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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diversidade e direitos humanos na universidade do futuro: pensar a diversidade e os direitos humanos na universidade contribui para ampliar os diálogos e a luta por uma sociedade mais equitativa]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Diversidade e direitos humanos na universidade do futuro: pensar a diversidade e os direitos humanos na universidade contribui para ampliar os di&aacute;logos e a luta por uma sociedade mais equitativa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jos&eacute; Geraldo de Sousa Junior</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor jubilado (aposentado) da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) com v&iacute;nculo de pesquisador s&ecirc;nior volunt&aacute;rio, atuando na Faculdade de Direito e no Centro de Estudos Avan&ccedil;ados Multidisciplinares (CEAM) em Direitos Humanos e Cidadania. &Eacute; membro benem&eacute;rito do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e membro da Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Arquidiocese de Bras&iacute;lia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente texto deriva de minha contribui&ccedil;&atilde;o como expositor no encerramento da 9&ordf; Confer&ecirc;ncia do F&oacute;rum de Gest&atilde;o do Ensino Superior nos Pa&iacute;ses e Regi&otilde;es de L&iacute;ngua Portuguesa (FORGES), realizada de 20 a 22 de novembro de 2019, em Bras&iacute;lia, Brasil, na Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), tendo como tema central "A integra&ccedil;&atilde;o do ensino superior dos pa&iacute;ses lus&oacute;fonos para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento humano", com o t&iacute;tulo "<i>Uma Universidade Popular para uma Educa&ccedil;&atilde;o Emancipat&oacute;ria</i>" &#91;1&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aqui destaco alguns excertos do que est&aacute; publicado, na medida em que guardam conex&atilde;o com o tema proposto para esta edi&ccedil;&atilde;o de <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura </i>- "<i>Universidade do Futuro no Brasil</i>" - e mais propriamente com o que trato em meu artigo "<i>Diversidade e Direitos Humanos na Universidade do Futuro</i>".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Iniciei a minha sauda&ccedil;&atilde;o aos participantes da 9&ordf; Confer&ecirc;ncia com uma evoca&ccedil;&atilde;o. Presente em Coimbra, na Sala dos Capelos, da vetusta universidade, nos come&ccedil;os da d&eacute;cada de 2000, para um Congresso Portugal-Brasil, guardo em mim at&eacute; hoje o sentimento marcado pela disposi&ccedil;&atilde;o de todos ali presentes, de construir caminhos para a uma hist&oacute;ria comum: "a hist&oacute;ria comum que forja a comunidade de culturas e a comunidade de afetos que somos" &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas palavras, ditas pelo ent&atilde;o presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, logo a seguir, seu vice-reitor, o professor Ant&oacute;nio Jos&eacute; Avel&atilde;s Nunes, assinalaram as distin&ccedil;&otilde;es entre o Portugal portugu&ecirc;s e o Brasil brasileiro, no que tange aos seus caminhos, nas condi&ccedil;&otilde;es daquele congresso. Mas se prestam tamb&eacute;m para designar as distin&ccedil;&otilde;es entre o Portugal portugu&ecirc;s e os pa&iacute;ses que formam a comunidade de povos de l&iacute;ngua portuguesa, presentes nesta 9&ordf; Confer&ecirc;ncia (Angola, Cabo Verde, Macau, Mo&ccedil;ambique e, certamente entre os participantes, Guin&eacute; Bissau, Guin&eacute; Equatorial, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Timor-Leste) no que tange aos seus pr&oacute;prios e intercruz&aacute;veis caminhos, em que pese, lembra Eduardo Louren&ccedil;o, "cada povo s&oacute; o &eacute; por se conceber justamente como destino" &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Temos, sim, os povos que se expressam em l&iacute;ngua portuguesa, essa hist&oacute;ria comum que nos forja enquanto comunidade de culturas e comunidade de afetos, e que nos amalgama a partir de algum momento em nossas pr&oacute;prias hist&oacute;rias. Mas, se temos uma hist&oacute;ria desde a&iacute; comum, o que temos de comum em nossos destinos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao meu perceber, o que h&aacute; de comum entre n&oacute;s, desde um momento