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<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20260014</article-id>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317&#45;6660.20260014</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Orquestras   Universit&aacute;rias em Expans&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Rita Cirne<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Jornalista formada pela Escola e Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes da Universidade   de S&atilde;o Paulo. Foi editora das homepages dos sites do Estad&atilde;o e do DCI e &eacute; colaboradora do jornal Valor Econ&ocirc;mico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A m&uacute;sica   instrumental no Brasil ganha for&ccedil;a e se reinventa a partir do trabalho de   forma&ccedil;&atilde;o de profissionais e de pesquisas sobre t&eacute;cnicas e linguagens musicais   nas diversas orquestras universit&aacute;rias existentes no Pa&iacute;s. Nesses n&uacute;cleos   art&iacute;sticos, em que s&atilde;o treinados e formados novos profissionais de orquestra,   solistas e regentes, o ambiente &eacute; prop&iacute;cio &agrave; pesquisa e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades   tanto para novos compositores como para o resgate dos talentos que se encontram   esquecidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em cada   universidade, h&aacute; um modelo de trabalho diferente. Na Universidade Estadual de Campinas   (Unicamp), por exemplo, a orquestra integra projetos de extens&atilde;o   universit&aacute;ria e &eacute; integrada aos institutos de arte. Colabora com os p&uacute;blicos   interno e externo. Tem base na universidade e os seus funcion&aacute;rios s&atilde;o   profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A maestrina   Cinthia Alireti, regente titular e codiretora art&iacute;stica da Orquestra Sinf&ocirc;nica da Unicamp (OSU), explica   que a orquestra tem v&aacute;rios projetos que buscam a interse&ccedil;&atilde;o entre ensaio,   pesquisa cient&iacute;fica e forma&ccedil;&atilde;o estudantil. "Temos laborat&oacute;rios com sessões de   leitura: s&atilde;o projetos acessados por acad&ecirc;micos de todo o Brasil. A pessoa   propõe uma pe&ccedil;a, uma composi&ccedil;&atilde;o para orquestra, que passar&aacute; por um processo de   sele&ccedil;&atilde;o. Esse espa&ccedil;o foi criado para experimentar e apoiar a escrita para novas   linguagens. Eles podem gravar. &Eacute; um formato para m&uacute;sica contempor&acirc;nea,   experimental e que precisa amadurecer. Outro projeto que temos &eacute; o de fazer   &oacute;pera com alunos dos departamentos. Nossos cantores solistas s&atilde;o tirados desse   projeto", informa. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a14fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Ela destaca   tamb&eacute;m o projeto que foi desenvolvido pelo professor J&ocirc;natas Manzoli (professor   do N&uacute;cleo Interdisciplinar de Comunica&ccedil;&atilde;o Sonora da Universidade de Campinas   &#45; NICS) e Micael Antunes (pesquisador do NICS). Atrav&eacute;s da   tecnologia, eles integraram o movimento de performances de v&iacute;deo e   improvisa&ccedil;ões humano&#45;computador, permitindo intera&ccedil;ões entre som, imagem e   movimento. "&Eacute; bom lembrar que a experi&ecirc;ncia musical do estudo acad&ecirc;mico na   forma&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sicos necessariamente n&atilde;o tem m&uacute;sica contempor&acirc;nea, j&aacute; que n&atilde;o   faz parte do dia a dia do curso. Assim, o fato de incluirmos a m&uacute;sica   contempor&acirc;nea em nossas temporadas acaba dando um equil&iacute;brio que fomenta a   cogni&ccedil;&atilde;o musical", acrescenta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Profissionalismo   e aprendizagem</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No Rio de   Janeiro, a orquestra sinf&ocirc;nica da Universidade Federal do Rio de   Janeiro (OSUFRJ) tem como principais finalidades o atendimento aos   alunos de Gradua&ccedil;&atilde;o e P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em instrumentos, composi&ccedil;&atilde;o e reg&ecirc;ncia e a   realiza&ccedil;&atilde;o da temporada de concertos. De acordo com Andr&eacute; Cardoso, diretor da   orquestra, a sua primeira finalidade se d&aacute; atrav&eacute;s da disciplina Pr&aacute;tica de   Orquestra, inscrevendo&#45;se a&iacute; nas atividades universit&aacute;rias voltadas para o   ensino. A segunda constitui&#45;se no ciclo anual de concertos realizados na Escola   de M&uacute;sica e em outros espa&ccedil;os culturais da cidade, que se caracteriza como uma   atividade de Extens&atilde;o. A encomenda e estreia de novas obras, a abordagem da   m&uacute;sica contempor&acirc;nea e do repert&oacute;rio do passado musical brasileiro, inserem a   OSUFRJ no campo da Pesquisa em m&uacute;sica. