Ciência e Cultura
versão impressa ISSN 0009-6725versão On-line ISSN 2317-6660
Resumo
MORAES, Iranilda e AZEVEDO-RAMOS, Claudia. A importância do ordenamento territorial para o futuro das florestas públicas na Amazônia. Cienc. Cult. [online]. 2024, vol.76, n.3, pp.01-06. ISSN 2317-6660. https://doi.org/10.5935/2317-6660.20240067.
Proteger as florestas tropicais é essencial para enfrentar as mudanças climáticas e preservar a biodiversidade. No Brasil, 19% das florestas públicas ainda não foram destinadas a alguma categoria de uso, tendo enfrentado perdas significativas de cobertura florestal devido à grilagem e exploração de recursos naturais, especialmente na Amazônia. Destinar essas florestas tem sido sugerido como fundamental para conter práticas insustentáveis e ilegais. Um estudo de caso no Pará indicou que o ordenamento territorial pode contribuir para resolver conflitos territoriais e promover uma economia baseada na floresta no Conjunto de Glebas Mamuru-Arapiuns (CGMA). A destinação de áreas públicas a diversas categorias de uso resultou em uma nova configuração territorial, com a intenção de minimizar disputas e atividades ilegais na região. Aqui, refletimos sobre a experiência no CGMA e suas lições, como a necessidade de vontade política, processos participativos equilibrados e planejamento da gestão eficaz do território. A destinação de florestas públicas é o primeiro passo para melhorar a governança nessas áreas, mas a implementação da gestão ambiental é crucial para garantir a proteção das florestas e fortalecer a governança. Com mais de 60 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas na Amazônia brasileira, como destinar e gerir essas áreas são essenciais para um futuro sustentável.
Palavras-chave : Cobertura vegetal; Governança; Planejamento regional; Processo participativo.











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