&iacute;mpicos por meio de uma pesquisa com pesquisadores e profissionais que, embora especialistas nesses eventos, n&atilde;o dependem do sistema ol&iacute;mpico para desenvolverem suas atividades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O SOBRE OS VALORES OL&Iacute;MPICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos estudos b&aacute;sicos sobre os valores ol&iacute;mpicos foi conduzida pelo fil&oacute;sofo alem&atilde;o Hans Lenk (4). Ele identificou muitos dos valores que hoje aparecem na Carta Ol&iacute;mpica (5). Outras pesquisas importantes foram realizadas por Parry (6), que n&atilde;o s&oacute; identificou os dez valores que caracterizam os Jogos Ol&iacute;mpicos, mas tamb&eacute;m comparou-os com os valores dos Jogos da Gr&eacute;cia Antiga. A fazer isso, ele identificou o n&uacute;cleo comum desses valores e constatou que seis deles atravessaram os s&eacute;culos. Parry demonstrou, assim, que existem valores associados aos Jogos que n&atilde;o mudam ao longo do tempo. Milton-Smith retomou as ideias de Parry e, analisando os valores globais, sugeriu que os valores ol&iacute;mpicos sejam revitalizados (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clarke (7) afirma que alguns valores ol&iacute;mpicos s&atilde;o indispens&aacute;veis, enquanto outros est&atilde;o desatualizados e alguns chegam at&eacute; mesmo a criar problemas. Diferente de Parry, esse autor mostra que os valores podem se tornar desatualizados. Sepp&auml;nen (8) inclui em seu estudo a perspectiva cultural. Para ele, &eacute; &oacute;bvio que os jogos e a &ecirc;nfase colocada na competi&ccedil;&atilde;o variam muito ao longo do tempo e de sociedade para sociedade. A conclus&atilde;o relevante aqui &eacute; que a diferen&ccedil;a nos valores e percep&ccedil;&otilde;es relacionadas ao esporte podem ser atribu&iacute;das a diferen&ccedil;as de &eacute;poca e de sociedade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo de Preuss (9), o autor apresentou os resultados  da pesquisa emp&iacute;rica que realizou nos anos de 1992, 1996 e 2000, na Alemanha e &Aacute;ustria, sobre a percep&ccedil;&atilde;o dos estudantes de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica a respeito dos valores ol&iacute;mpicos, do futuro dos Jogos Ol&iacute;mpicos e de seus conhecimentos sobre Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos Ol&iacute;mpicos Modernos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo central sobre valores ol&iacute;mpicos foi realizada por Chatziefstathiou (1). A autora avaliou a natureza mut&aacute;vel da ideologia do olimpismo dentro dos contextos hist&oacute;rico, sociopol&iacute;tico e econ&ocirc;mico contempor&acirc;neos. Seu estudo demonstrou como os valores associados com a ideologia do olimpismo mudaram durante o s&eacute;culo passado. Ela destacou a diversidade cultural dos valores e significados associados ao esporte ol&iacute;mpico no mundo contempor&acirc;neo. Uma considera&ccedil;&atilde;o importante dessa pesquisa &eacute; que o olimpismo n&atilde;o pode se basear em um conjunto de valores imut&aacute;veis, mas em um processo de constru&ccedil;&atilde;o de consenso em termos de valores no mundo do esporte global (10).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais recentemente, outros estudos foram levados a efeito para identificar os valores ol&iacute;mpicos da atualidade (11-12). Assim, pode-se observar que, nos &uacute;ltimos tempos, muito tem sido escrito sobre a mudan&ccedil;a nos valores ol&iacute;mpicos. Questiona-se se s&atilde;o relativamente est&aacute;veis ou se mudam (13), se precisam de uma nova base ideol&oacute;gica (14) ou se s&atilde;o apenas uma outra utopia (15).