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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20260011</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Música: um saber em ato]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Bahia Escola de Música ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317&#45;6660.20260011</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>M&uacute;sica:   um saber em ato</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Paulo Costa Lima<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor titular de Composi&ccedil;&atilde;o da Escola de M&uacute;sica da   Universidade Federal da Bahia. Pesquisador Produtividade pelo CNPq desde 2003.   Ocupante da cadeira 21 da centen&aacute;ria Academia Brasileira de M&uacute;sica (2014), da   Academia de Letras da Bahia (2009). Membro&#45;Fundador da Academia de Ci&ecirc;ncias da Bahia (2011).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Lugar   de fala: compor, analisar, conhecer</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Meu lugar de   fala &eacute; o compor<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>i</sup></a>. E assim, a partir dessa perspectiva, pretendo   refletir sobre a multifacetada coexist&ecirc;ncia de m&uacute;sica e ci&ecirc;ncia. Uma vis&atilde;o   cr&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De forma   objetiva esse tema incide sobre o cerne da minha atividade cotidiana ao longo   de d&eacute;cadas: a rela&ccedil;&atilde;o entre composi&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise (teoria). O pensar de forma   sistem&aacute;tica sobre m&uacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata&#45;se de   uma rela&ccedil;&atilde;o bifronte, pois a atividade anal&iacute;tica &eacute; tanto uma parte   significativa do pr&oacute;prio compor, como uma atividade interpretativa em si   mesma.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dizemos "n&atilde;o"   a uma tradicional concep&ccedil;&atilde;o que imagina a an&aacute;lise como adjunta pragm&aacute;tica do   compor (uma esp&eacute;cie de bengala). &Eacute; bem mais, constitui o objeto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como   atividade interpretativa põe em movimento a musicologia hist&oacute;rica, o ensino de   teoria e an&aacute;lise, o embasamento de disserta&ccedil;ões e teses, a elabora&ccedil;&atilde;o de notas   de programas de concerto, e mesmo os meus posts no Instagram<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>ii</sup></a>…</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 1885,   Guido Adler publicou um trabalho referencial: uma tabela abrangente dos saberes   musicais, <i>System der Musikwissenschaft</i> (Sistema de uma Ci&ecirc;ncia da M&uacute;sica).<a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>iii</sup></a> Ou   seja, Musicologia. Um marco.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com isso,   conseguiu instituir, na era recente, uma ci&ecirc;ncia aut&ocirc;noma da m&uacute;sica, n&atilde;o   subordinada &agrave; filologia cl&aacute;ssica ou &agrave; est&eacute;tica filos&oacute;fica pura. E espa&ccedil;o nas   universidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dividiu sua   tabela em dois grandes ramos: o hist&oacute;rico e o sistem&aacute;tico, uma solu&ccedil;&atilde;o   engenhosa, evitando que a teoria e mesmo a psicologia fossem apenas auxiliares   da hist&oacute;ria. Antecipou a interdisciplinaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No primeiro   ramo: A hist&oacute;ria da m&uacute;sica, dos estilos, das escolas, as biografias, a   paleografia, a cr&iacute;tica das fontes. Ou seja: como a m&uacute;sica se transformou no   tempo?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No segundo: a   teoria, a est&eacute;tica, a psicologia, a fisiologia, a ac&uacute;stica e a pedagogia. Ou   seja: Quais as leis e estruturas da m&uacute;sica?</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">E, para al&eacute;m   dessas duas categorias fundamentais, cria uma esp&eacute;cie de campo transversal, a   Musicologia Comparada, que vai revolucionar o s&eacute;culo seguinte: a investiga&ccedil;&atilde;o   comparativa das formas e modos de pensamento musical dos povos. A   etnomusicologia<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>iv</sup></a>.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A m&uacute;sica   passa a ser compreendida n&atilde;o apenas como organiza&ccedil;&atilde;o sonora, mas como campo de   proje&ccedil;ões subjetivas e constru&ccedil;ões de sentido."</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Adler   e o ponto cego da musicologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ora, nossa   revisita a Adler n&atilde;o &eacute; sem segundas inten&ccedil;ões. Queremos apontar algo bastante   surpreendente: n&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia alguma &agrave; cria&ccedil;&atilde;o musical, que assim desaparece   como problema epistemol&oacute;gico. N&atilde;o seria um dos saberes musicais?</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essa lacuna   n&atilde;o &eacute; acidental: ela &eacute; constitutiva do projeto positivista e historicista do   final do S&eacute;culo XIX. Adler precisava garantir a cientificidade por exclus&atilde;o,   pois esse exclu&iacute;do seria o objeto de estudo. O compor sendo visto como algo   "subjetivo demais".</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao assumir o   compor como lugar de fala, sinalizo a necessidade de uma perspectiva   cr&iacute;tica com rela&ccedil;&atilde;o a essa arruma&ccedil;&atilde;o das coisas, o que inclui a cr&iacute;tica ao   modelo de Adler e todos os seus herdeiros, que deixam de reconhecer a cria&ccedil;&atilde;o   como um saber.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o esquecer:   a teoria da m&uacute;sica tem hist&oacute;ria milenar. Aristoxeno de Tarento escreveu um   tratado sobre Ritmo h&aacute; mais de dois mil&ecirc;nios e o que disse reverbera ainda hoje<a name="tx05"></a><a href="#nt05"><sup>v</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ele entendeu   que altura, intensidade e timbre s&atilde;o fenom&ecirc;nicos e ritmo &eacute; relacional. Ora,   isso &eacute; algo que a neuroci&ecirc;ncia recupera hoje a partir do estudo da rela&ccedil;&atilde;o   entre o c&oacute;rtex e o cerebelo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Portanto, n&atilde;o   faz sentido acreditar que a capacidade de investigar a m&uacute;sica tenha surgido   apenas a partir da ci&ecirc;ncia moderna, e apenas no Ocidente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse efeito   de cr&iacute;tica tamb&eacute;m surge da pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia m&uacute;sica. Imposs&iacute;vel negar a   coer&ecirc;ncia e sistematicidade presentes na m&uacute;sica medieval de um Guillaume de   Machaut, cerca de 1300, com sua Missa de Notre Dame. Ou nos ritmos do candombl&eacute;   da Bahia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coer&ecirc;ncia   sonora, a captura de um sentido de espa&ccedil;o nas estruturas, a catedral sonora,   digamos assim &#151; a grande met&aacute;fora da episteme medieval. H&aacute; um pesquisador   atuando, alguns s&eacute;culos antes de surgir o conceito de pesquisa tal como o   entendemos hoje.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Olhando por   esse &acirc;ngulo, parece dif&iacute;cil negar uma grande contribui&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica, e das   artes, para a maturidade cognitiva que vai dar suporte &agrave; ruptura epistemol&oacute;gica   de um Galileu ou Descartes. A quest&atilde;o se inverte. Mas ningu&eacute;m criou uma   "cienciologia" para investigar as ci&ecirc;ncias a partir das artes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Horizontes anal&iacute;ticos: uma ci&ecirc;ncia plural da m&uacute;sica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Voltando ao   percurso iniciado por Adler, vemos que foi aberto um campo que, ao longo do S&eacute;culo   XX e XXI, precisou se reorganizar tanto para aprofundar suas propostas iniciais   como para enfrentar suas omissões. Vejamos uma breve s&iacute;ntese dos horizontes   tem&aacute;ticos (ou janelas) assim desenvolvidos:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>i) Estrutura ampliada</i>: o n&uacute;cleo mais diretamente   herdeiro do ramo sistem&aacute;tico re&uacute;ne abordagens empenhadas em modelar a   organiza&ccedil;&atilde;o interna da m&uacute;sica. A <b>teoria tradicional</b>(an&aacute;lise   harm&ocirc;nica, contraponto<a name="tx06"></a><a href="#nt06"><sup>vi</sup></a> e forma, ensinados hoje nos cursos   de gradua&ccedil;&atilde;o em m&uacute;sica, al&eacute;m   da tradicional musicologia)<a name="tx07"></a><a href="#nt07"><sup>vii</sup></a>; a <b>an&aacute;lise schenkeriana</b>,   que articula atrav&eacute;s da ferramenta da redu&ccedil;&atilde;o eventos da contiguidade   (vizinhan&ccedil;as de superf&iacute;cie) com eventos de longa dura&ccedil;&atilde;o (estrutura, <i>Ursatz</i>)<a name="tx08"></a><a href="#nt08"><sup>viii</sup></a>;   os <b>estudos mot&iacute;vicos</b>(a&iacute; inclu&iacute;da a Grundgestalt schoenberguiana),   que trabalham com a perman&ecirc;ncia de ideias germinais que nunca se repetem, mas   nunca se perdem, e levam &agrave; no&ccedil;&atilde;o de <i>developing variation</i><a name="tx09"></a><a href="#nt09"><sup>ix</sup></a><i>;   a</i> <b>teoria p&oacute;s&#45;tonal</b>, quando a coer&ecirc;ncia sobrevive sem   centro atrav&eacute;s da l&oacute;gica matem&aacute;tica dos conjuntos &#151; de forma mais recente   gerando a <b>teoria dos contornos</b><a name="tx11"></a><a href="#nt11"><sup>xi</sup></a>; a <b>an&aacute;lise   neo&#45;riemanniana</b>,<a name="tx12"></a><a href="#nt12"><sup>xii</sup></a> que envolve l&oacute;gicas tri&aacute;dicas para   al&eacute;m tanto da   tonalidade tradicional como da concep&ccedil;&atilde;o serial do espa&ccedil;o. Esse vasto horizonte j&aacute; foi denominado de   paradigma estrutural&#45;organicista, em sua valoriza&ccedil;&atilde;o pela busca de princ&iacute;pios   que expliquem coer&ecirc;ncia,   continuidade e transforma&#45;&ccedil;&atilde;o musical. Ao longo do s&eacute;culo XX, esse impulso   formalista se expande para novos par&acirc;metros: <b>an&aacute;lise da textura</b><a name="tx13"></a><a href="#nt13"><sup>xiii</sup></a> (e   da orquestra&ccedil;&atilde;o<a name="tx14"></a><a href="#nt14"><sup>xiv</sup></a>), <b>an&aacute;lise do timbre</b> (e   espectro)<a name="tx15"></a><a href="#nt15"><sup>xv</sup></a> e, mais recentemente, <b>modelos computacionais</b><a name="tx16"></a><a href="#nt16"><sup>xvi</sup></a>. Ainda que cada uma dessas   abordagens refine de modo not&aacute;vel a descri&ccedil;&atilde;o estrutural do fen&ocirc;meno   musical, o compor permanece majoritariamente como pressuposto t&aacute;cito, n&atilde;o como   problema epistemol&oacute;gico expl&iacute;cito.