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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEND&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pandemia e vis&atilde;o de futuro: a percep&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico do Museu do Amanh&atilde; sobre o futuro a partir da pandemia do novo coronav&iacute;rus</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alfredo Tolmasquim<sup>I</sup>; Davi Bonela<sup>II</sup>; Ruy Cotia<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Diretor de desenvolvimento cient&iacute;fico e educa&ccedil;&atilde;o do Museu do Amanh&atilde; | IDG - Instituto de Desenvolvimento e Gest&atilde;o    <br>   <sup>II</sup>Coordenador de pesquisa do Museu do Amanh&atilde; |IDG - Instituto de Desenvolvimento e Gest&atilde;o    <br>   <sup>III</sup>Analista de pesquisa de p&uacute;blico do Museu do Amanh&atilde; | IDG - Instituto de Desenvolvimento e Gest&atilde;o</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pandemia do novo coronav&iacute;rus j&aacute; provocou centenas de milhares de mortes e milh&otilde;es de casos confirmados em todo o mundo desde as primeiras notifica&ccedil;&otilde;es da doen&ccedil;a em Wuhan, na China, em dezembro de 2019 &#91;1&#93;. O epicentro da doen&ccedil;a esteve na &Aacute;sia e na Europa; a partir de maio de 2020 passou a estar na Am&eacute;rica do Sul, onde o Brasil &eacute; severamente afetado &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A velocidade com que a express&atilde;o "mundo p&oacute;s-pandemia" se espalhou &eacute; um sintoma que o mundo pode j&aacute; n&atilde;o ser o mesmo de antes, ainda que n&atilde;o se saiba exatamente como ele ser&aacute; adiante. Entre per&iacute;odos como esse  -  em que a normalidade anterior est&aacute; comprometida e a nova n&atilde;o est&aacute; consolidada  -  s&atilde;o chamados nos estudos de futuro como "tempos p&oacute;s-normais", um momento marcado pela incerteza &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Junto ao desconhecimento, a incerteza forma uma matriz para explorar horizontes de futuro &#91;4&#93;. Nela, o futuro come&ccedil;a sendo um presente expandido  -  no qual o desconhecimento e a incerteza s&atilde;o menores devido &agrave; exist&ecirc;ncia de proje&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias a seu respeito; sobre esse futuro se lan&ccedil;am os paradigmas do presente. Em seguida, existem os futuros familiares  -  no qual esses elementos s&atilde;o intermedi&aacute;rios. E, por fim, os futuros impensados  -  no qual a incerteza e o desconhecimento s&atilde;o maiores &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esses horizontes n&atilde;o s&atilde;o fixos. Existem eventos capazes de tornar est&aacute;gios adiante, sobre os quais o presente estava expandido, incertos. Este &eacute; o caso da pandemia do novo coronav&iacute;rus. A sua magnitude faz dela um ponto disruptivo na contemporaneidade, impactando a economia, a pol&iacute;tica, a cultura, o meio ambiente  -  e a nossa vis&atilde;o de futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enquanto um museu de ci&ecirc;ncias que aborda as oportunidades e os desafios que a humanidade ter&aacute; de enfrentar nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas, o Museu do Amanh&atilde; conduziu uma pesquisa sobre a percep&ccedil;&atilde;o do seu p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro a partir da pandemia. Para isso, estimulou os participantes a refletirem sobre as pessoas, a sociedade e o meio ambiente at&eacute; 2030, fazendo conex&otilde;es com os Objetivos do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo foi realizado pela coordena&ccedil;&atilde;o de pesquisa do Museu do Amanh&atilde; no m&ecirc;s de junho de 2020 por meio de um question&aacute;rio composto por quarenta perguntas abertas ou fechadas, enviadas ao p&uacute;blico do museu por e-mail e dispon&iacute;veis para resposta na plataforma digital Typeform. Com 1.172 participantes, a sua margem de erro &eacute; de 3%. A pesquisa oferece um resultado consistente sobre um total de 3,8 milh&otilde;es de pessoas, considerando que das 4,2 milh&otilde;es de visitas ao Museu do Amanh&atilde; realizadas desde sua abertura em dezembro de 2015 at&eacute; a interrup&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de suas atividades em mar&ccedil;o de 2020 por conta da pandemia, 10% foram feitas por pessoas que estiveram no museu mais de uma vez.