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OLIMPISMO E VALORES OL&Iacute;MPICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parry (16) afirma que o olimpismo &eacute; uma "filosofia universal" que se aplica a todas as culturas. De acordo com Parry, o olimpismo se baseia num certo n&uacute;mero de valores com os quais cada cultura pode se comprometer. Independentemente disso, podem existir diferen&ccedil;as culturais na forma como  o ideal ol&iacute;mpico &eacute; expresso. Em trabalhos posteriores, Parry (17) escreve que "olimpismo &eacute; uma filosofia social que enfatiza o papel do esporte no desenvolvimento mundial, a compreens&atilde;o internacional, a coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica e a educa&ccedil;&atilde;o social e moral."</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pierre de Coubertin escreveu em suas <i>Mem&oacute;rias ol&iacute;mpicas</i> (18), que o olimpismo &eacute; uma "escola de nobreza e de pureza moral, bem como de resist&ecirc;ncia e energia f&iacute;sica - mas s&oacute; se (...) a honestidade e a abnega&ccedil;&atilde;o do esportista forem desenvolvidas de forma t&atilde;o acentuada quanto a for&ccedil;a dos m&uacute;sculos". Assim, para ele, o olimpismo visa o desenvolvimento harmonioso dos aspectos morais, f&iacute;sicos e intelectuais atrav&eacute;s da competi&ccedil;&atilde;o esportiva. Os valores atribu&iacute;dos por Coubertin ao movimento ol&iacute;mpico foram: igualdade, equidade, justi&ccedil;a, respeito pelas pessoas, racionalidade, compreens&atilde;o, autonomia e excel&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Loland (19) argumentou que o olimpismo tem quatro objetivos principais: a) educar e cultivar o indiv&iacute;duo atrav&eacute;s do esporte; b) cultivar as rela&ccedil;&otilde;es humanas em sociedade; c) promover paz e compreens&atilde;o internacional; e d) venerar a grandeza humana e suas possibilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1999, o departamento de marketing do COI divulgou o resultado de uma pesquisa realizada com 5.500 pessoas em onze pa&iacute;ses e reuniu quatro proposi&ccedil;&otilde;es para resumir o sistema de valores ol&iacute;mpicos (20): alegria do esfor&ccedil;o, amizade/jogo limpo, esperan&ccedil;a e sonho/inspira&ccedil;&atilde;o. Na atualidade, o COI promove tr&ecirc;s valores centrais: excel&ecirc;ncia, amizade e respeito, que s&atilde;o uma redu&ccedil;&atilde;o dos valores mencionados nos princ&iacute;pios fundamentais da Carta Ol&iacute;mpica (21). No entanto, espetaculariza&ccedil;&atilde;o, profissionalismo, nacionalismo e sectarismo s&atilde;o fatores que t&ecirc;m desempenhado um papel hist&oacute;rico no enfraquecimento dos valores human&iacute;sticos do esporte (22).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO DE PESQUISA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para investigar a percep&ccedil;&atilde;o dos valores ol&iacute;mpicos na atualidade, utilizamos um question&aacute;rio <i>online</i> com 25 perguntas (disponibilizado no per&iacute;odo de 27 de janeiro a 7 de fevereiro de 2014) para um grupo de cerca de 1.500 pesquisadores e profissionais especialistas em Jogos Ol&iacute;mpicos de diferentes pa&iacute;ses. A data de 7 de fevereiro foi escolhida para encerramento da coleta de informa&ccedil;&otilde;es por tratar-se do dia imediatamente anterior ao in&iacute;cio dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Inverno em S&oacute;chi, na R&uacute;ssia, de modo que evitamos uma vis&atilde;o tendenciosa dos respondentes por causa da cobertura dos Jogos pela m&iacute;dia. Para atingir uma ampla variedade de pesquisadores e profissionais em termos de nacionalidade, usamos as seguintes redes de contato: centros de estudos ol&iacute;mpicos, Academia Ol&iacute;mpica Internacional (IOA, na sigla em ingl&ecirc;s), academias ol&iacute;mpicas nacionais, universidades, associa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas (por exemplo, Associa&ccedil;&atilde;o Europeia para