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a14fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Ele ressalta   os tipos diferentes de orquestras sinf&ocirc;nicas que existem no Pa&iacute;s e cita que a Orquestra   Sinf&ocirc;nica Nacional da Universidade Federal Fluminense e a Orquestra Sinf&ocirc;nica da USP s&atilde;o profissionais. N&atilde;o t&ecirc;m,   portanto, fun&ccedil;ões pedag&oacute;gicas. A Orquestra Acad&ecirc;mica da Unesp e a Orquestra da UniRio s&atilde;o   compostas exclusivamente por alunos. A Filarm&ocirc;nica UFRN e a Filarm&ocirc;nica da UFRGS s&atilde;o   projetos de extens&atilde;o, com bolsas para alunos e extensionistas. A Orquestra   Sinf&ocirc;nica da UFRJ &eacute; uma orquestra h&iacute;brida. Tem 47 m&uacute;sicos profissionais e cerca   de 90 alunos que atuam juntos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Assim, se   de um lado, enfrentamos a falta de recursos, de outro temos a vantagens sermos   uma orquestra na Universidade, pois &eacute; um ambiente prop&iacute;cio para a divulga&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de cultura e tamb&eacute;m onde se faz muita m&uacute;sica in&eacute;dita."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Andr&eacute; Cardoso   afirma que na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, a OSUFRJ participa do Sistema Nacional das Orquestras Sociais do Brasil   (Sinos), que &eacute; um projeto desenvolvido em parceria entre a Funarte e   a Universidade Federal do Rio de Janeiro atrav&eacute;s de sua Escola de M&uacute;sica. "Esse   projeto busca atender e dar suporte aos projetos sociais que se dedicam ao   ensino coletivo de instrumentos e &agrave; pr&aacute;tica de orquestra. O Sinos engloba   diversas a&ccedil;ões, mas a orquestra participa especificamente do Repert&oacute;rio   Sinos e dos Concertos Sinos. A s&eacute;rie Concertos Sinos apresenta ao   p&uacute;blico as obras criadas e editadas para esse repert&oacute;rio, disponibilizando obras   orquestrais adequadas aos diferentes est&aacute;gios de desenvolvimento musical dos   alunos. A orquestra faz a primeira audi&ccedil;&atilde;o e grava as obras encomendadas a   compositores de v&aacute;rias localidades do pa&iacute;s", salienta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em sua   opini&atilde;o, as orquestras universit&aacute;rias ampliam o acesso &agrave; m&uacute;sica e transformam a   vida cultural dos campi. No caso da Sinf&ocirc;nica da UFRJ, a maior parte dos seus   concertos s&atilde;o gratuitos. A orquestra atua em diferentes salas de concertos,   igrejas e mesmo em outras cidades. Participa de eventos como o Festival   Villa&#45;Lobos, a S&eacute;rie Brasiliana da Academia Brasileira de M&uacute;sica e a Bienal de   M&uacute;sica Brasileira Contempor&acirc;nea, da Funarte. "Ela se dedica bastante ao   repert&oacute;rio contempor&acirc;neo, especialmente o brasileiro, tendo j&aacute; realizado mais   de 200 estreias de obras. Realiza grava&ccedil;ões em &aacute;udio e v&iacute;deo, est&aacute; presente nas   redes sociais e nas plataformas digitais. S&atilde;o formas de ampliar o acesso",   afirma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Incentivos   e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com a mesma   proposta de dar espa&ccedil;o &agrave; pesquisa e aos novos talentos, a orquestra sinf&ocirc;nica da Universidade   Federal de Pernambuco (OSUFPE) vem lutando desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, em   2015, com falta de recursos. De acordo com Sergio Dias, regente fundador   em&eacute;rito da orquestra, ele chegou &agrave; universidade em 2009, vindo do Esp&iacute;rito   Santo e encontrou apenas grupos vocais. Assim, trabalhou para formar inicialmente   uma orquestra de C&acirc;mara, s&oacute; de cordas, com 9 pessoas. Em 2015, conseguiu