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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> SBPC 70 ANOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil: uma hist&oacute;ria contada doze anos depois</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hildete Pereira de Melo<sup>I</sup>; Ligia Rodrigues<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Docente do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET)    <br> <sup>II</sup>Pesquisadora associada ao Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas (CBPF)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste ano de 2018, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC) completa 70 anos e a efem&eacute;ride permite que se possa avaliar a presen&ccedil;a feminina nos espa&ccedil;os cient&iacute;ficos nacionais atrav&eacute;s da trajet&oacute;ria da pr&oacute;pria SBPC. Esta, como uma das principais sociedades cient&iacute;ficas nacionais, expressa muito bem os percal&ccedil;os e os &ecirc;xitos das mulheres na constru&ccedil;&atilde;o de uma carreira cient&iacute;fica no pa&iacute;s. Ningu&eacute;m duvida que a carreira cient&iacute;fica foi e &eacute; um espa&ccedil;o de poder e masculino, e analisando a hist&oacute;ria da presid&ecirc;ncia da associa&ccedil;&atilde;o, vamos encontrar a primeira cientista eleita como presidente da SBPC apenas no final dos anos 1980. A professora Carolina Bori (1924-2004), apesar de ter ingressado na SBPC em 1969, s&oacute; vinte anos depois foi eleita presidenta da entidade para o mandato de 1987-1989. Dez aos depois, a bioqu&iacute;mica Glaci Zancan (1935-2007) foi eleita para os bi&ecirc;nios 1999-2001 e 2001-2003. E, finalmente, na segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, a biom&eacute;dica Helena Nader,  que j&aacute; era primeira vice-presidente, acabou assumindo o mandato na gest&atilde;o de 2011-2013 e em seguida foi eleita presidenta para os mandatos de 2013-2015 e 2015-2017. Convenhamos que na relativa longa vida da SBPC, apenas tr&ecirc;s mulheres conseguiram galgar a presid&ecirc;ncia da sociedade e foram presidentas por cerca de seis mandatos bianuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso n&atilde;o &eacute; por acaso. O desenvolvimento cient&iacute;fico dos &uacute;ltimos dois s&eacute;culos, no mundo, foi sempre creditado ao g&ecirc;nero masculino e essa trajet&oacute;ria da SBPC expressa apenas a invisibilidade que, por muito tempo e de forma persistente, se deu em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a feminina nos espa&ccedil;os cient&iacute;ficos mundiais e brasileiros. Com essa preocupa&ccedil;&atilde;o, este artigo tem como objetivo tra&ccedil;ar o empenho de pesquisadoras feministas que, nos &uacute;ltimos 20 anos, estudam a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no campo cient&iacute;fico brasileiro, como tamb&eacute;m resgatar essas hist&oacute;rias &#91;1-9&#93;. Assim, o presente artigo est&aacute; estruturado da seguinte forma: primeiro faz uma breve s&iacute;ntese a respeito da invisibilidade feminina no meio cient&iacute;fico, na segunda parte faz um relato da constru&ccedil;&atilde;o do livro <i>As pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil </i>&#91;10&#93;, publicado pela SBPC em 2006, e de sua repercuss&atilde;o no ativismo feminista acad&ecirc;mico, desde ent&atilde;o incentivando novas pesquisas sobre aquelas mulheres &#91;11&#93; e abrindo novos caminhos aos estudos feministas nacionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>UM POUCO DA HIST&Oacute;RIA DA CI&Ecirc;NCIA ... POR QUE T&Atilde;O POUCAS?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No s&eacute;culo XX, as mulheres conseguiram avan&ccedil;ar no sistema educacional, venceram o analfabetismo e ingressaram nas universidades - institui&ccedil;&otilde;es estas que configuram o passaporte para o ingresso na carreira cient&iacute;fica. No entanto, o mundo da ci&ecirc;ncia ainda permanece um reduto masculino, no Brasil e no mundo. H&aacute; quase uma "invisibilidade" das mulheres nos campos dos saberes cient&iacute;ficos - da matem&aacute;tica, ci&ecirc;ncia considerada pelos antigos como a ferramenta para a explica&ccedil;&atilde;o do mundo, aos demais campos cient&iacute;ficos, nos quais observa-se que a presen&ccedil;a feminina aparece esparsa ao longo dos