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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indicadores de sustentabilidade e o ideário institucional: um exercício a partir dos ODM e ODS]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Indicadores de sustentabilidade e o ide&aacute;rio institucional: um exerc&iacute;cio  a partir dos ODM e ODS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Andreza Soares Cardoso<sup>I</sup>; Roberto Araujo Oliveira Santos Jr<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestre em ci&ecirc;ncias ambientais pela Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA). Contato: <a href="mailto:andrezambiental@gmail.com">andrezambiental@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Pesquisador do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG). Contato: <a href="mailto:araujo.roberto808@gmail.com">araujo.roberto808@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na d&eacute;cada de 1990, uma s&eacute;rie de confer&ecirc;ncias globais no &acirc;mbito da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) fez da no&ccedil;&atilde;o de sustentabilidade uma pauta indispens&aacute;vel nas discuss&otilde;es sobre o futuro do planeta &#91;1&#93;. A partir dos anos 2000, os desafios sociais, econ&ocirc;micos e ecol&oacute;gicos da busca pela sustentabilidade foram sintetizados numa s&eacute;rie de metas a serem atingidas at&eacute; 2015: os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">P&oacute;s 2015, uma nova s&eacute;rie de metas, a saber, os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), foi adotada como resolu&ccedil;&atilde;o da Rio + 20, confer&ecirc;ncia realizada em 2012 &#91;1&#93;. Trata-se de uma agenda mundial com 17 objetivos, 169 metas e mais de 300 indicadores &#91;2&#93;, que dariam continuidade aos ODM para o per&iacute;odo 2015/2030.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse consenso vinha sendo constru&iacute;do desde os anos 1970, e afirmou-se progressivamente &agrave; medida que evolu&iacute;a o entendimento sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. N&atilde;o se trata aqui de fazer o hist&oacute;rico da no&ccedil;&atilde;o de sustentabilidade ou de sua evolu&ccedil;&atilde;o no quadro do paradigma do desenvolvimento do p&oacute;s-guerra, mas apresentaremos uma linha do tempo relacionando os principais momentos hist&oacute;ricos desse processo (<a href="/img/revistas/cic/v71n1/a14fig01.jpg">Figura 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, os objetivos de sustentabilidade apresentam-se simultaneamente como metas e como indicadores. Enquanto instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, os indicadores remetem - necessariamente - a um ideal (no caso, a sustentabilidade). E vale lembrar tamb&eacute;m que a sua capacidade de instrumentalizar esse ideal, permitindo sua incorpora&ccedil;&atilde;o pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, extrapola a natureza pr&oacute;pria do sistema de avalia&ccedil;&atilde;o utilizado. Sua utilidade reside na capacidade de traduzir dimens&otilde;es simult&acirc;neas do real, para fornecer boas indica&ccedil;&otilde;es ao gestor - desde que este compartilhe do ideal de refer&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na pr&aacute;tica, por&eacute;m, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas raramente atingem esse patamar de integra&ccedil;&atilde;o. A consecu&ccedil;&atilde;o de cada um desses objetivos, numa dada realidade social, &eacute; na maior parte do tempo perseguida por grupos e/ou for&ccedil;as pol&iacute;ticas com interesses contradit&oacute;rios, tornando esses objetivos inconcili&aacute;veis entre si.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vamos tomar aqui o exemplo da cidade de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu, no Par&aacute;, para ver como se comportam indicadores associados aos ODM no per&iacute;odo de 1990 (ano base) a 2015, tentando contextualizar sua varia&ccedil;&atilde;o no tempo para melhor entender o alcance e os limites desses instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, bem como entender a transi&ccedil;&atilde;o para a nova agenda p&oacute;s 2015, com os ODS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A abordagem metodol&oacute;gica utilizada neste trabalho caracteriza-se como uma pesquisa sist&ecirc;mica qualitativa e quantitativa, de