formar   uma pequena Orquestra Sinf&ocirc;nica com sopro, percuss&atilde;o e cordas. "T&iacute;nhamos   conseguido bolsas de estudo para os integrantes da orquestra que foram extintas   em 2018. Decidimos ent&atilde;o encerrar as atividades da orquestra naquele ano. Em   2019, um grupo de alunos nos procurou para retomarmos as atividades, o que   aconteceu em 2020, mas tivemos que parar em fun&ccedil;&atilde;o da pandemia. S&oacute; retornamos   em 2022 e seguimos at&eacute; agora sem bolsas de estudo. No fim de 2023, decidi me   afastar e a reg&ecirc;ncia da orquestra passou para os professores Maria Ida Barroso   – chefe do Departamento de M&uacute;sica – e Helder Passinho. Eu fiquei como regente   fundador em&eacute;rito", relembra. (<a href="#fig03">Figura 3</a>)</font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a14fig03.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Sergio Dias   relata que, mesmo sem recursos, o trabalho continua sendo feito na forma&ccedil;&atilde;o de   alunos n&atilde;o s&oacute; do Departamento de M&uacute;sica, mas de outros cursos como os de   engenharia e comunica&ccedil;&atilde;o. E mesmo de outras institui&ccedil;ões como o Conservat&oacute;rio   Musical de Pernambuco e alunos de projetos sociais como os da Orquestra Crian&ccedil;a   Cidad&atilde;. Segundo ele, a orquestra &eacute; um campo onde os alunos podem treinar, se   exercitando para no futuro se tornarem m&uacute;sicos de orquestra, j&aacute; que 95% dos   alunos de cursos de m&uacute;sica v&atilde;o atuar em orquestra quando se formarem.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"O   presencial &eacute; o grande diferencial da atividade orquestral: a m&uacute;sica feita ao   vivo, a execu&ccedil;&atilde;o &uacute;nica do momento do concerto, a emo&ccedil;&atilde;o do contato com o p&uacute;blico, o calor do aplauso."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">"O trabalho   na OSUFPE &eacute; transdisciplinar. Engloba pesquisas de alunos que preparam suporte   digital para o material de divulga&ccedil;&atilde;o dos trabalhos; proporciona experi&ecirc;ncia   com novas linguagens de m&uacute;sica, como linguagem eletr&ocirc;nica e contempor&acirc;nea em   geral. Tamb&eacute;m prepara novas plateias formando jovens e apurando o gosto musical   da plateia jovem. Traz, assim, p&uacute;blico para o repert&oacute;rio sinf&ocirc;nico. Para isso,   toca muita m&uacute;sica brasileira, especialmente m&uacute;sicas in&eacute;ditas compostas para   orquestras, incentivando jovens compositores a comporem para orquestra",   ressalta.O regente explica que a OSUFPE tamb&eacute;m mant&eacute;m contato com tradi&ccedil;ões   antigas e a cultura popular. No concerto que ocorreu em julho no Teatro de   Santa Isabel, foi inclu&iacute;do um concerto para trompete e orquestra composto   especialmente para orquestra pelo Maestro Duda, conhecido por seu trabalho na   &aacute;rea do frevo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Dias,   as universidades t&ecirc;m orgulho de suas Orquestras Sinf&ocirc;nicas, pois al&eacute;m da   divulga&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica elas revelam a agita&ccedil;&atilde;o cultural da universidade. Elas   mostram o servi&ccedil;o da Universidade na comunidade. Na sua opini&atilde;o, outra inova&ccedil;&atilde;o   importante da OSUFPE &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o da diversidade, j&aacute; que &eacute; formada por alunos   cotistas, negros, portadores de defici&ecirc;ncia e oriundos de projetos sociais. E   os concertos s&atilde;o sempre acompanhados por libras e com proje&ccedil;ões visuais dos   textos para os deficientes auditivos. "Assim, se de um lado, enfrentamos a   falta de recursos, de outro temos a vantagens sermos uma orquestra na   Universidade, pois &eacute; um ambiente prop&iacute;cio para a divulga&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de   cultura e tamb&eacute;m onde se faz muita m&uacute;sica in&eacute;dita", observa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">J&aacute; a OSUSP,   por ser uma orquestra profissional, tem como prioridade a divulga&ccedil;&atilde;o do   repert&oacute;rio de m&uacute;sica orquestral e ocasionalmente faz programa&ccedil;ões em   conjunto com a Orquestra de C&acirc;mara da Escola de Comunica&ccedil;ões e Artes   (OCAM), que &eacute; uma orquestra de estudantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Mayra   Moraes, vice&#45;diretora e violinista OSUSP, os alunos da OCAM se aproximam da   OSUSP para complementa&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos sendo orientados pelos   professores do Departamento de M&uacute;sica. Um exemplo desse trabalho &eacute; o que foi   desenvolvido atrav&eacute;s da classe do professor F&aacute;bio Cury onde foi feita uma   an&aacute;lise da quantidade de maestras, compositoras e obras brasileiras   interpretadas pela OSUSP ao longo dos seus anos de atividade. "A diretora atual   da OSUSP, professora doutora C&aacute;ssia C. Bomfim, tem promovido a intersec&ccedil;&atilde;o   entre m&uacute;sica e tecnologia &#45; mas este trabalho &eacute; realizado atrav&eacute;s de suas   atividades pedag&oacute;gicas. A OSUSP aproximou&#45;se da tecnologia na &eacute;poca da   pandemia, quando a institui&ccedil;&atilde;o orquestral, pelo mundo todo, precisou se   reinventar &#45; fizemos diversas atividades online &#45; mas com o fim do per&iacute;odo   cr&iacute;tico da pandemia retomamos o presencial que &eacute; o grande diferencial da   atividade orquestral: a m&uacute;sica feita ao vivo, a execu&ccedil;&atilde;o &uacute;nica do momento do   concerto, a emo&ccedil;&atilde;o do contato com o p&uacute;blico, o calor do aplauso", explica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mayra Moraes   informa que OSUSP tem duas s&eacute;ries de atividades: o Mem&oacute;rias Musicais dedicado   primordialmente para o p&uacute;blico 60+ em parceria com o projeto USP 60+ e   concertos did&aacute;ticos para crian&ccedil;as e jovens de escolas p&uacute;blicas como p&uacute;blico   b&aacute;sico, mas tamb&eacute;m n&atilde;o exclusivamente. Com essas atividades &eacute; poss&iacute;vel fazer   uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o de um p&uacute;blico diverso, da USP e de fora e que, segundo   ela, muitas vezes assistem a uma orquestra pela primeira vez.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ela ressalta   ainda que as atividades da OSUSP s&atilde;o sempre gratuitas. Muitas vezes o seu   trabalho &eacute; levado a outros teatros de S&atilde;o Paulo, como a Sala S&atilde;o Paulo, e aos   diversos campi da USP pelo interior e outras unidades em S&atilde;o Paulo, n&atilde;o ficando   restrita a atividades no Campus Butant&atilde; onde fica sua sala de ensaios e   concertos. "Por estar dentro da Universidade, a OSUSP pode ousar na escolha do   repert&oacute;rio. Importante conquista das mais recentes temporadas, foi a cria&ccedil;&atilde;o   do ciclo de concertos Torre do Rel&oacute;gio, que propõe uma reflex&atilde;o sobre a   conex&atilde;o entre m&uacute;sica e ci&ecirc;ncia. Inspirado no monumento de mesmo nome localizado   no centro da Cidade Universit&aacute;ria, a Torre do Rel&oacute;gio &eacute; composta de duas placas   verticais em concreto armado em que est&atilde;o esculpidos pain&eacute;is que representam as   &aacute;reas de conhecimentos das Ci&ecirc;ncias e das Artes", afirma.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Qualquer   que seja o modelo da orquestra acad&ecirc;mica, uma de suas principais   caracter&iacute;sticas &eacute; o fato de ter uma mente arejada, com liberdade para   investigar e experimentar linguagens novas e manifesta&ccedil;ões culturais."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ela enfatiza   que a OSUSP est&aacute; em constante processo de atualiza&ccedil;&atilde;o, com o prop&oacute;sito de ir   al&eacute;m do papel de espa&ccedil;o de reprodu&ccedil;&atilde;o musical, assumindo tamb&eacute;m um lugar ativo   na constru&ccedil;&atilde;o da cultura, um trabalho que come&ccedil;ou em 1975, quando foi fundada   pelo compositor Camargo Guarnieri.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">E, como   observa a maestrina Cinthia Alireti, da Orquestra Sinf&ocirc;nica da Unicamp (OSU),   qualquer que seja o modelo da orquestra acad&ecirc;mica, uma de suas principais   caracter&iacute;sticas &eacute; o fato de ter uma mente arejada, com liberdade para   investigar e experimentar linguagens novas e manifesta&ccedil;ões culturais. Al&eacute;m de   apoiar a forma&ccedil;&atilde;o de jovens m&uacute;sicos, funciona como um laborat&oacute;rio.</font></p>      ]]></body>

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