s&eacute;culos. Schiebinger &#91;12&#93; afirma que o acesso restrito das mulheres &agrave;s carreiras cient&iacute;ficas deve-se ao fato de que os homens s&atilde;o educados para a esfera p&uacute;blica e as mulheres para a privada, que a estrutura social &eacute; dirigida pelos interesses e poder masculino. E que o ideal do modelo materno serve mais aos homens que precisam de m&atilde;o de obra gratuita para cozinhar, lavar e cuidar dos filhos e n&atilde;o a elas que, como m&atilde;es e donas de casa, t&ecirc;m sustento gratuito (p. 13). Mas esse papel coloca a carreira da mulher em perigo, pois a restringe ao espa&ccedil;o dom&eacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por que os inventos cient&iacute;ficos s&atilde;o sempre creditados aos homens e a hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia registra apenas nomes masculinos? Estas inc&ocirc;modas quest&otilde;es levantadas por feministas trouxeram, sem sombra de d&uacute;vida, mudan&ccedil;as ao campo cient&iacute;fico desde a segunda metade do s&eacute;culo XX. A exuma&ccedil;&atilde;o e o sepultamento de Marie Curie (1867-1934) no Pante&atilde;o em Paris, em 1995, quando se tornou a primeira mulher sepultada nesse local destinado aos her&oacute;is, n&atilde;o aconteceu por acaso: deve-se &agrave; insurg&ecirc;ncia feminista de nossos tempos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; necess&aacute;rio que as crian&ccedil;as e os jovens conhe&ccedil;am os nomes de mulheres que, mesmo esquecidas, estiveram nos meios acad&ecirc;micos. E saibam que as mulheres n&atilde;o estiveram ausentes no desenvolvimento da matem&aacute;tica e das ci&ecirc;ncias no mundo ocidental, e que no Brasil n&atilde;o foi diferente. As bases das lutas feministas modernas explodiram no mundo desde 1792, quando Mary Wollstonecraft (1759-1797) publicou <i>Reivindica&ccedil;&otilde;es dos direitos da mulher, </i>proclamando o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e o direito &agrave; igualdade de oportunidades &#91;13&#93;. Embora a hist&oacute;ria das mulheres nas ci&ecirc;ncias tenha avan&ccedil;ado desde a segunda metade do s&eacute;culo XX, elas n&atilde;o se tornaram cientistas apenas no s&eacute;culo passado. At&eacute; o fim do XVIII n&atilde;o era necess&aacute;rio ter acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria para se trabalhar com ci&ecirc;ncia. Como poucas pessoas eram remuneradas para exercer esses of&iacute;cios, permitia-se que mulheres trabalhassem nos c&iacute;rculos cient&iacute;ficos. Paradoxalmente, as universidades, desde o s&eacute;culo XII at&eacute; o final do s&eacute;culo XIX, impuseram a exclus&atilde;o ou restri&ccedil;&otilde;es variadas para aceitarem mulheres em seus cursos e pesquisas &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de Hipatia, nascida provavelmente no ano 370 da era crist&atilde; e que lecionou geometria em Alexandria (Egito) - e foi trucidada por fan&aacute;ticos em 415, devido aos seus conhecimentos cient&iacute;ficos que afrontavam a sociedade daquela &eacute;poca -, poucas foram as mulheres que conseguiram furar o bloqueio e estudaram ou lecionaram em universidades naqueles s&eacute;culos. No entanto, sempre se encontram exce&ccedil;&otilde;es e a historiografia registra algumas dessas mulheres: a fil&oacute;sofa italiana Elena Priscopia (1646-1684), a f&iacute;sica Laura Bassi (1711-1778), a italiana Maria Gaetana Agnesi (1718-1799), a francesa Gabrielle-Emilie, marquesa Du Chatelet (1706-1749). No s&eacute;culo XIX, a inglesa Ada Lovelace (1815-1852) e a russa Sonja Kovalevsky (1850-1891); e no albor do s&eacute;culo XX, Amalie Emmy Noether (1882-1935), matem&aacute;tica que revolucionou a &aacute;lgebra moderna. Essas mulheres foram, na sua grande maioria, de origem nobre ou filhas de comerciantes enriquecidos, o que possibilitava esse tipo de comportamento, mas o privil&eacute;gio dava apenas acesso limitado ao mundo do poder e do conhecimento. S&oacute; depois de 1870 &eacute; que as mulheres conseguiram ingressar em cursos universit&aacute;rios, agora um pr&eacute;-requisito fundamental para ingressarem nas carreiras cient&iacute;ficas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>E NO BRASIL .... PORTAS TAMB&Eacute;M FECHADAS &Agrave;S MULHERES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As primeiras institui&ccedil;&otilde;es