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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20230007</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Porque o Brasil precisa de um Sistema Nacional de Educação Superior, Ciência e Tecnologia? Sistema teria o potencial para promover e amplificar ações para enfrentamento dos desafios do desenvolvimento socioeconômico brasileiro]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Porque o Brasil precisa de um Sistema Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Superior, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia? Sistema teria o potencial para promover e amplificar a&ccedil;&otilde;es para enfrentamento dos desafios do desenvolvimento socioecon&ocirc;mico brasileiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eliane Superti</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professora do Departamento de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (PPGPCRI) da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB). Foi reitora da Universidade Federal do Amap&aacute; (2014-2018), presidente do F&oacute;rum de Reitores da Regi&atilde;o Norte (2016-2017) e relatora do Grupo de Trabalho sobre Educa&ccedil;&atilde;o Superior da Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara dos Deputados (2019-2020)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O artigo traz uma reflex&atilde;o sobre a necessidade de integra&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior, da ci&ecirc;ncia e da tecnologia como partes interdependentes de um sistema nacional. Partindo de aspectos do ensino superior, aponta o potencial desse sistema em promover, amplificar, articular agentes e a&ccedil;&otilde;es para enfrentamento dos desafios do desenvolvimento socioecon&ocirc;mico brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Ensino Superior Privado; Universidades P&uacute;blicas; Conhecimento Cient&iacute;fico, Inova&ccedil;&atilde;o; Mercado.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ningu&eacute;m em s&atilde; consci&ecirc;ncia afirmaria que o enfrentamento dos grandes desafios contempor&acirc;neos da humanidade (crise clim&aacute;tica, degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, desenvolvimento sustent&aacute;vel, fome, mis&eacute;ria e &aacute;gua pot&aacute;vel, s&oacute; para citar alguns) pode prescindir da educa&ccedil;&atilde;o, da ci&ecirc;ncia e da tecnologia. Essas tr&ecirc;s pr&aacute;ticas sociais est&atilde;o na base da constru&ccedil;&atilde;o das nossas sociedades. Seus resultados e processos tanto nos ajudaram a criar ou agravar esses desafios como est&atilde;o no centro das estrat&eacute;gias para produzir solu&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nem sempre nos damos conta da presen&ccedil;a da ci&ecirc;ncia, tecnologia e educa&ccedil;&atilde;o em nosso dia a dia. Isso porque as naturalizamos por estarem t&atilde;o arraigadas em nosso cotidiano. Parece que a eletricidade das nossas casas, os aplicativos com que pedimos comida, os produtos de beleza e higiene que diariamente utilizamos, as redes sociais com que nos conectamos, o celular do qual &eacute; quase imposs&iacute;vel se desligar e tudo mais da vida cotidiana, existem por for&ccedil;as outras que n&atilde;o a capacidade humana de ensinar e aprender, produzir conhecimentos cient&iacute;ficos, criar o novo e dar aplicabilidade. Todavia, qualquer r&aacute;pida an&aacute;lise, desmascara essa apar&ecirc;ncia. O fato &eacute; que "as atividades econ&ocirc;micas, sociais, culturais e quaisquer outras atividades humanas tornaram-se dependentes de um enorme volume de conhecimento" &#91;1&#93;, por isso a denomina&ccedil;&atilde;o de sociedades do conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas pr&aacute;ticas s&atilde;o constituintes da nossa realidade social, precisamos delas para enfrentar aos nossos mais graves problemas e para fazer funcionar, transformar, facilitar a rotina de nossas vidas. Por isso, como na&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o poder&iacute;amos nos dar ao luxo de n&atilde;o as priorizar ou de trat&aacute;-las sem a necess&aacute;ria articula&ccedil;&atilde;o e sistematicidade. Por&eacute;m, ambas as coisas acontecem no Brasil. Discutir o porqu&ecirc; demandaria an&aacute;lise mais densa do que &eacute; poss&iacute;vel fazer nos limites desse artigo, mas ter consci&ecirc;ncia desse cen&aacute;rio nos ajuda a pensar nos elementos que podem elucidar a quest&atilde;o que est&aacute; no t&iacute;tulo: "Porque o Brasil precisa de um Sistema Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Superior, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia?".