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Ao   compor, n&atilde;o se organizam apenas sons, mas se instituem universos sonoros dotados de regras, expectativas e coer&ecirc;ncias pr&oacute;prias."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ii) Tempo, gesto, energia e   experi&ecirc;ncia: </b>Um   segundo conjunto de abordagens desloca o foco da estrutura entendida como   organiza&ccedil;&atilde;o espacial para a m&uacute;sica como experi&ecirc;ncia temporal em a&ccedil;&atilde;o. <b>Teorias   do ritmo</b><a name="tx17"></a><a href="#nt17"><sup>xvii</sup></a> <b>e da temporalidade</b><a name="tx18"></a><a href="#nt18"><sup>xviii</sup></a>, desde meados do s&eacute;culo XX, passam   a compreender o tempo musical n&atilde;o como simples sucess&atilde;o de eventos, mas como   campo de expectativas, tensões, acentua&ccedil;ões e direcionalidades. Nesse   horizonte, categorias como hipermetria, agrupamento, acento e propor&ccedil;&atilde;o   tornam&#45;se centrais para a compreens&atilde;o da forma como processo vivido. A esse   eixo somam&#45;se <b>perspectivas energ&eacute;ticas</b><a name="tx19"></a><a href="#nt19"><sup>xix</sup></a> <b>e   gestuais</b>,<a name="tx20"></a><a href="#nt20"><sup>xx</sup></a> que   enfatizam a m&uacute;sica como manifesta&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, movimentos e resist&ecirc;ncias,   articulando som e corporeidade<a name="tx21"></a><a href="#nt21"><sup>xxi</sup></a>. A   an&aacute;lise deixa ent&atilde;o de tratar apenas de rela&ccedil;ões abstratas entre alturas ou   dura&ccedil;ões e passa a considerar o gesto musical como forma de pensamento   incorporado. <b>As abordagens fenomenol&oacute;gicas</b>, por sua vez, oferecem o   fundamento experiencial dessas investiga&ccedil;ões, ao privilegiar a escuta, a   percep&ccedil;&atilde;o do tempo, o sentimento de fluxo e a presen&ccedil;a do corpo na constitui&ccedil;&atilde;o   do sentido musical<a name="tx22"></a><a href="#nt22"><sup>xxii</sup></a>. Nesse conjunto, a forma j&aacute; n&atilde;o &eacute; concebida   como arranjo est&aacute;tico, mas como experi&ecirc;ncia temporal vivida, continuamente   atualizada na escuta e na performance. Ainda assim, mesmo quando a m&uacute;sica &eacute;   compreendida como a&ccedil;&atilde;o, movimento ou energia, a an&aacute;lise tende frequentemente a   operar de modo retrospectivo, descrevendo processos j&aacute; realizados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><i>iii) Sentido, interpreta&ccedil;&atilde;o e   subjetividade</i>:   outras janelas deslocam o foco da estrutura para o sentido. A <b>an&aacute;lise   semiol&oacute;gica</b><a name="tx23"></a><a href="#nt23"><sup>xxiii</sup></a>, <b>narrativa</b><a name="tx24"></a><a href="#nt24"><sup>xxiv</sup></a><b>,   significa&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logos com a literatura,</b> os estudos da <b>interpreta&ccedil;&atilde;o</b><a name="tx25"></a><a href="#nt25"><sup>xxv</sup></a> (o int&eacute;rprete como analista), os   di&aacute;logos com a <b>psican&aacute;lise</b><a name="tx26"></a><a href="#nt26"><sup>xxvi</sup></a> e com a <b>filosofia</b><a name="tx27"></a><a href="#nt27"><sup>xxvii</sup></a> tratam a m&uacute;sica como pr&aacute;tica   simb&oacute;lica, produtora de significados e afetos<a name="tx28"></a><a href="#nt28"><sup>xxviii</sup></a>.   Aqui, a an&aacute;lise assume car&aacute;ter hermen&ecirc;utico, articulando som, escuta e   interpreta&ccedil;&atilde;o. A m&uacute;sica passa a ser compreendida n&atilde;o apenas como organiza&ccedil;&atilde;o   sonora, mas como campo de proje&ccedil;ões subjetivas e constru&ccedil;ões de sentido. Ainda   assim, a cria&ccedil;&atilde;o musical tende a figurar como objeto interpretado, e n&atilde;o como   lugar onde o pr&oacute;prio pensamento anal&iacute;tico se constitui.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i> iv) Contextos, culturas e media&ccedil;ões:</i> Um quarto   conjunto reinscreve a m&uacute;sica em seus contextos hist&oacute;ricos, sociais, culturais e   midi&aacute;ticos. A <b>sociologia da m&uacute;sica</b><a name="tx29"></a><a href="#nt29"><sup>xxix</sup></a>, os <b>enfoques   comparativos</b><a name="tx30"></a><a href="#nt30"><sup>xxx</sup></a>, os estudos sobre tradi&ccedil;ões populares, bem como   as perspectivas cr&iacute;ticas associadas &agrave; chamada <b>new musicology</b><a name="tx31"></a><a href="#nt31"><sup>xxxi</sup></a> questionam c&acirc;nones,   universalismos e hierarquias. A <b>an&aacute;lise dem&uacute;sica para cinema e audiovisual</b><a name="tx32"></a><a href="#nt32"><sup>xxxii</sup></a> amplia ainda   mais esse quadro, ao evidenciar a intera&ccedil;&atilde;o entre som, imagem e narrativa.   Essas abordagens tornam claro que nenhuma ci&ecirc;ncia da m&uacute;sica &eacute; neutra ou   descontextualizada. No entanto, mesmo ao situar a m&uacute;sica no mundo, o compor   raramente &eacute; tratado como forma de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento em si.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>v) Mente,   reflexividade e o compor: </b>Um outro conjunto de abordagens concentra&#45;se na reflex&atilde;o   sobre a mente musical e sobre os pr&oacute;prios fundamentos da atividade anal&iacute;tica e   composicional. Enraizadas em perspectivas fenomenol&oacute;gicas &#151; que investigam o   tempo vivido, a percep&ccedil;&atilde;o, a expectativa e a experi&ecirc;ncia musical &#151; essas   abordagens desdobram&#45;se, ao longo da segunda metade do s&eacute;culo XX, em modelos   cognitivos que procuram formalizar os modos pelos quais ouvintes, int&eacute;rpretes e   compositores organizam e antecipam o som. A <b>cogni&ccedil;&atilde;o musical</b><a name="tx33"></a><a href="#nt33"><sup>xxxiii</sup></a>,   longe de constituir um campo "recente", articula&#45;se a esse legado, dialogando   tanto com a psicologia quanto com a teoria musical. De forma mais recente,   consolida&#45;se a &aacute;rea da <b>neuromusicologia</b>, voltada para estudos em   profundidade da estrutura e funcionamento do c&eacute;rebro e sistema nervoso<a name="tx34"></a><a href="#nt34"><sup>xxxiv</sup></a>.   Nesse horizonte, a mente n&atilde;o &eacute; pensada apenas como receptora de estruturas, mas   como inst&acirc;ncia ativa de constru&ccedil;&atilde;o, categoriza&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o. O processo de   diversifica&ccedil;&atilde;o de enfoques em teoria da m&uacute;sica vai estimular o surgimento   de <b>abordagens h&iacute;bridas</b><a name="tx35"></a><a href="#nt35"><sup>xxxv</sup></a>, reunindo v&aacute;rias perspectivas   distintas<a name="tx36"></a><a href="#nt36"><sup>xxxvi</sup></a>, e, tamb&eacute;m, faz crescer o esfor&ccedil;o de categoriza&ccedil;&atilde;o do   pr&oacute;prio ato anal&iacute;tico<a name="tx37"></a><a href="#nt37"><sup>xxxvii</sup></a>, ou seja, <b>abordagens   meta&#45;anal&iacute;ticas</b><a name="tx38"></a><a href="#nt38"><sup>xxxviii</sup></a>. Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas vai se   consolidando o que denominamos de <b>teorias do compor</b>, contrapondo&#45;se   &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o de descri&ccedil;&atilde;o externa e buscando reconhecimento como pr&aacute;tica   reflexiva na qual pensar, decidir e criar se implicam mutuamente. Essa inflex&atilde;o   desloca o foco da an&aacute;lise como explica&ccedil;&atilde;o posterior para a an&aacute;lise como   dimens&atilde;o constitutiva do fazer musical.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Breve Vis&atilde;o da Germina&ccedil;&atilde;o de Enfoques Te&oacute;ricos no   Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ora, todo esse processo de diversifica&ccedil;&atilde;o de abordagens em teoria da   m&uacute;sica teve grande impacto no Brasil, cujo sistema de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em m&uacute;sica   consolidou&#45;se justamente a partir dos anos 90 &#151; per&iacute;odo de intensa expans&atilde;o   dessas perspectivas. Apresentamos abaixo um mapeamento de marcos pioneiros e   pesquisas referenciais conduzidas no Brasil que reverberam os horizontes   elencados. Vale observar que se trata de uma cartografia seletiva, que prioriza   refer&ecirc;ncias hist&oacute;ricas para evidenciar o tempo de germina&ccedil;&atilde;o e a solidez dessas   ideias entre n&oacute;s. Diante da vasta produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea, elencamos exemplos   que permitem ao leitor visualizar a for&ccedil;a e a autonomia da ci&ecirc;ncia da m&uacute;sica em   solo brasileiro.