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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Instrumentos musicais aumentados: conceitos e possibilidades de aplicações interativas]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aumentação instrumental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317&#45;6660.20260007</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Instrumentos   musicais aumentados: conceitos e possibilidades de aplica&ccedil;ões interativas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>S&eacute;rgio Freire<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor associado da Escola de M&uacute;sica da UFMG, onde desde 1998   coordena as atividades de pesquisa e art&iacute;sticas do Laborat&oacute;rio de Performance   com Sistemas Interativos (LaPIS). Atua nas &aacute;reas de composi&ccedil;&atilde;o, orquestra&ccedil;&atilde;o e   sonologia, tendo sido coordenador do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em M&uacute;sica dessa   institui&ccedil;&atilde;o entre 2009 e 2015. &Eacute; graduado em composi&ccedil;&atilde;o musical, mestre em   sonologia e doutor em comunica&ccedil;&atilde;o e semi&oacute;tica. Seus principais interesses   acad&ecirc;micos e art&iacute;sticos est&atilde;o voltados para as diferentes formas de intera&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica musical ac&uacute;stica e os novos meios tecnol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O   texto aborda as possibilidades de uma pr&aacute;tica musical aumentada, em seus   aspectos t&eacute;cnico&#45;tecnol&oacute;gicos e sonoro&#45;musicais, a partir do reconhecimento da   riqueza das intera&ccedil;ões entre seres humanos e instrumentos musicais, aqui   ilustrada por t&oacute;picos da organologia, da ac&uacute;stica e da performance musical.   Embora o termo aumenta&ccedil;&atilde;o passe a ser utilizado somente ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o das   tecnologias digitais, argumenta&#45;se que esta ideia n&atilde;o &eacute; estranha &agrave; explora&ccedil;&atilde;o   dos instrumentos ac&uacute;sticos em diferentes contextos culturais. &Eacute; tamb&eacute;m   apresentada uma defini&ccedil;&atilde;o de instrumentos musicais aumentados (Miranda e   Wanderley, 2006), suficientemente abrangente para contemplar diferentes   configura&ccedil;ões tecnol&oacute;gicas e explora&ccedil;ões individuais mais recentes. Por fim   apresentamos algumas iniciativas pr&oacute;prias de aumenta&ccedil;&atilde;o instrumental,   acompanhadas de uma discuss&atilde;o mais geral sobre seus desafios e potencial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras&#45;chave:</b> Instrumento musical; Aumenta&ccedil;&atilde;o   instrumental; Pr&aacute;tica musical aumentada; Sistemas musicais interativos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Instrumentos   musicais est&atilde;o presentes nas diferentes culturas do mundo, mesmo quando n&atilde;o s&atilde;o   assim chamados, e envolvem a atua&ccedil;&atilde;o de artesões, fabricantes, praticantes e   apreciadores em diversos n&iacute;veis de expertise. Sua variedade acompanha a grande   diversidade de modos de se produzir vibra&ccedil;ões ac&uacute;sticas perceb&iacute;veis por seres   humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Eles   participam de uma modalidade bastante especial da cogni&ccedil;&atilde;o humana, ao combinar   uma curiosidade natural pelos objetos que nos cercam com os desafios propostos   n&atilde;o s&oacute; pela natureza e transforma&ccedil;ões desses objetos, mas tamb&eacute;m por demandas   advindas das pr&oacute;prias a&ccedil;ões e percep&ccedil;ões que v&atilde;o surgindo nesta explora&ccedil;&atilde;o.   Este processo n&atilde;o se limita a objetos do mundo exterior; pelo contr&aacute;rio, desde   seu nascimento os seres humanos aprendem a se expressar vocalmente, em um   processo que envolve todo o organismo na constru&ccedil;&atilde;o de sua identidade e na   concep&ccedil;&atilde;o de seu meio ambiente.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A rela&ccedil;&atilde;o   entre pessoas e instrumentos musicais sempre foi fortemente influenciada por   desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos, sejam estes conceituais, mec&acirc;nicos, eletroeletr&ocirc;nicos ou digitais."