cunho multidisciplinar, objetivando relacionar o alcance e limita&ccedil;&otilde;es dos ODM com o momento hist&oacute;rico. Quanto &agrave; natureza da pesquisa, pode-se considerar uma pesquisa aplicada, explorat&oacute;ria e descritiva. A &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o munic&iacute;pio de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu, situado no estado do Par&aacute;. Para avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o dos ODM, foram analisados sete dos oito ODM (<a href="#qua1">Quadro 1</a>) atrav&eacute;s das estat&iacute;sticas disponibilizadas no portal ODM (<a href="http://www.pnud.org.br/portalodm.com.br" target="_blank">http://www.pnud.org.br/portalodm.com.br</a>), Atlas de Desenvolvimento Humano (<a href="http://www.pnud.org.br/atlasbrasil.org.br" target="_blank">http://www.pnud.org.br/atlasbrasil.org.br</a>), Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), Funda&ccedil;&atilde;o Amaz&ocirc;nia de Amparo a Estudos e Pesquisa (Fapespa), Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) e publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas referentes ao assunto. &Eacute; v&aacute;lido ressaltar as severas limita&ccedil;&otilde;es na frequ&ecirc;ncia de levantamento e atualiza&ccedil;&atilde;o de dados municipais no estado do Par&aacute;. Isso dificulta uma an&aacute;lise comparativa entre 1990 (ano base) e o ano mais recente (2015), necess&aacute;ria para o caso dos ODM. Dessa forma, para alguns indicadores, &eacute; poss&iacute;vel haver discrep&acirc;ncias entre os anos.</font></p>     <p><a name="qua1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/a14qua01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DO TERRIT&Oacute;RIO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O munic&iacute;pio de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu pertence &agrave; mesorregi&atilde;o sudeste paraense e &agrave; microrregi&atilde;o de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu. Possui &aacute;rea territorial de 84.212,85 km<sup>2</sup>. Em 2010, abrigava uma popula&ccedil;&atilde;o de 91.340 pessoas e, atualmente, a popula&ccedil;&atilde;o estimada para 2018 &eacute; de 124.763 pessoas &#91;3&#93;. Em 2002, o produto interno bruto (PIB) da regi&atilde;o foi de R$ 173.716, saltando para R$ 1.217.776 em 2015. Em 2010, a regi&atilde;o apresentava &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) igual a 0,594, considerado baixo (faixa do IDHM baixo: entre 0,500 e 0,599). Est&aacute; em S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu o maior efetivo de rebanho bovino do Brasil, com 2,2 milh&otilde;es de cabe&ccedil;as &#91;3&#93; (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/a14fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AN&Aacute;LISE DOS ODM PARA S&Atilde;O F&Eacute;LIX DO XINGU</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 1: ERRADICAR A POBREZA EXTREMA E A FOME</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM1 trazia como meta reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com renda inferior a R$ 140 e a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o que sofre de fome. A renda per capita m&eacute;dia de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu cresceu 65,19% nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, passando de R$ 256,58, em 1991, para R$ 423,85, em 2010 &#91;4&#93;. A propor&ccedil;&atilde;o de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00, passou de 48,57%, em 1991, e para 32,79%, em 2010. Por&eacute;m, a extrema pobreza aumentou, passando de 15,47% em 1991, para 21,25% em 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O governo federal, por meio do Minist&eacute;rio de Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome (MDS), desde 2001, utiliza o Cadastro &Uacute;nico para Programas Sociais (Cad&Uacute;nico) para acesso do cidad&atilde;o aos programas sociais e de transfer&ecirc;ncia de renda, como o programa Bolsa Fam&iacute;lia &#91;5&#93;. Este instrumento pode ter influenciado na redu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de pobreza e extrema pobreza no munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 2: ATINGIR O ENSINO B&Aacute;SICO UNIVERSAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM2 visava garantir, at&eacute; 2015, que as crian&ccedil;as de todos os pa&iacute;ses, de ambos os