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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20220070</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Justiça e inclusão social: a constituição brasileira estabelece a universalização da cidadania, porém a justiça está muito aquém da realização da democracia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>10.5935/2317-6660.20220070 REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Justi&ccedil;a e inclus&atilde;o social: a constitui&ccedil;&atilde;o brasileira estabelece a universaliza&ccedil;&atilde;o da cidadania, por&eacute;m a justi&ccedil;a est&aacute; muito aqu&eacute;m da realiza&ccedil;&atilde;o da democracia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Leonor Assad</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Engenheira agr&ocirc;noma, doutora em Ci&ecirc;ncia do Solo, especialista em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, professora titular aposentada da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, e apaixonada por trabalhar e escrever sobre Ci&ecirc;ncia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Medidas de inclus&atilde;o existem porque indiv&iacute;duos s&atilde;o exclu&iacute;dos do meio social e isto acontece desde a pr&eacute;-hist&oacute;ria. Entre povos primitivos era comum certas tribos se desfazerem das crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia, pois representavam um fardo para o grupo social em que viviam. No Brasil, ainda hoje, no in&iacute;cio do s&eacute;culo 21, o n&uacute;mero de pessoas consideradas socialmente exclu&iacute;das, ou seja, desprovidas dos direitos sociais b&aacute;sicos, tem aumentado muito e os programas p&uacute;blicos de transfer&ecirc;ncia de renda n&atilde;o t&ecirc;m sido suficientes para frear o aumento da exclus&atilde;o no pa&iacute;s. Ainda que de forma desigual, tanto em termos de grupos identit&aacute;rios quanto &agrave;s suas demandas e lutas por inclus&atilde;o, os exclu&iacute;dos t&ecirc;m dificuldade de ter um emprego digno, sal&aacute;rios justos e acesso a benef&iacute;cios sociais, &agrave; sa&uacute;de e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. Mas acima de tudo, os exclu&iacute;dos integram um grupo que n&atilde;o &eacute; reconhecido na sociedade, que muitas vezes nem percebe sua exist&ecirc;ncia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&aacute;rcia Regina Ribeiro Teixeira, promotora de Justi&ccedil;a do Minist&eacute;rio P&uacute;blico da Bahia que atua na 1ª Promotoria de Direitos Humanos, afirma que quando se fala do "<i>descompasso da cidadania como forma de exclus&atilde;o social, estamos nos referindo &agrave;quele que n&atilde;o &eacute; considerado normal, que n&atilde;o corresponde ao que os 'normais' - com muitas aspas - idealizam o que deveria ser o outro</i>". E acrescenta: "<i>nem sempre a pobreza anda em compasso com a exclus&atilde;o</i>". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Sarah Escorel, no livro Vidas ao l&eacute;u: trajet&oacute;rias de exclus&atilde;o social, a origem contempor&acirc;nea do termo exclus&atilde;o social tem sido atribu&iacute;da ao t&iacute;tulo do livro de Ren&eacute; Lenoir, "<i>Les exclus: un fran&ccedil;ais sur dix</i>" ("<i>Os exclu&iacute;dos: um em cada dez franceses</i>"), publicado em 1974: "<i>ainda que o trabalho n&atilde;o trouxesse nenhuma elabora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do conceito de exclus&atilde;o social</i>". Escorel aponta, em seu livro, que "<i>o fen&ocirc;meno de exclus&atilde;o consiste em que contingentes populacionais cada vez maiores s&atilde;o economicamente desnecess&aacute;rios e sup&eacute;rfluos... sua exist&ecirc;ncia &eacute; disfuncional tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as tecnoestruturais da produ&ccedil;&atilde;o quanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s propostas de ajuste e reforma do Estado ...  