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A rela&ccedil;&atilde;o   entre pessoas e instrumentos musicais sempre foi fortemente influenciada por   desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos, sejam estes conceituais, mec&acirc;nicos,   eletroeletr&ocirc;nicos ou digitais. O presente texto se propõe a apresentar um breve   panorama dos atualmente denominados instrumentos musicais aumentados, incluindo   suas possibilidades, desafios e alguns exemplos. Esta apresenta&ccedil;&atilde;o &eacute; precedida   por uma discuss&atilde;o de aspectos importantes dos instrumentos musicais ac&uacute;sticos,   tais como sua natureza, produ&ccedil;&atilde;o sonora e performance.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Elementos   de organologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A organologia   &eacute; um ramo da musicologia que consiste no "estudo dos instrumentos musicais em   termos de sua hist&oacute;ria e fun&ccedil;&atilde;o social, design, constru&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o com a   performance".<sup>&#91;1&#93;</sup> Uma das sistematiza&ccedil;ões mais utilizadas &eacute; aquela   realizada por Erich von Hornbostel e Curt Sachs,<sup>&#91;2&#93;</sup> que divide os   instrumentos em quatro grandes grupos: idiofones, membranofones, cordofones e   aerofones. Em uma extens&atilde;o posterior proposta por Francis Galpin,<sup>&#91;3&#93;</sup> foram tamb&eacute;m inclu&iacute;dos os eletrofones.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os idiofones   s&atilde;o definidos como "instrumentos que produzem seu som atrav&eacute;s de vibra&ccedil;ões da   subst&acirc;ncia do pr&oacute;prio instrumento", podendo ser percutidos, raspados, pin&ccedil;ados,   friccionados ou soprados (Brown, 2001)<sup>&#91;4&#93;</sup>. Subst&acirc;ncias como metal   (sinos, pratos, tri&acirc;ngulos), madeira (blocos, xilofones), pedra e vidro s&atilde;o   amplamente utilizadas. Os membranofones produzem sons por meio da percuss&atilde;o,   fric&ccedil;&atilde;o ou mesmo da resson&acirc;ncia por simpatia de membranas tensionadas (em alguns   casos esta tens&atilde;o pode ser variada durante a performance). J&aacute; os cordofones   produzem seu som por meio de vibra&ccedil;ões de cordas tensionadas, dentre os quais   se incluem o piano, viol&atilde;o e harpa. Os aerofones exploram vibra&ccedil;ões que se   formam no pr&oacute;prio ar, esteja este confinado pelo corpo do instrumento ou n&atilde;o,   como no caso do zumbidor ou <i>bullroarer</i>.<sup>&#91;5&#93;</sup>. Os eletrofones   vieram preencher uma lacuna importante da organologia do s&eacute;culo XX (basta se   lembrar da grande difus&atilde;o da guitarra el&eacute;trica e de &oacute;rg&atilde;os eletr&ocirc;nicos), tendo   como caracter&iacute;stica comum a difus&atilde;o sonora por meio de alto&#45;falantes. Aqui os   instrumentos aparecem associados a termos tais como eletr&ocirc;nico, eletromec&acirc;nico   e eletroac&uacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A   classifica&ccedil;&atilde;o de Sachs&#45;Hornbostel est&aacute; ancorada na natureza dos materiais nos   quais ocorrem os principais processos ac&uacute;sticos de reflex&atilde;o de impulsos e ondas   (que sustentam e caracterizam as vibra&ccedil;ões), difus&atilde;o sonora (que faz o som   chegar at&eacute; n&oacute;s) e demais perdas energ&eacute;ticas (calor, atrito, etc.).<sup>&#91;6&#93;</sup> Cada um dos quatro grupos (sem levar em conta os eletrofones) apresenta   diferentes subdivisões, que abordam aspectos mais espec&iacute;ficos de cada tipo de   instrumento catalogado, ilustrando a riqueza das estrat&eacute;gias desenvolvidas por   diferentes culturas. J&aacute; os eletrofones s&atilde;o mais dif&iacute;ceis de se categorizar,   dada a grande facilidade de combina&ccedil;ões de componentes eletroeletr&ocirc;nicos, e do   advento das tecnologias digitais com sua crescente capacidade de modela&ccedil;&atilde;o de   sistemas f&iacute;sicos. De modo geral, os instrumentos apresentam intera&ccedil;ões   complexas entre diferentes elementos vibrantes. O violino, por exemplo, tem as   cordas friccionadas por um arco como elemento vibrat&oacute;rio prim&aacute;rio. Suas cordas   est&atilde;o acopladas ao tampo do instrumento por meio de um cavalete, que transmite   e filtra essas vibra&ccedil;ões. As vibra&ccedil;ões do tampo s&atilde;o transmitidas para o   restante do instrumento, incluindo sua caixa de resson&acirc;ncia preenchida por ar.   