sexos, terminassem um ciclo completo de estudo. O indicador "n&uacute;mero m&eacute;dio de anos de estudo" indica o n&uacute;mero de anos de estudo que uma crian&ccedil;a que inicia a vida escolar no ano de refer&ecirc;ncia dever&aacute; completar ao atingir a idade de 18 anos. Entre 1991 e 2010, a m&eacute;dia de anos de estudo no munic&iacute;pio passou de 4,8 anos para 6,5 anos, enquanto no Par&aacute; passou de 6,80 anos para 8,49 anos &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O indicador analfabetismo carrega uma grande in&eacute;rcia, em fun&ccedil;&atilde;o do peso das gera&ccedil;&otilde;es mais antigas, de menor escolaridade. Contudo, notam-se avan&ccedil;os na redu&ccedil;&atilde;o desse &iacute;ndice. Entre 1991 e 2010, esse percentual passou de 32,1% para 11,6%, no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre a frequ&ecirc;ncia escolar, em 1991, 56,1% da popula&ccedil;&atilde;o de 6 a 17 anos do munic&iacute;pio estava cursando o ensino b&aacute;sico regular com at&eacute; dois anos de defasagem idade-s&eacute;rie. Em 2010, essa taxa j&aacute; era 75,9%. No Par&aacute;, em 1991 o &iacute;ndice era de 62,73% e, em 2010,de 72,77% &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios elementos contribu&iacute;ram para a melhoria dos indicadores como, por exemplo, as condicionantes do programa Bolsa Fam&iacute;lia que determinam que crian&ccedil;as e adolescentes de 6 a 17 anos das fam&iacute;lias benefici&aacute;rias, al&eacute;m de frequentar a escola, devem ter frequ&ecirc;ncia m&iacute;nima de 85% do ano letivo, para os que possuem at&eacute; 15 anos, e 75%, para os adolescentes de 16 e 17 anos. Outras medidas a n&iacute;vel nacional tiveram papel relevante na melhora dos &iacute;ndices, como o Fundo de Manuten&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e de Valoriza&ccedil;&atilde;o dos Profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o (Fundeb), o Programa Mais Educa&ccedil;&atilde;o, institu&iacute;do em 2007 &#91;6&#93;, al&eacute;m do lan&ccedil;amento, em 2013, em &acirc;mbito estadual, do Pacto pela Educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 3: PROMOVER A IGUALDADE ENTRE OS G&Ecirc;NEROS E A AUTONOMIA DAS MULHERES</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Eliminar as disparidades entre os sexos no ensino fundamental e m&eacute;dio, se poss&iacute;vel at&eacute; 2005, e em todos os n&iacute;veis de ensino at&eacute; 2015, era a meta do ODM3. Entre 2000 e 2010, a escolariza&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu no ensino m&eacute;dio aumentou, diminuindo a disparidade. Em 2000, 75,1% dos homens do munic&iacute;pio frequentava a escola, enquanto  a taxa para as mulheres era de 78,3%. Em 2010, esses n&uacute;meros saltaram para 77,6% e 78,6% respectivamente &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os postos de empregos formais s&atilde;o crescentes entre as mulheres, embora os homens ainda liderem o indicador. No munic&iacute;pio de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu, os principais respons&aacute;veis pela gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda s&atilde;o empresas de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, como Emater e Ceplac, as cooperativas e prestadoras de servi&ccedil;os particulares (que elaboram projetos agropecu&aacute;rios, de sa&uacute;de animal, de gen&eacute;tica, de manejo de pasto), bem como os comerciantes de produtos agropecu&aacute;rios, comerciantes e transportadores de gado, ind&uacute;strias de frigor&iacute;ficos e latic&iacute;nios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 4: REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A mortalidade infantil em S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu at&eacute; um ano de idade passou de 55,7 &oacute;bitos por mil nascidos vivos, em 1991, para 19,1 &oacute;bitos por mil nascidos vivos, em 2015. Com as taxas observadas, o munic&iacute;pio n&atilde;o alcan&ccedil;a a meta proposta, segundo a qual a mortalidade infantil no pa&iacute;s, para ser reduzida em dois ter&ccedil;os, deveria estar abaixo de 17,9 &oacute;bitos por mil em 2015.