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Ao   inventar um mundo, instaura&#45;se tamb&eacute;m um ponto de observa&ccedil;&atilde;o a partir do qual   outros mundos musicais passam a ser interpretados, mostrando que o compor, j&aacute;   &eacute;, desde o in&iacute;cio, um gesto interpretativo."</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Breve Vis&atilde;o da    Germina&ccedil;&atilde;o de   Enfoques Te&oacute;ricos   no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ora, todo esse processo   de diversifica&ccedil;&atilde;o de abordagens   em teoria da m&uacute;sica   teve grande impacto no Brasil,   cujo sistema de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o   em m&uacute;sica consolidou&#45;se justamente a partir dos   anos 90 &#151; per&iacute;odo de intensa   expans&atilde;o dessas perspectivas.   Apresentamos abaixo   um mapeamento de marcos   pioneiros e pesquisas referenciais   conduzidas no Brasil   que reverberam os horizontes   elencados. Vale observar que   se trata de uma cartografia   seletiva, que prioriza refer&ecirc;ncias   hist&oacute;ricas para evidenciar   o tempo de germina&ccedil;&atilde;o e a   solidez dessas ideias entre    <br>   n&oacute;s. Diante da vasta produ&ccedil;&atilde;o   contempor&acirc;nea, elencamos   exemplos que permitem ao   leitor visualizar a for&ccedil;a e a autonomia   da ci&ecirc;ncia da m&uacute;sica em solo brasileiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>I. Estrutura Ampliada</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">1.   Musicologia</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">LAGO, Manoel. <i>O c&iacute;rculo     Veloso&#45;Guerra e Darius Milhaud no Brasil</i>, 2010.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">2.   An&aacute;lise e Forma</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">SCLIAR, Esther. <i>Elementos     de an&aacute;lise musical</i>, 1985.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">3.   An&aacute;lise Schenkeriana</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">GERLING, Cristina. <i>A     contribui&ccedil;&atilde;o de H. Schenker para a interpreta&ccedil;&atilde;o musical</i>, 1989.</font></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">4.   Estudos Mot&iacute;vicos</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">LIMA, Paulo Costa. <i>An&aacute;lise     de transforma&ccedil;ões tem&aacute;ticas na op. 11 n. 1 de Arnold Schoenberg</i>, 1993.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">DUDEQUE, Norton. <i>Music     Theory and Analysis in the Writings of Arnold Schoenberg</i>, 2005.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">5.   Teoria P&oacute;s&#45;Tonal</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">OLIVEIRA, Jamary. <i>"Reflets     dans l'eau" – Images I para piano de Claude Debussy</i>, Revista ART n. 001,     1981.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">6.   Teoria dos Contornos</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">SAMPAIO, Marcos da Silva. <i>Em     torno da rom&atilde;: aplica&ccedil;ões de opera&ccedil;ões com contornos na composi&ccedil;&atilde;o</i>, 2008.</font></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">7.   An&aacute;lise Neo&#45;Riemanniana</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">ALMADA, Carlos. <i>Uma     proposta te&oacute;rica visando &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios neorriemanianos em m&uacute;sica     popular</i>, 2017.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">8.   An&aacute;lise da Textura</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">ALVES, Danilo A. C. <i>Textura     musical e escuta: uma proposta de unidade de an&aacute;lise</i>, 2010.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">9.   An&aacute;lise do Timbre</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">ANTUNES, Jorge. <i>A     correspond&ecirc;ncia entre os sons e as cores: bases te&oacute;ricas para uma "m&uacute;sica     cromof&ocirc;nica</i>". 1982.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">FERRAZ, Silvio. <i>O timbre     como elemento estrutural</i>, 2004.</font></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">10.   Modelos Computacionais</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">OLIVEIRA,   Jamary. <i>"S&eacute;rie: um programa auxiliar para an&aacute;lise de m&uacute;sica   dodecaf&ocirc;nica"</i>, Revista ART n. 002, 1981.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>II.   Tempo, Gesto, Energia e Experi&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">11. Teoria do Ritmo e Temporalidade</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">FREITAS, S&eacute;rgio. "<i>Que som &eacute;   esse?": uma an&aacute;lise das rela&ccedil;ões entre m&uacute;sica popular e teoria musical</i></font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">12.   Perspectivas Energ&eacute;ticas</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">ALMADA, Carlos. <i>Harmonia     funcional</i>. (direcionalidade e harmonia) 2009.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">13.   Perspectivas Gestuais</font></p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">GOMES, L. S. <i>Gesto e     performance musical: por uma abordagem fenomenol&oacute;gica</i>, 2018.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">14. Abordagem Fenomenol&oacute;gica</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">FERRAZ,     Silvio. <i>M&uacute;sica e repeti&ccedil;&atilde;o: a escuta fenomenol&oacute;gica de repeti&ccedil;ões na       m&uacute;sica do s&eacute;culo XX</i>, 1998</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana"><b>III.   Sentido, Interpreta&ccedil;&atilde;o e Subjetividade</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">15.   Semiologia, Narrativa, Significa&ccedil;&atilde;o e Literatura</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">TATIT, Luiz. <i>O cancionista:     composi&ccedil;&atilde;o de can&ccedil;ões no Brasil</i>, 1996.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">WISNIK, Jos&eacute; Miguel. <i>O som     e o sentido: uma outra hist&oacute;ria das m&uacute;sicas</i>, 1989.</font></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">16.   Estudos da Interpreta&ccedil;&atilde;o</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">MARTINS, Jos&eacute; Eduardo. <i>Encontros sob m&uacute;sica</i>, 1990.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">17.   Di&aacute;logos com a Psican&aacute;lise</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">LIMA, Paulo Costa. <i>M&uacute;sica e     psican&aacute;lise: uma poss&iacute;vel interface</i>, Atravez n. 8/9, 1995.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">18.   M&uacute;sica e Filosofia</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">TOM&Aacute;S, Lia. <i>Ouvir o l&oacute;gos:     m&uacute;sica e filosofia</i>, 2002.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana"><b>IV.   Contextos, Culturas e Media&ccedil;ões</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">19.   Sociologia da M&uacute;sica</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">NAVES, Santuza Cambraia. <i>Da     Bossa Nova &agrave; Tropic&aacute;lia</i>, 2001.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">VIANNA, Hermano. <i>O mist&eacute;rio     do samba</i>, 1995.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">20.   Estudos Comparativos</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">LUCAS, Maria Elizabeth.<i> M&uacute;sica e patrim&ocirc;nio cultural: diversidade e fluxos transnacionais,</i> 2005.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">21.   An&aacute;lise de M&uacute;sica Brasileira</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">ANDRADE,     M&aacute;rio de. <i>Ensaio       sobre a m&uacute;sica brasileira</i>,     1928.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">ULH&Ocirc;A, Martha. <i>M&uacute;sica     popular no Brasil: caminhos para a an&aacute;lise</i>, 2000.</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">NOGUEIRA, Ilza. <i>An&aacute;lise     musical: uma atividade interpretativa</i>, 1997.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">PIEDADE, Ac&aacute;cio Tadeu de Camargo.<i> Villa&#45;Lobos     e a ret&oacute;rica musical: um estudo das t&oacute;picas</i>, 2011</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">22. New Musicology (Perspectivas   Cr&iacute;ticas)</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">DUDEQUE,     Norton. M. <i>Teoria e an&aacute;lise: a Nova Musicologia em quest&atilde;o</i>, 2001</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">23.   An&aacute;lise de M&uacute;sica para Cinema e Audiovisual</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">CARRASCO     Ney. <i>Sygkhronos:       a forma&ccedil;&atilde;o da po&eacute;tica musical do cinema, 2003</i></font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana"><b>V.   Mente, Reflexividade e o Compor</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">24.   Cogni&ccedil;&atilde;o Musical</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">ILARI, Beatriz. <i>M&uacute;sica,     cogni&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o</i>, 2002.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">NOGUEIRA, Marcos. <i>A     sem&acirc;ntica do entendimento musical,</i> 2009.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">25.   Neuromusicologia</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">MUSZKAT, Mauro. <i>M&uacute;sica e     neuroci&ecirc;ncia</i>, 2008</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">26.   