Gest&atilde;o do Esporte e Sociedade Internacional de Historiadores Ol&iacute;mpicos, respectivamente EASM e ISOH, nas siglas em ingl&ecirc;s) e Plataforma Internacional para Esporte e Desenvolvimento  (ISDPA, na sigla em ingl&ecirc;s). Foram retornados 190 question&aacute;rios preenchidos de 46 pa&iacute;ses. As quest&otilde;es relacionadas com valores ol&iacute;mpicos contemplavam tr&ecirc;s aspectos:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/cic/v68n2/quad01.jpg"> <i>Sociodemografia</i>: Desej&aacute;vamos saber se a percep&ccedil;&atilde;o de valores dos participantes se baseava na &aacute;rea profissional/acad&ecirc;mica.</p>       <p><img src="/img/revistas/cic/v68n2/quad01.jpg"> <i>Emo&ccedil;&otilde;es</i>: Nem todos os pesquisadores e profissionais especialistas em Jogos Ol&iacute;mpicos t&ecirc;m uma vis&atilde;o positiva desses eventos. Consequentemente, desej&aacute;vamos saber se esse ponto de vista pessoal dava origem &agrave; percep&ccedil;&atilde;o dos valores ol&iacute;mpicos.</p>       <p><img src="/img/revistas/cic/v68n2/quad01.jpg"> <i>Valores ol&iacute;mpicos</i>: Solicitamos aos participantes que fizessem declara&ccedil;&otilde;es sobre os valores explicitamente associados aos Jogos Ol&iacute;mpicos. Independentemente da import&acirc;ncia atribu&iacute;da, pedimos que indicassem os valores mais lembrados (lembran&ccedil;a espont&acirc;nea). A seguir, pedimos que identificassem o(s) valor(es) mais importante(s) a partir de uma lista de valores retirados dos princ&iacute;pios fundamentais da Carta Ol&iacute;mpica (lembran&ccedil;a assistida).</p></blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ideia da pesquisa era fazer um levantamento dos valores associados aos Jogos Ol&iacute;mpicos e n&atilde;o dos atributos negativos associados ao movimento ol&iacute;mpico. Dessa forma, um participante da pesquisa que n&atilde;o visse nenhum valor nos Jogos poderia deixar as perguntas abertas sem resposta ou listar termos negativos. As perguntas fechadas tamb&eacute;m poderiam ser deixadas sem resposta ou o participante poderia selecionar "sem import&acirc;ncia", indicando que  o valor fornecido n&atilde;o &eacute; importante para os Jogos. Para a an&aacute;lise da lembran&ccedil;a espont&acirc;nea dos valores ol&iacute;mpicos, as resposta foram classificadas em 25 categorias. Essa parte foi realizada por dois pesquisadores trabalhando de forma independente. As interpreta&ccedil;&otilde;es divergentes foram recodificadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados sociodemogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o total de pesquisadores e profissionais especialistas em Jogos Ol&iacute;mpicos, que n&atilde;o dependem do sistema ol&iacute;mpico, n&atilde;o s&atilde;o conhecidos. Acreditamos que as redes profissionais e acad&ecirc;micas utilizadas no estudo permitiram contatar a maioria dos pesquisadores e profissionais relevantes e com experi&ecirc;ncia em todo o mundo. A amostra foi composta por 70% de pessoas do sexo masculino. A m&eacute;dia de idade foi de 49 anos. Do total de question&aacute;rios recebidos, 46,6% vieram da Europa, 7,3% da &Aacute;sia, 5,8% da Austr&aacute;lia/Oceania, 3,1% da &Aacute;frica, 21,5% da Am&eacute;rica do Norte, 8,4% da Am&eacute;rica do Sul, e 7,3% sem resposta para esse quesito. Em m&eacute;dia, os participantes do estudo publicaram 13,7 trabalhos relacionados com os Jogos Ol&iacute;mpicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pesquisadores e profissionais que participaram do estudo conhecem o movimento ol&iacute;mpico h&aacute; bastante tempo. A amostra conteve 73,3% de participantes que trabalham em universidades. Dos respondentes, 44,5% eram professores no n&iacute;vel mais alto da carreira, 19,6% eram acad&ecirc;micos trabalhando como pesquisadores, e 15,2% eram de professores em outros n&iacute;veis