de ci&ecirc;ncias exatas e tecnol&oacute;gicas brasileiras surgiram no final do reinado de Pedro II, com a funda&ccedil;&atilde;o, em 1874, da Escola Polit&eacute;cnica na cidade do Rio de Janeiro. No entanto, desde a chegada da corte portuguesa j&aacute; tinham sido fundadas as Escolas de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro e na Bahia. Em 1827, foram criadas as Academias de Direito de S&atilde;o Paulo e Olinda (PE). Em 1829 foi criada a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro com a finalidade de promover o aperfei&ccedil;oamento dos conhecimentos m&eacute;dicos no pa&iacute;s (com a Rep&uacute;blica, o nome da entidade mudou para Academia Nacional de Medicina). Em 1845 foi criado o Imperial Observat&oacute;rio do Rio de Janeiro, atualmente chamado Observat&oacute;rio Nacional, e, em 1885, em Bel&eacute;m do Par&aacute;, o Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Em Campinas, o Instituto Agron&ocirc;mico foi criado em 1887. J&aacute; na Rep&uacute;blica, o Instituto Bacteriol&oacute;gico de S&atilde;o Paulo foi fundado em 1893 e a Escola Polit&eacute;cnica de S&atilde;o Paulo, em 1894. Ainda nessa mesma cidade, foram criados a Escola Presbiteriana de Engenharia Mackenzie, em 1896, e o Instituto Butantan, em 1899. O Instituto Soroter&aacute;pico Municipal de Manguinhos, criado em 1900, foi transformado, em 1907, no Instituto Oswaldo Cruz. Os pesquisadores e professores eram na sua maioria estrangeiros, e os poucos brasileiros tinham se graduado no exterior. Homens e brancos atuando nas &aacute;reas de astronomia e ci&ecirc;ncias naturais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A exce&ccedil;&atilde;o que deve ser lembrada &eacute; a presen&ccedil;a da cientista Emilia Snethlage (1868-1929), graduada na Alemanha e que veio para o Brasil em 1905 para trabalhar como assistente de zoologia no Museu Em&iacute;lio Goeldi, em Bel&eacute;m do Par&aacute;. Publicou uma obra que inventariou 1.117 esp&eacute;cies de aves amaz&ocirc;nicas e que foi refer&ecirc;ncia para os estudiosos da ornitologia ao longo do s&eacute;culo XX &#91;14&#93;. Naquela &eacute;poca, as mulheres, em sua maioria analfabetas, estavam longe dos bancos escolares e da carreira cient&iacute;fica. Somente a partir de 1879 as mulheres puderam entrar nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior brasileiras, e s&oacute; em 1887 foi expedido o primeiro diploma feminino de medicina, concedido &agrave; ga&uacute;cha Rita Lobato Velho Lopes (1867-1954). Eram poucas as mulheres aptas a serem aprovadas nos exames de ingresso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A exist&ecirc;ncia desses restritos espa&ccedil;os cient&iacute;ficos foi abalada pela eclos&atilde;o da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e provavelmente isso contribuiu para que em 1916 fosse fundada a Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncia (ABC), que ao lado da Academia Nacional de Medicina, completava o quadro acanhado das ci&ecirc;ncias no pa&iacute;s. A guerra tinha mostrado, na pr&aacute;tica, a import&acirc;ncia do poderio da ci&ecirc;ncia e da t&eacute;cnica nos campos de batalha e urgia que o Brasil, como um Estado soberano, tamb&eacute;m desenvolvesse o seu meio cient&iacute;fico. Alguns cientistas, renomados mundialmente e preocupados com a luta pela paz, empreenderam uma campanha nos anos 1920 e, assim, Albert Einstein e Marie Curie vieram ao Brasil e desempenharam papel importante na difus&atilde;o da ci&ecirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o da paz &#91;15&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Igualmente, os anos 1920 foram plenos de revoltas militares, greves oper&aacute;rias e de uma agita&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e pol&iacute;tica que exaltavam os feitos da ci&ecirc;ncia e da tecnologia e que possibilitaram o desenvolvimento da pesquisa b&aacute;sica e a difus&atilde;o da ci&ecirc;ncia no Brasil. No rastro dessa agita&ccedil;&atilde;o foram criadas, em 1920, a Universidade do Brasil e, em 1934, a Universidade de S&atilde;o Paulo. As mulheres foram paulatinamente abrindo as portas das faculdades e, j&aacute; nos anos 1920, graduaram-se as primeiras engenheiras nacionais. Na d&eacute;cada seguinte, as faculdades de filosofia, ci&ecirc;ncias e letras nas universidades de S&atilde;o