Abordagens Meta&#45;anal&iacute;ticas</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">LIMA, Paulo Costa. <i>Superf&iacute;cie     e estrutura na m&uacute;sica octat&ocirc;nica de Ernst Widmer</i>, 2000.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">DUDEQUE, Norton. <i>Teoria e     an&aacute;lise musical: retrospectiva e perspectivas</i>, 2014.</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">NOGUEIRA, Ilza. <i>teoria e     an&aacute;lise musical em perspectiva did&aacute;tica</i>, 2017.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">27.   Abordagens H&iacute;bridas</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">GENTIL&#45;NUNES, Pauxy. <i>An&aacute;lise     Particional: uma media&ccedil;&atilde;o entre composi&ccedil;&atilde;o musical e an&aacute;lise de texturas</i>.     2009.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">28.   Teorias do Compor (Composicionalidade)</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">WIDMER, Ernst. <i>Entronca&#45;mentos     sonoros: ensaio a uma did&aacute;tica da m&uacute;sica contempor&acirc;nea</i>, 1972.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">LIMA, Paulo Costa. <i>Teoria e     Pr&aacute;tica do Compor</i> (S&eacute;rie Vol. 1 a 6), 2012&#45;2025.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">O panorama   acima delineado, longe de se esgotar em uma listagem bibliogr&aacute;fica, revela a   pujan&ccedil;a de um processo de germina&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica que conferiu &agrave; teoria brasileira   uma fisionomia pr&oacute;pria. Essa cartografia demonstra que a diversifica&ccedil;&atilde;o de   horizontes n&atilde;o ocorreu por simples mimesis acad&ecirc;mica, mas por uma necessidade   intr&iacute;nseca de dar conta da complexidade dos nossos fen&ocirc;menos sonoros &#151; da   sofistica&ccedil;&atilde;o estrutural de um Villa&#45;Lobos &agrave; po&eacute;tica microssist&ecirc;mica da can&ccedil;&atilde;o   popular. &Eacute; importante notar que este mapeamento &eacute; apenas a superf&iacute;cie de um   oceano de caminhos que ainda demandam sistematiza&ccedil;&atilde;o, como as emergentes   investiga&ccedil;ões sobre saberes tradicionais e decoloniza&ccedil;&atilde;o, as novas fronteiras   da ecologia ac&uacute;stica e as transforma&ccedil;ões da escuta em ambientes de hipermedia&ccedil;&atilde;o   digital. O que emerge dessa rede de saberes &eacute; a imagem de uma ci&ecirc;ncia da m&uacute;sica   que, ao reconhecer suas m&uacute;ltiplas janelas, assume&#45;se como uma pr&aacute;tica reflexiva   &#151; um verdadeiro saber em ato que n&atilde;o apenas descreve a m&uacute;sica, mas participa   ativamente da sua inven&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua no cen&aacute;rio contempor&acirc;neo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Composicionalidade e fabula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico&#45;constitutiva</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Destacamos a &uacute;ltima janela   elencada, a teoria do compor, &agrave; qual nos dedicamos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, como   uma rebeldia especial com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tend&ecirc;ncia hist&oacute;rica de separa&ccedil;&atilde;o entre   pr&aacute;tica e teoria &#151; a pr&aacute;tica compositiva assumindo o lugar de objeto das teorias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para   enfrentar esse ponto cego historicamente produzido pela musicologia &#151; a   exclus&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o como forma de saber &#151; desenvolvi a no&ccedil;&atilde;o de <b>composicionalidade</b> entendendo   o compor n&atilde;o como   aplica&ccedil;&atilde;o de conceitos pr&eacute;vios, mas como um processo no qual pensar e fazer m&uacute;sica se   implicam mutuamente. Compor   &eacute;, nesse   sentido, um <b>tornar&#45;se composi&ccedil;&atilde;o</b>: um campo em permanente   atualiza&ccedil;&atilde;o, no qual decisões sonoras produzem simultaneamente objetos musicais   e modos de pens&aacute;&#45;los.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A   composicionalidade assim, n&atilde;o propõe um m&eacute;todo &uacute;nico, mas um modo de   compreender o compor como produ&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica e de conhecimento, muitas vezes   funcionando como uma ferramenta para a gest&atilde;o de discursos e m&eacute;todos os mais   diversos<a name="tx39"></a><a href="#nt39"><sup>xxxix</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Opera por   meio de inst&acirc;ncias que n&atilde;o s&atilde;o t&eacute;cnicas no sentido estrito, mas   epistemol&oacute;gicas: a primeira &eacute; a<b> inven&ccedil;&atilde;o de mundos</b>: ao compor, n&atilde;o   se organizam apenas sons, mas se instituem universos sonoros dotados de regras,   expectativas e coer&ecirc;ncias pr&oacute;prias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A segunda &eacute;   a <b>criticidade</b>: ao inventar um mundo, instaura&#45;se tamb&eacute;m um ponto de   observa&ccedil;&atilde;o a partir do qual outros mundos musicais passam a ser interpretados,   mostrando que o compor, j&aacute; &eacute;, desde o in&iacute;cio, um gesto interpretativo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A terceira &eacute; a <b>reciprocidade </b>ou plasma&ccedil;&atilde;o de   identidades: a obra n&atilde;o expressa   um sujeito previamente dado: ao contr&aacute;rio, no ato de escrever, algo tamb&eacute;m se inscreve no   compositor, de modo que a obra participa da inven&ccedil;&atilde;o de seu criador.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas   inst&acirc;ncias "soft" se articulam a outras duas mais "hard", mais b&aacute;sicas: a <b>inseparabilidade   de teoria e pr&aacute;tica</b>, que j&aacute; mencionamos, e o <b>campo de escolhas</b>,   onde crit&eacute;rios s&atilde;o definidos, alternativas avaliadas e decisões efetivamente   tomadas. &Eacute; a partir desse espa&ccedil;o que a an&aacute;lise opera como algo que denominei de<b> fabula&ccedil;&atilde;o   te&oacute;rico&#45;constitutiva, </b>e n&atilde;o como bengala externa, mas como parte ativa   do gesto criador<a name="tx40"></a><a href="#nt40"><sup>xl</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata&#45;se de   fabula&ccedil;&atilde;o porque envolve imagina&ccedil;&atilde;o: no compor, a an&aacute;lise opera como constru&ccedil;&atilde;o   de caminhos poss&iacute;veis, por exemplo, quando a escolha de determinados intervalos   ou gestos sonoros passa a organizar todo um mundo musical. &Eacute; te&oacute;rica porque   cada escolha significante &#151; uma nota, um intervalo, um timbre &#151; carrega consigo   contextos: sistemas de afina&ccedil;&atilde;o, escalas, conven&ccedil;ões hist&oacute;ricas. E &eacute;   constitutiva porque, seguindo a perspectiva de Cornelius Castoriadis, a arte   n&atilde;o descobre o novo: ela o institui. Decidir, aqui, &eacute; criar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Quando a an&aacute;lise se dirige a obras   j&aacute; constitu&iacute;das, com o intuito de compreend&ecirc;&#45;las, ela assume outra fei&ccedil;&atilde;o: uma   fabula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico&#45;interpretativa. J&aacute; n&atilde;o constitui a obra, mas propõe percursos   de sentido, ou seja, a reconstitui. Em ambos os casos, a an&aacute;lise n&atilde;o &eacute; exterior   &agrave; m&uacute;sica: ela participa de sua produ&ccedil;&atilde;o ou de sua reinven&ccedil;&atilde;o interpretativa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Momentos   de An&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os conceitos   desenhados acima reverberam em diversos momentos do fazer anal&iacute;tico:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Imagine uma   obra sendo constru&iacute;da a partir de elementos trazidos da cultura dos caboclos,   com sua natureza h&iacute;brida afro&#45;brasileira. O Caboclo Sete Flechas &eacute; uma entidade   espiritual do contexto afro&#45;brasileiro. Sua marca distintiva &eacute; uma cantiga que   marca sua apari&ccedil;&atilde;o nas celebra&ccedil;ões espirituais<a name="tx41"></a><a href="#nt41"><sup>xli</sup></a>. H&aacute; de se   perguntar pelo conhecimento musical assim produzido. Ora, o Caboclo Sete   Flechas demonstra conhecimento de teoria da m&uacute;sica, na medida em que sua   cantiga traz em si o pr&oacute;prio ato de atirar uma flecha, tanto em termos de   impulso r&iacute;tmico como em termos de disposi&ccedil;&atilde;o espacial. No in&iacute;cio da melodia   temos um evento que representa o lan&ccedil;amento da flecha, e logo ap&oacute;s flutuamos   junto com a melodia numa esp&eacute;cie de plat&ocirc; que bem poderia ser o voo da flecha.   No final do arco mel&oacute;dico, a sensa&ccedil;&atilde;o de chegada, portanto, miss&atilde;o cumprida, a   flecha atingiu seu objetivo. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a11fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Mais curioso   ainda &eacute; que a melodia pode ser discutida em termos de um ciclo decrescente de   intervalos: quarta justa (5), ter&ccedil;a maior (4), ter&ccedil;a menor (3), segunda maior   (2). No processo de planejamento (ou seja, fabula&ccedil;&atilde;o   te&oacute;rico&#45;constitutiva) da obra "<i>7 Flechas: Um batuque Concertante"   (2015), </i>trabalhei com a ideia de expans&atilde;o desse motivo da flecha,   agora ampliado de (5,4,3,2) para (10,9,8,7,6,5,4,3,2). Essa "flechona"   mot&iacute;vica, que decresce de uma 7ª menor at&eacute; uma 2ª maior, d&aacute; origem a um mundo   sonoro que respeita e reverbera a flecha original, mas expande drasticamente   seu &acirc;mbito, gerando outros mundos sonoros, outras hibrida&ccedil;ões. Sendo assim, &eacute; a   l&oacute;gica interna do material oriundo do contexto cultural que vai estabelecer uma   dist&acirc;ncia constitutiva &#151; a qual nomeei de <b>dist&acirc;ncia ressignificadora</b>.   