A sonoridade final &eacute; uma mistura das vibra&ccedil;ões das cordas, filtradas por   elementos r&iacute;gidos e pelas resson&acirc;ncias do volume de ar contido no instrumento,   portando caracter&iacute;sticas de tr&ecirc;s diferentes grupos instrumentais. Um outro   exemplo &eacute; dado pela vibra&ccedil;&atilde;o de palhetas de madeira em contato com os l&aacute;bios dos   m&uacute;sicos e acopladas a um tubo, caracter&iacute;stica de diferentes instrumentos de   sopro. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a07fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>A   complexidade da produ&ccedil;&atilde;o sonora nos instrumentos musicais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">De um ponto   de vista ac&uacute;stico pode&#45;se, de maneira bem geral, assumir que os aerofones e   cordofones produzem vibra&ccedil;ões em uma dimens&atilde;o espacial principal (com   capacidade de gerar uma s&eacute;rie harm&ocirc;nica, com componentes espa&ccedil;ados por   m&uacute;ltiplos inteiros de uma fundamental), enquanto membranofones vibram   preferencialmente em duas dimensões, e idiofones podem produzir vibra&ccedil;ões em   tr&ecirc;s dimensões. Os dois primeiros grupos tendem a produzir notas musicais   (percebidas como uma &uacute;nica altura definida), enquanto os dois &uacute;ltimos tendem a   produzir sons mais complexos e inarm&ocirc;nicos (seja como combina&ccedil;ões de   componentes espa&ccedil;ados sem rela&ccedil;&atilde;o harm&ocirc;nica, seja como faixas de ru&iacute;do). Por   outro lado, afastamentos dos modos de vibra&ccedil;&atilde;o ideais das cordas e tubos podem   gerar s&eacute;ries inarm&ocirc;nicas, enquanto formas espec&iacute;ficas de idiofones e   acoplamentos com caixas de resson&acirc;ncia podem gerar notas em membranofones e   idiofones.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A&ccedil;&otilde;es   realizadas pelos m&uacute;sicos podem ser captadas por meio do som que produzem e/ou por meio de seus gestos."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As primeiras   tentativas de s&iacute;ntese sonora de sons instrumentais n&atilde;o foram bem&#45;sucedidas, e   este campo ainda oferece grandes desafios na atualidade. Esses desafios s&atilde;o   grandes e variados, e mencionamos aqui tr&ecirc;s deles. Primeiramente, nenhum   instrumento est&aacute; limitado &agrave;s vibra&ccedil;ões b&aacute;sicas de seu material prim&aacute;rio, sejam   cordas, colunas de ar, membranas ou s&oacute;lidos, contando com intera&ccedil;ões complexas   entre seus elementos, como j&aacute; apresentado no caso do violino e das palhetas. Em   segundo lugar, eles devem e precisam ser tocados para produzir som, e isto   implica em uma s&eacute;rie de escolhas de performance, vari&aacute;veis com cada um deles.   Some&#45;se a isto o fato de que a trajet&oacute;ria energ&eacute;tica das vibra&ccedil;ões &eacute; controlada   por a&ccedil;ões humanas, que contam com uma variabilidade essencial, mesmo em gestos   pontuais. Finalmente, os instrumentos possuem formatos distintos, com   diferentes capacidades de difundir espacialmente as vibra&ccedil;ões.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na discuss&atilde;o   da rela&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sicos com seus instrumentos o conceito de <i>affordance</i> tem sido bastante utilizado. &Eacute; um termo criado por J. Gibson em sua abordagem   ecol&oacute;gica da percep&ccedil;&atilde;o: "aquilo que as coisas oferecem, por bem ou por mal".<sup> &#91;7&#93;</sup> Embora n&atilde;o tenhamos uma palavra &uacute;nica para sua tradu&ccedil;&atilde;o, a express&atilde;o   "possibilidade(s) de a&ccedil;&atilde;o" oferece uma vers&atilde;o fiel de seu significado original.   