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde 1992, o Brasil aderiu &agrave; iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a, criada pelo Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef) e pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) em 1990 para promover, proteger e apoiar a amamenta&ccedil;&atilde;o. Isso impulsionou iniciativas como a Semana Mundial da Amamenta&ccedil;&atilde;o e o Dia Nacional de Doa&ccedil;&atilde;o de Leite Humano, que visam a mobiliza&ccedil;&atilde;o social em torno da tem&aacute;tica, al&eacute;m do programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, lan&ccedil;ado em 1995 &#91;6&#93;. No estado do Par&aacute;, houve um aumento de 340 agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de entre os anos de 2013 e 2014 &#91;7&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OMD 5: MELHORAR A SA&Uacute;DE MATERNA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O principal indicador da meta do ODM5 &eacute; de reduzir em 75% a taxa de mortalidade materna. A morte de mulheres durante a gravidez, o parto ou o puerp&eacute;rio tem se reduzido de forma acentuada nos estados e munic&iacute;pios brasileiros. Em S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu, no entanto, as taxas pioraram: em 1991, a taxa de mortalidade materna era de 103,95%, saltando para 191,39% em 2016 &#91;8&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 6: COMBATER DOEN&Ccedil;AS COMO AIDS E MAL&Aacute;RIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As estat&iacute;sticas mostram que a mortalidade por Aids em S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu apresentou varia&ccedil;&otilde;es entre os anos de 2005, 2010 e 2016, com taxas de 4,9%, 13,1% e 5,8%, respectivamente. As a&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelo governo federal t&ecirc;m se concentrado na distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos para pacientes soropositivos, bem como na articula&ccedil;&atilde;o do programa "Sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o nas escolas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre a mal&aacute;ria, chama aten&ccedil;&atilde;o o aumento de notifica&ccedil;&otilde;es no munic&iacute;pio analisado, entre 2008 e 2012, com taxas de 2,6% e 4,8% respectivamente. O processo pode ter sido provocado pelas marcantes altera&ccedil;&otilde;es no ecossistema &#91;9&#93;, uma vez que, nesse mesmo per&iacute;odo, observou-se um aumento nos &iacute;ndices de desmatamento no munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 7: GARANTIR A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para alcan&ccedil;ar a sustentabilidade ambiental, &eacute; necess&aacute;rio atingir tr&ecirc;s metas: uma relativa &agrave; prote&ccedil;&atilde;o dos recursos ambientais e da biodiversidade, e duas relacionadas ao acesso &agrave; &aacute;gua pot&aacute;vel e ao saneamento b&aacute;sico e &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o urbana em assentamentos prec&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1991, a taxa de acesso a &aacute;gua e esgoto em S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu era de 7,56%, saltando para 50,41% em 2010 &#91;5&#93;. Tal melhoria foi impulsionada, em &acirc;mbito nacional, com a cria&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio das Cidades, em 2003. Ainda, em 2007, houve a san&ccedil;&atilde;o da Lei Federal nº 11.445, que estabeleceu as diretrizes para o saneamento b&aacute;sico e para a pol&iacute;tica nacional de saneamento b&aacute;sico &#91;10&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere ao desmatamento, apesar de o munic&iacute;pio ter 72% de sua &aacute;rea protegidas&#91;11&#93;, S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu sofreu um desmatamento absoluto de 17.885,4 km<sup>2</sup> entre os anos 2000 e 2015. A taxa de desmatamento saltou de 8,35% para 21,23% no per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu foi o l&iacute;der nacional em desflorestamento entre 2001 e 2006. A atividade pecu&aacute;ria se coloca como a principal causa do desmatamento na regi&atilde;o, apesar de outras atividades como a agricultura colaborarem para os resultados observados. Mesmo apresentando uma redu&ccedil;&atilde;o na taxa de desmatamento em 2006, a cidade manteve o maior &iacute;ndice de perda de cobertura florestal do estado e da Amaz&ocirc;nia. Em consequ&ecirc;ncia disso, o munic&iacute;pio foi embargado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal no ano de 2010. Foi ent&atilde;o lan&ccedil;ado no ano seguinte (2011), pelo governo do estado, o Programa