Ao construir um novo material de refer&ecirc;ncia a partir dessa l&oacute;gica interna o meu   compor passou a investir na dire&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de distanciamento, no   sentido brechtiano do termo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em <i>"Asa   Branca"</i>, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, a can&ccedil;&atilde;o pode ser ouvida como   uma narrativa estrutural constru&iacute;da pela oposi&ccedil;&atilde;o entre grau conjunto e salto   mel&oacute;dico. Os trechos em grau conjunto estabelecem um ch&atilde;o est&aacute;vel, associado &agrave;   perman&ecirc;ncia e &agrave; vida ordin&aacute;ria no sert&atilde;o; os saltos, por sua vez, introduzem   ruptura e deslocamento, figurando o voo da ave que foge da seca. N&atilde;o se trata   de ilustrar o texto por meios musicais, mas de reconhecer uma sistematiza&ccedil;&atilde;o   imaginada que opera no pr&oacute;prio gesto composicional, dentro de um horizonte   modal. Essa organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas sustenta a coer&ecirc;ncia da can&ccedil;&atilde;o, como   constitui a experi&ecirc;ncia musical como um todo. A an&aacute;lise, aqui, n&atilde;o vem depois:   ela j&aacute; estava em a&ccedil;&atilde;o no compor, como fabula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico&#45;constitutiva que   articula sons, sentidos e decisões. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a11fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O exemplo   mapeia os gestos constitu&iacute;dos por altern&acirc;ncia de graus conjuntos e saltos,   ilustrando a din&acirc;mica descrita acima. As letras 'A' e 'B' apresentam o gesto   com a prepara&ccedil;&atilde;o de grau conjunto, o salto, e a finaliza&ccedil;&atilde;o em grau conjunto.   Na letra 'C' percebemos como esses gestos s&atilde;o encadeados gerando um processo.   Na letra 'D' uma esp&eacute;cie de apoteose dos saltos, finalizando a can&ccedil;&atilde;o.   Portanto, no conflito estabelecido entre perman&ecirc;ncia   e ruptura/deslocamento, vence a segunda alternativa, aquela que abre a   possibilidade de sobreviv&ecirc;ncia e retorno: "eu voltarei…"</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em <i>"S&oacute; Louco"</i>, de Dorival Caymmi, a coer&ecirc;ncia da can&ccedil;&atilde;o deriva da insist&ecirc;ncia de   uma c&eacute;lula mel&oacute;dica recorrente &#151; sol, d&oacute;, r&eacute; &#151; associada ao desespero e &agrave;   obsess&atilde;o amorosa enunciada no texto ("s&oacute; louco amou como eu amei"). Essa c&eacute;lula   pode ser entendida como motivo, e, em n&iacute;vel mais abstrato, como o conjunto   (027), cuja sonoridade impregna o campo mel&oacute;dico e harm&ocirc;nico da obra. N&atilde;o se   trata de aplicar retrospectivamente a <i>set theory</i> a   Caymmi, mas de reconhecer uma organiza&ccedil;&atilde;o sonora intuitiva que j&aacute; operava no gesto composicional. A can&ccedil;&atilde;o   soa, do in&iacute;cio ao fim, como varia&ccedil;&atilde;o de uma mesma sonoridade afetiva: a loucura   do amor. A an&aacute;lise, aqui, torna expl&iacute;cita uma fabula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico&#45;constitutiva   que estabelece o mundo sonoro da obra<a name="tx42"></a><a href="#nt42"><sup>xlii</sup></a>.   (<a href="#fig03">Figura 3</a>)</font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a11fig03.jpg"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Brahms, a   an&aacute;lise revela com clareza como a coes&atilde;o pode operar sob o disfarce da   diversidade. Na Sinfonia n. 3, temas aparentemente distintos &#151; entre movimentos   e dentro de um mesmo movimento &#151; mostram&#45;se, sob exame mais atento, intimamente   aparentados. Diferen&ccedil;as de car&aacute;ter, ritmo e superf&iacute;cie mascaram uma identidade   estrutural profunda, constru&iacute;da a partir de transforma&ccedil;ões sutis de um mesmo   n&uacute;cleo intervalar. Essa proximidade escondida sustenta a unidade da obra sem   recorrer &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o literal, produzindo uma coer&ecirc;ncia intensa justamente pela   via da varia&ccedil;&atilde;o disfar&ccedil;ada. A an&aacute;lise n&atilde;o impõe essa unidade de fora; ela a faz   emergir, reconhecendo um pensamento composicional que opera na gest&atilde;o das   diferen&ccedil;as. Um di&aacute;logo intenso entre 'inven&ccedil;&atilde;o de mundos' e 'criticidade'.   Aqui, mais uma vez, a m&uacute;sica se constitui como sons e an&aacute;lises em a&ccedil;&atilde;o. O   exemplo ilustra como o tema do segundo movimento &eacute; diretamente derivado do tema   inicial da Sinfonia. (<a href="#fig04">Figura 4</a>)</font></p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a11fig04.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Arnold   Sch&ouml;nberg, a an&aacute;lise torna vis&iacute;vel a heran&ccedil;a transformada do pensamento   brahmsiano. No Drei Klavierst&uuml;cke Op. 11 n. 1 &eacute; poss&iacute;vel identificar uma   Grundgestalt r&iacute;tmica   que acompanha, orienta e articula as transforma&ccedil;ões mot&iacute;vicas e pr&eacute;&#45;seriais   das alturas. Antes de qualquer sistematiza&ccedil;&atilde;o serial, h&aacute; j&aacute; uma l&oacute;gica de varia&ccedil;ões que se transformam, operando no   tempo, conferindo coes&atilde;o   a um discurso que, na superf&iacute;cie, parece inst&aacute;vel e at&eacute; fragmentado. O interesse de Sch&ouml;nberg   pelas an&aacute;lises da m&uacute;sica de Brahms n&atilde;o &eacute; casual; delas emergem conceitos como   Grundgestalt e<i> developing variation</i>, que ser&atilde;o decisivos para a inven&ccedil;&atilde;o   de sistemas no s&eacute;culo XX, e para a plasma&ccedil;&atilde;o de uma identidade do compositor   como revolucion&aacute;rio inventor de sistemas. Portanto, um caso exemplar de   reciprocidade: ao criar m&eacute;todos de serializa&ccedil;&atilde;o o compositor &eacute; tamb&eacute;m inventado   por eles, transformando&#45;se em identidade paradigma para o campo do compor no   s&eacute;culo XX e mais. No exemplo, um pequeno trecho inicial da pe&ccedil;a, com   apresenta&ccedil;&atilde;o da Grundgestalt r&iacute;tmica, e a seguir o mapa das   deriva&ccedil;ões r&iacute;tmicas que atravessam todo o tecido da obra. (<a href="#fig05">Figura 5</a>)</font></p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a11fig05.jpg"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao revisitar   o projeto fundador de Guido Adler, n&atilde;o se trata de negar sua import&acirc;ncia   hist&oacute;rica, mas de tornar vis&iacute;vel um ponto cego que atravessou grande parte da   musicologia: a exclus&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o como forma de saber. O percurso tra&ccedil;ado aqui   &#151; da hist&oacute;ria longa da teoria musical &agrave;s m&uacute;ltiplas janelas anal&iacute;ticas, passando   pela no&ccedil;&atilde;o de composicionalidade, pela no&ccedil;&atilde;o de fabula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico&#45;constitutiva,   e pelos momentos de an&aacute;lise &#151; sugere uma inflex&atilde;o necess&aacute;ria. A m&uacute;sica n&atilde;o se   constitui apenas como objeto de descri&ccedil;&atilde;o posterior, mas como campo no qual   decisões sonoras e opera&ccedil;ões anal&iacute;ticas se entrela&ccedil;am desde o in&iacute;cio. Compor &eacute;   j&aacute; interpretar, sistematizar, criticar, analisar &eacute; participar da constitui&ccedil;&atilde;o   ou da reinven&ccedil;&atilde;o da obra. Nesse sentido, a ci&ecirc;ncia da m&uacute;sica n&atilde;o pode ser   pensada como sistema &uacute;nico e fechado, mas como pr&aacute;tica m&uacute;ltipla, situada e   plural, na qual diferentes fabula&ccedil;ões te&oacute;rico&#45;constitutivas produzem mundos   sonoros e modos de conhec&ecirc;&#45;los. A m&uacute;sica, assim, n&atilde;o &eacute; feita apenas de sons,   nem de teorias e an&aacute;lises, mas da coexist&ecirc;ncia ativa entre tudo isso<a name="tx43"></a><a href="#nt43"><sup>xliii</sup></a> &#151; um   saber em ato.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;1&#93; ADORNO,   Theodor W. Introduction to the sociology of music. New York: Seabury Press,   1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144392&pid=S0009-6725202600010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;2&#93; AGAWU,   Kofi. Playing with signs: a semiotic interpretation of classic music.   Princeton: Princeton University Press, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144394&pid=S0009-6725202600010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;3&#93; ALMADA,   Carlos. Energia e direcionalidade musical. Per Musi, Belo Horizonte, n. 15, p.   5&#45;15, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144396&pid=S0009-6725202600010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;4&#93; ALMADA,   Carlos. Harmonia crom&aacute;tica e transforma&ccedil;&atilde;o: uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria   neo&#45;riemanniana. Curitiba: Appris, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144398&pid=S0009-6725202600010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;5&#93; ALM&Eacute;N,   Byron. A theory of musical narrative. Bloomington: Indiana University Press,   2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144400&pid=S0009-6725202600010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;6&#93; ALVES,   Danilo A. C. Textura musical e escuta: uma proposta de unidade de an&aacute;lise. Per   Musi, Belo Horizonte, n. 22, p. 121&#45;135, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144402&pid=S0009-6725202600010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;7&#93; ANDRADE,   M&aacute;rio de. Ensaio sobre a m&uacute;sica brasileira. S&atilde;o Paulo: Chiarato &amp; Cia,   1928.