Erik Clark aplicou este termo &agrave; m&uacute;sica, n&atilde;o apenas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;ões   instrumentais, mas tamb&eacute;m a processos cognitivos. Trazendo mais uma vez o   violino como exemplo: o arco usado para friccionar cordas oferece diversas   possibilidades para a produ&ccedil;&atilde;o sonora. Sua posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; corda   (dist&acirc;ncia do cavalete, regi&atilde;o utilizada na fric&ccedil;&atilde;o, inclina&ccedil;&atilde;o no contato), a   press&atilde;o exercida e a velocidade de deslocamento s&atilde;o controladas pelo m&uacute;sico de   modo a obter os sons desejados para uma performance. Essas<i> affordances</i>,   ao mesmo tempo, em que limitam as possibilidades (o que, afinal, far&aacute; um   violino soar como tal) exigem tamb&eacute;m um dom&iacute;nio t&eacute;cnico especializado para que   as diferentes nuances sonoras pretendidas se manifestem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A evolu&ccedil;&atilde;o   das <i>affordances</i> instrumentais, uma esp&eacute;cie de aumenta&ccedil;&atilde;o anterior &agrave; era   digital, &eacute; determinada pela conflu&ecirc;ncia de diversos fatores: explora&ccedil;&atilde;o dos   instrumentos para al&eacute;m de seus limites usuais, modifica&ccedil;ões trazidas pelos   construtores, adapta&ccedil;&atilde;o aos espa&ccedil;os de performance, emula&ccedil;&atilde;o dos sons de outros   instrumentos, demandas do repert&oacute;rio, novas combina&ccedil;ões em grupos, dentre   outras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Ideias   em torno ao instrumento musical aumentado</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O termo   instrumento musical aumentado est&aacute; diretamente ligado ao uso do conceito de   realidade aumentada, que passa ser utilizado a partir da d&eacute;cada de 1990 para   identificar ambientes nos quais elementos de realidade virtual do tipo imersiva   se misturam ao ambiente real, propiciando uma experi&ecirc;ncia h&iacute;brida. Nesta mesma   &eacute;poca surgem diversas iniciativas que associam a performance em instrumentos   ac&uacute;sticos com componentes da tecnologia digital.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2006,   Miranda e Wanderley publicam a seguinte defini&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><i>"Instrumentos     aumentados, tamb&eacute;m chamados de instrumentos estendidos, h&iacute;bridos ou     hiperinstrumentos, s&atilde;o instrumentos musicais ac&uacute;sticos (&agrave;s vezes el&eacute;tricos)     ampliados pela adi&ccedil;&atilde;o de diversos sensores, proporcionando aos m&uacute;sicos a     capacidade de controlar par&acirc;metros sonoros ou musicais adicionais. O     instrumento original mant&eacute;m todas as suas caracter&iacute;sticas padr&atilde;o, no sentido de     que continua a produzir os mesmos sons que normalmente produziria, mas com a     adi&ccedil;&atilde;o de recursos extras que podem aumentar consideravelmente sua     funcionalidade."<sup>&#91;8&#93;</sup></i></font></p> </blockquote>      <p><font size="2" face="verdana">Os autores   tamb&eacute;m apresentam diferentes projetos de instrumentos de corda, sopros e   percuss&atilde;o aumentados desenvolvidos at&eacute; ent&atilde;o, dentre os quais o Disklavier   (Yamaha), hiperinstrumentos de cordas (MIT), meta&#45;trompetes, meta&#45;saxofones e   flautas aumentadas. De um ponto de vista mais atual, e bastante influenciado   pela experi&ecirc;ncia pessoal adquirida neste campo, apresento aqui algumas   possibilidades de "recursos extras" que podem contribuir para uma efetiva   amplia&ccedil;&atilde;o da <i>affordance</i> instrumental em diferentes situa&ccedil;ões de pr&aacute;tica   musical aumentada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A&ccedil;ões realizadas pelos m&uacute;sicos podem ser captadas por meio do som que   produzem e/ou por meio de seus gestos. A aquisi&ccedil;&atilde;o sonora pode ser feita por   microfones ou captadores; a gestual por meio de diferentes sensores acoplados   ao instrumento ou ao corpo do m&uacute;sico ou ainda por an&aacute;lise de imagens. Por outro   lado, o resultado sonoro da aumenta&ccedil;&atilde;o &eacute; normalmente