Paulo e do Brasil trouxeram muitas mulheres para seus cursos, o que ensejou a forma&ccedil;&atilde;o das primeiras cientistas nacionais &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como a Primeira Guerra Mundial sacudiu o interesse nacional pela ci&ecirc;ncia, o final da Segunda Guerra Mundial teve tamb&eacute;m um papel fundamental para a formaliza&ccedil;&atilde;o do sistema brasileiro de ci&ecirc;ncia e tecnologia. Em 8 de julho de 1948, cientistas reunidos em S&atilde;o Paulo fundaram uma sociedade civil similar a outras existentes nos pa&iacute;ses avan&ccedil;ados, com a finalidade de formular a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o desenvolvimento cient&iacute;fico nacional: a SBPC. Respondendo a tais demandas, em 1951 o Estado brasileiro criou o, ent&atilde;o, Conselho Nacional de Pesquisas - que depois de 1974 passaria a ser o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) -  e  a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) do ent&atilde;o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura (MEC).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AS PIONEIRAS DA CI&Ecirc;NCIA NO BRASIL: SUAS HIST&Oacute;RIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A participa&ccedil;&atilde;o feminina nas carreiras universit&aacute;rias e cient&iacute;ficas acentuou-se no pa&iacute;s a partir dos anos 1970, depois que as mulheres venceram a luta para entrar no ensino superior. Cada porta do processo educacional nacional foi aberta por nossas trisav&oacute;s depois de muita luta: da educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, secund&aacute;ria at&eacute; os port&otilde;es universit&aacute;rios. E o sucesso foi ineg&aacute;vel, pois em 1991 assegurou-se definitivamente a vit&oacute;ria das mulheres na batalha educacional. Naquele ano, o censo demogr&aacute;fico mostrou que as mulheres brasileiras tinham mais anos de escolaridade que o sexo masculino. Todavia, a discrimina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi vencida: persistiram desigualdades salariais e de acesso a carreiras profissionais e nas atividades cient&iacute;ficas. E, na segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, a ci&ecirc;ncia e a tecnologia ainda permanecem um reduto masculino, no mundo e no Brasil &#91;8&#93;. O reconhecimento dessas distor&ccedil;&otilde;es foi a origem das tentativas de associadas da SBPC de provoca&ccedil;&atilde;o desse debate no seio da associa&ccedil;&atilde;o desde a d&eacute;cada de 1970 &#91;17&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n3/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto do livro <i>As pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil</i> foi fruto desse movimento. Na primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, a dire&ccedil;&atilde;o da regional da SBPC do Rio de Janeiro era composta por diversas mulheres que abra&ccedil;aram a ideia de realizar uma pesquisa para mostrar que as mulheres, silenciosamente, estavam nos bastidores do mundo cient&iacute;fico nacional e que era necess&aacute;rio rasgar os panos desse anonimato. Participaram da iniciativa a ent&atilde;o secret&aacute;ria-executiva da regional do Rio de Janeiro da SBPC, a cientista social Maria Lucia Maciel, uma pesquisadora simp&aacute;tica &agrave; luta feminista; a f&iacute;sica Ligia Rodrigues e a economista Hildete Pereira de Melo, duas militantes feministas curtidas das lutas dos anos 1970 e 1980; al&eacute;m da matem&aacute;tica feminista Maria Eul&aacute;lia Vares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Numa reuni&atilde;o da diretoria foram discutidas e aprovadas a&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero para a regional da SBPC do Rio de Janeiro, a saber: palestras sobre o tema no programa que a regional j&aacute; realizava com sucesso, intitulado "Ci&ecirc;ncia &agrave;s 6 &frac12;", e o projeto de um livro sobre as pioneiras da ci&ecirc;ncia brasileira. A ideia da publica&ccedil;&atilde;o foi fruto da discuss&atilde;o preparat&oacute;ria para a Semana Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia de 2005 e da lacuna de nomes femininos na hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia nacional, pauta tamb&eacute;m cobrada por algumas estudantes e docentes no evento daquele ano. Havia como inspira&ccedil;&atilde;o o livro comemorativo dos 50 anos da SBPC, publicado em 1998 e intitulado <i>Cientistas do Brasil - depoimentos,</i> no qual havia 59 depoimentos de cientistas brasileiros, dentre os quais apenas sete eram de mulheres. Ou seja, apenas 12% desse elenco estrelado de cientistas eram do sexo feminino: Johanna Dobereiner, Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Tavares, Nise da Silveira, Marta Vannucci, Carmen Portinho, Graziela Maciel Barros e Carolina Martuscelli Bori.