objetivo de encontro e de qualquer possibilidade de um destino tamb&eacute;m comum, &eacute; o impacto dram&aacute;tico do colonialismo que se imp&ocirc;s sobre nossas identidades e as proje&ccedil;&otilde;es decorrentes dessa experi&ecirc;ncia em nossa atualidade p&oacute;s-colonial, afetada econ&ocirc;mica e politicamente pelas injun&ccedil;&otilde;es atuais do ultraneoliberalismo e pelos desafios de toda ordem como exig&ecirc;ncias de liberta&ccedil;&atilde;o e de emancipa&ccedil;&atilde;o num processo de a&ccedil;&atilde;o decolonial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sob a perspectiva da condi&ccedil;&atilde;o ultraneoliberal, sigo pensando num bom portugu&ecirc;s que ajude a interpretar os desafios que se colocam &agrave; nossa considera&ccedil;&atilde;o. Retomo Avel&atilde;s Nunes: Nos &uacute;ltimos anos - diz ele - tenho dado alguma aten&ccedil;&atilde;o &agrave; problem&aacute;tica da globaliza&ccedil;&atilde;o. Refiro-me ao que costumo chamar a terceira onda da globaliza&ccedil;&atilde;o, marcada por um processo acelerado de desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico, especialmente no que toca aos transportes, &agrave;s telecomunica&ccedil;&otilde;es e &agrave; inform&aacute;tica. Para as classes dominantes, para as multinacionais e para o seu estado, pouco importa que milh&otilde;es de pessoas morram de fome e de doen&ccedil;as provocadas pela fome. O que importa, num quadro como este, &eacute; melhorar o poder de compra dos clientes (a pequena camada de ricos) e, se poss&iacute;vel, acrescentar uns quantos privilegiados a este n&uacute;cleo de elite. O que, evidentemente, aconselha a (e pressiona no sentido da) concentra&ccedil;&atilde;o dos rendimentos ainda mais acentuada e desigual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A exclus&atilde;o social crescente &eacute; a outra face desse tipo de desenvolvimento perverso ou maligno. E a exclus&atilde;o social &eacute; um dos fen&ocirc;menos mais dram&aacute;ticos do nosso tempo. Como escreveu um autor, quando se falava de exploradores e explorados, havia que contar com estes, porque os explorados estavam dentro do sistema (sem explorados n&atilde;o pode haver exploradores), enquanto os exclu&iacute;dos est&atilde;o, por defini&ccedil;&atilde;o, fora do sistema, s&atilde;o inexistentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante salientar, por&eacute;m, que a cr&iacute;tica da globaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode confundir-se com a defesa do regresso a um qualquer "para&iacute;so perdido", negador da ci&ecirc;ncia e do progresso. A sa&iacute;da desta caminhada vertiginosa para o abismo tem de assentar na confian&ccedil;a no homem e nas suas capacidades. Tem de partir da rejei&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica de uma qualquer inevitabilidade tecnol&oacute;gica, que nos imporia, sem alternativa poss&iacute;vel, a atual globaliza&ccedil;&atilde;o neoliberal, uma das marcas incontorn&aacute;veis dessa civiliza&ccedil;&atilde;o fim-da-hist&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, como essa globaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um "produto t&eacute;cnico" deterministicamente resultante da evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, antes &eacute; um projeto pol&iacute;tico levado a cabo de forma consciente e sistem&aacute;tica pelos poderes dominantes, enquadrado e apoiado pelas grandes centrais produtoras da ideologia dominante, tamb&eacute;m a luta por uma sociedade alternativa pressup&otilde;e que a pol&iacute;tica prevale&ccedil;a sobre as pretensas "leis naturais" do mercado ou da economia, implicando um esp&iacute;rito de resist&ecirc;ncia e um projeto pol&iacute;tico inspirado em valores e empenhado em objetivos que o "mercado" n&atilde;o reconhece nem &eacute; capaz de prosseguir.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "A exclus&atilde;o social crescente &eacute; a outra face deste tipo de desenvolvimento perverso ou maligno. E a exclus&atilde;o social &eacute; um dos fen&ocirc;menos mais dram&aacute;ticos do nosso tempo."