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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> CAATINGA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marcelo Tabarelli; Inara R. Leal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Professores associados do Departamento de Bot&acirc;nica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Caatinga nordestina continua a nos surpreender. A maior floresta seca neotropical conta novos segredos cada vez que a ci&ecirc;ncia se debru&ccedil;a sobre seus tesouros biol&oacute;gicos e culturais. Cresce o n&uacute;mero de esp&eacute;cies end&ecirc;micas conhecidas, o registro de intera&ccedil;&otilde;es planta-animal sofisticadas, as conex&otilde;es hist&oacute;ricas com outros ecossistemas tropicais, a import&acirc;ncia dos recursos da vegeta&ccedil;&atilde;o para a qualidade de vida do sertanejo. Mas cresce, tamb&eacute;m, o nosso entendimento sobre os processos que amea&ccedil;am esse patrim&ocirc;nio global e que podem minar, definitivamente, a possibilidade do semi&aacute;rido nordestino alcan&ccedil;ar uma sociedade sustent&aacute;vel na sua dimens&atilde;o ecol&oacute;gica, econ&ocirc;mica e social. A Caatinga precisa sair do imagin&aacute;rio coletivo como local de terra arrasada e de pessoas em extrema dificuldade. Neste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico dedicado &agrave; Caatinga, apresentamos ao leitor um panorama informativo, mas tamb&eacute;m provocador, sobre esse ambiente &uacute;nico atrav&eacute;s de seis artigos. O primeiro deles, introdut&oacute;rio, oferece uma pequena s&iacute;ntese sobre o legado do Caatinga, a trajet&oacute;ria de degrada&ccedil;&atilde;o dessa biota e os desafios rumo &agrave; sustentabilidade, em um contexto onde as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas devem impor impactos severos; homem e natureza est&atilde;o abra&ccedil;ados na Caatinga. O artigo sobre a flora revela qu&atilde;o antiga e &uacute;nica &eacute; a Caatinga. Combinam-se velhas linhagens, compartilhadas com outras florestas secas no continente americano, com centenas de esp&eacute;cies end&ecirc;micas dessa biota, incluindo v&aacute;rios g&ecirc;neros que evolu&iacute;ram mais recentemente. A Caatinga n&atilde;o tem equivalente ecol&oacute;gico. O artigo sobre vertebrados ressalta, entre outros tantos aspectos, a Caatinga como uma das regi&otilde;es mais biodiversas do mundo, embora ainda haja muito a ser descoberto. Como ressaltam os autores, das 20 esp&eacute;cies de anf&iacute;bios end&ecirc;micas da Caatinga, 16 foram descritas depois de 2006. O pr&oacute;ximo artigo revela a mir&iacute;ade de intera&ccedil;&otilde;es complexas envolvendo, por exemplo, formigas e lagartos que dispersam sementes e as redes intrincadas entre beija-flores e cactos nativos. O bode, como principal herb&iacute;voro da Caatinga, aliado &agrave;s formigas sa&uacute;vas tamb&eacute;m merecem destaque em suas intera&ccedil;&otilde;es com as plantas nativas, pois est&atilde;o intimamente relacionados &agrave;s atividades humanas. Homem, conhecimento tradicional, uso de recursos naturais e adapta&ccedil;&atilde;o se integram, como ressalta o artigo sobre o sistema socioecol&oacute;gico da Caatinga. H&aacute; uma necessidade urgente em restaurar milhares de hectares de terra j&aacute; degradados do bioma; todavia, ainda nos faltam informa&ccedil;&otilde;es e tecnologias para faz&ecirc;-lo de forma eficiente e economicamente vi&aacute;vel. Restaura&ccedil;&atilde;o precisa dialogar com seguran&ccedil;a h&iacute;drica, alimentar e clim&aacute;tica. Finalmente, temos um retrato dos esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o com base em &aacute;reas protegidas na Caatinga - o menor esfor&ccedil;o entre os ecossistemas brasileiros. Atualmente, s&atilde;o reconhecidas 282 &aacute;reas priorit&aacute;rias para a conserva&ccedil;&atilde;o da Caatinga, com muitas oportunidades para o estabelecimento de novas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o. Uma rede de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o efetivamente implementada &eacute; requerimento b&aacute;sico para a sustentabilidade, e um ativo importante frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. A sociedade sertaneja, mais do que nunca, precisa dos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos oferecidos pela vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Esperamos que esta se&ccedil;&atilde;o inspire os leitores e estimule uma postura mais ativa em defesa da Caatinga e da biodiversidade brasileira.</font></p>      ]]></body>
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