difundido por   alto&#45;falantes, encontrando&#45;se tamb&eacute;m o uso de atuadores &#45; transdutores   eletromec&acirc;nicos que transmitem vibra&ccedil;ões ao corpo do instrumento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A forma mais   comum de aumenta&ccedil;&atilde;o &eacute; o processamento digital dos sons captados, utilizando&#45;se   diferentes efeitos que transformam o som original; no entanto, devido a seu uso   extenso e bastante padronizado na produ&ccedil;&atilde;o musical, em muitos casos os   instrumentistas n&atilde;o chegam a considerar isto uma nova <i>affordance</i>, j&aacute; que   estes efeitos podem inclusive serem adicionados ap&oacute;s a performance. Por outro   lado, processamentos simples podem trazer um grande engajamento dos m&uacute;sicos   quando acrescentam uma nova caracter&iacute;stica a seu instrumento, como p. ex. a   possibilidade de violões produzirem sons prolongados ou violinos produzirem   facilmente sons inarm&ocirc;nicos. A guitarra el&eacute;trica ocupa um lugar h&iacute;brido nesta   quest&atilde;o, pois, ao mesmo tempo que necessita da cadeia eletroac&uacute;stica para   definir suas diferentes sonoridades "originais", tamb&eacute;m est&aacute; aberta a   explora&ccedil;ões que flertam com a ideia de aumenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Trabalhos   colaborativos s&atilde;o bastante comuns e gratificantes, integrando expertises instrumentais, art&iacute;sticas e tecnol&oacute;gicas."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os   processamentos digitais adaptativos, que regulam seus par&acirc;metros a partir de   caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas do som de entrada, j&aacute; oferecem mais desafios e   interatividade para a performance. Nesses casos, o tipo de material sonoro   produzido interfere diretamente no resultado musical e, por consequ&ecirc;ncia, na   forma de se tocar. Os chamados sistemas musicais interativos, capazes de   interpretar de diferentes maneiras os sons que est&atilde;o sendo tocados e propor   di&aacute;logos, estendem ainda mais essas possibilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outras   possibilidades e desafios ocorrem quando se trabalha com a multiplica&ccedil;&atilde;o   virtual de um instrumento, seja com o uso de simples atrasos temporais com ou   sem repeti&ccedil;ões (os chamados <i>delays</i> ou <i>loops</i>) ou por meio de   complexas transforma&ccedil;ões sonoras, normalmente acompanhados de alguma difus&atilde;o   espacial. Tocar em conjunto com c&oacute;pias fidedignas ou alteradas do material   musical que acabou de ser tocado &eacute; um campo bastante explorado em diversas   pr&aacute;ticas musicais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sensores de   diferentes tipos s&atilde;o utilizados em instrumentos aumentados: de for&ccedil;a, de   dist&acirc;ncia, aceler&ocirc;metros, girosc&oacute;pios, superf&iacute;cies capacitivas, e outros   conversores digitais de varia&ccedil;ões de energia. O grande desafio neste uso &eacute; o   mapeamento (e a   an&aacute;lise) das informa&ccedil;ões geradas por estes dispositivos para uma intera&ccedil;&atilde;o   efetiva com a performance humana e com os processamentos sonoros em jogo. Boa   parte da literatura relativa a novas interfaces para a express&atilde;o musical, incluindo&#45;se tamb&eacute;m os instrumentos puramente digitais, &eacute; dedicada a este tema,   como demonstram os trabalhos apresentados desde 2001 no evento NIME (<i>New Interfaces for Musical   Expression</i>),   dispon&iacute;veis em: <a href="https://nime.org/papers/" target="_blank">https://nime.org/papers/</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O mapeamento e a an&aacute;lise de informa&ccedil;ões de perfomance podem tamb&eacute;m   comandar processos visuais, sejam de ilumina&ccedil;&atilde;o, de altera&ccedil;&atilde;o de imagens   captadas ao vivo, ou de diferentes tipos de anima&ccedil;&atilde;o, com o uso de protocolos   de troca de informa&ccedil;ões entre sistemas de processamento de som e de imagens. Em   pr&aacute;ticas coletivas, as possibilidades de intermodula&ccedil;ões entre diferentes   instrumentos tamb&eacute;m