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A incumb&ecirc;ncia de realizar a pesquisa coube a mim e &agrave; L&iacute;gia. A minha experi&ecirc;ncia na coordena&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa sobre a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no sistema brasileiro de ci&ecirc;ncia e tecnologia, realizada para a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco) no in&iacute;cio dos anos 2000, foi o pontap&eacute; para discutirmos os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o das cientistas pioneiras em suas &aacute;reas cient&iacute;ficas &#91;18&#93;. T&iacute;nhamos o desafio de resgatar do esquecimento figuras de mulheres que haviam efetivamente participado do processo de constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia nacional e permaneciam ocultas na sua hist&oacute;ria. Como na diretoria da SBPC regional havia profissionais de diferentes &aacute;reas, come&ccedil;amos nossa pesquisa montando uma lista de pesquisadores que teriam de ser consultados para que fosse feita uma primeira sele&ccedil;&atilde;o, por &aacute;rea cient&iacute;fica, de mulheres que tinham se destacado ao longo daquelas d&eacute;cadas nas suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, contribuindo dessa forma para o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e da tecnologia no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entrevistamos professores e pesquisadores renomados, como Herman Lent, Marcelo Damy de Souza Santos, Oscar Sala, Jos&eacute; Leite Lopes, Maur&iacute;cio Peixoto, Am&eacute;lia Imp&eacute;rio Hamburger, Ernesto Hamburger, al&eacute;m de pesquisadoras do Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas (CBPF) e de v&aacute;rios professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), USP e Universidade Federal Fluminense (UFF). Tamb&eacute;m consultamos o acervo da revista <i>Ci&ecirc;ncia Hoje.</i> Com essas entrevistas e leituras, montamos um painel das cientistas que eram lembradas pelos seus pares como figuras importantes em suas respectivas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o importava se tinham falecido, se retirado da vida acad&ecirc;mica ou ainda permaneciam ativas, o que contava era o destaque no cen&aacute;rio cient&iacute;fico nacional. Quest&otilde;es relevantes para compor esse painel referiam-se tamb&eacute;m &agrave; import&acirc;ncia das publica&ccedil;&otilde;es dessas cientistas, doutoramento ou n&atilde;o, e presen&ccedil;a no cen&aacute;rio p&uacute;blico brasileiro, atrav&eacute;s de entrevistas em jornais e revistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Encerrada a primeira etapa da pesquisa obteve-se o nome de 19 cientistas: Alice P. Canabrava e Eul&aacute;lia L. Lobo (historiadoras), Bertha Lutz (bi&oacute;loga), Blanka Wladislaw (qu&iacute;mica), Carolina M. Bori (psic&oacute;loga), Elisa Frota-Pessoa, Neuza Amato e Sonja Ascher (f&iacute;sicas), Elza F. Gomide e Mar&iacute;lia C. Peixoto (matem&aacute;ticas), Graciela M. Barroso (bot&acirc;nica), Johanna D&ouml;bereiner (agr&ocirc;noma), Maria Josephina M. Durocher (obstreta), Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Tavares (economista), Maria Jos&eacute; von P. Deane (parasitologista), Marta Vanucci (bi&oacute;loga), Nise da Silveira (m&eacute;dica psiqui&aacute;trica), Ruth S. Nussenzveig (bi&oacute;loga) e Vict&oacute;ria Rossetti (engenheira agr&ocirc;noma).