da carreira. Os participantes que n&atilde;o se encontravam em posi&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas (28,8%) estavam de alguma forma relacionados com o esporte ol&iacute;mpico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os participantes eram bastante ambiciosos em suas carreiras esportivas, sendo que 8% foram membros de equipes nacionais, 29% foram atletas de alta performance, e apenas 6% n&atilde;o praticavam nenhum esporte. Em rela&ccedil;&atilde;o ao interesse de pesquisa nos Jogos Ol&iacute;mpicos, uma variedade de t&oacute;picos foi mencionada. A maioria dos participantes mencionou: economia (19%), gest&atilde;o (19%), hist&oacute;ria (18%), marketing (16%), educa&ccedil;&atilde;o ol&iacute;mpica (14%) e legado (14%). Por fim, perguntamos em quais edi&ccedil;&otilde;es dos Jogos Ol&iacute;mpicos  o entrevistado esteve presente. V&aacute;rias respostas surgiram. A maioria das participa&ccedil;&otilde;es foram em Londres, Atenas e Sydney. Em momento posterior, dividimos o grupo de respondentes em antes e depois dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Los Angeles em 1984, porque foi quando come&ccedil;ou a comercializa&ccedil;&atilde;o mais acentuada desses eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outra parte, perguntamos sobre a percep&ccedil;&atilde;o geral com rela&ccedil;&atilde;o aos Jogos Ol&iacute;mpicos, sendo que os participantes deveriam levar em conta todos os aspectos do movimento ol&iacute;mpico. Apenas 61,6% percebiam os Jogos de forma positiva, enquanto 23,3% percebiam de forma neutra e 15,1% percebiam de forma bastante negativa. Procuramos encontrar um padr&atilde;o para explicar essas percep&ccedil;&otilde;es. Mas nem sexo (t=0,763; p&gt; 0,5), nem idade (correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa), nem presen&ccedil;a nos Jogos Ol&iacute;mpicos antes de 1984 (n&atilde;o comercializa&ccedil;&atilde;o) ou depois de 1984 (t=0,879; p&gt; 0,05), nem n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es pessoais (correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa), nem carreira esportiva (correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa) explicam as percep&ccedil;&otilde;es. Esperava-se que a &aacute;rea principal de interesse de pesquisa pudesse ter uma influ&ecirc;ncia. No entanto, todos os testes estat&iacute;sticos de uma &aacute;rea de pesquisa contra todas as outras &aacute;reas de pesquisa n&atilde;o apresentaram signific&acirc;ncia. Assim, nenhum dos fatores pessoais mencionados aparentemente influencia o julgamento geral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>LEMBRAN&Ccedil;A ESPONT&Acirc;NEA DOS VALORES </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo, foi verificada a lembran&ccedil;a espont&acirc;nea dos valores de todos os participantes. Assim, podemos listar os valores "mais lembrados" associados aos Jogos Ol&iacute;mpicos (<a href="/img/revistas/cic/v68n2/a14tab01.jpg">Tabela 1</a>, primeira coluna). Analisando a lembran&ccedil;a espont&acirc;nea dos valores tomados em conjunto a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante semelhante (<a href="/img/revistas/cic/v68n2/a14tab01.jpg">Tabela 1</a>, absoluto). Em m&eacute;dia, cinco valores por pessoa foram lembrados espontaneamente (13 entrevistados n&atilde;o mencionaram nenhum valor). Em seguida, pediu-se aos participantes que classificassem os valores por import&acirc;ncia. A import&acirc;ncia foi ponderada por pontos. O valor recebia cinco pontos quando era classificado como o mais importante, quatro pontos quando era classificado como o segundo mais importante e assim por diante. Somando-se todos os pontos atribu&iacute;dos, o n&uacute;mero total era de 1.348 pontos (<a href="/img/revistas/cic/v68n2/a14tab01.jpg">Tabela 1</a>, ponderado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os valores fundamentais mais lembrados associados com os Jogos, bem como o geral (todas as men&ccedil;&otilde;es) foram "jogo limpo", seguido por "respeito", "excel&ecirc;ncia" e "amizade". No entanto, quatro pessoas escolheram nenhum valor e 2,5% mencionaram termos negativos (por exemplo, "com&eacute;rcio" ou "corrup&ccedil;&atilde;o").