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Admitindo os horizontes de futuros mencionados, primeiro a pesquisa explorou o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o dos participantes sobre a pandemia e o grau de certeza deles em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro. Depois, estabeleceu uma data (2030) e temas (os ODS) para explorar prioridades, expectativas, esperan&ccedil;as e medos em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro. Este artigo apresenta uma an&aacute;lise dos resultados encontrados &#91;7&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>POSITIVAMENTE E NEGATIVAMENTE INFORMADOS SOBRE A PANDEMIA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quase metade (46%) dos participantes da pesquisa dizem estar informados sobre a pandemia, 30% afirmam estar muito informados, 18% excessivamente informados e 6% pouco informados. A maioria dos participantes diz usar fontes de informa&ccedil;&atilde;o que verificam os dados reportados: imprensa tradicional (71%), comunicadores digitais especializados em sa&uacute;de ou ci&ecirc;ncia (48%), &oacute;rg&atilde;os oficiais internacionais (46%) e &oacute;rg&atilde;os oficiais nacionais (42%). Entre as fontes que n&atilde;o verificam necessariamente os dados reportados, h&aacute; a imprensa independente (31%), amigos e parentes (20%) e influenciadores digitais (9%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; primeira vista, o n&uacute;mero de pessoas que se consideram informadas em algum grau sobre a pandemia &eacute; elevado (94%). No entanto, os dois extremos  -  ou seja, o excesso e a falta de informa&ccedil;&otilde;es  -  se combinam pelos efeitos negativos que produzem. Segundo os entrevistados, a principal consequ&ecirc;ncia do excesso de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; a ansiedade. Outras consequ&ecirc;ncias mencionadas foram medo, desinforma&ccedil;&atilde;o e estresse. Conforme explica um deles, "a quantidade excessiva de informa&ccedil;&otilde;es, que ocorre por eu estar conectada simultaneamente a muitos ve&iacute;culos de informa&ccedil;&atilde;o (televis&atilde;o, Instagram, sites de jornais  etc.) acaba provocando uma sensa&ccedil;&atilde;o de sufocamento, n&atilde;o me permite vislumbrar uma realidade sem a pandemia".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a02fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; entre aqueles que se dizem pouco informados sobre a pandemia, as principais causas apontadas foram a descren&ccedil;a na grande imprensa e nos &oacute;rg&atilde;os oficiais, ou ent&atilde;o as d&uacute;vidas resultantes das informa&ccedil;&otilde;es conflitantes divulgadas pelas diferentes fontes. Um dos participantes diz que "as informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o muito desencontradas, gerando inseguran&ccedil;a, desconfian&ccedil;a e ansiedade. Tenho optado por evitar as informa&ccedil;&otilde;es".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portanto, os resultados da pesquisa em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o sugerem a forma&ccedil;&atilde;o de dois grupos: um com quem se sente "positivamente informado" (no caso, a soma de pessoas informadas e muito informadas), outro com quem se sente "negativamente informado" (a soma de pessoas excessivamente e pouco informadas), respectivamente 75% e 25%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>UM FUTURO INCERTO A PARTIR DA PANDEMIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que a maioria dos participantes se sinta informada e utilize fontes de informa&ccedil;&atilde;o que verificam os dados reportados, a pandemia do novo coronav&iacute;rus impactou o grau de certeza sobre o futuro de forma geral. Ao todo, 66% dos participantes se sentem incertos com rela&ccedil;&atilde;o ao futuro, sendo que 37% sentem muita incerteza e 29% alguma incerteza.