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144404&pid=S0009-6725202600010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;8&#93; ANTUNES,   Jorge. Teoria Cromof&ocirc;nica. Bras&iacute;lia: UnB, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144406&pid=S0009-6725202600010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;9&#93; ARISTOXENUS.   The elements of rhythm. Tradu&ccedil;&atilde;o de Lionel Pearson. Oxford: Clarendon Press,   1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144408&pid=S0009-6725202600010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;10&#93; BEAUCHAMP,   James W. Analysis, synthesis, and perception of musical sounds. New York:   Springer, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144410&pid=S0009-6725202600010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;11&#93; BENT,   Ian; POPLE, Anthony. Analysis. In: SADIE, Stanley (ed.). The New Grove   Dictionary of Music and Musicians. New York: W. W. Norton, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144412&pid=S0009-6725202600010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;12&#93; BERRY,   Wallace. Structural functions in music. New York: Dover Publications, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144414&pid=S0009-6725202600010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;13&#93; BOWMAN,   Wayne D. Philosophical perspectives on music. New York: Oxford University   Press, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144416&pid=S0009-6725202600010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;14&#93; BROWER,   Candace. Metaphors for music: cognitive models in music theory. New York:   Oxford University Press, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144418&pid=S0009-6725202600010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;15&#93; BURT,   George. The art of film music. Boston: Northeastern University Press, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144420&pid=S0009-6725202600010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;16&#93; CARRASCO,   Ney. Sinfonia de Celuloide: a m&uacute;sica de cinema no Brasil. Campinas: Unicamp,   2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144422&pid=S0009-6725202600010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;17&#93; CHADA,   Sonia. A m&uacute;sica dos caboclos nos candombl&eacute;s baianos. Salvador: EDUFBA, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144424&pid=S0009-6725202600010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;18&#93; COHN,   Richard. Neo&#45;Riemannian operations, parsimonious trichords, and their "Tonnetz"   representations. Journal of Music Theory, New Haven, v. 41, n. 1, p. 1–66,   1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144426&pid=S0009-6725202600010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;19&#93; COOK,   Nicholas. A guide to musical analysis. Oxford: Oxford University Press, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144428&pid=S0009-6725202600010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;20&#93; COPE,   David. Computers and musical style. Oxford: Oxford University Press, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144430&pid=S0009-6725202600010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;21&#93; DIDIER&#45;WEILL,   Alain. Os tr&ecirc;s tempos da lei. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144432&pid=S0009-6725202600010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;22&#93; DUDEQUE,   Norton. Music Theory and Analysis in the Writings of Arnold Schoenberg.   Aldershot: Ashgate, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144434&pid=S0009-6725202600010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;23&#93; DUDEQUE,   Norton. Teoria e an&aacute;lise: a nova musicologia em quest&atilde;o. Per Musi, Belo   Horizonte, n. 3, p. 5&#45;13, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144436&pid=S0009-6725202600010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;24&#93; DUDEQUE,   Norton. Teoria e an&aacute;lise musical: retrospectiva e perspectivas. Revista de   M&uacute;sica Acad&ecirc;mica, v. 1, n. 1, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144438&pid=S0009-6725202600010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;25&#93; FERRAZ,   Silvio. Escuta e fenomenologia. Revista de M&uacute;sica, S&atilde;o Paulo, v. 9, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144440&pid=S0009-6725202600010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;26&#93; FERRAZ,   Silvio. Livro das sonoridades: notas sobre a organiza&ccedil;&atilde;o dos sons. S&atilde;o Paulo:   Perspectiva, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144442&pid=S0009-6725202600010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;27&#93; FERRAZ,   Silvio. Timbre como estrutura. Opus, Porto Alegre, v. 9, n. 9, p. 119&#45;132,   2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144444&pid=S0009-6725202600010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;28&#93; FERRARA,   Anthony. Philosophy and the analysis of music: bridges to musical sound, form,   and reference. New York: Greenwood Press, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144446&pid=S0009-6725202600010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;29&#93; FORTE,   Allen. The structure of atonal music. New Haven: Yale University Press, 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144448&pid=S0009-6725202600010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;30&#93; FREITAS,   S&eacute;rgio Paulo R. de. O ritmo como categoria anal&iacute;tica: uma abordagem sist&ecirc;mica   da r&iacute;tmica e de seus processos de organiza&ccedil;&atilde;o na m&uacute;sica. 2003. Tese (Doutorado   em M&uacute;sica) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas,   2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144450&pid=S0009-6725202600010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;31&#93; FRIEDMANN,   Michael L. A methodology for the discussion of contour: its application to   Schoenberg's music. Journal of Music Theory, New Haven, v. 29, n. 2, p.   223–248, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144452&pid=S0009-6725202600010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;32&#93; FUX,   Johann Joseph. Gradus ad Parnassum. Tradu&ccedil;&atilde;o de Alfred Mann. New York: W. W.   Norton, 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144454&pid=S0009-6725202600010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;33&#93; GENTIL&#45;NUNES,   Pauxy. An&aacute;lise Particional: uma proposta de modelagem da textura musical. 2009.   Tese (Doutorado em M&uacute;sica) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de   Janeiro, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144456&pid=S0009-6725202600010001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;34&#93; GERLING,   Cristina. A contribui&ccedil;&atilde;o de H. Schenker para a interpreta&ccedil;&atilde;o musical. Opus,   Porto Alegre, n. 1, p. 14&#45;31, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144458&pid=S0009-6725202600010001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;35&#93; GOEHR,   Lydia. The imaginary museum of musical works: an essay in the philosophy of   music. Oxford: Oxford University Press, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144460&pid=S0009-6725202600010001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;36&#93; GOMES,   William. Gesto musical e corporeidade. Curitiba: Appris, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144462&pid=S0009-6725202600010001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;37&#93; GRITTEN,   Anthony; KING, Elaine (ed.). Music and gesture. Aldershot: Ashgate, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144464&pid=S0009-6725202600010001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;38&#93; GROUT,   Donald Jay; PALISCA, Claude V. A history of Western music. 6. ed. New York: W.   W. Norton, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144466&pid=S0009-6725202600010001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;39&#93; HANNINEN,   Dora A. A theory of musical analysis: on segmentation and associative   organization. Oxford: Oxford University Press, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144468&pid=S0009-6725202600010001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;40&#93; HATTEN,   Robert S. Interpreting musical gestures, topics, and tropes: Mozart, Beethoven,   Schubert. Bloomington: Indiana University Press, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144470&pid=S0009-6725202600010001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;41&#93; ILARI,   Beatriz. M&uacute;sica, cogni&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o. Opus, Porto Alegre, v. 8, n. 8, p. 69&#45;80,   2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144472&pid=S0009-6725202600010001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;42&#93; KRAMER,   Jonathan D. The time of music: new meanings, new temporalities, new listening   strategies. New York: Schirmer Books, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144474&pid=S0009-6725202600010001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;43&#93; KURTH,   Ernst. Musikpsychologie. Bern: A. Francke, 1931.