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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> NOT&Iacute;CIAS    <br> CAATINGA    <br> PARQUE E APA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caatinga tem novas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maur&iacute;cio Boff</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cria&ccedil;&atilde;o de duas novas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o na Caatinga em abril deste ano, o Parque Nacional do Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a e a &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (APA) do Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a, ambas na Bahia, atendeu a uma reivindica&ccedil;&atilde;o antiga de ambientalistas e cientistas e reacendeu o debate sobre a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o para o &uacute;nico bioma exclusivamente brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As unidades de conserva&ccedil;&atilde;o criadas na regi&atilde;o conhecida como Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a agregaram ao Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (SNUC) aproximadamente 853,2 mil hectares, ou o equivalente a 853,2 mil campos de futebol do Est&aacute;dio do Maracan&atilde;. A regi&atilde;o  &eacute; importante porque verte &aacute;gua para recarregar o rio S&atilde;o Francisco que historicamente sofre pela a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica e diminui&ccedil;&atilde;o da vaz&atilde;o pelo uso da irriga&ccedil;&atilde;o ao longo das margens. "O Boqueir&atilde;o tem a maior &aacute;rea preservada cont&iacute;nua de Caatinga e as novas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o incluem parte desse territ&oacute;rio", destacou o bi&oacute;logo e analista ambiental do Centro Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o de Mam&iacute;feros Carn&iacute;voros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade (ICMBio), Rog&eacute;rio Cunha de Paula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As unidades de conserva&ccedil;&atilde;o no Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a est&atilde;o localizadas em uma regi&atilde;o de baixa densidade demogr&aacute;fica e baixo &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos munic&iacute;pios baianos de Sento S&eacute;, Campo Formoso, Sobradinho, Juazeiro e Umburanas. As UCs do Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a elevaram de 7,8% para 8,8% o percentual de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o na Caatinga. Ainda assim, o bioma continua como um dos menos protegidos do pa&iacute;s. Menos de 2% da Caatinga &eacute; &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o integral da biodiversidade, a categoria de prote&ccedil;&atilde;o menos flex&iacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BIODIVERSIDADE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Importantes nascentes brotam nas serras do Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a, atraindo a vida animal e vegetal. Parte das nascentes est&atilde;o dentro dos limites do novo parque nacional. A regi&atilde;o tem desfiladeiros, cavernas, inscri&ccedil;&otilde;es rupestres milenares, popula&ccedil;&otilde;es tradicionais e, claro, uma imensa diversidade biol&oacute;gica. O Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a concentra esp&eacute;cies da flora e fauna nativas amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o ou vulner&aacute;veis. De acordo com o pesquisador da Universidade do Vale do S&atilde;o Francisco (Univasf), Jos&eacute; Alves de Siqueira Filho, existem na regi&atilde;o mais de 900 esp&eacute;cies de plantas de 120 fam&iacute;lias bot&acirc;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Animais como a on&ccedil;a-pintada e a ararinha-azul-de-lear t&ecirc;m na regi&atilde;o um dos principais ref&uacute;gios em &aacute;rea natural na Caatinga. A bi&oacute;loga e coordenadora do programa Amigos da On&ccedil;a, Cl&aacute;udia Bueno de Campos, estima que circulem na regi&atilde;o em torno de 30 on&ccedil;as-pintadas. "A Caatinga ainda &eacute; pouco explorada cientificamente, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; flora. Al&eacute;m disso, ainda sabemos pouco sobre ecologia das esp&eacute;cies e a sua vulnerabilidade. A cria&ccedil;&atilde;o do parque, uma unidade de prote&ccedil;&atilde;o integral, &eacute; importante no sentido de ser um apoio na realiza&ccedil;&atilde;o de estudos e a coleta de dados", destacou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um inc&ecirc;ndio que atingiu o Parque Nacional do Boqueir&atilde;o da On&ccedil;a entre o final de agosto e a primeira quinzena de setembro de 2018 refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o dessa unidade de conserva&ccedil;&atilde;o. O fogo consumiu 3.075 hectares de caatinga nativa, segundo informou a Divis&atilde;o de Monitoramento e Informa&ccedil;&otilde;es Ambientais (DMIF) do ICMBio. "O inc&ecirc;ndio aconteceu em um per&iacute;odo em que a regi&atilde;o est&aacute; muito seca. O combate s&oacute; foi poss&iacute;vel porque a exist&ecirc;ncia do parque levou o poder p&uacute;blico a mobilizar brigadistas", destacou Campos.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     ]]></body>
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