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A reflex&atilde;o pode ser feita por muito vieses, vamos aqui destacar alguns aspectos ligados o ensino superior (ES). No Brasil, a atua&ccedil;&atilde;o mais incisiva do estado para promover o ES se ligou ao surgimento das universidades p&uacute;blicas no s&eacute;culo XX e revelava a din&acirc;mica dial&eacute;tica entre forma&ccedil;&atilde;o social brasileira e a universidade <a name="1a"></a><sup>&#91;<a href="#1b">i</a>&#93;</sup>. As primeiras foram a Universidade do Rio de Janeiro, criada em 1920 e Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) em 1934. Ambas tinham como pano de fundo de suas cria&ccedil;&otilde;es o desejo de moderniza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica das elites ilustradas, contrapondo-se ao tradicionalismo olig&aacute;rquico. Tratava-se de promover a forma&ccedil;&atilde;o cultural e cient&iacute;fica dos filhos da classe dirigente e professores para fazer frutificar mentalidade prop&iacute;cia ao cultivo de valores culturais e pol&iacute;ticos vinculados ao ide&aacute;rio modernizante. A proje&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s integrado &agrave; modernidade inclu&iacute;a a universidade como um de seus pilares de sustenta&ccedil;&atilde;o &#91;2&#93;. As pol&iacute;ticas para a educa&ccedil;&atilde;o superior sempre estiveram associadas ao projeto de na&ccedil;&atilde;o que se buscava implantar. Por isso, a trajet&oacute;ria das universidades se entrela&ccedil;a e caminha lado a lado com a constru&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-econ&ocirc;mica da sociedade.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Nem sempre nos damos conta da presen&ccedil;a da ci&ecirc;ncia, tecnologia e educa&ccedil;&atilde;o em nosso dia a dia. Isso porque as naturalizamos por estarem t&atilde;o arraigadas em nosso cotidiano."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, esse entrela&ccedil;ar n&atilde;o assegura por si s&oacute; que a universidade - e o ensino superior de modo geral - se vincule &agrave;s necessidades da maioria. As for&ccedil;as em disputa por diferentes projetos de sociedade, se refletem nas muitas interpreta&ccedil;&otilde;es sobre a finalidade e os modelos de educa&ccedil;&atilde;o superior. As defini&ccedil;&otilde;es se constroem na luta pol&iacute;tica. No caso espec&iacute;fico das universidades, sua maior ou menor vincula&ccedil;&atilde;o &agrave; justi&ccedil;a social depende da profundidade de sua autonomia. Se destinadas a atender diretamente as demandas de mercado, elas deixam de estabelecer a rela&ccedil;&atilde;o mediada com toda sociedade para atender interesses espec&iacute;ficos. Para Dias Sobrinho &#91;3&#93;, "como bem p&uacute;blico, a Universidade deve contribuir para o desenvolvimento econ&ocirc;mico, mas com justi&ccedil;a social. Deve produzir conhecimentos cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos, mas nunca negligenciar o interesse social".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Podemos considerar que est&aacute; consolidado na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), como espa&ccedil;o jur&iacute;dico-formal, o que a sociedade brasileira espera da educa&ccedil;&atilde;o superior. Seu artigo 43, preconiza como finalidades deste n&iacute;vel de ensino o desenvolvimento do esp&iacute;rito cient&iacute;fico e do pensamento reflexivo &#91;4&#93; ; a forma&ccedil;&atilde;o nas diferentes &aacute;reas do conhecimento e colabora&ccedil;&atilde;o com a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua; o incentivo &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, visando ao desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e da tecnologia nacional, promo&ccedil;&atilde;o &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, t&eacute;cnico e cultural; o est&iacute;mulo ao conhecimento dos problemas do mundo; a promo&ccedil;&atilde;o &agrave; extens&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o; a atua&ccedil;&atilde;o em favor da expans&atilde;o e universaliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cumprimento das finalidades s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel na rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica entre o ES, a produ&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e sua aplica&ccedil;&atilde;o para gerar tecnologia. Mas, fazer o conjunto complexo de institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior (IES) no Brasil - que envolve IES p&uacute;blicas federais e