Munic&iacute;pios Verdes, com o objetivo de dar suporte aos territ&oacute;rios visando a sustentabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros instrumentos criados para auxiliar na gest&atilde;o ambiental do pa&iacute;s foram o Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado pela Lei 12.651/2012, e o ICMS Verde, um incentivo fiscal aos munic&iacute;pios que possuem no seu territ&oacute;rio &aacute;reas de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, CAR e apresentarem redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OS ODM, S&Atilde;O FELIX DO XINGU E A TRANSI&Ccedil;&Atilde;O PARA NOVA AGENDA P&Oacute;S 2015 - OS ODS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A linha do tempo da <a href="/img/revistas/cic/v71n1/a14fig03.jpg">figura 3</a> demonstra o advento dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (em 2000), o momento hist&oacute;rico do munic&iacute;pio de S&atilde;o Felix do Xingu (1991 a 2015) e advento da nova agenda p&oacute;s 2015 (em 2015), os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ponta de lan&ccedil;a de uma expans&atilde;o da pecu&aacute;ria iniciada a leste, em torno da rodovia PA-279, o munic&iacute;pio de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu apresenta-se tipicamente como uma regi&atilde;o de fronteira. A explora&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria acentuada dos recursos naturais – com remo&ccedil;&atilde;o da cobertura vegetal (em particular o mogno) – e a implanta&ccedil;&atilde;o de pastagens explicam a explos&atilde;o do PIB per capita nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Esse processo, baseado em rela&ccedil;&otilde;es sociais violentas e em extensa grilagem de terras, consolida-se com o povoamento da regi&atilde;o por empres&aacute;rios capitalizados. Nesse per&iacute;odo, observa-se a chegada de empresas de minera&ccedil;&atilde;o (Metalmig, On&ccedil;a Puma), trazendo uma popula&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel m&eacute;dio (engenheiros, funcion&aacute;rios) que se instala no per&iacute;metro da cidade, alterando o perfil da sociedade de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu – composta majoritariamente por seringueiros, ribeirinhos e ca&ccedil;adores de peles at&eacute; o in&iacute;cio dos anos 1990.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m da modifica&ccedil;&atilde;o decisiva no perfil dos habitantes da &aacute;rea, a simples observa&ccedil;&atilde;o de campo tamb&eacute;m mostra transforma&ccedil;&otilde;es na infraestrutura urbana relacionada, por exemplo, &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nios fechados com modernas instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e el&eacute;tricas. Seria necess&aacute;rio possuir mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a distribui&ccedil;&atilde;o da infraestrutura no espa&ccedil;o da cidade para entender o significado da melhoria global do acesso a &aacute;gua e esgoto. Ali&aacute;s, para alguns autores como Kumar &#91;12&#93;, a concentra&ccedil;&atilde;o de infraestrutura nas cidades est&aacute; fortemente associada a economias especulativas envolvendo atores p&uacute;blicos e privados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Impressiona, tamb&eacute;m, o incremento da extrema pobreza (que passou de 15,47% em 1991, para 21,25% em 2010) e da mortalidade materna ao lado da melhoria de outros indicadores. Na verdade, as estruturas de exclus&atilde;o social postas em movimento com o avan&ccedil;o da fronteira (a come&ccedil;ar pela apropria&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria) aprofundam-se com a consolida&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio em torno da economia da pecu&aacute;ria &#91;13&#93;. As elites pol&iacute;ticas locais confundem-se com os pecuaristas, que passam a se beneficiar de uma renda fundi&aacute;ria &agrave; medida que avan&ccedil;a a urbaniza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Respons&aacute;veis tamb&eacute;m pela acelerada supress&atilde;o da cobertura florestal, as elites municipais s&atilde;o manifestamente contr&aacute;rias a qualquer tentativa de gest&atilde;o territorial baseada em crit&eacute;rios de sustentabilidade. At&eacute; meados dos anos 2000, a implementa&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu, bem como a exist&ecirc;ncia de san&ccedil;&otilde;es credit&iacute;cias e de iniciativas de mercado – a exemplo de uma morat&oacute;ria sobre a carne – for&ccedil;ou-as a dobrar-se a certas regras de uso do territ&oacute;rio (Cadastro Ambiental Rural etc.