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na &eacute;poca (segundo semestre de 2005), 12 j&aacute; eram falecidas e sete estavam vivas. Foi poss&iacute;vel entrevistar apenas duas dessas cientistas e, para a pesquisa sobre as demais, usamos as informa&ccedil;&otilde;es contidas em publica&ccedil;&otilde;es e curriculum vitae, quando poss&iacute;vel. As informa&ccedil;&otilde;es eram bastante heterog&ecirc;neas e os verbetes resultantes espelham essas lacunas. Elas tiveram, em sua maioria, uma longa carreira cient&iacute;fica &#91;19&#93;, com exce&ccedil;&atilde;o de apenas duas: Sonja Ascher (1923-1948) e Mar&iacute;lia Chaves Peixoto (1921-1961), falecidas ainda jovens. A f&iacute;sica Sonja Ascher foi a primeira mulher a obter t&iacute;tulo de doutorado em f&iacute;sica, defendido em 1948, na Universidade de Cambridge (Inglaterra) com orienta&ccedil;&atilde;o do Pr&ecirc;mio Nobel de F&iacute;sica de 1933, Paul Dirac. A engenheira Mar&iacute;lia Chaves Peixoto publicou trabalhos em fun&ccedil;&otilde;es convexas que tiveram enorme repercuss&atilde;o internacional e, em 1951, foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias. A inclus&atilde;o de Madame Durocher (1809-1893), uma mulher do s&eacute;culo XIX, no rol das pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil, se deu pelo reconhecimento do seu talento obst&eacute;trico. Ela foi membro titular da Academia Nacional de Medicina e, durante cinco d&eacute;cadas, a &uacute;nica mulher admitida como membro da institui&ccedil;&atilde;o &#91;20&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parte das nossas preocupa&ccedil;&otilde;es foram direcionadas ao entendimento de como aquelas prestigiadas carreiras femininas haviam sido constru&iacute;das por mulheres com diferentes situa&ccedil;&otilde;es pessoais e familiares (casadas, m&atilde;es, solteiras). Das 19 cientistas elencadas, sete eram casadas com colegas cientistas, seis eram solteiras e seis casadas com homens de outras profiss&otilde;es. Portanto, 63% tinham constitu&iacute;do fam&iacute;lias e 32% tinham optado por n&atilde;o. Por qu&ecirc;? Como essas mulheres eram nascidas entre os 1910 e 1940, suas decis&otilde;es eram provavelmente marcadas pelos ditames sociais daqueles tempos. Na entrevista com a matem&aacute;tica Elza Gomide &#91;21&#93;, ela afirmou que teria sido muito dif&iacute;cil conciliar a carreira profissional com a familiar e optou pela dedica&ccedil;&atilde;o integral ao ensino e &agrave; pesquisa &#91;6&#93;. Todavia, n&atilde;o foi poss&iacute;vel fazer entrevistas com as mulheres cientistas casadas com colegas da mesma &aacute;rea, para conhecer como a concilia&ccedil;&atilde;o foi feita (ou n&atilde;o) e quais tipos de atritos foram enfrentados por elas. Entre as cientistas com filhos, casadas com maridos de outras profiss&otilde;es, a f&iacute;sica Neuza Amato afirmou que o apoio das empregadas dom&eacute;sticas foi importante para a concilia&ccedil;&atilde;o da carreira e da maternidade. As origens familiares (imigrantes europeus) e o incentivo dos pais, muitos tamb&eacute;m cientistas, e de professores foi recorrente nas falas delas. Apenas Bertha Lutz e Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Tavares desenvolveram tamb&eacute;m intensas atividades pol&iacute;ticas: ambas foram deputadas federais, Bertha dedicada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da cidadania feminina e Concei&ccedil;&atilde;o da raz&atilde;o cr&iacute;tica na luta permanente pelo desenvolvimento, pela utopia de construir um pa&iacute;s justo e inclusivo para brasileiros e brasileiras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2005, foi criado o Programa Mulher e Ci&ecirc;ncia, pela Secretaria de Pol&iacute;ticas para as Mulheres (SPM) da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, o CNPq, o ent&atilde;o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI) e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), com o objetivo de estimular a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no mundo cient&iacute;fico e nas carreiras acad&ecirc;micas. Assim, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher de 2013, foram colocados no site do CNPq os verbetes do livro <i>Pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil</i> (os verbetes foram atualizados, pois algumas das pioneiras haviam morrido desde a publica&ccedil;&atilde;o &#91;22&#93;). Foi surpreendente a repercuss&atilde;o - o CNPq recebeu mais de 200 mensagens elogiando a iniciativa e sugerindo nomes de outras pioneiras da ci&ecirc;ncia de praticamente cada uma das unidades da federa&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No segundo semestre de 2014, o Museu Ci&ecirc;ncia e Vida, de Duque de Caxias (RJ), realizou uma exposi&ccedil;&atilde;o inspirada nos