estaduais, privadas, confessionais, comunit&aacute;rias, filantr&oacute;picas - dar concretude &agrave; formalidade da lei exige uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica integrada. Ou seja, exige coordena&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o e financiamento que atenda a diversidade das institui&ccedil;&otilde;es e compreenda os diferentes contextos, pap&eacute;is e alcance de cada uma. Exige, portanto, um sistema que trabalhe as muitas var&aacute;veis desse complexo e tenha relev&acirc;ncia nas escolhas pol&iacute;ticas; pois, &eacute; nesse ponto, que se evidencia as correla&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;as e interesses. Embora esteja definido formalmente o que a sociedade espera do ES, sua concretiza&ccedil;&atilde;o depende das escolhas pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As escolhas feitas na &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XX e nas duas primeiras do s&eacute;culo XXI parecem indicar no m&iacute;nimo uma grande dubiedade. Por um lado, asseguraram que o ES fosse oferecido por organiza&ccedil;&otilde;es prestadoras de servi&ccedil;o que fazem da educa&ccedil;&atilde;o superior um neg&oacute;cio lucrativo para acionistas. Recentes pesquisas do "SoU_Ci&ecirc;ncia" &#91;5&#93; apontaram que as pol&iacute;ticas direcionadas para o setor privado, desde meados dos anos 1990, fazem com que tenhamos hoje um cen&aacute;rio de mercantiliza&ccedil;&atilde;o e carteliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior por grandes grupos de capital negociado nas bolsas de valores. Para os pesquisadores, "parte importante do ensino superior mostra-se colonizado pelos interesses dos mercados e alheio aos prop&oacute;sitos de forma&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, ci&ecirc;ncia e tecnologia que beneficiem o desenvolvimento social, cultural e econ&ocirc;mico do Brasil" <a name="2a"></a><sup>&#91;<a href="#2b">ii</a>&#93;</sup>.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "As for&ccedil;as em disputa por diferentes projetos de sociedade, se refletem nas muitas interpreta&ccedil;&otilde;es sobre a finalidade e os modelos de educa&ccedil;&atilde;o superior."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns n&uacute;meros do estudo deixam evidente essa afirma&ccedil;&atilde;o; de cada 10 matr&iacute;culas no ES em 2020, seis foram para os 10 maiores grupos privados. Embora o perfil dos alunos das IES p&uacute;blicas e privadas se equivalham - 50% de estudantes com renda menor de tr&ecirc;s sal&aacute;rios-m&iacute;nimos nas p&uacute;blicas 52% na privadas - a qualidade de forma&ccedil;&atilde;o &eacute; discrepante. Nas p&uacute;blicas federais seis em cada 10 estudantes sa&iacute;ram de curso com os conceitos mais altos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), nas p&uacute;blicas estaduais esse n&uacute;mero &eacute; de quatro a cada 10, mas nas privadas ele cai para um a cada 10 alunos (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A discrep&acirc;ncia e a dist&acirc;ncia em atender as finalidades da LDB ficam ainda maiores quando se considera a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. &Eacute; nesse n&iacute;vel do ES que se concentra a maior parte das pesquisas realizadas no pa&iacute;s. Contudo o setor privado, que concentra 75,8% dos estudantes da gradua&ccedil;&atilde;o, se interessa muito pouco em participar desse esfor&ccedil;o. "Isso significa que o interesse pelo lucro que sai da gradua&ccedil;&atilde;o &eacute; maior do que o interesse na ci&ecirc;ncia" <a name="3a"></a><sup>&#91;<a href="#3b">iii</a>&#93;</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A qualidade do ensino de gradua&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento e isso envolve a pesquisa. N&atilde;o se trata de imaginar que todo o ES produzir&aacute; ci&ecirc;ncia e tecnologia de ponta, mas que a pesquisa estar&aacute; presente institucionalmente nos ambientes de ensino superior em seus v&aacute;rios n&iacute;veis. Precisamos de um Sistema de Educa&ccedil;&atilde;o Superior, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para n&atilde;o desprezar nenhum potencial, para impedir que parcela significativa dos nossos estudantes sejam formados sem cultivar o esp&iacute;rito investigativo e o pensamento reflexivo, para enfrentar o analfabetismo cient&iacute;fico e gerar o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e da tecnologia nacional. Ainda mais, para fazer cumprir as expectativas da sociedade de modo que, na correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, o interesse de poucos, mas poderosos, n&atilde;o