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144476&pid=S0009-6725202600010001100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;44&#93; LAGO,   Manoel. O c&iacute;rculo Veloso&#45;Guerra e Darius Milhaud no Brasil: modernismo musical   em interc&acirc;mbio. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144478&pid=S0009-6725202600010001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;45&#93; LERDAHL,   Fred; JACKENDOFF, Ray. A generative theory of tonal music. Cambridge, MA: MIT   Press, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144480&pid=S0009-6725202600010001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;46&#93; LIMA,   Paulo Costa. An&aacute;lise de transforma&ccedil;ões tem&aacute;ticas na op. 11 n. 1 de Arnold   Schoenberg. Revista M&uacute;sica, v. 4 n. 2, p. 157&#45;173, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144482&pid=S0009-6725202600010001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;47&#93; LIMA,   Paulo Costa. Composition and analysis: constitutive&#45;theoretical fabulation in   the music of Brahms, Schoenberg and Ernst Widmer. In: GENTIL&#45;NUNES, P.; COELHO   DE SOUZA, R.; NAVIA, G. (org.). Teoria musical no Brasil: di&aacute;logos   intercontinentais. Rio de Janeiro: UFRJ, 2021. p. 45&#45;62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144484&pid=S0009-6725202600010001100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;48&#93; LIMA,   Paulo Costa. M&uacute;sica e psican&aacute;lise: uma poss&iacute;vel interface. Atravez, S&atilde;o Paulo,   n. 8/9, p. 115&#45;124, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144486&pid=S0009-6725202600010001100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;49&#93; LIMA,   Paulo Costa. M&uacute;sica popular e adjac&ecirc;ncias. Salvador: EDUFBA, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144488&pid=S0009-6725202600010001100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;50&#93; LIMA,   Paulo Costa. M&uacute;sica popular no Brasil e outras adjac&ecirc;ncias. Salvador: EDUFBA,   2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144490&pid=S0009-6725202600010001100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;51&#93; LIMA,   Paulo Costa. Superf&iacute;cie e estrutura na m&uacute;sica octat&ocirc;nica de Ernst Widmer. 2000.   Tese (Doutorado em M&uacute;sica) – Escola de Comunica&ccedil;ões e Artes, Universidade de   S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144492&pid=S0009-6725202600010001100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;52&#93; LIMA,   Paulo Costa. Teoria e pr&aacute;tica do compor (s&eacute;rie). Salvador: EDUFBA, 2012&#45;2025. 6   v.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144494&pid=S0009-6725202600010001100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;53&#93; LOMAX,   Alan. Folk song style and culture. Washington, DC: AAAS, 1968.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144496&pid=S0009-6725202600010001100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;54&#93; LUCAS,   Maria Elizabeth. Estudos de fluxos e refluxos: m&uacute;sica, pol&iacute;tica e media&ccedil;&atilde;o   cultural. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144498&pid=S0009-6725202600010001100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;55&#93; MARTINS,   Jos&eacute; Eduardo. A arte da interpreta&ccedil;&atilde;o musical. S&atilde;o Paulo: Edusp, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144500&pid=S0009-6725202600010001100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;56&#93; McCLARY,   Susan. Feminine endings: music, gender, and sexuality. Minneapolis: University   of Minnesota Press, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144502&pid=S0009-6725202600010001100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;57&#93; MEYER,   Leonard B. The rhythmic structure of music. Chicago: University of Chicago   Press, 1960.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144504&pid=S0009-6725202600010001100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;58&#93; MUSZKAT,   Mauro. M&uacute;sica e neuroci&ecirc;ncia. S&atilde;o Paulo: Memnon, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144506&pid=S0009-6725202600010001100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;59&#93; NARMOUR,   Eugene. Analysis and interpretation. In: COOK, Nicholas (ed.). The Cambridge   companion to musical analysis. Cambridge: Cambridge University Press, 1999. p.   120–140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144508&pid=S0009-6725202600010001100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;60&#93; NATTIEZ,   Jean&#45;Jacques. Music and discourse: toward a semiology of music. Princeton:   Princeton University Press, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144510&pid=S0009-6725202600010001100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;61&#93; NAVES,   Santuza Cambraia. Da Bossa Nova &agrave; Tropic&aacute;lia. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144512&pid=S0009-6725202600010001100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;62&#93; NETTL,   Bruno. The study of ethnomusicology: thirty&#45;three discussions. Urbana:   University of Illinois Press, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144514&pid=S0009-6725202600010001100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;63&#93; NOGUEIRA,   Ilza. An&aacute;lise musical: uma atividade interpretativa. Opus, Porto Alegre, v. 4,   n. 4, p. 55&#45;68, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144516&pid=S0009-6725202600010001100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;64&#93; NOGUEIRA,   Ilza. O Ensino da An&aacute;lise Musical no Brasil. In: Anais do IV Encontro de Teoria   e An&aacute;lise Musical (ETAM). S&atilde;o Paulo: USP, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144518&pid=S0009-6725202600010001100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;65&#93; NOGUEIRA,   Marcos Vinicio. A cogni&ccedil;&atilde;o musical: uma revis&atilde;o de conceitos e questões. Per   Musi, Belo Horizonte, n. 8, p. 5&#45;21, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144520&pid=S0009-6725202600010001100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;66&#93; OLIVEIRA,   Jamary. &quot;Reflets dans l'eau&quot; – Images I para piano de Claude Debussy.   Revista ART, Salvador, n. 1, p. 33&#45;48, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144522&pid=S0009-6725202600010001100066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;67&#93; OLIVEIRA,   Jamary. &quot;S&eacute;rie: um programa auxiliar para an&aacute;lise de m&uacute;sica   dodecaf&ocirc;nica&quot;. Revista ART, Salvador, n. 2, p. 45&#45;56, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144524&pid=S0009-6725202600010001100067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;68&#93; PERETZ,   Isabelle; ZATORRE, Robert J. The cognitive neuroscience of music. In: PERETZ,   I.; ZATORRE, R. J. (ed.). The cognitive neuroscience of music. Oxford: Oxford   University Press, 2003. p. 1–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144526&pid=S0009-6725202600010001100068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;69&#93; PIEDADE,   Ac&aacute;cio T. C. O pensamento de Villa&#45;Lobos e o estilo da t&oacute;pica. Musica Theorica,   Salvador, v. 1, n. 1, p. 1&#45;18, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144528&pid=S0009-6725202600010001100069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;70&#93; SAMPAIO,   Marcos da Silva. Em torno da rom&atilde;: aplica&ccedil;ões de opera&ccedil;ões com contornos na   composi&ccedil;&atilde;o. Salvador: EDUFBA, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144530&pid=S0009-6725202600010001100070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;71&#93; SCHENKER,   Heinrich. Free composition (Der freie Satz). Tradu&ccedil;&atilde;o e edi&ccedil;&atilde;o de Ernst Oster.   New York: Longman, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144532&pid=S0009-6725202600010001100071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;72&#93; SCH&Ouml;NBERG,   Arnold. The musical idea and the logic, technique, and art of its presentation.   New York: Columbia University Press, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144534&pid=S0009-6725202600010001100072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;73&#93; SCLIAR,   Esther. Elementos de an&aacute;lise musical. Porto Alegre: Movimento, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144536&pid=S0009-6725202600010001100073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;74&#93; TATIT,   Luiz. O cancionista: composi&ccedil;&atilde;o de can&ccedil;ões no Brasil. S&atilde;o Paulo: Edusp, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144538&pid=S0009-6725202600010001100074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;75&#93; TOM&Aacute;S,   Lia. Ouvir o l&oacute;gos: m&uacute;sica e filosofia. S&atilde;o Paulo: UNESP, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144540&pid=S0009-6725202600010001100075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;76&#93; ULH&Ocirc;A,   Martha Tupinamb&aacute; de. M&uacute;sica popular no Brasil: caminhos para a an&aacute;lise. Per   Musi, Belo Horizonte, n. 1, p. 14&#45;25, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144542&pid=S0009-6725202600010001100076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;77&#93; VIANNA,   Hermano. O mist&eacute;rio do samba. Rio de Janeiro: Zahar, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144544&pid=S0009-6725202600010001100077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;78&#93; WIDMER,   Ernst. Entroncamentos sonoros: ensaio a uma did&aacute;tica da m&uacute;sica contempor&acirc;nea.   