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Ciência e Cultura

versão impressa ISSN 0009-6725versão On-line ISSN 2317-6660

Cienc. Cult. v.61 n.2 São Paulo  2009

 

 

 

GUSTAV KLIMT

Análise das obras identifica forte influência da fase adolescente do artista austríaco

 

A obra de Gustav Klimt (1862-1918) tem como característica sua forma de retratar a alma feminina de maneira provocativa e delicada. Ele foi considerado o pintor austríaco mais importante de sua época, com uma extensa produção de cerca de 200 obras e alguns milhares de desenhos. A análise que David Dean Brockman, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Illinois (EUA), fez de suas obras, sugere que o artista teria mantido sua personalidade presa à adolescência, resultado de perdas sofridas na família e acontecimentos que causaram danos em sua autoestima e crença pelo trabalho.

Em seu artigo, publicado no periódico Adolescent Psychiatry (Vol.30, 2008), o psiquiatra lembra que o lançamento de a Interpretação dos sonhos de Sigmund Freud, em 1900, possibilitou um novo olhar sobre a dinâmica do inconsciente, além de novos e profundos insights sobre o funcionamento da mente. A Áustria vivia um momento único e fértil nas produções política, intelectual e psicológica o que, certamente, influenciou o trabalho de Klimt. Na perspectiva de Brockman, a obra do pintor revela preocupações com a vida íntima feminina, nudez, sexo, vida e morte. "Seu trabalho é extraordinariamente novo e seu dom de retratar a vida íntima de mulheres e sua sexualidade não tem paralelo", enfatiza.

 

 

A permissão de analisar sua obra a partir do ponto de vista pessoal de suas experiências foi dada pelo próprio artista, que afirmara: "Quem quiser saber algo sobre mim – como artista – a única coisa que deve fazer é olhar cuidadosamente para minhas pinturas e tentar enxergar nelas o que eu sou e o que quero fazer".

O pintor austríaco morreu em 1918, aos 56 anos, vítima da epidemia de gripe espanhola.

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