se sobreponha &agrave;s diretrizes e aspira&ccedil;&otilde;es difusas da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, as pol&iacute;ticas para o ES no mesmo per&iacute;odo tamb&eacute;m ensejaram o crescimento e a democratiza&ccedil;&atilde;o da universidade p&uacute;blica. Principalmente as federais, entre 2007 a 2016, quando o governo desencadeou significativa expans&atilde;o, interioriza&ccedil;&atilde;o, contrata&ccedil;&atilde;o de recursos humanos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais (REUNI) <a name="4a"></a><sup>&#91;<a href="#4b">iv</a>&#93;</sup>. O objetivo era ampliar do n&uacute;mero de vagas, preferencialmente em cursos noturnos, para atender o aluno trabalhador ou em projetos pedag&oacute;gicos para p&uacute;blicos espec&iacute;ficos em vulnerabilidade social (quilombolas, ind&iacute;genas, pequenos produtores rurais, etc. ), al&eacute;m de promover crescimento e qualifica&ccedil;&atilde;o do corpo docente e atender a demanda hist&oacute;rica dos estudantes por recursos espec&iacute;ficos para assist&ecirc;ncia estudantil (Plano Nacional de Assist&ecirc;ncia Estudantil - PNAES) <a name="5a"></a><sup>&#91;<a href="#5b">v</a>&#93;</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o recomendados pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) acompanhou a expans&atilde;o. Em n&uacute;meros absolutos, a universidade p&uacute;blica se mostrou determinante, garantindo inclusive que o crescimento ocorresse tamb&eacute;m nas regi&otilde;es Norte e Nordeste, reduzindo assim as assimetrias regionais. As institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas concentram hoje 81,6% das matr&iacute;culas dos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Investimentos na pesquisa e aumento da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o permitiram ao pa&iacute;s dar um salto importante em duas d&eacute;cadas, passando da 23&ordf; posi&ccedil;&atilde;o para a 13&ordf; entre as na&ccedil;&otilde;es que mais produzem ci&ecirc;ncia no mundo &#91;6&#93;. A maior parte desse conhecimento -  em torno de 60% - foi gerada nas universidades p&uacute;blicas que concentram os laborat&oacute;rios de pesquisa e possuem a "mais ampla e eficiente rede de N&uacute;cleos de Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, em apoio &agrave; verticaliza&ccedil;&atilde;o e incorpora&ccedil;&atilde;o de tecnologia de ponta nas cadeias produtivas nacionais" &#91;7&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O novo patamar que alcan&ccedil;ou a universidade p&uacute;blica na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, somado a outros &oacute;rg&atilde;os cient&iacute;ficos, colocou pesquisa, inova&ccedil;&atilde;o e tecnologia como estrat&eacute;gia importante para o aumento da produtividade e desenvolvimento socioecon&ocirc;mico. Para que esse esfor&ccedil;o se revertesse em incremento econ&ocirc;mico, foram estimuladas e subsidiadas as parcerias p&uacute;blico-privadas de pesquisa, extens&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o. A inten&ccedil;&atilde;o era atender as demandas crescentes do mercado por capacita&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de tecnologia focada nos interesses competitivos das empresas nacionais e estabelecer outras formas de incentivo e financiamento em pesquisa e desenvolvimento como os fundos setoriais. O efeito foi a aproxima&ccedil;&atilde;o entre universidade e o setor produtivo.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "Precisamos de um Sistema de Educa&ccedil;&atilde;o Superior, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para n&atilde;o desprezar nenhum potencial, para impedir que parcela significativa dos nossos estudantes sejam formados sem cultivar o esp&iacute;rito investigativo e o pensamento reflexivo, para enfrentar o analfabetismo cient&iacute;fico e gerar o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e da tecnologia nacional."