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sensa&ccedil;&atilde;o de incerteza sobre o futuro est&aacute; presente em todos os n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o. Entre as pessoas "positivamente informadas", 35% alegam ter muita incerteza e 31% alguma incerteza com rela&ccedil;&atilde;o ao futuro. Contudo, a sensa&ccedil;&atilde;o de muita incerteza &eacute; maior entre o grupo "negativamente informado" sobre a pandemia. Mais da metade (52%) dos participantes pouco informados dizem estar muito incertos em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro, enquanto esse percentual &eacute; de 44% entre quem est&aacute; excessivamente informado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre os motivos mais comuns para essa incerteza est&atilde;o o desconhecimento da dura&ccedil;&atilde;o da pandemia, a falta de comprometimento das autoridades no seu enfrentamento, o impacto econ&ocirc;mico da pandemia, al&eacute;m do medo de que novas pandemias se tornem frequentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cerca de um em cada cinco participantes (17%) citaram espontaneamente que o desenvolvimento de uma vacina traria mais certeza sobre o futuro. Esta expectativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vacina est&aacute; vinculada a uma valoriza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia como um todo. Para 81% do p&uacute;blico, ci&ecirc;ncia, tecnologia, inova&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o mais valorizadas pelas pessoas em 2030 em compara&ccedil;&atilde;o a 2020. Segundo &uacute;ltima pesquisa nacional do Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE) de percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre ci&ecirc;ncia e tecnologia, o interesse nessas &aacute;reas teve ligeira queda de 2010 a 2019, passando de 65% para 61% &#91;8&#93;. A import&acirc;ncia delas no enfrentamento da pandemia sugere que esse cen&aacute;rio pode se reverter a partir de 2020.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A incerteza provocada pela pandemia tamb&eacute;m &eacute; vista na dificuldade dos participantes em identificar o que sentem quando pensam no futuro. A maior parcela do p&uacute;blico, 38%, declara que n&atilde;o est&aacute; nem otimista, nem pessimista; 30% afirmam estar otimistas, 24% est&atilde;o pessimistas e 7% preferem definir seus sentimentos de outra forma. Comparando esses resultados com as pesquisas realizadas pelo Museu do Amanh&atilde; com o seu p&uacute;blico antes da pandemia, h&aacute; um crescimento no percentual de quem n&atilde;o se sente nem otimista, nem pessimista, de 26% para 38%, enquanto os otimistas diminu&iacute;ram de 48% para 30%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a02fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PESSIMISMO EM RELA&Ccedil;&Atilde;O AO DESENVOLVIMENTO AT&Eacute; 2030</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A op&ccedil;&atilde;o da pesquisa por estimular a reflex&atilde;o do p&uacute;blico do museu sobre o futuro a partir dos ODS serviu para que outros desafios globais, al&eacute;m da pandemia do novo coronav&iacute;rus, fossem considerados. Isso porque a pandemia n&atilde;o interrompe a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica ou a redu&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, nem torna a fome e a pobreza problemas secund&aacute;rios. Ao contr&aacute;rio. Todos esses desafios globais influenciam e s&atilde;o influenciados uns pelos outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, primeiro os participantes escolheram quais deveriam ser as tr&ecirc;s prioridades dos governos e da sociedade at&eacute; 2030 considerando oito objetivos globais: i) crescimento econ&ocirc;mico e trabalho decente para todos; ii) educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para todos; iii) erradica&ccedil;&atilde;o da fome; iv) erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza; v) igualdade de g&ecirc;nero; vi) paz, justi&ccedil;a e institui&ccedil;&otilde;es eficazes; vii) redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais e econ&ocirc;micas; e viii) sa&uacute;de e bem-estar para todos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades foi escolhida como a maior prioridade por 69% dos participantes, seguida por educa&ccedil;&atilde;o (65%) e por sa&uacute;de (59%) para todos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida, os participantes definiram suas expectativas em rela&ccedil;&atilde;o ao progresso desses oito desafios at&eacute; 2030 em compara&ccedil;&atilde;o com 2020. Embora a maioria do p&uacute;blico tenha escolhido a redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade social e econ&ocirc;mica como a maior prioridade, na opini&atilde;o de 69% dos participantes esse desafio estar&aacute; t&atilde;o ou mais distante de ser alcan&ccedil;ado em 2030 do que em 2020.