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ideal de sustentabilidade que vigorou em escala nacional desde os anos 1990, arregimentando a iniciativa de diferentes inst&acirc;ncias p&uacute;blicas (Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, Ibama, ICMBio) em cumprimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), est&aacute;, no entanto, muito longe de mobilizar o consenso local. Pelo contr&aacute;rio, aceito apenas no quadro de arranjos institucionais fr&aacute;geis e sujeitos a mudan&ccedil;as, ele encontra-se atualmente em perda de legitimidade. &Eacute; de se esperar que os indicadores ambientais demonstrem uma degrada&ccedil;&atilde;o acentuada no curto prazo para o munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A proposta atual, ainda em discuss&atilde;o, &eacute; que os pa&iacute;ses invistam nos ODS. Os ODS n&atilde;o estariam em pauta se os ODM fossem considerados uma experi&ecirc;ncia fracassada. Ser&aacute; uma nova tentativa com mais objetivos, metas e indicadores &#91;14&#93;, portanto, com problemas metodol&oacute;gicos, emp&iacute;ricos e de monitoramento muito maiores,o que mostra que ainda n&atilde;o se aprendeu a li&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nota-se, no per&iacute;odo e em munic&iacute;pio analisados, que a meta de uma sociedade justa est&aacute; distante. Cabe aqui tecer cr&iacute;ticas construtivas quanto ao ide&aacute;rio perseguido. A escolha do ano-base &eacute; 1990, e a implica&ccedil;&atilde;o dessa escolha &eacute; a baixa disponibilidade de estat&iacute;sticas. Munic&iacute;pios pobres s&oacute; passaram a produzir as estat&iacute;sticas necess&aacute;rias para os ODM a partir do seu estabelecimento, em 2000 &#91;15&#93;. Como as metas eram para 2015, esses munic&iacute;pios tiveram, na pr&aacute;tica, bem menos tempo que os demais para cumprir as metas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pontuam-se aqui alguns motivos do &ldquo;n&atilde;o alcance dos objetivos&rdquo;: foco excessivo em metas internacionais que, implicitamente, tamb&eacute;m seriam metas nacionais, mas que n&atilde;o levaram em considera&ccedil;&atilde;o as desigualdades entre os munic&iacute;pios; n&uacute;mero exagerado de indicadores de acompanhamento; metas demasiadamente ambiciosas e at&eacute; certo ponto inating&iacute;veis, que demandavam estat&iacute;sticas inexistentes em muitos munic&iacute;pios; metas de dif&iacute;cil monitoramento; metas e indicadores n&atilde;o adequados aos ODM e n&atilde;o articulados entre si. Al&eacute;m disso, e pode-se dizer o mais dif&iacute;cil, a ambiguidade de interesses dos atores locais e a falta de articula&ccedil;&atilde;o entre eles. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se que os ODM foram importantes do ponto de vista pol&iacute;tico e que alcan&ccedil;aram uma proje&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea social nunca antes obtido. No entanto, passado o per&iacute;odo da sua implementa&ccedil;&atilde;o, uma an&aacute;lise dos resultados regionais mostra que seu sucesso deve ser relativizado, tendo em vista que foram mais intensos no campo do marketing pol&iacute;tico. O balan&ccedil;o do munic&iacute;pio de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu mostra que a proposta de se alcan&ccedil;ar um conjunto de metas de desenvolvimento humano at&eacute; 2015, na pr&aacute;tica, n&atilde;o obteve os resultados projetados. O ide&aacute;rio sustent&aacute;vel que se busca permanece profundamente carente de solu&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o – o ideal e o real s&atilde;o realidades que divergem quando se trata de interesses individuais e coletivos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Alves, J. E. D. &ldquo;O mito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS)&rdquo;. <i>Revista EcoDebate</i>, ISSN 2446-9394. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www.ecodebate.com.br/2015/09/23/o-mito-dos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/" target="_blank">https://www.ecodebate.com.br/2015/09/23/o-mito-dos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/</a>.&gt;. 2015.