s&atilde;o in&uacute;teis e inc&ocirc;modos</i>". </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Educa&ccedil;&atilde;o: ampliando e universalizando espa&ccedil;os para os exclu&iacute;dos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um importante caminho para a inclus&atilde;o social &eacute; ampliar o acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, pois permite equalizar oportunidades. Afinal, consta no Artigo 205 da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 que "<i>a educa&ccedil;&atilde;o, direito de todos e dever do Estado e da fam&iacute;lia, ser&aacute; promovida e incentivada com a colabora&ccedil;&atilde;o da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exerc&iacute;cio da cidadania e sua qualifica&ccedil;&atilde;o para o trabalho</i>" (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n4/a16fig01.jpg" usemap="#Map">   <map name="Map">     <area shape="rect" coords="17,309,517,351" href="https://noticias.unb.br/76-institucional/2319-aprovacao-das-cotas-raciais-na-unb-completa-15-anos" target="_blank">   </map> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Talvez o primeiro exemplo de lei brasileira que buscou ampliar espa&ccedil;os para categorias consideradas exclu&iacute;das &eacute; a Lei nº 5.465, de 3/07/1968, que determinava que estabelecimentos de ensino m&eacute;dio agr&iacute;cola e escolas superiores federais de Agricultura e Veterin&aacute;ria destinassem suas vagas a agricultores ou seus filhos, propriet&aacute;rios ou n&atilde;o de terras: 50% aos que residiam com suas fam&iacute;lias na zona rural e 30% aos que residiam em cidades ou vilas que n&atilde;o possu&iacute;am estabelecimentos de ensino m&eacute;dio. A "Lei do Boi", como ficou conhecida, atendia aos interesses de grandes propriet&aacute;rios de terra, que eram criticados pela concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e improdutividade de grandes regi&otilde;es agr&aacute;rias. Foi revogada em 1985, ap&oacute;s pedido do ent&atilde;o Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Marco Maciel, com a alega&ccedil;&atilde;o de ser um privil&eacute;gio dado aos j&aacute; privilegiados e &agrave;s in&uacute;meras fraudes que a lei permitia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2000, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou uma lei que reservava metade das vagas das universidades estaduais para estudantes de escolas p&uacute;blicas. No ano seguinte, uma nova lei determinou que 40% dessas vagas tinham que ser destinadas a autodeclarados negros e pardos. No segundo semestre de 2004, quando negros e ind&iacute;genas representavam 4,3% do total de alunos matriculados, a Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) reservou 20% das vagas do vestibular para negros e 20 vagas para ind&iacute;genas, por um per&iacute;odo de 10 anos. Depois da UnB, v&aacute;rias universidades federais passaram a reservar vagas para estudantes de escolas p&uacute;blicas e candidatos negros, pardos e ind&iacute;genas, mas cada institui&ccedil;&atilde;o definia seu crit&eacute;rio. A padroniza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave;s universidades federais surgiu apenas em 2012, com a chamada Lei de Cotas (Lei nº 12.7110), quando todas as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior federais do pa&iacute;s foram obrigadas a reservar parte de suas vagas para alunos de baixa renda oriundos de escolas p&uacute;blicas e para negros, pardos e &iacute;ndios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, dados coletados at&eacute; dezembro de 2021 pelo Observat&oacute;rio de A&ccedil;&otilde;es Afirmativas na P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, indicam que 1.531 programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;micos adotam algum tipo de a&ccedil;&atilde;o afirmativa em seus processos de admiss&atilde;o de estudantes de mestrado e doutorado, o que representa 54,3% de todos os programas da amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Engenheiro Agr&ocirc;nomo Jo&atilde;o Paulo da Silva &eacute; um dos muitos exemplos da import&acirc;ncia das cotas raciais e de oriundos de escola p&uacute;blica. Nascido na cidade de S&atilde;o Paulo, filho de pais comerci&aacute;rios, Silva cursou o segundo grau no Centro Paula Souza, onde tamb&eacute;m fez o curso t&eacute;cnico em inform&aacute;tica com &ecirc;nfase em desenvolvimento de sistemas. Em 2009 ingressou no curso de Engenharia Agron&ocirc;mica, do Campus de Araras da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos (UFSCar), por Sistema de Cotas, pois em seu registro de nascimento consta que &eacute; pardo. Formou-se em 2014 e no ano seguinte ingressou no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia Agr&iacute;cola da Universidade de Campinas (Unicamp), onde concluiu o Mestrado e est&aacute; finalizando o Doutorado. "<i>N&atilde;o foi apenas meu esfor&ccedil;o que me permitiu colher os frutos que venho colhendo ao longo da trajet&oacute;ria, mas tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com pessoas que me deram oportunidades quando enxergaram o potencial que eu tinha de contribuir</i>", afirma. </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"No Brasil, ainda hoje, no in&iacute;cio do s&eacute;culo 21, o n&uacute;mero de pessoas consideradas socialmente exclu&iacute;das, ou seja, desprovidas dos direitos sociais b&aacute;sicos, tem aumentado muito e os programas p&uacute;blicos de transfer&ecirc;ncia de renda n&atilde;o t&ecirc;m sido suficientes para frear o aumento da exclus&atilde;o no pa&iacute;s."