</b></styled-content>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa aproxima&ccedil;&atilde;o fez com que o entendimento sobre rela&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e mercado ganhasse novo sentido. Os estudos recentes rompem com a cren&ccedil;a largamente estabelecida de que os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, seguindo um modelo linear, se originariam na pesquisa b&aacute;sica e acabariam, por din&acirc;micas diversas, sendo incorporados pelas empresas. Novas pesquisas demonstram que "a inova&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico emanam de um processo sustent&aacute;vel e dur&aacute;vel de inter-rela&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas e complexas entre a ci&ecirc;ncia e o mercado" <a name="6a"></a><sup>&#91;<a href="#6b">vi</a>&#93;</sup>. Ou seja, a inova&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico s&atilde;o produzidos e fomentados como resultados do m&uacute;tuo aprendizado, da troca de conhecimento de cada campo e informa&ccedil;&atilde;o entre os agentes das institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e das empresas. Desse modo, o desenvolvimento tecnol&oacute;gico implicaria transforma&ccedil;&otilde;es em cada uma das institui&ccedil;&otilde;es, flexibilizando fronteiras sem, contudo, descaracterizar suas naturezas espec&iacute;ficas, experi&ecirc;ncias particulares e a orienta&ccedil;&atilde;o pelos seus pr&oacute;prios valores e interesses &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As escolhas pol&iacute;ticas n&atilde;o foram importantes apenas para estimular a aproxima&ccedil;&atilde;o, mas elas o s&atilde;o tamb&eacute;m para estabelecer os marcos legais e definir os limites e media&ccedil;&otilde;es dessa rela&ccedil;&atilde;o. O "Marco Legal de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o", de 2016, fruto de muitos debates e negocia&ccedil;&otilde;es entre institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de pesquisa, setor produtivo e a classe pol&iacute;tica, foi o coroamento dessa aproxima&ccedil;&atilde;o. Na sua base est&atilde;o os investimentos em ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o provenientes dos fundos setoriais e se completou com a lei n<sup>o </sup>13.243/2016. A lei tornou poss&iacute;vel para cientistas do setor p&uacute;blico integrar equipes de pesquisa na iniciativa privada, que os laborat&oacute;rios das universidades sejam utilizados pelo setor privado, mediante pagamento, para o desenvolvimento de novas tecnologias. Al&eacute;m de autorizar que a Uni&atilde;o use recursos p&uacute;blicos para apoiar empresas envolvidas em processos de inova&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a07fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todavia, &eacute; preciso avan&ccedil;ar mais, promovendo incentivos, articula&ccedil;&atilde;o e arranjos institucionais sist&ecirc;micos entre os m&uacute;ltiplos agentes e fontes de financiamento capazes de potencializar para todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, valendo-se da capilaridade do ES, os efeitos das inova&ccedil;&otilde;es como estrat&eacute;gia de enfrentamento das assimetrias. Esse &eacute; outro espa&ccedil;o em que o Sistema Nacional de Ensino Superior, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia tem grande contribui&ccedil;&atilde;o a dar. Porque n&atilde;o se pode transformar a universidade em fornecedoras de solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas para o mercado obter lucro, como queriam lideran&ccedil;as do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o no governo Bolsonaro. Isso destruiria seu o potencial cr&iacute;tico-criativo, sua autonomia cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica e a rela&ccedil;&atilde;o mediada que ela estabelece com toda a sociedade. Mas, pensada no bojo de um sistema articulado e integrativo, a rela&ccedil;&atilde;o universidade-empresa intensifica ganhos sociais e tem potencial de instrumentalizar o pa&iacute;s na produ&ccedil;&atilde;o soberana de ci&ecirc;ncia e tecnologia para superar a hist&oacute;rica depend&ecirc;ncia cient&iacute;fica. Ao mesmo tempo, &eacute; no contexto de um sistema nacional que se pode construir as media&ccedil;&otilde;es que garantam que a natureza, interesses e valores singulares de cada ente institucional envolvido n&atilde;o se percam, ou sejam subtra&iacute;dos. Fortalecendo, assim, estrat&eacute;gias e mecanismos que possibilitem cumprir a meta 14.13 do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE) - "Aumentar qualitativa e quantitativamente o desempenho cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s e a competitividade internacional da pesquisa brasileira, ampliando a coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica com empresas, Institui&ccedil;&otilde;es de Educa&ccedil;&atilde;o Superior (IES) e demais institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas (ICTs)".