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse exerc&iacute;cio, primeiro o p&uacute;blico considera apenas a sua vontade para tomar a decis&atilde;o; ou seja, o que deve ser prioridade para os governos e a sociedade. Depois, o p&uacute;blico considera a viabilidade de sua realiza&ccedil;&atilde;o a partir de fatores externos. Com isso, percebe-se um aparente descompasso entre a vontade individual e a vontade coletiva, assim como uma descren&ccedil;a no interesse ou na capacidade dos governos e da sociedade de atuarem de forma efetiva para a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sentimento de pessimismo est&aacute; presente em sete dos oito desafios mencionados. Na expectativa dos participantes, crescimento econ&ocirc;mico e trabalho decente para todos; educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para todos; erradica&ccedil;&atilde;o da fome; erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza; paz, justi&ccedil;a e institui&ccedil;&otilde;es eficazes e sa&uacute;de e bem-estar para todos tamb&eacute;m estar&atilde;o t&atilde;o ou mais distantes de serem alcan&ccedil;ados em 2030 do que em 2020.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A igualdade de g&ecirc;nero foi considerada a menor prioridade pelo p&uacute;blico, apenas 5%  -  dado que chama aten&ccedil;&atilde;o considerando que 69% dos participantes declararam ser do g&ecirc;nero feminino. Ao mesmo tempo, esse &eacute; o objetivo global que gera a maior expectativa de ser alcan&ccedil;ado at&eacute; 2030 pelos participantes, 65%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O mesmo exerc&iacute;cio sobre prioridades e expectativas foi realizado com temas relacionados ao meio ambiente. Desta vez, as tr&ecirc;s prioridades para os governos e a sociedade tiveram que ser escolhidas dentre oito objetivos globais: i) &aacute;gua pot&aacute;vel e saneamento para todos; ii) cidades, comunidades e habita&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis, seguras e inclusivas; iii) combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus impactos; iv) conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel das florestas e demais biomas terrestres; v) conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel dos oceanos e recursos h&iacute;dricos; vi) desenvolvimento de infraestruturas resilientes, industrializa&ccedil;&atilde;o inclusiva e fomento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o; vii) energia limpa e acess&iacute;vel para todos; viii) produ&ccedil;&atilde;o e consumo sustent&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Aacute;gua pot&aacute;vel e saneamento para todos foi escolhida pela maioria do p&uacute;blico (64%) como a principal prioridade at&eacute; 2030. Em seguida, conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel das florestas e demais biomas terrestres (56%) e produ&ccedil;&atilde;o e consumo sustent&aacute;veis (39%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A primeira e segunda prioridades s&atilde;o comuns aos v&aacute;rios segmentos. A terceira, por&eacute;m, varia de acordo com o perfil dos participantes. Para os homens s&atilde;o cidades, comunidades e habita&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis, seguras e inclusivas; para as mulheres, produ&ccedil;&atilde;o e consumo sustent&aacute;veis. Para os jovens de 16 a 24 anos, destaque para o combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus impactos, tema bastante abordado nas exposi&ccedil;&otilde;es do Museu do Amanh&atilde;. J&aacute; para os maiores de 60 anos &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel dos oceanos e recursos h&iacute;dricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De toda forma, o mesmo sentimento de pessimismo em rela&ccedil;&atilde;o