representam um campo f&eacute;rtil de explora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cada uma   dessas possibilidades, em separado ou em combina&ccedil;ões, traz desafios   consider&aacute;veis para a performance, ao propor novas <i>affordances</i> gestuais e   musicais. Para exemplificar alguns desses usos, ser&atilde;o apresentados tr&ecirc;s   projetos desenvolvidos em nosso laborat&oacute;rio nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Alguns   exemplos de aplica&ccedil;ões interativas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pandora &eacute; um   instrumento aumentado desenvolvido desde 2005, caracterizado sucintamente como   um tambor (uma caixa&#45;clara) tocado &agrave; dist&acirc;ncia. S&atilde;o utilizados sensores de   movimento e um alto&#45;falante dentro da caixa, bem pr&oacute;ximo &agrave; pele inferior. O   instrumento ac&uacute;stico permanece o mesmo, mas os sensores est&atilde;o em sua quarta   vers&atilde;o, devido &agrave; r&aacute;pida obsolesc&ecirc;ncia e desenvolvimento deles. Atualmente est&atilde;o   em uso duas unidades de medi&ccedil;&atilde;o inercial sem fio, capazes de transmitir   informa&ccedil;ões de acelera&ccedil;&atilde;o linear, velocidade angular e atitude espacial nos   tr&ecirc;s eixos cartesianos. Neste caso, a aumenta&ccedil;&atilde;o se d&aacute; em duas frentes   principais: uma maior variedade de gestos capazes de gerar sons no instrumento,   o que modifica bastante as <i>affordances</i> gestuais de uma performance   percussiva, e uma maior diversidade de sonoridades produzidas, seja por s&iacute;ntese   ou processamento sonoro comandados pelos gestos. Al&eacute;m de performances solo,   este instrumento tem sido explorado em diferentes combina&ccedil;ões instrumentais e   perform&aacute;ticas. Maiores informa&ccedil;ões e links para grava&ccedil;ões de performances podem   ser acessadas em: <a href="https://musica.ufmg.br/lapis/projects/pandora/" target="_blank">https://musica.ufmg.br/lapis/projects/pandora/</a> (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a07fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O viol&atilde;o   GuiaRT &eacute; outro instrumento aumentado desenvolvido no LaPIS a partir de 2011,   que consiste em um instrumento com cordas de nylon com capta&ccedil;&atilde;o hexaf&ocirc;nica (com   um captador piezoel&eacute;trico por corda) e um conjunto de ferramentas de an&aacute;lise de   &aacute;udio em tempo real para transcri&ccedil;&atilde;o e varia&ccedil;&atilde;o de trechos tocados.<sup>&#91;9&#93;</sup> Para a amplia&ccedil;&atilde;o gestual, utiliza&#45;se um conjunto de pedais e eventualmente   sensores de movimento. As possibilidades sonoras oferecem instrumentos virtuais   de sonoridade semelhante ao instrumento ac&uacute;stico (atualmente em n&uacute;mero de tr&ecirc;s,   que nos parece um bom limite para situa&ccedil;ões interativas), prolongamento e   transforma&ccedil;ões dos sons. &Eacute; um instrumento em uso constante em pesquisas   acad&ecirc;micas voltadas tanto para a an&aacute;lise de performance quanto para a cria&ccedil;&atilde;o   interativa. M&uacute;sicas desenvolvidas especialmente para este instrumento podem ser   acessadas em: <a href="https://musica.ufmg.br/lapis/projects/guiart/musics/" target="_blank">https://musica.ufmg.br/lapis/projects/guiart/musics/</a>.   Mais recentemente desenvolvemos o sistema interativo Obi&eacute;, um conjunto de   ferramentas de an&aacute;lise e processamento de som em tempo real para aplica&ccedil;ões   interativas, inspirado pelo trabalho de Pierre Schaeffer. Schaeffer foi o   criador da m&uacute;sica concreta no final dos anos 1940, e dedicou&#45;se intensamente &agrave;   escuta tecnologicamente mediada e suas implica&ccedil;ões cognitivas. Em seus escritos   te&oacute;ricos, definiu sete crit&eacute;rios perceptivos a partir da pr&aacute;tica de uma escuta   reduzida, que consiste, bem resumidamente, em escutar os sons por si mesmo, se   abstraindo de suas fontes e significados. Esses crit&eacute;rios s&atilde;o: massa, din&acirc;mica,   timbre harm&ocirc;nico, perfil mel&oacute;dico, perfil de massa, <i>allure</i> e gr&atilde;o (para   maiores detalhes ver Schaeffer, 