</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ponderada pela import&acirc;ncia, a ordem de valores n&atilde;o se alterou de forma dram&aacute;tica. Apenas os valores de "compreens&atilde;o m&uacute;tua" e "igualdade" eram mais importantes quando solicitadas espontaneamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>LEMBRAN&Ccedil;A ASSISTIDA DE VALORES</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fim de especificar a import&acirc;ncia atribu&iacute;da pelos participantes aos valores ol&iacute;mpicos, foi usado um conjunto de valores mencionados nos Princ&iacute;pios Fundamentais do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional. Perguntamos: "Em sua opini&atilde;o, qu&atilde;o importantes s&atilde;o esses valores para os Jogos Ol&iacute;mpicos da era moderna?" Os resultados s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/cic/v68n2/a14tab02.jpg">Tabela 2</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desvio padr&atilde;o (DP) fornece algumas informa&ccedil;&otilde;es sobre a unidade de opini&otilde;es. "Jogo limpo" &eacute; o valor em rela&ccedil;&atilde;o ao qual a maioria dos participantes concorda. J&aacute; "igualdade" est&aacute; na posi&ccedil;&atilde;o 3, quase t&atilde;o importante quanto "excel&ecirc;ncia". Quando a pergunta era aberta, "igualdade" s&oacute; foi mencionado por 2,8%. Outra diferen&ccedil;a &eacute; que "mistura de esporte com a cultura" quase n&atilde;o foi mencionado espontaneamente (0,1%), mas aparece aqui como bastante importante. "Mistura de esporte com educa&ccedil;&atilde;o" (1,7%) foi mencionado algumas vezes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A &uacute;ltima coluna na <a href="/img/revistas/cic/v68n2/a14tab02.jpg">Tabela 2</a> compara a import&acirc;ncia da lembran&ccedil;a espont&acirc;nea e assistida dos valores associados aos Jogos Ol&iacute;mpicos. O peso foi dividido pelo n&uacute;mero de men&ccedil;&otilde;es, o que leva a um m&aacute;ximo de 5,0 e &eacute;, consequentemente, compar&aacute;vel com a m&eacute;dia. Apesar de algumas diferen&ccedil;as, o conjunto de men&ccedil;&otilde;es &eacute; bastante robusto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CARACTER&Iacute;STICAS DOS JOGOS OL&Iacute;MPICOS QUE REPRESENTAM VALORES OL&Iacute;MPICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem v&aacute;rias caracter&iacute;sticas dos Jogos Ol&iacute;mpicos (revezamento da tocha ol&iacute;mpica, hino, lema, s&iacute;mbolo, bandeira etc) que est&atilde;o, de certa forma, relacionadas com os valores ol&iacute;mpicos. Por exemplo, o revezamento da tocha pode ser visto como relacionado com "compreens&atilde;o m&uacute;tua" ou "universalidade", o lema ol&iacute;mpico "<i>citius, altius, fortius</i>" pode ser visto como refer&ecirc;ncia &agrave; "busca pelo melhor de si" ou excel&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando fizemos a pergunta aberta: "Qu&atilde;o importantes s&atilde;o essas caracter&iacute;sticas para os Jogos Ol&iacute;mpicos da era moderna?" a inten&ccedil;&atilde;o era testar indiretamente percep&ccedil;&otilde;es pessoais dos valores ol&iacute;mpicos. Achamos que, se uma caracter&iacute;stica do que representa um valor ol&iacute;mpico n&atilde;o &eacute; importante para os Jogos, o valor por tr&aacute;s dele tamb&eacute;m pode n&atilde;o ser importante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desvio padr&atilde;o (DP) mostra que para esta quest&atilde;o a opini&atilde;o dos participantes n&atilde;o