verbetes publicados no nosso livro, intitulada <i>Mulheres Pioneiras nas Ci&ecirc;ncias no Brasil</i>, com curadoria de Simone Pinto, sobre o significado da presen&ccedil;a feminina na constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia nacional. Houve um debate conosco e com outras acad&ecirc;micas fluminenses, sobre a presen&ccedil;a das mulheres na universidade e na pesquisa cient&iacute;fica, para estudantes do ensino m&eacute;dio do munic&iacute;pio. O projeto previa que a exposi&ccedil;&atilde;o municipal deveria, a partir de maio de 2015, tornar-se itinerante pelo estado do Rio de Janeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A publica&ccedil;&atilde;o do livro <i>Pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil </i>pela SBPC, em 2006, na gest&atilde;o de Ennio Candotti e de Maria Lucia Maciel na regional do Rio de Janeiro, foi provavelmente o primeiro resgate que a entidade fez contando a hist&oacute;ria das mulheres na constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia no pa&iacute;s. Hoje, s&atilde;o in&uacute;meros os esfor&ccedil;os das cientistas para rasgarem os panos e mostrarem o real valor das pesquisadoras brasileiras e estrangeiras, sejam elas f&iacute;sicas, matem&aacute;ticas, qu&iacute;micas, engenheiras, bi&oacute;logas e cientistas sociais. Temos, juntas, travado uma luta contra a sub-representa&ccedil;&atilde;o das mulheres no sistema cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico e na den&uacute;ncia do patriarcalismo, do racismo e do sexismo ainda subjacente na sociedade e no mundo cient&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse &eacute; um caminho ainda em constru&ccedil;&atilde;o, e esperamos que seja refor&ccedil;ado pelas novas gera&ccedil;&otilde;es no momento que a SBPC completa 70 anos. As cientistas e estudantes se multiplicaram pelo Brasil nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e torcemos para que, a partir da inspira&ccedil;&atilde;o na trajet&oacute;ria das mulheres pioneiras, sejam buscados novos nomes, brancos e negros, para que uma nova hist&oacute;ria seja recontada, com outras personagens da ci&ecirc;ncia nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.  Citeli, M. T. "Mulheres nas ci&ecirc;ncias: mapeando campos de estudo", <i>Cadernos Pagu</i>, Campinas, SP, Unicamp, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.  Lima, B. S. "Quando o amor amarra: reflex&otilde;es sobre as rela&ccedil;&otilde;es afetivas e a carreira cient&iacute;fica",<i> Revista G&ecirc;nero</i>, Universidade Federal Fluminense (UFF), Niter&oacute;i, vol. 12, nº 1, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.  Lopes, M. M. "'Aventureiras' nas ci&ecirc;ncias: refletindo sobre g&ecirc;nero e hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias naturais no Brasil", <i>Cadernos Pagu</i>, Campinas, Unicamp, 1998.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.  Lopes, M. M. (organizadora) Dossi&ecirc; G&ecirc;nero, Ci&ecirc;ncias, Hist&oacute;ria, <i>Cadernos Pagu</i>, Campinas, SP, Unicamp, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.  Melo, H. P.; Lastres, H. M. M.; Marques, T. "G&ecirc;nero no sistema de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o no Brasil", <i>Revista G&ecirc;nero</i>, Niter&oacute;i, Universidade Federal Fluminense, vol.4, n.2, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.  Melo, H. P.;  Rodrigues, L. M.C. <i>Pioneiras da ci&ecirc;ncia no Brasil</i>, Rio de Janreiro, SBPC, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.  Saitovich, E. M. B.; Funchal, R.; Barbosa, M.; Pinho, S.; Santana, A. (orgs), <i>Mulheres na f&iacute;sica, casos hist&oacute;ricos, panorama e perspectivas</i>, S&atilde;o Paulo, Editora Livraria da F&iacute;sica, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.  Melo, H. P.; Thom&eacute;, D. <i>Mulheres no poder, hist&oacute;rias, ideias, indicadores</i>, Rio de Janeiro, Editora Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.  Tabak, F. <i>O laborat&oacute;rio de Pandora - Estudos sobre a ci&ecirc;ncia no feminino, </i>Rio de Janeiro, Editora Garamond Universit&aacute;ria, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.  SBPC, <i>Cientistas do Brasil - depoimentos,</i> S&atilde;o Paulo, SBPC, 1998.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.  