</b></styled-content>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos sabemos, por&eacute;m, que as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias n&atilde;o acontecem s&oacute; porque n&oacute;s acreditamos que &eacute; poss&iacute;vel um mundo melhor. Essas mudan&ccedil;as h&atilde;o de verificar-se como resultado das leis de movimento das sociedades humanas, e todos sabemos tamb&eacute;m que o voluntarismo e as boas inten&ccedil;&otilde;es nunca foram o motor da hist&oacute;ria. Mas a consci&ecirc;ncia disso mesmo n&atilde;o tem que matar o nosso direito &agrave; utopia e o nosso direito ao sonho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; aqui, discorri seguindo Avel&atilde;s &#91;4&#93;. Mas, nesse diapas&atilde;o, trata-se, pois, de indagar-se de que desenvolvimento se cuida, quando falamos em desenvolvimento. Essa &eacute; a quest&atilde;o proposta por Roberta Amanaj&aacute;s Monteiro, em tese defendida na Faculdade de Direito da UnB, sob minha orienta&ccedil;&atilde;o, em 2018. Com o tema "<i>Qual desenvolvimento? O deles ou o nosso? A Hidrel&eacute;trica de Belo Monte e seus impactos nos direitos humanos dos povos ind&iacute;genas</i>", a pesquisadora apresenta exatamente a tens&atilde;o entre o desenvolvimentismo e os direitos humanos, a partir do estudo de caso da constru&ccedil;&atilde;o da Usina Hidrel&eacute;trica de Belo Monte e os seus impactos aos ind&iacute;genas Arara da Terra Ind&iacute;gena Volta Grande e Juruna, da Paqui&ccedil;amba. A pergunta central de sua tese interpela como ocorre a tens&atilde;o entre projetos de desenvolvimentismo e os direitos humanos dos povos ind&iacute;genas, e se os conflitos se inscrevem na matriz colonial de poder. Fundamentada na teoria da Colonialidade do Poder de Anibal Quijano e nos autores do pensamento decolonial, a metodologia eleita por Roberta Amanaj&aacute;s, apoiada em investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, fornece os argumentos da constata&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia da ideia de ra&ccedil;a no percurso do licenciamento ambiental do empreendimento.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "A luta por uma sociedade alternativa pressup&otilde;e que a pol&iacute;tica prevale&ccedil;a sobre as pretensas 'leis naturais' do mercado ou da economia, implicando um esp&iacute;rito de resist&ecirc;ncia e um projeto pol&iacute;tico inspirado em valores".</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a autora, numa aproxima&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gico-jur&iacute;dica, a compreens&atilde;o de que &eacute; a partir da ideia de ra&ccedil;a que &eacute; negada a condi&ccedil;&atilde;o de sujeito de direitos e de conhecimento aos povos ind&iacute;genas, consequentemente dos seus direitos de territ&oacute;rio, natureza, modo de vida e direito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e consulta pr&eacute;via, a conclus&atilde;o leva, necessariamente, &agrave; expectativa militante de constru&ccedil;&atilde;o de elementos de desenvolvimento, a partir dos pr&oacute;prios povos ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Avel&atilde;s Nunes, a aproxima&ccedil;&atilde;o mediada pela economia pol&iacute;tica e pela filosofia, e mais propriamente por teorias da justi&ccedil;a, segue uma linha civilizat&oacute;ria que mais se afasta das op&ccedil;&otilde;es que mercantilizam a vida, enquanto se orienta para proje&ccedil;&otilde;es que garantam o direito &agrave; vida plena, de homens e mulheres de carne e osso sim, porque ideologicamente o nosso percurso colonial separou seres humanos, para distinguir os que se inserem no contrato social dos que ficam fora dele, os selvagens, os bestializados, os escravizados, os diminu&iacute;dos, os segregados, os sobrantes "civilizat&oacute;rios" todos alienados do humano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Abri essa linha de problematiza&ccedil;&atilde;o exatamente com um autor portugu&ecirc;s, at&eacute; para ponderar o lugar de Portugal no experimento colonial e indicar que, desde esse lugar, o modo decolonial &eacute; tamb&eacute;m uma condi&ccedil;&atilde;o para que a liberta&ccedil;&atilde;o e a emancipa&ccedil;&atilde;o sejam poss&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Paulo Freire, t&atilde;o marcante em nossa cultura comum, a desumaniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; destino.