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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Além dos saberes e fazeres: o impacto social e econômico da indústria criativa]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CULTURA    <br>   ECONOMIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Al&eacute;m dos saberes e fazeres: o impacto social e econ&ocirc;mico da ind&uacute;stria criativa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lucas Loconte</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em novembro de 2019 a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) declarou 2021 como Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. A proposta reconhece a necessidade de promover um crescimento econ&ocirc;mico inclusivo e sustentado, promover a inova&ccedil;&atilde;o e oferecer oportunidades, benef&iacute;cios e empoderamento para todos e respeito por todos os direitos humanos e a necessidade cont&iacute;nua de apoiar pa&iacute;ses em desenvolvimento e pa&iacute;ses com economias em transi&ccedil;&atilde;o para diversificar a produ&ccedil;&atilde;o e as exporta&ccedil;&otilde;es, inclusive em novas &aacute;reas de crescimento sustent&aacute;vel, inclusive ind&uacute;strias criativas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a economia criativa vem crescendo anualmente, com perspectiva de girar mais de US$ 40 bilh&otilde;es at&eacute; 2021, com impacto na vida de mais de 835 mil profissionais e inclus&atilde;o de diferentes grupos sociais. A Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que elabora o Mapeamento da Ind&uacute;stria Criativa no Brasil, divide o setor em quatro grandes &aacute;reas: consumo (design, arquitetura, moda e publicidade &amp; marketing), m&iacute;dias (editorial e audiovisual), cultura (patrim&ocirc;nio e artes, m&uacute;sica, artes c&ecirc;nicas e express&otilde;es culturais) e tecnologia (P&amp;D, biotecnologia e TIC). De acordo com o <i>Mapeamento de</i> 2019, o consumo (43,8%) e a tecnologia (37,1%) responderam por aproximadamente 80% dos trabalhadores criativos no Brasil. Acelerado pelas novas tecnologias na d&eacute;cada passada, a economia criativa abriu espa&ccedil;o para a gera&ccedil;&atilde;o de novas ideias e comportamentos de cria&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, para a forma de consumirmos produtos e servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, o impacto da economia criativa na atividade econ&ocirc;mica brasileira &eacute; extremamente relevante. O n&uacute;mero de novos empregos &eacute; crescente: entre 2015 e 2017, cerca de 1,7 milh&atilde;o de postos de trabalho tradicionais foram perdidos no pa&iacute;s. Nesse mesmo per&iacute;odo, mais de 25 mil novas vagas para dez profiss&otilde;es dentro da economia criativa foram criadas. A expectativa &eacute; que a economia criativa brasileira atinja US$ 43,7 bilh&otilde;es at&eacute; 2021.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para S&acirc;mia Torresini, diretora da Artesano, que comercializa mel artesanal, esse nicho da economia &eacute; importante por valorizar o trabalho manual, alavancar o consumo consciente e dar espa&ccedil;o para diferentes grupos e minorias. J&aacute; Karina Rossi, uma das s&oacute;cias da Rede Manual, grupo que re&uacute;ne artes&atilde;os e pequenos empreendedores, ressalta o compartilhamento dos saberes como um dos principais valores da cria&ccedil;&atilde;o artesanal e dos neg&oacute;cios que surgem a partir da&iacute;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v72n1/a18fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A economia criativa tem o potencial de abrir oportunidades para diversos nichos de mercado e para a inclus&atilde;o de diferentes grupos sociais. Um exemplo &eacute; o Coletivo TransSol, voltado para o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e psicol&oacute;gico de transexuais e travestis atrav&eacute;s do ensino de moda, bonecaria e artesanato. O grupo se formou na Incubadora P&uacute;blica de Empreendimentos Econ&ocirc;micos Solid&aacute;rios, no bairro do Cambuci, na capital paulista. Para a coordenadora do projeto, Priscila Nunes, o mais importante no TransSol &eacute; a possibilidade de dar oportunidades para minorias e educ&aacute;-las, transformar os seus talentos em uma forma de remunera&ccedil;&atilde;o. Algo parecido acontece no projeto Ser &Acirc;mica, gerido pela artista Nany Pereira e que oferece aulas de cer&acirc;mica para adolescentes carentes na Zona Leste da cidade de S&atilde;o Paulo. Segundo ela, hoje, muitos dos jovens que passaram pelo projeto s&atilde;o capazes de se sustentar ou ter um complemento de renda.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PARADIGMA DO CONSUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do ponto de vista econ&ocirc;mico, o sucesso desses projetos depende, no entanto, de uma mudan&ccedil;a nos paradigmas de consumo. &Eacute; preciso recuperar o consumo local. "Atualmente, a ind&uacute;stria tem que produzir produtos que durem mais porque eles v&atilde;o viajar por muito tempo. Isso tem que mudar. Voc&ecirc; tem que conhecer o fornecedor daquele p&atilde;o, por exemplo", provoca Rossi. "J&aacute; estamos vendo muitas marcas e cadeias de loja se preocupando com isso e conseguindo impactar diferentes nichos de cliente, que n&atilde;o est&atilde;o inseridos nessa bolha", complementa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A possibilidade de alinhar o consumo com o desenvolvimento social e tecnol&oacute;gico &eacute; o grande mote da economia criativa. Como explora diferentes frentes &ndash; que v&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o de festas populares, como acontece com o Galo da Madrugada, at&eacute; o desenvolvimento tecnol&oacute;gico, como acontece com o Porto Digital &ndash;, o caminho ainda &eacute; longo, mas j&aacute; traz um impacto consider&aacute;vel na economia nacional.</font></p>      ]]></body>
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