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. PNUD Brasil. <i>Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel 2016</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.pnud.org.br/Docs/Agenda2030completo_PtBR.pdf" target="_blank">http://www.pnud.org.br/Docs/Agenda2030completo_PtBR.pdf</a>&gt; Acesso em Maio de 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. IBGE. Popula&ccedil;&atilde;o estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordena&ccedil;&atilde;o de Popula&ccedil;&atilde;o e Indicadores Sociais, Estimativas da popula&ccedil;&atilde;o residente com data de refer&ecirc;ncia 1º de julho de 2018.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. PNUD.<i> Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, 2013</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/sao-felix-do-xingu_pa" target="_blank">http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/sao-felix-do-xingu_pa</a>&gt;. Acesso em nov.2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Fapespa. <i>Boletim de Assist&ecirc;ncia Social no Par&aacute;: pol&iacute;tica, indicadores e reflex&otilde;es</i>. Bel&eacute;m, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio. <i>Relat&oacute;rio nacional de acompanhamento</i>. Coordena&ccedil;&atilde;o: Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada e Secretaria de Planejamento e Investimentos Estrat&eacute;gicos. Supervis&atilde;o: Grupo T&eacute;cnico para o acompanhamento dos ODM. - Bras&iacute;lia: Ipea: MP, SPI, 208 p. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Fapespa. <i>Boletim de Sa&uacute;de no Par&aacute;: Pol&iacute;tica, cobertura e indicadores</i>. Bel&eacute;m, 2015.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Fapespa. <i>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico do Par&aacute; 2018. Taxa de mortalidade materna no estado do Par&aacute; e seus munic&iacute;pios</i>. Dispon&iacute;vel em&lt;<a href="http://www.fapespa.pa.gov.br/sistemas/anuario2018/tabelas/social/saude/tab_5.5.3_taxa_de_mortalidade_materna_2012_2016.htm" target="_blank">http://www.fapespa.pa.gov.br/sistemas/anuario2018/tabelas/social/saude/tab_5.5.3_taxa_de_mortalidade    <!-- ref --><br>   _materna_2012_2016.htm</a>&gt;Acesso em Nov. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Souza et al. &ldquo;Malaria situation in the Lower Amazon Region, Par&aacute; State, Brazil, from 2009 to 2013: an epidemiological approach&rdquo;. <i>Rev Pan- Amaz Sa&uacute;de online</i>. 2015, vol.6, n.4, pp.39-47. ISSN 2176-6223. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Fapespa. <i>Boletim de Moradia e Saneamento B&aacute;sico no Par&aacute;</i>. Bel&eacute;m, 2016.     </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Fapespa. <i>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico do Par&aacute; 2018. &Aacute;reas protegidas (km<sup>2</sup>) no estado do Par&aacute; e seus munic&iacute;pios – 2014</i>. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.fapespa.pa.gov.br/sistemas/anuario2018/tabelas/meioambiente/tab_4.5_areas_protegidas_km2_no_estado_do_para_e_seus_municipios_2014.htm" target="_blank">http://www.fapespa.pa.gov.br/sistemas/anuario2018/tabelas/meioambiente/tab_4.5_areas_protegidas    <!-- ref --><br>   _km2_no_estado_do_para_e_seus_municipios_2014.htm</a>&gt;. Acesso em nov. 2018.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Kumar, K. D<i>a sociedade p&oacute;s-industrial &agrave; p&oacute;s-moderna</i>. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1997.     </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Poccard-Chapuis et al. &ldquo;A cadeia produtiva da carne: uma ferramenta para monitorar as din&acirc;micas nas frentes pioneiras na Amaz&ocirc;nia brasileira&rdquo;. <i>Cadernos de Ci&ecirc;ncia &amp; Tecnologia</i>, Bras&iacute;lia, v. 22, n. 1, p. 125-138, jan./abr. 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Veiga, J. E. da. &ldquo;O &acirc;mago da sustentabilidade&rdquo;. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, 28 (82), 2014. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Carvalho, P. G. M; Barcellos, F. C. &ldquo;Os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio – ODM: uma avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica&rdquo;. <i>Sustentabilidade em Debate</i>, Bras&iacute;lia, v.5, n.3, p.222-244, set/dez 2014.</font></p>      ]]></body><back>
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