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A luta pela humaniza&ccedil;&atilde;o, pelo trabalho livre, pela desaliena&ccedil;&atilde;o, pela afirma&ccedil;&atilde;o dos homens como pessoas, como 'seres para si', esta luta pela humaniza&ccedil;&atilde;o somente &eacute; poss&iacute;vel porque a desumaniza&ccedil;&atilde;o, mesmo que um fato concreto na hist&oacute;ria, n&atilde;o &eacute;, por&eacute;m, destino dado, mas resultado de uma 'ordem' injusta que gera a viol&ecirc;ncia dos opressores e esta, o ser menos. (...) O ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos. E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscarem recuperar sua humanidade, que &eacute; uma forma de cri&aacute;-la, n&atilde;o se sintam opressores, nem se tornem, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. E a&iacute; est&aacute; a grande tarefa humanista e hist&oacute;rica dos oprimidos - libertar-se a si mesmos e aos opressores. (...) S&oacute; o poder que nas&ccedil;a da debilidade dos oprimidos ser&aacute; suficientemente forte para libertar a ambos &#91;6&#93;. </i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com efeito, embora afirmem Ana Claudia Rozo Sandoval e Lu&iacute;s Carlos Santos &#91;7&#93; que:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A disputa pela realidade &eacute; um tra&ccedil;o comum dos fil&oacute;sofos, seja ele interpretando, desconstruindo, criando conceitos, mas o que est&aacute; em causa &eacute; disputar a realidade. E para isso colocamos em crise o solo em que se pisa, como um lugar produzido &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a da produ&ccedil;&atilde;o de um discurso que legitimou historicamente a explora&ccedil;&atilde;o e domina&ccedil;&atilde;o, e o conflito estabelecido ao buscar filosofar-se caiu na armadilha da representa&ccedil;&atilde;o. Este &eacute; um dos primeiros elementos que precisam ser descortinados, a representa&ccedil;&atilde;o. Pois a imagem que se traduziu nos discursos era apenas a europeia. O exerc&iacute;cio de pensar-se, o que &eacute; pr&oacute;prio da filosofia encontra-se no po&ccedil;o sem fundo, no beco sem sa&iacute;da da armadilha da representa&ccedil;&atilde;o europeia moderna, ocidentalizada na contemporaneidade. A perspectiva decolonial (ou estudos Modernidade/colonialidade) e as filosofias africanas colocam em discuss&atilde;o o epistemic&iacute;dio e o semioc&iacute;dio cultural. O conhecimento, e as formas de acess&aacute;-lo, e a diversidade cultural no fazer filos&oacute;fico colocam em evid&ecirc;ncia outros modos de ser e fazer filosofia. Problemas n&atilde;o considerados filos&oacute;ficos come&ccedil;am a ser problemas de interesse de outros sujeitos que foram negados pelo sistema mundo eurocentrado. </i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todavia, o n&uacute;cleo de minha argumenta&ccedil;&atilde;o busca em Boaventura de Sousa Santos sua proposi&ccedil;&atilde;o feita no espa&ccedil;o do F&oacute;rum Social Mundial de Porto Alegre sobre uma bem elaborada proposta para a constitui&ccedil;&atilde;o de uma Universidade Popular dos Movimentos Sociais, atenta a essas exig&ecirc;ncias de um conhecimento emancipat&oacute;rio. Em Boaventura, isso significa constituir oportunidades de emancipa&ccedil;&atilde;o que deem conte&uacute;do eficaz a mecanismos do estado de direito, da democracia e dos direitos humanos, para que n&atilde;o se contrafa&ccedil;am em artificialismos enganosos que esvaziem "alternativas positivas geradas por um pensamento alternativo de alternativas e todas as possibilidades epistemol&oacute;gicas, te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas aptas a realizar a tarefa pol&iacute;tica de superar a domina&ccedil;&atilde;o capitalista, colonialista e patriarcal" &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E o fa&ccedil;o para salientar que esses pontos correspondem, em seus fundamentos, &agrave;s expectativas que defendem uma universidade aberta &agrave; cidadania, preocupada com a forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica dos acad&ecirc;micos e mais democr&aacute;tica. Uma universidade, como lembrava Boaventura de Sousa Santos em sua recente visita &agrave; UnB, consciente de que "o que lhe resta de hegemonia &eacute; o ser um espa&ccedil;o p&uacute;blico onde o debate e a cr&iacute;tica sobre o longo prazo das sociedades se podem realizar com muito menos restri&ccedil;&otilde;es do que &eacute; comum no resto da sociedade" e que encontra no exerc&iacute;cio da pluralidade tolerante a media&ccedil;&atilde;o apta a torn&aacute;-la uma "incubadora de solidariedade e de cidadania ativa".