ao progresso se repete em seis dos oitos objetivos globais mencionados. Para o p&uacute;blico, &aacute;gua pot&aacute;vel e saneamento para todos; cidades, comunidades e habita&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis, seguras e inclusivas; combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus impactos; conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel das florestas e demais biomas terrestres; conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel dos oceanos e recursos h&iacute;dricos e desenvolvimento de infraestruturas resilientes, industrializa&ccedil;&atilde;o inclusiva e fomento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o estar&atilde;o t&atilde;o ou mais distantes de serem alcan&ccedil;ados em 2030 do que em 2020.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos temas relacionados aos ODS, a pesquisa fez o mesmo exerc&iacute;cio com quest&otilde;es relacionadas aos indiv&iacute;duos at&eacute; 2030. Por exemplo, combate &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de not&iacute;cias falsas, colabora&ccedil;&atilde;o e solidariedade entre os diferentes setores da sociedade e o uso da internet, aplicativos e redes sociais como forma de media&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es pessoais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao analisar as expectativas de progresso dos desafios por categoria, 64% dos participantes t&ecirc;m mais expectativa de avan&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o a temas centrados em cada pessoa, 44% naqueles relacionados ao meio ambiente e 40% naqueles relacionados &agrave; sociedade. Isso refor&ccedil;a a interpreta&ccedil;&atilde;o de que os participantes da pesquisa t&ecirc;m expectativas maiores de mudan&ccedil;a at&eacute; 2030 nos temas cuja mudan&ccedil;a &eacute; individual, e n&atilde;o coletiva; ou que depende mais de cada pessoa do que dos governos e dos diversos setores da sociedade. Como explica um dos participantes, "eu acredito que a mudan&ccedil;a come&ccedil;a em cada um de n&oacute;s. &#91;...&#93; Acho que ser&atilde;o mudan&ccedil;as internas, uma valoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, das rela&ccedil;&otilde;es, dos espa&ccedil;os de conviv&ecirc;ncia, e (tomara) nas artes e ci&ecirc;ncias. N&atilde;o acredito que a mudan&ccedil;a ser&aacute; proposta ou come&ccedil;ar&aacute; a partir de empresas ou governos. &#91;...&#93; Mas precisamos que esse desejo de melhoria n&atilde;o acabe no indiv&iacute;duo. Precisamos de iniciativas para continuar a conversa e nos unir. Assim a mudan&ccedil;a pode existir".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A PANDEMIA ENQUANTO UM PONTO DE MUDAN&Ccedil;A PARA UM FUTURO COM MAIS JUSTI&Ccedil;A E SOLIDARIEDADE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Questionados sobre os medos em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro a partir da pandemia, a maior parte das respostas mencionou o medo de que novas pandemias se tornem frequentes. Por&eacute;m, merece destaque o segundo medo mais citado pelos participantes: de que passemos por todo esse processo e nada mude. Tamb&eacute;m foram citados o medo do desemprego, de crises econ&ocirc;micas, do colapso do sistema de sa&uacute;de e a intensifica&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais. Neste &uacute;ltimo caso, esse &eacute; um tema constante na vis&atilde;o de futuro dos participantes durante a pandemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A maior esperan&ccedil;a dos entrevistados, por sua vez, &eacute; que a pandemia sirva de aprendizado, dando in&iacute;cio a um mundo mais justo e solid&aacute;rio. Outras esperan&ccedil;as citadas foram o refor&ccedil;o da solidariedade e uni&atilde;o entre as pessoas, melhorando a conviv&ecirc;ncia em sociedade, a valoriza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e da tecnologia e o aumento dos investimentos em sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande maioria dos participantes (84%) est&aacute; disposta a rever seus h&aacute;bitos como aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas de higiene para a sa&uacute;de, a redu&ccedil;&atilde;o do consumo, maior solidariedade entre as pessoas, cuidados com