era t&atilde;o uniforme como foi com os valores ol&iacute;mpicos. A contagem de medalhas (altamente promovida pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o) mostra a maior ambival&ecirc;ncia nas respostas (ver <a href="/img/revistas/cic/v68n2/a14tab03.jpg">tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O FUTURO DOS JOGOS OL&Iacute;MPICOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos realizados com pesquisadores e profissionais especialistas em Jogos Ol&iacute;mpicos s&atilde;o muito valiosos porque ambos os grupos observam esses eventos intensamente. Pedimos aos participantes da pesquisa que pensassem sobre o desenvolvimento do movimento ol&iacute;mpico em geral e respondessem a seguinte quest&atilde;o: "Qual &eacute; a sua opini&atilde;o sobre o desenvolvimento atual dos Jogos Ol&iacute;mpicos?". A categoriza&ccedil;&atilde;o de respostas poss&iacute;veis estava relacionada com a teoria do ciclo de vida do produto (23). Assim, a determina&ccedil;&atilde;o do estado de desenvolvimento atual dos Jogos fornece um olhar para o futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para evitar qualquer mal entendido a esse respeito, esclarecemos que os Jogos Ol&iacute;mpicos n&atilde;o s&atilde;o um produto &uacute;nico. Os Jogos s&atilde;o, em realidade, um conjunto de pe&ccedil;as mais ou menos atrativas, que podem estar em diferentes fases de desenvolvimento. O programa dos Jogos, por exemplo, passa por mudan&ccedil;as constantes, os festivais culturais foram adicionados e t&ecirc;m uma import&acirc;ncia diferente em cada edi&ccedil;&atilde;o do evento. Al&eacute;m disso, os patrocinadores aparecem de forma diferente ao longo dos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados demostraram uma vis&atilde;o claramente diversa sobre o estado de desenvolvimento dos Jogos Ol&iacute;mpicos. Nem sexo (t=1,235; p&gt; 0,5), nem idade (correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa), nem presen&ccedil;a nos Jogos Ol&iacute;mpicos antes de 1984 (n&atilde;o comercializa&ccedil;&atilde;o) ou depois de 1984 (comercializa&ccedil;&atilde;o) (t=1,527; p&gt;0,05), nem n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es (correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa), nem carreira esportiva (correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa) explicam a classifica&ccedil;&atilde;o. Pode-se pensar que aqueles que t&ecirc;m uma percep&ccedil;&atilde;o positiva sobre os Jogos tamb&eacute;m podem acreditar que eles ainda est&atilde;o em alta, enquanto aqueles que, em geral, t&ecirc;m uma percep&ccedil;&atilde;o negativa podem acreditar que os Jogos est&atilde;o em baixa. Um teste <i>t</i> para amostras pareadas mostrou que, em geral, percep&ccedil;&otilde;es negativas ou positivas sobre os Jogos Ol&iacute;mpicos n&atilde;o est&atilde;o relacionadas com a opini&atilde;o dos Jogos terem ganhado ou perdido import&acirc;ncia (t=-4,472; P &lt;0,001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aqueles que percebem os Jogos Ol&iacute;mpicos como estando em alta, com frequ&ecirc;ncia mencionam diferentes valores ol&iacute;mpicos do que aqueles que percebem os Jogos como estando em baixa. Os &uacute;ltimos mencionaram "internacionalismo/universalidade" (15,6%), "amizade" (10,8%) e "<i>citius, altius, fortius</i>"(7,7%), com menos frequ&ecirc;ncia, mas "concorr&ecirc;ncia" (8,5%), "compreens&atilde;o m&uacute;tua" (6,6%) e "disciplina/determina&ccedil;&atilde;o" (6,6%), com mais frequ&ecirc;ncia do que aqueles que percebem os Jogos como estando em alta. Os participantes com uma percep&ccedil;&atilde;o negativa dos Jogos mencionaram "paz" (20%), "amizade" (17%) e "igualdade" (10,5%) com menos frequ&ecirc;n cia, mas "inclus&atilde;o" (9,5%), com mais frequ&ecirc;ncia do que aqueles participantes com uma percep&ccedil;&atilde;o positiva dos