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pensar a educa&ccedil;&atilde;o superior, a ci&ecirc;ncia e a tecnologia como partes interdependentes de um sistema que promova, amplifique, articule os agentes e as a&ccedil;&otilde;es e d&ecirc; sustentabilidade a essas pr&aacute;ticas sociais fundamentais da sociedade moderna exige, sem d&uacute;vida, superar uma de suas maiores amea&ccedil;as: a falta de financiamento. Os cortes, as tentativas de diminuir a participa&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento p&uacute;blico e os contingenciamentos dos fundos setoriais explicitam a aus&ecirc;ncia de prioridade. As pol&iacute;ticas de investimentos para o setor n&atilde;o podem mais estar ao sabor das vertentes ideol&oacute;gicas dos grupos no poder. Como setor estrat&eacute;gico e bem p&uacute;blico fundamental para o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o, suas necessidades de investimento precisam ser mensuradas e coordenadas considerando um sistema que compreenda sua complexidade e garantidas como pol&iacute;tica de estado em quantidade suficiente para o tamanho do desafio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando aliado &agrave;s demandas das camadas populares, esse desafio ganha significativa amplitude. A indissociabilidade universit&aacute;ria do ensino, pesquisa e extens&atilde;o, a crescente press&atilde;o pela democratiza&ccedil;&atilde;o do ES e da ci&ecirc;ncia, encabe&ccedil;adas pelos movimentos sociais, colocaram na pauta a inclus&atilde;o, a interculturalidade e a diversidade. Por meio da extens&atilde;o, os movimentos sociais ampliaram o espa&ccedil;o para suas demandas no mundo acad&ecirc;mico. A universidade foi chamada a dar respostas. Cria&ccedil;&atilde;o de cursos espec&iacute;ficos para grupos vulner&aacute;veis, cotas na gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, amplia&ccedil;&atilde;o de infraestruturas -  hospitais, teatros, cl&iacute;nicas e outros - que envolviam o atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Mas, esta foi apenas uma dimens&atilde;o do processo de inclus&atilde;o e diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades. A universidade tamb&eacute;m se interiorizou, contribuindo para redu&ccedil;&atilde;o das assimetrias regionais, forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e instala&ccedil;&atilde;o de equipamentos cient&iacute;ficos fora dos grandes centros e incremento da economia em munic&iacute;pios menos populosos. A lei de cotas <a name="7a"></a><sup>&#91;<a href="#7b">vii</a>&#93;</sup> e as pol&iacute;ticas de a&ccedil;&atilde;o afirmativa fizeram chegar com mais intensidade &agrave; universidade p&uacute;blica e ao universo da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de grupos sociais outrora exclu&iacute;dos (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a07fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A universidade veste-se de povo" <a name="8a"></a><sup>&#91;<a href="#8b">viii</a>&#93;</sup>, afirmou o coordenador nacional do F&oacute;rum de Pr&oacute;-Reitores de Assuntos Comunit&aacute;rio e Estudantis na apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo sobre o perfil socioecon&ocirc;mico e cultural dos estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o. A universidade, originalmente desenhada para formar a elite, passou por uma consider&aacute;vel transforma&ccedil;&atilde;o do perfil de seus estudantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aprofundar essa experi&ecirc;ncia promovendo efetiva decoloniza&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o superior e produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, tornando-os socialmente referenciados em interface e di&aacute;logo com a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e com outros saberes - como o tradicional - n&atilde;o &eacute; tarefa que possa ser feito por uma &uacute;nica institui&ccedil;&atilde;o. Isso s&oacute; pode ganhar materialidade hist&oacute;rica se projetado a partir de um sistema de amplo escopo que supere a fragmenta&ccedil;&atilde;o e promova a cr&iacute;tica conjunta do ES, da ci&ecirc;ncia e da tecnologia. Talvez esse seja o principal motivo, dentre tantos outros, pelo qual Brasil precisa do Sistema Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Superior, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1b"></a>&#91;<a href="#1a">i</a>&#93; At&eacute; a Proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica brasileira em 1889, o ensino superior no Brasil acontecia em institui&ccedil;&otilde;es isoladas. A organiza&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias surge no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. A Universidade Federal do Paran&aacute; (1912) e a Universidade de Manaus (1913) est&atilde;o entre as mais antigas, contudo, elas eram institui&ccedil;&otilde;es livres e de car&aacute;ter privado. Apenas a partir de 1920 a cria&ccedil;&atilde;o da universidade passou a ser uma estrat&eacute;gia de governo dando origem as universidades p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2b"></a>&#91;<a href="#2a">ii</a>&#93; Afirmativa presente em BIELSCHOWSKY, 2022.