Salvador: Edi&ccedil;&atilde;o do Autor, 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144546&pid=S0009-6725202600010001100078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;79&#93; WISNIK,   Jos&eacute; Miguel. O som e o sentido: uma outra hist&oacute;ria das m&uacute;sicas. S&atilde;o Paulo:   Companhia das Letras, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=144548&pid=S0009-6725202600010001100079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>NOTAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">i.</a>   Esta posi&ccedil;&atilde;o j&aacute; havia sido formulada pelo autor em seu discurso de posse na   Academia Brasileira de M&uacute;sica, "Canta discurso, canta! E n&atilde;o te acomodes aos   trilhos do pensamento linear discursivo" (LIMA, 2016), no qual se prop&otilde;e uma   cr&iacute;tica ao pensamento linear&#45;discursivo na reflex&atilde;o musical.    <br>   <a name="nt02"></a><a href="#tx02">ii.</a>   O autor mant&eacute;m no perfil @paulo.costalima um conjunto de v&iacute;deo&#45;an&aacute;lises   dedicadas a mais de cem can&ccedil;&otilde;es da m&uacute;sica brasileira.    <br>   <a name="nt03"></a><a href="#tx03">iii.</a>   A proposta de Guido Adler foi decisiva para a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da   musicologia moderna e para os desdobramentos te&oacute;ricos que marcaram o s&eacute;culo XX   (ADLER, 1885).    <br>   <a name="nt04"></a><a href="#tx04">iv.</a>   Para uma vis&atilde;o abrangente da forma&ccedil;&atilde;o e dos impasses hist&oacute;ricos da   etnomusicologia, ver NETTL (2005).    <br>   <a name="nt05"></a><a href="#tx05">v.</a>   A concep&ccedil;&atilde;o de ritmo em Aristoxeno, entendida como rela&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o como fen&ocirc;meno   isolado, articula m&uacute;sica, dan&ccedil;a e poesia, antecipando debates que permanecem   atuais (ARISTOXENUS, 1990).    <br>   <a name="nt06"></a><a href="#tx06">vi.</a>   Refer&ecirc;ncia cl&aacute;ssica da pedagogia contrapont&iacute;stica e da tradi&ccedil;&atilde;o especulativa   pr&eacute;&#45;moderna (FUX, 1965). Obra historiogr&aacute;fica fundamental para a consolida&ccedil;&atilde;o   da musicologia no s&eacute;culo XX (GROUT; PALISCA, 2001).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt07"></a><a href="#tx07">vii.</a>   Formula&ccedil;&atilde;o central da an&aacute;lise estrutural da m&uacute;sica tonal (SCHENKER, 1979).    <br>   <a name="nt08"></a><a href="#tx08">viii.</a>   A tradi&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise mot&iacute;vica, especialmente a partir da Grundgestalt, teve   impacto decisivo sobre minha forma&ccedil;&atilde;o como analista e compositor (SCHOENBERG,   1995).    <br>   <a name="nt09"></a><a href="#tx09">ix.</a>   Obra seminal da teoria dos conjuntos aplicada &agrave; m&uacute;sica p&oacute;s&#45;tonal (FORTE, 1973).    <br>   <a name="nt10"></a><a href="#tx10">x.</a>   Texto fundador da contour theory, com ampla repercuss&atilde;o anal&iacute;tica (FRIEDMANN,   1985), ressignificando o papel da superf&iacute;cie na constru&ccedil;&atilde;o de sentido musical.    <br>   <a name="nt11"></a><a href="#tx11">xi.</a>   Refer&ecirc;ncia central da an&aacute;lise neo&#45;riemanniana e da no&ccedil;&atilde;o de parcim&ocirc;nia (COHN,   1997).    <br>   <a name="nt12"></a><a href="#tx12">xii.</a>   Tratamento sistem&aacute;tico das fun&ccedil;&otilde;es estruturais da textura musical (BERRY,   1987).    <br>   <a name="nt13"></a><a href="#tx13">xiii.</a>   Refer&ecirc;ncia can&ocirc;nica para o estudo anal&iacute;tico da orquestra&ccedil;&atilde;o (ADLER, 2002).    <br>   <a name="nt14"></a><a href="#tx14">xiv.</a>   Base anal&iacute;tica e ac&uacute;stica para o estudo do timbre musical (BEAUCHAMP, 2007).    <br>   <a name="nt15"></a><a href="#tx15">xv.</a>   Modelagem computacional aplicada &agrave; an&aacute;lise de estilo musical (COPE, 1991).    <br>   <a name="nt16"></a><a href="#tx16">xvi.</a>   Formula&ccedil;&atilde;o pioneira das rela&ccedil;&otilde;es entre expectativa, forma e temporalidade,   evento inaugural para a teoria do ritmo no s&eacute;culo XX (MEYER, 1960)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt17"></a><a href="#tx17">xvii.</a>   Obra fundamental sobre temporalidade musical e escuta, introduz a importante   no&ccedil;&atilde;o de tipos de temporalidade (KRAMER, 1988).    <br>   <a name="nt18"></a><a href="#tx18">xviii.</a>   Abordagem energ&eacute;tica da m&uacute;sica como campo de for&ccedil;as, provoca desenvolvimentos   at&eacute; os dias de hoje (KURTH, 1931).    <br>   <a name="nt19"></a><a href="#tx19">xix.</a>   Refer&ecirc;ncia central para a an&aacute;lise do gesto musical e da corporeidade (HATTEN,   2004).    <br>   <a name="nt20"></a><a href="#tx20">xx.</a>   Colet&acirc;nea fundamental sobre m&uacute;sica e gesto (GRITTEN; KING, 2006).    <br>   <a name="nt21"></a><a href="#tx21">xxi.</a>   Discuss&atilde;o filos&oacute;fica ampla sobre m&uacute;sica, educa&ccedil;&atilde;o e valor, com um cap&iacute;tulo   bastante rico sobre o surgimento da abordagem fenomenol&oacute;gica em teoria da   m&uacute;sica (BOWMAN, 1998).    <br>   <a name="nt22"></a><a href="#tx22">xxii.</a>   Marco da semiologia musical de tradi&ccedil;&atilde;o franc&oacute;fona, com repercuss&atilde;o mundial   (NATTIEZ, 1990).    <br>   <a name="nt23"></a><a href="#tx23">xxiii.</a>   Formula&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da narratividade musical, com resultados promissores no   campo da an&aacute;lise, tratando de uma estrutura de trag&eacute;dia em Schubert (ALM&Eacute;N,   2008).    <br>   <a name="nt24"></a><a href="#tx24">xxiv.</a>   Discuss&atilde;o sobre an&aacute;lise, escuta e interpreta&ccedil;&atilde;o musical. Formaliza&ccedil;&atilde;o de   m&eacute;todos para a an&aacute;lise na interpreta&ccedil;&atilde;o (NARMOUR, 1999).    <br>   <a name="nt25"></a><a href="#tx25">xxv.</a>   Contribui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica relevante para a reflex&atilde;o sobre m&uacute;sica e   subjetividade (DIDIER&#45;WEILL, 1997).    <br>   <a name="nt26"></a><a href="#tx26">xxvi.</a>   Refer&ecirc;ncia central da filosofia da obra musical e do conceito de "obra" (GOEHR,   1992).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt27"></a><a href="#tx27">xxvii.</a>   Aplica&ccedil;&atilde;o da semi&oacute;tica &agrave; m&uacute;sica cl&aacute;ssica ocidental (AGAWU, 1991).    <br>   <a name="nt28"></a><a href="#tx28">xxviii.</a>   Funda&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da sociologia da m&uacute;sica (ADORNO, 1976).    <br>   <a name="nt29"></a><a href="#tx29">xxix.</a>   Refer&ecirc;ncia cl&aacute;ssica da an&aacute;lise comparativa e do m&eacute;todo cantom&eacute;trico (LOMAX,   1968).    <br>   <a name="nt30"></a><a href="#tx30">xxx.</a>   Marco da new musicology e da cr&iacute;tica feminista em m&uacute;sica, uma inimiga de   ideologias cristalizadas no campo da teoria musical (McCLARY, 1991).    <br>   <a name="nt31"></a><a href="#tx31">xxxi.</a>   Refer&ecirc;ncia can&ocirc;nica da an&aacute;lise da m&uacute;sica para cinema (BURT, 1994).    <br>   <a name="nt32"></a><a href="#tx32">xxxii.</a>   Abordagem cognitiva baseada em met&aacute;foras e esquemas mentais (BROWER, 2000).    <br>   <a name="nt33"></a><a href="#tx33">xxxiii.</a>   S&iacute;ntese de refer&ecirc;ncia da neuroci&ecirc;ncia cognitiva da m&uacute;sica (PERETZ; ZATORRE,   2003).    <br>   <a name="nt34"></a><a href="#tx34">xxxiv.</a>   Formula&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise ecl&eacute;tica como estrat&eacute;gia interpretativa (FERRARA, 1991).    <br>   <a name="nt35"></a><a href="#tx35">xxxv.</a>   Obra fundadora da teoria generativa da m&uacute;sica tonal, e assim da virada da   teoria da m&uacute;sica na dire&ccedil;&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o; mas, faz isso, entrela&ccedil;ando abordagens   da teoria do ritmo, da an&aacute;lise schenkeriana e da ling&uuml;&iacute;stica, portanto h&iacute;brida   (LERDAHL; JACKENDOFF, 1983).    <br>   <a name="nt36"></a><a href="#tx36">xxxvi.</a>   Introdu&ccedil;&atilde;o clara e influente &agrave; an&aacute;lise musical (COOK, 1987).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt37"></a><a href="#tx37">xxxvii.</a>   Discuss&atilde;o enciclop&eacute;dica sobre m&eacute;todos de an&aacute;lise musical (BENT; POPLE, 2001).    <br>   <a name="nt38"></a><a href="#tx38">xxxviii.</a>   A no&ccedil;&atilde;o de composicionalidade foi proposta em 2011 e desenvolvida como   ferramenta te&oacute;rica para pensar a inseparabilidade entre cria&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o   musical (LIMA, 2024).    <br>   <a name="nt39"></a><a href="#tx39">xxxix.</a>   Desenvolvimento da fabula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico&#45;constitutiva aplicada a Brahms, Sch&ouml;nberg   e Widmer (LIMA, 2021).    <br>   <a name="nt40"></a><a href="#tx40">xl.</a>   Estudo de refer&ecirc;ncia sobre pr&aacute;ticas musicais afro&#45;brasileiras nos candombl&eacute;s   baianos (CHADA, 2006).    <br>   <a name="nt41"></a><a href="#tx41">xli.</a>   Reflex&otilde;es sobre m&uacute;sica popular e seus campos adjacentes (LIMA, 2010).    <br>   <a name="nt42"></a><a href="#tx42">xlii.</a>   Abordagem contempor&acirc;nea da segmenta&ccedil;&atilde;o e da organiza&ccedil;&atilde;o associativa na an&aacute;lise   musical (HANNINEN, 2012).</font></p>      ]]></body>
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