Jogos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como mencionado anteriormente, para este estudo foram coletados dados de 190 pesquisadores e profissionais especialistas em Jogos Ol&iacute;mpicos que n&atilde;o dependem do sistema ol&iacute;mpico, de 46 pa&iacute;ses. Assim, tem-se por pressuposto que estes especialistas s&atilde;o capazes de analisar o movimento ol&iacute;mpico de forma independente. As principais conclus&otilde;es do estudo foram as seguintes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Na atualidade, 15% dos pesquisadores e profissionais t&ecirc;m percep&ccedil;&otilde;es negativas sobre os Jogos Ol&iacute;mpicos em geral, quando levam em considera&ccedil;&atilde;o todos os aspectos do movimento ol&iacute;mpico. Esse grupo n&atilde;o pode ser especificado por sexo, frequ&ecirc;ncia de publica&ccedil;&atilde;o, carreira no esporte, idade ou continente de origem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Muitos dos pesquisadores e profissionais que percebem os Jogos Ol&iacute;mpicos de forma positiva ou que acreditam que seu desenvolvimento est&aacute; em alta, mencionam como valores ol&iacute;mpicos importantes: a) paz, b) amizade, c) internacionalismo, e d) igualdade. Aqueles que percebem os Jogos de forma negativa e/ou acreditam que estejam em baixa, mencionam com mais frequ&ecirc;ncia: a) compreens&atilde;o m&uacute;tua, b) disciplina/determina&ccedil;&atilde;o, c) inclus&atilde;o, e d) competi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Seja a lembran&ccedil;a dos valores ol&iacute;mpicos espont&acirc;nea ou assistida,  o padr&atilde;o de men&ccedil;&otilde;es parece ser bastante robusto. A lista de valores resultante da lembran&ccedil;a assistida, por ordem de import&acirc;ncia, foi: a) jogo limpo, b) buscar o melhor de si, c) igualdade, d) amizade, e) compreens&atilde;o m&uacute;tua, e f) paz. A lista de valores que resultou da lembran&ccedil;a espont&acirc;nea, por n&uacute;mero de men&ccedil;&otilde;es, foi: a) jogo limpo, b) respeito/ toler&acirc;ncia,  c) excel&ecirc;ncia, d) amizade, e) internacionalismo/universalidade, e f) paz. A principal diferen&ccedil;a &eacute; que na lembran&ccedil;a assistida o valor "igualdade" foi muito mais importante, enquanto "respeito/ toler&acirc;ncia" foi mencionado com frequ&ecirc;ncia surpreendente na lembran&ccedil;a espont&acirc;nea. Ao avaliar a import&acirc;ncia dos valores, obtivemos resultados semelhantes. Nesse caso, "atingir um equil&iacute;brio em termos de corpo, mente e determina&ccedil;&atilde;o" entrou no topo da lista, na posi&ccedil;&atilde;o 4 para lembran&ccedil;a espont&acirc;nea, enquanto "igualdade" n&atilde;o apareceu.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Chatziefstathiou, D. "The changing nature of the ideology of olympism in the modern olympic era". Theses published at <a href="http://library.la84.org/SportsLibrary/Books/IdeologyOfOlympism.pdf" target="_blank">http://library.la84.org/SportsLibrary/Books/IdeologyOfOlympism.pdf</a>. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Milton-Smith, J. "Ethics, the olympics and the search for global values". <i>Journal of Business Ethics</i>, 35, 2002, pp. 131-142.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Idem, p. 131.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Lenk, H. <i>Werte, ziele, wirklichkeit der modernen olympischen spiele</i>. Schorndorf: Hofmann. 1964.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Lenk, H. "Toward a social philosophy of the olympics: values, aims and reality of the modern olympic movement". In: Graham, P.J.; Ueberhorst, H. (eds.) <i>The Modern Olympics</i>. West Point: Leisure Press, 1976.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Parry, J. "Olympism at the beginning and end of the twentieth century - immutable values and principles and outdated factors". <i>28th Young Participants Session. </i>Ancient Olympia: International Olympic Academy, 1988. pp. 81-94.