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sandra Regina Ceccato Antonini, professora titular da UFSCar tem sido uma forte defensora da pol&iacute;tica de reserva de vagas nas universidades brasileiras e aponta um exemplo que ela costuma citar como exemplo de inclus&atilde;o social: "<i>tivemos uma aluna que entrou por reserva de vaga no curso noturno de Biologia do campus de Araras no mesmo ano que meu filho. A m&atilde;e dela &eacute; terceirizada no setor de limpeza do campus; &eacute; chefe do pessoal de limpeza, faz faxina em final de semana, inclusive foi minha faxineira por algum tempo. E eu sempre uso isso de exemplo - os dois, o meu filho e a filha da faxineira estudaram na mesma universidade p&uacute;blica de qualidade, cada um no seu curso. Ela foi muito bem durante o curso de Biologia, ingressou no Mestrado do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Produ&ccedil;&atilde;o Vegetal e Bioprocessos Associados, comigo e com a Professora M&aacute;rcia, terminou o Mestrado agora, e muito bem. E eu falo, eu ganho no m&iacute;nimo 10 vezes mais do que a m&atilde;e dela ganha e os nossos filhos estudaram na mesma universidade. Isso pra mim &eacute; uma conquista que deveria ser mais valorizada porque isto &eacute; inclus&atilde;o</i>".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Papel da Justi&ccedil;a na universaliza&ccedil;&atilde;o de direitos b&aacute;sicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, em vigor no Brasil, estabelece em seu T&iacute;tulo II os Direitos e Garantias Fundamentais de respeito &agrave; dignidade das pessoas, garantia das condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de vida e desenvolvimento do ser humano e o respeito &agrave; vida, &agrave; liberdade, &agrave; igualdade, para o pleno desenvolvimento de sua personalidade. Entretanto, a promotora M&aacute;rcia Teixeira e a professora do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ruthy Nadia Laniado, apontam no artigo "Justi&ccedil;a e Desigualdades: o descompasso da cidadania como forma de exclus&atilde;o social" que, ainda que a constitui&ccedil;&atilde;o brasileira estabele&ccedil;a a universaliza&ccedil;&atilde;o da cidadania, a justi&ccedil;a est&aacute; muito aqu&eacute;m da realiza&ccedil;&atilde;o da democracia. E muito do que ela j&aacute; fez e continua fazendo &eacute; atuar na defesa de grupos socialmente exclu&iacute;dos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"A constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade justa, democr&aacute;tica e com igualdade efetiva exige que existam pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e leis que transformem os desiguais em iguais." </b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&aacute;rcia Teixeira aponta que "<i>pessoas transexuais s&atilde;o exclu&iacute;das socialmente pela sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, pela forma de falar; n&atilde;o conseguem emprego, t&ecirc;m problemas com seu registro de nascimento. Muitas vezes s&atilde;o pessoas pobres e s&atilde;o trans, ou seja, s&atilde;o viol&ecirc;ncias sobrepostas</i>". Outro exemplo apontado pela Promotora M&aacute;rcia &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua que "<i>&eacute; barbaramente vulnerabilizada porque, al&eacute;m da pobreza, s&atilde;o estigmatizadas, s&atilde;o vistas como pessoas que est&atilde;o na rua porque n&atilde;o gostam de trabalhar</i>". Para ela, o ponto mais importante foram as cotas raciais e no Minist&eacute;rio P&uacute;blico da Bahia recomendamos &agrave;s universidades estaduais a cria&ccedil;&atilde;o de comiss&otilde;es para incluir vagas para pessoas transexuais e travestis, tal qual na universidade federal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade justa, democr&aacute;tica e com igualdade efetiva exige que existam pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e leis que transformem os desiguais em iguais. No mundo contempor&acirc;neo, e no Brasil em particular, &eacute; necess&aacute;ria uma constru&ccedil;&atilde;o coletiva de generosidade e toler&acirc;ncia que respeite a diversidade que &eacute; um de nossas mais importantes caracter&iacute;sticas.</font></p>      ]]></body>
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