1966<sup>&#91;10&#93;</sup>;   Freire et al., 2022<sup>&#91;11&#93;</sup>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Inicialmente   focado em instrumentos de percuss&atilde;o, as ferramentas do Obi&eacute; s&atilde;o tamb&eacute;m aplicadas a outros instrumentos sem   necessidade de modifica&ccedil;&atilde;o ou acr&eacute;scimo de sensores nos instrumentos, bastando   uma capta&ccedil;&atilde;o sonora adequada. Pode&#45;se com isto criar um arcabou&ccedil;o sonoro&#45;conceitual b&aacute;sico, compartilh&aacute;vel   entre todos os envolvidos. Seu maior desafio &eacute;   o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de intera&ccedil;&atilde;o entre a performance   instrumental e sua amplia&ccedil;&atilde;o sonora, que se renovam com a colabora&ccedil;&atilde;o de novos   m&uacute;sicos e tipos instrumentais. Diferentes performances, individuais e   coletivas, explorando diversas dessas ferramentas podem ser vistas em: <a href="https://www.youtube.com/@lapisufmg5465" target="_blank">https://www.youtube.com/@lapisufmg5465</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;ões   finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pr&aacute;tica com   instrumentos aumentados se insere em uma rica tradi&ccedil;&atilde;o de performance   instrumental, brevemente caracterizada nas se&ccedil;ões iniciais deste texto, e ainda   est&aacute; longe de contar com uma ampla difus&atilde;o em diferentes meios musicais. As   razões para tal fato s&atilde;o variadas, combinando fatores culturais, educacionais,   tecnol&oacute;gicos e econ&ocirc;micos. A fluidez das configura&ccedil;ões propiciadas pela   tecnologia digital, ao mesmo tempo, em que amplia as possibilidades de   experimenta&ccedil;&atilde;o, dificulta o surgimento de instrumentos aumentados mais est&aacute;veis   e compartilh&aacute;veis. Junte&#45;se a isto o n&uacute;mero consideravelmente reduzido de   apresenta&ccedil;ões art&iacute;sticas espec&iacute;ficas e a falta de um repert&oacute;rio fixo, que   dificultam a forma&ccedil;&atilde;o de um ambiente musical mais amplo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do lado dos   m&uacute;sicos profissionais, a necessidade de se praticar com configura&ccedil;ões   tecnol&oacute;gicas normalmente complexas (raramente dispon&iacute;veis em seus locais de   estudo) impede uma explora&ccedil;&atilde;o mais efetiva e comprometida com as novas   possibilidades abertas pela aumenta&ccedil;&atilde;o. A maioria dessas aplica&ccedil;ões exige algum   dom&iacute;nio de programa&ccedil;&atilde;o, configurando outro fator dificultador. Frente a isto,   trabalhos colaborativos s&atilde;o bastante comuns e gratificantes, integrando   expertises instrumentais, art&iacute;sticas e tecnol&oacute;gicas. Em nossa experi&ecirc;ncia, uma   concep&ccedil;&atilde;o modular capaz de integrar diferentes perfis, instrumentos e   tecnologias tem se mostrado mais efetiva do que trabalhar com estruturas e   sistemas mais fechados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do ponto de   vista educacional, seu uso pode ser bastante efetivo, ao possibilitar que   pessoas sem muito dom&iacute;nio instrumental possam explorar uma paleta sonora mais   variada do que a normalmente oferecida por m&eacute;todos de inicia&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de agu&ccedil;ar   a percep&ccedil;&atilde;o sonoro&#45;musical para al&eacute;m de seus elementos b&aacute;sicos. Isto tamb&eacute;m se   aplica a m&uacute;sicos e amadores com uma t&eacute;cnica instrumental intermedi&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Contribui&ccedil;ões do aprendizado de m&aacute;quina e da intelig&ecirc;ncia artificial vem   sendo rapidamente incorporadas a todos os ramos de atividades, e o setor dos   instrumentos musicais certamente n&atilde;o &eacute; uma exce&ccedil;&atilde;o. Mas no caso de sua pr&aacute;tica   e frui&ccedil;&atilde;o, nem sempre fazer as tarefas de forma mais r&aacute;pida e f&aacute;cil significa   fazer melhor: a lida das pessoas com seus instrumentos que fazem sons e a   aprecia&ccedil;&atilde;o de seus resultados em um tempo pr&oacute;prio, que podemos propriamente   chamar de musical, permanece uma caracter&iacute;stica essencialmente humana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O   desenvolvimento desses instrumentos em nosso laborat&oacute;rio conta com apoio   financeiro continuado das ag&ecirc;ncias brasileiras CNPq, Fapemig e Capes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conflitos de interesse</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o h&aacute; conflitos de   interesse relacionados ao conte&uacute;do deste texto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;1&#93;   LIBIN, Laurence. Organology. Grove Music Online. Editado por Deane Root.   