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="3b"></a>&#91;<a href="#3a">iii</a>&#93; Afirmativa presente em BIELSCHOWSKY, 2022.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="4b"></a>&#91;<a href="#4a">iv</a>&#93; "REUNI" foi um Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais do governo federal em 2007, com objetivo ampliar o acesso e a perman&ecirc;ncia dos estudantes na educa&ccedil;&atilde;o superior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="5b"></a>&#91;<a href="#5a">v</a>&#93; Plano Nacional de Assist&ecirc;ncia Estudantil (PNAES) apoia a perman&ecirc;ncia de estudantes cuja renda <i>per capta </i>familiar de at&eacute; 1,5 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o presencial das institui&ccedil;&otilde;es federais de ensino superior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="6b"></a>&#91;<a href="#6a">vi</a>&#93; Afirmativa presente em BARCELOS e MOCELIN, 2016.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="7b"></a>&#91;<a href="#7a">vii</a>&#93; Lei nº 12.711/12, garante a reserva de 50% das matr&iacute;culas por curso e turno nas universidades federais e nos institutos federais a alunos oriundos ensino p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="8b"></a>&#91;<a href="#8a">viii</a>&#93; Afirmativa presente em ANDIFES e FONAPRACE, 2016.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. SCHWARTZMAN, S. <i>Pesquisa universit&aacute;ria e inova&ccedil;&atilde;o no Brasil. </i>In: Centro de Gest&atilde;o Estudos Estrat&eacute;gicos, Avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o: di&aacute;logo entre experi&ecirc;ncias internacionais e brasileiras. Bras&iacute;lia: CGEE, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123001&pid=S0009-6725202300010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. SUPERTI, E.; SILVA, B. T. F. da; NOVAIS, V. S. M. Public universities in Brazil: between the social institution and the service provider organization. <i>Research on Humanities and Social Sciences</i>, v. 10, n. 24, 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123003&pid=S0009-6725202300010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. SOBRINHO, J. D. Responsabilidade social da Universidade em quest&atilde;o. <i>Revista da Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Superior,</i> v. 23, n. 3, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123005&pid=S0009-6725202300010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o nacional. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, Bras&iacute;lia, DF, 23 dez. 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123007&pid=S0009-6725202300010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. BIELSCHOWSKY, C. (coord. ). <i>Expans&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Superior no Brasil: an&aacute;lise das Institui&ccedil;&otilde;es Privadas. Relat&oacute;rio de Pesquisa. </i> S&atilde;o Paulo: SoU_Ci&ecirc;ncia, 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123009&pid=S0009-6725202300010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. SIDEONE, O. J. G.; HADDAD, E. A.; MENA-CHALCO, J. P. A ci&ecirc;ncia nas regi&otilde;es brasileiras: evolu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e das redes de colabora&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. <i>TransInforma&ccedil;&atilde;o</i>, v. 28, n. 1, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123011&pid=S0009-6725202300010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. ANDIFES; FONAPRACE. IV <i>Pesquisa do Perfil Socioecon&ocirc;mico e Cultural dos Estudantes de Gradua&ccedil;&atilde;o das Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior Brasileiras. </i>Uberl&acirc;ndia: Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, 2016</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123013&pid=S0009-6725202300010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. BARCELOS, R. L. G.; MOCELIN, D. G. Ci&ecirc;ncia e mercado: impasses na institucionaliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas empreendedoras em uma universidade p&uacute;blica brasileira. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, v. 32, n. 93, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123014&pid=S0009-6725202300010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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