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um modelo assim j&aacute; se apresenta como proposi&ccedil;&atilde;o interpelante da universidade convencional, desde que ela se abra a, pelo menos, duas condi&ccedil;&otilde;es. A primeira &eacute; o dar-se conta da natureza social do processo que lhe cabe desenvolver. N&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o trivial, porque ela implica opor-se &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de "mercadoriza&ccedil;&atilde;o" do ensino e da pesquisa e consequente redu&ccedil;&atilde;o do sentido de indisponibilidade do bem Educa&ccedil;&atilde;o, constitucionalmente definido como um bem p&uacute;blico, processo dram&aacute;tico e cruento em curso autorit&aacute;rio em muitos de nossos pa&iacute;ses, num projeto claramente hostil &agrave; ideia de universidade como valor social e ao conhecimento cr&iacute;tico como elemento nutriente de pr&aacute;ticas e de pensamentos democr&aacute;tico e emancipat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A outra condi&ccedil;&atilde;o &eacute; a de interpelar a universidade para que ela se abra a novos modos de ingresso e de inclus&atilde;o de segmentos dela exclu&iacute;dos, a exemplo das pol&iacute;ticas de a&ccedil;&otilde;es afirmativas. Possibilita, assim, alargar o &acirc;mbito das pautas pedag&oacute;gicas que desenvolve e fazer circular no ambiente do ensino e da pesquisa novos temas, cosmologias plurais, epistemologias mais complexas e um di&aacute;logo mais amplo entre os saberes (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a09fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao fim e ao cabo, concluindo com o recorte que trouxe para meu artigo, na tem&aacute;tica proposta para esta edi&ccedil;&atilde;o de Cultura &amp; Ci&ecirc;ncia, pensar uma Universidade Popular para uma Educa&ccedil;&atilde;o Emancipat&oacute;ria, algo que, a meu ver, transparece nos debates acerca dos compromissos da institui&ccedil;&atilde;o com a realiza&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos, e que libertar-se, emancipar-se, dizemos n&oacute;s em nosso projeto acad&ecirc;mico que denominamos O Direito Achado na Rua: "n&atilde;o &eacute; dom; &eacute; tarefa, que se realiza na Hist&oacute;ria, porque n&atilde;o nos libertamos isoladamente, mas em conjunto". E se ela n&atilde;o existe em si, o Direito de emancipar-se &eacute; comumente a sua express&atilde;o, porque ele &eacute; a sua afirma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rico-social "que acompanha a conscientiza&ccedil;&atilde;o de liberdades antes n&atilde;o pensadas (como em nosso tempo, a das mulheres e das minorias er&oacute;ticas) e de contradi&ccedil;&otilde;es entre as liberdades estabelecidas como a liberdade contratual, que as desigualdades sociais tornam ilus&oacute;ria e que, para buscar o caminho de sua realiza&ccedil;&atilde;o, tem de estabelecer a desigualdade, para nivelar os socialmente desfavorecidos, enquanto ainda existam" &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pensar a diversidade e os direitos humanos na universidade do futuro &eacute; cuidar de problematizar os modos de os conhecer e de os realizar, em raz&atilde;o das lutas para o seu reconhecimento, a partir das quais se constituem como n&uacute;cleo da expans&atilde;o pol&iacute;tica da justi&ccedil;a e condi&ccedil;&atilde;o de legitima&ccedil;&atilde;o das formas de articula&ccedil;&atilde;o do poder e de distribui&ccedil;&atilde;o equitativa dos bens e valores socialmente produzidos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "Interpelar a universidade para que ela se abra a novos modos de ingresso e de inclus&atilde;o de segmentos dela exclu&iacute;dos. Alargar o &acirc;mbito das pautas pedag&oacute;gicas que desenvolve e fazer circular no ambiente do ensino e da pesquisa novos temas, cosmologias plurais, epistemologias mais complexas e um di&aacute;logo mais amplo entre os saberes."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em suma, compreender os direitos humanos dentro de "um programa que d&aacute; conte&uacute;do ao protagonismo humanista, conquanto orienta projetos de vida e percursos emancipat&oacute;rios que levam &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de projetos de sociedade para instaurar espa&ccedil;os recriados pelas lutas sociais pela dignidade" &#91;10&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. REVISTA FORGES/F&oacute;rum da Gest&atilde;o do Ensino Superior nos Pa&iacute;ses e Regi&otilde;es de L&iacute;ngua Portuguesa. Lisboa: FORGES, 2020. Edi&ccedil;&atilde;o Especial. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://edicoes.aforges.org/index.php/revista/issue/view/6/6" target="_blank">https://edicoes.aforges.org/index.php/revista/issue/view/6/6</a>. Acesso em: 11 maio 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123633&pid=S0009-6725202300010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - Stvdia Ivridica 48, Colloquia 6. Coimbra: Coimbra Editora, 1999-2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123635&pid=S0009-6725202300010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. LOUREN&Ccedil;O, E. <i>Mitologia da saudade seguido de Portugal como destino. </i>S&atilde;o Paulo (SP): Companhia das Letras, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123637&pid=S0009-6725202300010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. NUNES, A. J. A. <i>Neoliberalismo e direitos humanos. </i>Rio de Janeiro (RJ): Editora Renovar, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123639&pid=S0009-6725202300010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. MONTEIRO, R. A. <i>Qual desenvolvimento? O deles ou o nosso? </i>2018. Tese (Doutorado em Direito) - Faculdade de Direito, Universidade de Bras&iacute;lia, Distrito Federal, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123641&pid=S0009-6725202300010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. FREIRE, P. <i>Pedagogia do oprimido. </i>11. ed. Rio de Janeiro (RJ): Paz e Terra, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123643&pid=S0009-6725202300010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. SANDOVAL, A. C.; SANTOS, L. C. Estudos decoloniais e filosofia africana: por uma perspectiva outra no ensino da filosofia. <i>Revista P&aacute;ginas de Filosofia, </i>S&atilde;o Paulo, v. 6, n. 2, p.1-18, jul. /dez. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123645&pid=S0009-6725202300010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Universidade Popular dos Movimentos Sociais. Entrevistadora: J&uacute;lia F. Benzaquen. Entrevistado: Boaventura de Sousa Santos. Porto Alegre: F&oacute;rum Social Tem&aacute;tico, 24-29 jan. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123647&pid=S0009-6725202300010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <i>Youtube. </i>Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WK7lARjZO3U" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=WK7lARjZO3U</a>. Acesso em: 08 mar. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123648&pid=S0009-6725202300010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Imagens &amp; Palavras Educ. Soc. , v. 33, v. 120, set. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123649&pid=S0009-6725202300010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> SANTOS, B. de S. <i>Descolonizar</i>: abrindo a hist&oacute;ria do presente. Belo Horizonte (MG): Aut&ecirc;ntica Editora; S&atilde;o Paulo (SP): Boitempo, 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123650&pid=S0009-6725202300010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. SOUSA JUNIOR, J. G. de. <i>O direito como liberdade: </i>o direito achado na rua. Porto Alegre (RS): Sergio Antonio Fabris Editor, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123652&pid=S0009-6725202300010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> SOUSA JUNIOR, J. G. de. <i>Da universidade necess&aacute;ria &agrave; universidade emancipat&oacute;ria. </i> Bras&iacute;lia (DF): Editora UnB, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123653&pid=S0009-6725202300010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> SOUSA JUNIOR, J. G. de. Movimentos sociais nos 50 anos da UnB: construindo uma universidade emancipat&oacute;ria. <i>In:</i> R&Ecirc;SES, E. da S. (org. ). <i>Universidade e movimentos sociais. </i>Belo Horizonte (MG): Fino Tra&ccedil;o Editora, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123654&pid=S0009-6725202300010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. ESCRIV&Atilde;O FILHO, A.; SOUSA JUNIOR, J. G. de<i>. Para um debate te&oacute;rico-conceitual e pol&iacute;tico sobre os direitos humanos. </i> Belo Horizonte (MG): Editora D'Pl&aacute;cido, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123656&pid=S0009-6725202300010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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