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Clarke, K. "Immutable values and principles and outdated factors". <i>28th Young Participants Session. </i>Ancient Olympia: International Olympic Academy, 1988. pp. 99-104. Cita&ccedil;&atilde;o em pp.101-103.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Sepp&auml;nen, P. "Competitive sport and sport success in the Olympic Games: a cross-cultural analysis of value systems". <i>Internationals Review for the Sociology of Sport</i>, 24(4) 275-282, 1989.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Preuss, H. "Coubertin und die olympischen ideale - Zehn Jahre Erhebungen unter deutschsprachigen sportstudenten". In: Carl und Liselott Diem-Archiv (org.) <i>Tempel und ringe</i>. Zwischen hochschule und Olympischer bewegung, 2002, (pp. 291-302). K&ouml;ln: Diem Archiv.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Ver tamb&eacute;m: Parry, J. "Ethical aspects of the olympic idea". <i>Proceedings of the 3rd International Session for Educationists. </i>Ancient Olympia: IOA, 1997.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Chatziefstathiou, D.; Ramon, X.; Miragaya, A. <i>Olympic idea nowadays: perceptions and insights</i>. Bellaterra: Centre d'Estudis Ol&iacute;mpics i de l'Esport de la UAB, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Preuss, H.; Sch&uuml;tte, N.; DaCosta, L.P.; K&ouml;nigstorfer, J. (2015). "Olympic values nowadays". Lausanne: Olympic Studies Centre, 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://doc.rero.ch/record/257591?ln=en" target="_blank">http://doc.rero.ch/record/257591?ln=en</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Tavares, O. <i>Olympic values in the 21st century: between continuity and change. </i>Bellaterra: Centre d'Estudis Ol&iacute;mpics (UAB), 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Buss, W.; G&uuml;ldenpfennig, S.; Kr&uuml;ger, A. <i>Zur neubegr&uuml;ndung der olympischen idee. Denkanst&ouml;&szlig;e</i>. Wiesbaden: Stumm. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Gebauer, G. <i>Olympische Spiele -die andere utopie der moderne. Olympia zwischen kult und droge</i>. Frankfurt am Main: Suhrkamp. 1996.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Parry, 1997. Op. cit, p.1.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Brownell, S.; Parry, J. <i>Oympic values and ethics in contemporary society</i>, 2012. p.15.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Coubertin, P. de. <i>Olympic Memoires</i>, Lausanne: IOC, 1997. p. 208.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Loland, S. "Pierre de Coubertin's ideology of olympism from the perspective of the history of ideas". <i>Second International Symposium for Olympic Research</i>. London/Ontario. 1994. pp.36-38.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Edgar, Dunn &amp; Company, IOC. "Quantitative brand assessment"<i>. Olympic Global brand assessment and marketing plan</i>. Lausanne: IOC. 1999.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. IOC. <i>Olympic Charter</i>. Lausanne. 2013, p.12.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. DaCosta, L. <i>Olympic studies: current intellectual crossroads</i>. Rio de Janeiro: Gama Filho, 2002. p.32.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Vernon, R. "International investment and international trade in the product life cycle". <i>Quarterly Journal of Economics</i>, 80, 1966, pp. 190-207.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tradu&ccedil;&atilde;o de Gilberto Stam    <br> <a name="nt"></a>(<a href="#nta">*</a>) Este artigo foi traduzido por Gilberto Stam a partir do original em ingl&ecirc;s.</font></p>      ]]></body><back>
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