Leiam os artigos de Dantes e Chassot, 2015; Endler, 2015; Phys, 2015 sobre Sonja Ashauer, Elisa Frota-Pessoa e Neuza Amato em &#91;7&#93;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.  Schiebinger, L. <i>O feminismo - mudou a ci&ecirc;ncia?,</i> Bauru, SP, Edusc, 2001.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.  Ver &#91;8&#93;, caps 1, 2 e 3.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.  Junghans, M. "Emilia Snethlage (1868-1929): o hero&iacute;smo como estrat&eacute;gia de legitima&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia", artigo apresentado no VIII Congresso Iberoamericano de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e G&ecirc;nero (<i>Cadernos de Resumos)</i>, Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute;, Curitiba, 05 a 09 de abril de 2010.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.  O f&iacute;sico Albert Einstein fez uma viagem &agrave; Am&eacute;rica do Sul visitando Brasil, Argentina e Uruguai, de mar&ccedil;o a maio de 1925. Esteve no Rio de Janeiro de 4 a 12 de maio, proferindo palestras e entrevistas. Ver mat&eacute;ria na revista <i>Ci&ecirc;ncia Hoje</i>, vol.21, nº 124, set/out de 1996, SBPC. A cientista Marie Curie visitou o Brasil de 15 de julho a 28 de agosto de 1926, proferindo palestras no Rio de Janeiro, em S&atilde;o Paulo e em Belo Horizonte, sendo recebida com entusiamos pelo movimento sufragista brasileiro. Ver &#91;23&#93;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.  Blay, E.; Lang, A. B. B. S. G. <i>Mulheres na USP, horizontes que se abrem</i>, S&atilde;o Paulo, USP/Humanitas, 2004.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.  Algumas reuni&otilde;es anuais da SBPC dos anos 1970 foram particularmente pioneiras na tem&aacute;tica da desigualdade das rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero. Na 29ª reuni&atilde;o, realizada em S&atilde;o Paulo, em 1977, a autora, em parceria com Fanny Tabak e Berenice Cavalcante, apresentou uma pesquisa sobre as mulheres na pol&iacute;tica. Na reuni&atilde;o anual de 1980, no Rio de Janeiro, foi realizada uma mesa-redonda sobre o feminismo e a pol&iacute;tica com Branca Moreira Alves, Hildete Pereira de Melo e uma terceira acad&ecirc;mica feminista (que n&atilde;o recordo o nome). A SBPC, ainda no regime de exce&ccedil;&atilde;o, mostrava-se um espa&ccedil;o acess&iacute;vel &agrave;s bandeiras do feminismo.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.  Melo, H. P.; Lastres, H. M. M. "Brasil, g&ecirc;nero, ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o - um olhar feminino", Unesco/OEI, Relat&oacute;rio de Pesquisa do Projeto Iberoamericano de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e G&ecirc;nero (<i>GenTec</i>), 2003.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.  Por exemplo, como n&atilde;o consegu&iacute;amos descobrir a data de nascimento da qu&iacute;mica Blanka Wladislaw, ligamos para a USP. A telefonista passou a liga&ccedil;&atilde;o para seu laborat&oacute;rio e atendeu um assistente. Ele disse que achava que ela havia nascido em 3 de junho 1917, e que, para minha surpresa, ela estava no laborat&oacute;rio e eu poderia perguntar diretamente para ela. Est&aacute;vamos no ano de 2005, a professora tinha 88 anos. Veio ao telefone, meio surda, mas respondeu &agrave;s minhas indaga&ccedil;&otilde;es e falou de seu trabalho. Faleceu em S&atilde;o Paulo, em 26 de janeiro de 2012.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Melo, H. P.; Casemiro, M. C. P. "A ci&ecirc;ncia no feminino: uma an&aacute;lise da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncia", <i>Revista do Rio de Janeiro</i>, Rio de Janeiro, Funda&ccedil;&atilde;o Osvaldo Cruz, Uerj, vol. 11, set/dez, 2003.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.  Elza Furtado Gomide faleceu em S&atilde;o Paulo, no dia 23 de outubro de 2013, aos 88 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. A atualiza&ccedil;&atilde;o foi feita por Hildete Pereira de Melo, assessora do gabinete da ministra da SPM/PR, e Maria Lucia Braga, t&eacute;cnica do CNPq.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Braga, F. J. S. "Ano Internacional da Qu&iacute;mica 2011: Marie Curie", <i>Revista Polonicus</i>, Ano II, nº 2, jul/dez de 2011.    </font></p>      ]]></body><back>
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