o meio ambiente ou com o manejo de res&iacute;duos ou redu&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o. Entre os jovens, essa parcela sobe para 90%. Pergunta semelhante &eacute; feita ap&oacute;s a visita ao Museu do Amanh&atilde;, quando o visitante &eacute; impactado com vasto conte&uacute;do e experi&ecirc;ncia sobre os perigos para a humanidade se n&atilde;o houver mudan&ccedil;a nos h&aacute;bitos das pessoas. Nesse caso, 80% dos participantes declararam a inten&ccedil;&atilde;o de mudar seus h&aacute;bitos. Aparentemente, os impactos da pandemia t&ecirc;m sido um forte indutor para a reflex&atilde;o e revis&atilde;o dos h&aacute;bitos de parcela significativa das pessoas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>UM RETRATO DA VIS&Atilde;O DE FUTURO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hist&oacute;ria tem mostrado que grandes eventos mundiais, como guerras ou pandemias, funcionam como aceleradores de tend&ecirc;ncias que j&aacute; se apresentavam  -  mas, muitas vezes, de forma ainda incipiente. A pandemia do novo coronav&iacute;rus alterou a rotina, o modo de vida e as formas de relacionamento social de bilh&otilde;es de pessoas ao redor do mundo. Ela trouxe medos e incertezas, mas tamb&eacute;m esperan&ccedil;as pelo seu car&aacute;ter pedag&oacute;gico, capaz de prover importantes li&ccedil;&otilde;es e aprendizados a partir desse dif&iacute;cil per&iacute;odo. &Eacute; significativo que um dos principais medos dos participantes seja o de que nada mude, que n&atilde;o consigamos aprender a partir da grave crise pela qual estamos passando. Por um lado, h&aacute; uma grande expectativa que esta pandemia proporcione uma nova forma de rela&ccedil;&atilde;o entre as pessoas e com o meio ambiente, al&eacute;m de uma disposi&ccedil;&atilde;o das pessoas em mudarem seus h&aacute;bitos e atitudes. Por&eacute;m, ao mesmo tempo, h&aacute; muita descren&ccedil;a nos governos e na capacidade da sociedade em tornar essas mudan&ccedil;as uma realidade. O acompanhamento dos resultados obtidos a partir das metas estabelecidas nos ODS poder&aacute; demonstrar os rumos que a sociedade tomar&aacute; ap&oacute;s a pandemia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. World Health Organization. Coronavirus Disease (covid-19) Dashboard. Visto em: <a href="https://covid19.who.int/" target="_blank">https://covid19.who.int/</a> Data do &uacute;ltimo acesso: 21 jul. 2020.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. A not&iacute;cia que a Am&eacute;rica do Sul se tornou o epicentro da pandemia do novo coronav&iacute;rus foi informada por Mike Ryan, diretor executivo do programa de emerg&ecirc;ncias da OMS em coletiva de imprensa no dia 22 de maio de 2020, conforme reportado por diversos portais de not&iacute;cias.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Sardar, Z. "Welcome to postnormal times". <i>Futures</i>, vol. 42, jun. 2010, p. 435-444.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Sardar, Z.; Sweeney, J. A. "The three tomorrows of postnormal times". <i>Futures</i>, vol. 75, jan. 2016, p. 1-13.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Sardar, Z.; Sweeney, J.A.; op. cit.; 2016. p. 8-9</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) foram estabelecidos pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas como prioridades dos 193 pa&iacute;ses entre 2015 e 2030.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Os resultados completos da pesquisa encontram-se no site do Museu do Amanh&atilde;. Visto em: <a href="http://www.museudoamanha.org.br" target="_blank">www.museudoamanha.org.br</a> Data do &uacute;ltimo acesso: 03 ago. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. MCTIC - Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&otilde;es e Comunica&ccedil;&otilde;es. CGEE - Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos. Percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da ci&ecirc;ncia e tecnologia no Brasil. Visto em: <a href="https://www.cgee.org.br/web/percepcao/faca-sua-analise" target="_blank">https://www.cgee.org.br/web/percepcao/faca-sua-analise</a> Data do &uacute;ltimo acesso: 30 jul. 2020.    </font></p>      ]]></body><back>
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