Publicado em 20 de janeiro de 2001. Acessado em 12 de janeiro de 2026.   <a href="http://www.oxfordmusiconline.com" target="_blank">http://www.oxfordmusiconline.com</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143923&pid=S0009-6725202600010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;2&#93;   HORNBOSTEL, Erich Moritz von e SACHS, Curt. Systematik der Musikinstrumente.   Ein Versuch. Zeitschrift f&uuml;r Ethnologie, n. 46, v. 4/5, p. 553–90, 1914.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143924&pid=S0009-6725202600010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;3&#93;   GALPIN, Francis William. A Textbook of European Musical Instruments: Their   Origin, History and Character. Londres, William &amp; Norgate, 1937. 256 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143926&pid=S0009-6725202600010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;4&#93;   BROWN, Howard Mayer. Idiophone. Grove Music Online. Editado por Deane Root.   Publicado em 20 de janeiro de 2001. Acessado em 12 de janeiro de 2026.   <a href="http://www.oxfordmusiconline.com" target="_blank">http://www.oxfordmusiconline.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143928&pid=S0009-6725202600010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;5&#93;   BROWN, Howard Mayer. Aerophone. Grove Music Online. Editado por Deane Root.   Publicado em 20 de janeiro de 2001. Acessado em 12 de janeiro de 2026.   <a href="http://www.oxfordmusiconline.com" target="_blank">http://www.oxfordmusiconline.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143930&pid=S0009-6725202600010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;6&#93;   HELLER, Eric Johnson. Why You Hear What You Hear: An Experiential Approach to   Sound, Music, and Psychoacoustics. Princeton, Princeton University Press, 2013,   590 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143932&pid=S0009-6725202600010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;7&#93;   CLARKE, Erik Fillenz. Ways of Listening. An Ecological Approach to the   Perception of Musical Meaning. Nova Iorque, Oxford University Press, 2005, 237   p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143934&pid=S0009-6725202600010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;8&#93;   MIRANDA, Eduardo e WANDERLEY, Marcelo. New Digital Musical Instruments: Control   and Interaction Beyond the Keyboard. Middletown, A&#45;R Editions, 2006. 295 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143936&pid=S0009-6725202600010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;9&#93;   FREIRE, S&eacute;rgio; ARMONDES, Augusto; SILVA, Rubens. Real&#45;Time Symbolic   Transcription and Interactive Transformation Using a Hexaphonic Nylon&#45;String   Guitar. Computer Music Journal, n. 45, v. 4, p. 20&#45;39, 2021.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143938&pid=S0009-6725202600010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;10&#93;   SCHAEFFER, Pierre. Trait&eacute; des Objets Musicaux. Paris, Seuil, 1966, 701 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143940&pid=S0009-6725202600010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;11&#93;   FREIRE, S&eacute;rgio; PADOVANI, Jos&eacute; Henrique; CAMPOS, Caio. Schaeffer's Solf&egrave;ge,   Percussion, Audio Descriptors: Towards an Interactive Musical System. V&oacute;rtex   Music Journal, v. 10, n. 1, p. 1&#45;20, 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143942&pid=S0009-6725202600010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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